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No século XIX, muitos antropólogos da primeira geração eram partidários da ideia de evolução cultural, segundo a qual os diversos povos espalhados pelo mundo estavam em distintas etapas de evolução cultural. Essa concepção foi superada por demais astrólogos que rejeitaram essa ideia, propondo novas teorias que não defendiam uma hierarquia da cultura ou dos povos. O antropólogo inglês James Frazer defendia a existência de três etapas fundamentais do pensamento e do conhecimento humanos. Segundo James Frazer, as três etapas fundamentais são:
magia - religião - superstição.
magia - ciência - civilização.
magia - religião - ciência.
religião - ciência - indústria.
Ao longo dos anos, foram nascendo, na antropologia, diversas escolas com teorias distintas. Algumas já não têm mais representantes na atualidade. As escolas antropológicas estão cronologicamente apresentadas em:
evolucionismo, estruturalismo, pós-modernismo e difusionismo.
pós-modernismo, estruturalismo, difusionismo e funcionalismo.
funcionalismo, estruturalismo, evolucionismo e difusionismo.
evolucionismo, funcionalismo, difusionismo e estruturalismo.
"Essas políticas provaram ser uma catástrofe para o Brasil e para outros países que institucionalizaram e facilitaram a miscigenação disseminada de asiáticos, europeus e africanos". Esse é um dos trechos de um manifesto escrito por Anders Bhering, supremacista branco norueguês que, em 2011, assassinou mais de 70 jovens do Partido Trabalhista norueguês. No manifesto , Bhering cita o Brasil como um exemplo de nação que não deve ser seguido. Segundo ele, o Brasil é um país subdesenvolvido devido àmiscigenação. Esse pensamento racista, como o do norueguês, teve, em nosso país , muita força no final do século XIX e início do século XX. A teoria que condenava a miscigenação de raças no Brasil é:
Darwinismo racial.
Eugenia.
Ideologia de pureza racial.
Evolucionismo racial.
Nos anos de 1884-1885, ocorreu, na capital da Alemanha, a Conferência de Berlim. Nessa conferência estavam presentes as grandes nações europeias para a divisão do continente africano. Na prática, os países industrializados do velho continente estavam reorganizando os mapas e seus domínios territoriais na África. O século XIX foi um século de corrida das nações industrializadas por colônias e foi, nesse mesmo século, que nasceu a antropologia como ciência. O contexto histórico do nascimento da antropologia como ciência foi(foram):
O Imperialismo.
A colonização do continente americano.
As revoluções burguesas na Idade Moderna.
As Grandes Navegações.
A Antropologia, um estudo do homem, por um bom tempo voltou seus esforços para os territórios colonizados do Oriente (Índia e China), para a África e a América, com pesquisas de campo, metodologia empírica, coletando detalhes culturais, materiais linguísticos dessas populações. Após o movimento iluminista do século XIX, a Antropologia passou a ser estruturada sob o enfoque da Antropologia Física e da Antropologia Cultural. No século seguinte, surgem novas abordagens dos estudos antropológicos. Considerando essas novas abordagens da Antropologia, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre elas:
COLUNA I
1. Evolucionismo
2. Culturalismo
3. Funcionalismo
4. Estruturalismo
COLUNA II
( ) Essa vertente é baseada, sobretudo, nos trabalhos dos antropólogos Franz Boas e Ruth Benedict, e considera que as culturas humanas são caracterizadas por processos e constituintes históricos precisos, para cuja compreensão concorrem as condições ambientais, os fatores psicológicos e os efeitos das relações históricas sobre cada comunidade.
( ) Essa abordagem foi a plataforma de investigação inicial das ciências sociais e, particularmente, da Antropologia. Alguns estudiosos contribuíram para a compreensão dessa abordagem, como por exemplo, Lewis Henry Morgan, Edward Burnett Tylor e James George Frazer, sendo que seus trabalhos influenciaram o posterior desenvolvimento não só da antropologia, mas também das ciências sociais.
( ) Essa abordagem da Antropologia tem a intenção de analisar o elemento inobservável, ou invisível que está na base das culturas, que subjaz toda relação entre os indivíduos, os grupos e as instituições sociais. O pesquisador mais importante nessa abordagem foi o antropólogo Lévi-Strauss.
