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Em seu artigo “Além da natureza e da cultura”, Philippe Descola discute alguns modos de identificação, entre os quais o animismo e o totemismo.
“Nos sistemas animistas, a continuidade das relações entre humanos e não humanos permitida por suas interioridades comuns supera as descontinuidades apresentadas por suas diferenças físicas. […] Em contraste, o totemismo australiano é uma estrutura simétrica caracterizada por uma dupla identidade interna a cada classe de seres – identidade ontológica dos componentes humanos e não humanos da classe devido ao compartilhamento de elementos de interioridade e fisicalidade e identidade das relações estabelecidas entre eles, seja de origem, afiliação, similaridade ou inerência à classe.”
O autor concebe esses modos de identificação como:
culturas;
ontologias;
ordens sociais;
classes sociais;
epistemologias.
A primeira definição de cultura que foi formulada do ponto de vista antropológico pertence a:
Michel Leiris.
Paul Mercier.
Alfred Kroeber.
Edward B. Tylor.
Bronislaw Malinowski.
O livro '' O ramo de ouro do antropólogo'' é uma das primeiras obras clássicas da antropologia. Apesar de ser uma obra de pesquisa sem a realização de um trabalho de campo e observação participante, o autor discorre a partir de uma densa bibliografia e relatos, e consegue produzir uma longa análise sobre símbolos, mitos e crenças comuns em diversos povos. Sem dúvidas, esse livro é uma das três principais obras da escola evolucionista. O autor do livro clássico '' O ramo de ouro é'':
Evans-Pritchard.
Bronislaw Malinowski.
James Frazer.
Claude Lévi-Strauss.
Os estudos das religiões ganharam campo e espaço central na antropologia por serem um fenômeno muito comum, vivenciado em diversas culturas, ao qual a antropologia tem se dedicado, mas sem o objetivo de decifrar seus símbolos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a posição mais defendida entre os teóricos que estudam as religiões.
Lévi-Strauss apontou a relação entre totemismo (identificação espiritual de seres humanos com plantas e animais) e endogamia (casamento dentro do mesmo grupo).
Malinowski estabeleceu a distinção entre religião e magia, com base no caráter mau da primeira e no caráter bom da última.
Émile Durkheim acreditava que a religião e a magia em nada diferem uma da outra, pertencendo ambas à mesma ordem de fenômenos.
Edward Tylor acreditava que as crenças religiosas se encontram em estágios evolutivos diferenciados.
Radcliffe-Brown negou qualquer significado prático ou econômico no totemismo, restringindo-se ao seu aspecto puramente simbólico.
Segundo os estudos antropológicos, existem dois tipos de antropólogos sociais: o primeiro escreveu The Golden Bough. Um grande escritor, mas que não viveu a experiência antropológica de campo em relação aos povos ditos e lidos na época como “primitivos”, apenas escreveu sobre. Em seus estudos, buscava as verdades acerca da natureza da psicologia humana, utilizando uma metodologia comparativa das culturas. O segundo realizou uma pesquisa durante quatro anos em uma pequena aldeia na Melanésia. Em seus estudos, tinha como objetivo apresentar o funcionamento do sistema social local, pois tinha um enorme interesse nas diferenças culturais. Assinale a alternativa que apresenta o primeiro e o segundo escritor, respectivamente.
Lewis Henry Morgan – E. E. Evans-Pritchard.
James Frazer – Bronislaw Malinowski.
Herbert Spencer – Marcel Mauss.
Leslie White – Franz Boas.
Edward Burnett Tylor – Radcliffe-Brown.


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Segundo Roque de Barros Laraia, Edward Tylor demonstrou que cultura pode ser um objeto de estudo
sistemático, pois trata-se de um fenômeno natural que possui causas e regularidades, permitindo um estudo objetivo e uma análise capazes de proporcionar a formulação de leis sobre o processo histórico-dialético.
sistemático, pois trata-se de um fenômeno natural que possui causas e regularidades, permitindo um estudo objetivo e uma análise capazes de proporcionar a formulação de leis sobre o processo cultural e a evolução.
metodológica e teoricamente calcado em leis universais consagradas pela antropologia e pela sociologia da cultura.
epistemologicamente sustentado nas premissas teóricas calcadas pela filosofia iluminista do século XVIII.
metodológica e teoricamente consagrado pelos fenômenos culturais implantados pelas diferentes sociedades modernas.
Segundo Cuche, a primeira definição etnológica de cultura deve-se ao antropólogo Edward Tylor. Nela ele retoma também o conceito de civilização, de modo a conceber cultura e civilização como um conjunto complexo que
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e os outros instintos.
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades ou hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro da sociedade.
exclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades inintelígíveis do ser humano.
exclui os conhecimentos adquiridos historicamente, mas sobretudo as artes, as crenças, a moral, o direito, os costumes e os hábitos adquiridos pelos homens em situação de selvageria e barbárie.
inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades inatas ou hábitos adquiridos instintivamente pelo homem enquanto conquista dos períodos étnicos.
Cuche, informa-nos que devemos a Franz Boas a concepção antropológica do “relativismo cultural”. Para Cuche, o relativismo cultural de Boas é
uma abordagem funcionalista e semiótica da cultura.
uma metodologia da história cultural dos povos sem história.
uma ciência positiva em busca de significados culturais.
um princípio metodológico e uma concepção relativista da cultura.
uma teoria sociológica da cultura fundada a partir de princípios evolucionistas.


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Em 1871, Edward Tylor sistematizou pela primeira vez o conceito científico de cultura, ancorado pelas teorias evolucionistas da época. A concepção de cultura de Tylor foi denominada de universalista. O primeiro antropólogo a desenvolver uma concepção particularista de cultura e realizar pesquisas in situ para observação direta e prolongada das então chamadas “culturas primitivas” foi:
Lewis Morgan.
Edmund Leach.
Franz Boas.
Claude Lévi-Strauss.
Nas análises sobre magia, religião e ciência como estágios evolutivos, James Frazer afirma que, nas sociedades evoluídas, a religião é a chave para o entendimento dos seres humanos.
Na obra de Frazer, a emergência da religião representou uma etapa no processo de evolução cultural entre a magia e a ciência.