( ) Essa vertente da Antropologia surgiu com os valiosos trabalhos de Bronislaw Malinowski. Nela, a relevância está em estudar as culturas isoladamente, sem tomar nenhuma outra por parâmetro comparativo. Nessa abordagem, o antropólogo deve mergulhar intensamente no convívio, nos hábitos e costumes de um povo, com observação, escuta, descrição e interpretação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
4, 3, 2, 1
1, 3, 4, 2
3, 4, 2, 1
1, 2, 4, 3
2, 1, 4, 3


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Durante o século XIX, tanto a sociologia quanto a antropologia surgem nos estudos sociais. Nos primeiros momentos da antropologia, ela apresenta, em sua composição e constituição, uma ideia formulada no seguinte critério:
Os povos “primitivos” ou “selvagens” representam o passado dos “civilizados”.
Hoje em dia, podem ser rejeitados os fundamentos teóricos do evolucionismo, mas não se deve esquecer que foram estes primeiros estudiosos os introdutores da pesquisa de campo, ou trabalho de campo, processo que ainda hoje norteia os métodos e técnicas de pesquisa antropológica.
As religiões estão nas sociedades industriais estabelecidas em instituições próprias, sem conexão direta ou estreita com outras esferas da vida coletiva.
Para os teóricos do evolucionismo, as sociedades humanas deviam ser comparadas entre si por meio de seus costumes, mas tais costumes são definidos pelo investigador e não são situados lado a lado, de modo horizontal.
As sociedades humanas apresentam características estruturais universais.
O evolucionismo foi um dos conceitos que permaneceu por muitos anos em aspecto central de análise nos estudos antropológicos. Sobre esse conceito, assinale a alternativa correta.
As sociedades contemporâneas, como um todo, são homogêneas culturalmente, e, por isso, os fundamentos teóricos do evolucionismo podem ser rejeitados.
Só existe nas civilizações ocidentais, orientadas para fins e valores de mercado; tais costumes evolucionistas são definidos pelo investigador, não sendo situados lado a lado, de modo horizontal.
O evolucionismo considera que os costumes têm uma substância comum, uma individualidade e, evidentemente, um fim. Mas o fim não é jamais discutido pelos teóricos do século XIX, porque é sempre encarado como a encarnação da sociedade branca, tecnológica e europeia onde viviam esses pesquisadores.
O fato de que a cultura pode ser reificada no tempo e no espaço (por meio de sua projeção e materialização em objetos), o evolucionismo pode sobreviver à sociedade que a atualiza em um conjunto de práticas concretas e visíveis.
Para os evolucionistas, é o contexto que vai permitir situar cada costume como uma ilustração crítica de momentos ou estágios socioculturais específicos, não afetando, contudo, a preponderância dos valores tradicionais.
Analise as afirmativas sobre o pensamento de Franz Boas sobre a cultura e sua abordagem na Antropologia. Franz Boas
I. recusou qualquer generalização que não pudesse ser demonstrada por meio da pesquisa concreta em sociedades determinadas. Para ele, cada cultura é única e deve ser analisada de modo aprofundado e particular. Existem, portanto, “culturas” e não “a cultura”, e é essa diversidade cultural que explica as diferenças entre as sociedades humanas.
II. desenvolveu a ideia de “observação participante”. Para ele não se podia analisar uma cultura externamente ou mesmo à distância, pois só vivendo determinado tempo na sociedade a ser pesquisada se podia conhecer as relações entre cultura e vida social.
III. afirmava que, para fazer uma análise objetiva, era necessário examinar as culturas em seu estado atual, sem preocupação com suas origens. Concebia as culturas como sistemas funcionais e equilibrados, formados por elementos interdependentes que lhes davam características próprias, principalmente no que dizia respeito às necessidades básicas como alimento, proteção e reprodução.
Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
I – II.
I.
I – II – III.
II – III.
III.
Recebemos uma lista de invenções, instituições e ideias, mas aprendemos pouco ou nada sobre o modo pelo qual o indivíduo vive sob essas instituições, com essas invenções e idéias, assim como não sabemos como suas atividades afetam os grupos culturais dos quais ele participa. As informações sobre esses pontos são extremamente necessárias, pois a dinâmica da vida social só pode ser compreendida com base na reação do indivíduo à cultura na qual vive.
(BOAS, Franz. Alguns problemas de metodologia nas ciências sociais. Rio de Janeiro: Expresso Zahar, 2014)
Franz Boas é considerado um dos fundadores da Antropologia Cultural, e dentre suas teses, destaca-se que
as culturas deveriam ser comparadas entre si de maneira a se encontrar os princípios comuns que as regem, e a considerar as particularidades que as tornam mais ou menos distantes umas das outras, em um percurso evolutivo comum.
as culturas obedecem a um conjunto mínimo de estruturas universais do pensamento, de maneira que o autor julgava incorreta a perspectiva que hierarquiza as culturas e as classifica entre superiores e inferiores.
o estudo de cada cultura deve partir de sua individualidade histórica, de maneira a ressaltar a relatividade dos hábitos, ritos e crenças e o seu pertencimento a cada cultura singular, considerando ao mesmo tempo que as culturas se transformam por meio do fenômeno da difusão cultural.
o objeto primordial da Antropologia são as funções sociais exercidas pelos costumes e crenças de cada comunidade, e tal qual Durkheim indicara no âmbito da Sociologia, existe um paralelo entre as funções presentes nos organismos físicos e aquelas presentes nos organismos sociais.
a cultura é um conjunto de interpretações, de maneira que a Antropologia seria uma interpretação de segundo grau, devendo o seu método ser entendido como uma “descrição densa”, pois consiste em uma interpretação de interpretações.


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Estudos sobre fluxos de pessoas, bens, discursos e valores, que marcam os interesses de antropólogos contemporâneos, já foram também objetos de estudos de antropólogos do século XIX, na denominada antropologia evolucionista.
Segundo Cuche, a primeira definição etnológica de cultura deve-se ao antropólogo Edward Tylor. Nela ele retoma também o conceito de civilização, de modo a conceber cultura e civilização como um conjunto complexo que
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e os outros instintos.
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades ou hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro da sociedade.
exclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades inintelígíveis do ser humano.
exclui os conhecimentos adquiridos historicamente, mas sobretudo as artes, as crenças, a moral, o direito, os costumes e os hábitos adquiridos pelos homens em situação de selvageria e barbárie.
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades inatas ou hábitos adquiridos instintivamente pelo homem enquanto conquista dos períodos étnicos.
Nas análises sobre magia, religião e ciência como estágios evolutivos, James Frazer afirma que, nas sociedades evoluídas, a religião é a chave para o entendimento dos seres humanos.
A respeito dos conceitos centrais da vertente analítica do Evolucionismo no estudo da Antropologia, julgue os itens a seguir.
I Hoje em dia, podem ser rejeitados os fundamentos teóricos do Evolucionismo, mas não se deve esquecer que foram estes primeiros estudiosos os introdutores da pesquisa de campo, ou trabalho de campo, processo que ainda hoje norteia os métodos e técnicas de pesquisa antropológica.
II Para os teóricos do Evolucionismo, as sociedades humanas deviam ser comparadas entre si por meio de seus costumes. Mas tais costumes são definidos pelo investigador e não são situados lado a lado, de modo horizontal.
III O Evolucionismo considera que os costumes têm uma substância comum, uma individualidade e, evidentemente, um fim. Mas o fim não é jamais discutido pelos teóricos do século XIX, porque é sempre encarado como a encarnação da sociedade branca, tecnológica e europeia onde viviam esses pesquisadores.
IV Para os teóricos evolucionistas as sociedades se desenvolvem de modo linear, irreversivelmente, como eventos, que podem ser tomados como causas; e outros, como consequências.
V Para os evolucionistas, é o contexto que vai permitir situar cada costume como uma ilustração crítica de momentos ou estágios socioculturais específicos.
A quantidade de itens certos é igual a
1
2
3
4
5


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Foi no âmbito do evolucionismo que se deu a primeira formulação do particularismo histórico.
A antropologia cultural proposta por Boas é uma crítica ao determinismo biológico.
Rejeitando os pressupostos evolucionistas que diziam ser as similaridades culturais resultado de algumas causas básicas e subjacentes, uma vez que a mente humana reagia de modo semelhante quando confrontada com situações ambientais similares, a escola americana de antropologia, do século XIX, propõe que as similaridades culturais podem ser produto de diferentes fatores históricos, ambientais e psicológicos. Portanto, traços de cultura similares análogos entre povos distantes, poderiam indicar uma fonte histórica comum, mas de origem independente, sendo o método indutivo o melhor caminho para compreender tais questões. O defensor dessas idéias é:
Leslie White.
Lewis Henry Morgan.
Franz Uri Boas.
Edward Burnett Tylor.
Na obra de Frazer, a emergência da religião representou uma etapa no processo de evolução cultural entre a magia e a ciência.