Questões de Concurso sobre Especificações Técnicas

 
 
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Qual é a vegetação de forração que o arquiteto pode escolher para projetos de áreas sombreadas em praças urbanas?


A

Grama preta (Ophiopogon japonicus), de cor verde escura, com altura de um metro e flores amarelas.


B

Grama esmeralda (Zoysia japonica), de cor amarelo clara, com altura de trinta centímetros e flores brancas.


C

Grama preta (Ophiopogon japonicus), de cor verde escura, trepadeira vivaz.


D

Grama esmeralda (Zoysia japonica), de cor amarelo clara, trepadeira vivaz.


E

Grama preta (Ophiopogon japonicus), de cor verde escura, rasteira.

Áreas verdes são muito importantes na ambiência dos estabelecimentos assistenciais de saúde, por isso é relevante que o arquiteto domine questões relacionadas ao paisagismo. Nos jardins, as plantas podem ser dispostas isoladamente ou em grupos. No segundo caso, elas recebem nomes conforme o volume e a forma que apresentam. Os grupos que se compõem de plantas de pequeno porte, dispostas de forma linear que tendem a compor as bordas de um canteiro, de um caminho, ou até de uma árvore em destaque, são denominados


A

bordaduras.


B

maciços.


C

tufos.


D

corbelha.


E

alegrete.

A prefeitura de um município paulista situado em região de domínio da Mata Atlântica analisa uma diretriz recebida do órgão ambiental competente para reflorestar uma série de Áreas de Preservação Permanente com espécies nativas que permitam o manejo sustentável mediante a exploração de produtos alimentícios, sem necessidade de corte e reposição do espécime. São escolhas adequadas de espécies (com o respectivo produto passível de exploração, entre parênteses),


A

Palmito juçara (palmito) e Eucalipto (óleo).


B

Palmito juçara (palmito) e e Pinus elliottii (resina).


C

Aroeirinha (pimenta rosa) e Pinus elliottii (resina).


D

Araucária (pinhão) e Aroeirinha (pimenta rosa).


E

Araucária (pinhão) e Eucalipto (óleo).

O elemento principal da vegetação na criação dos espaços é o volume, o formato de sua massa, de seu "cheio". Esses volumes denominam maciços, que podem ser agrupados, enfileirados ou até mesmo isolados. Esses maciços podem ser homogêneos ou heterogêneos. Assinale a alternativa correta que descreve as características CORRETAS do agrupamento arbóreo.


A

Maciços arbóreos homogêneos são caracterizados por copas iguais, sombra uniforme, sendo menos vulneráveis às pragas, pois abrigam uma diversidade maior da fauna.


B

Maciços arbóreos heterogêneos são caracterizados por uma densidade de agrupamentos rarefeitos, dispostos intersectantemente, sendo mais vulneráveis às pragas, atraindo uma diversidade maior da fauna.


C

Maciços arbóreos homogêneos são caracterizados por uma densidade de agrupamentos difusos, dispostos isolados, sendo menos vulneráveis às pragas apesar de atraírem uma diversidade menor da fauna.


D

Maciços arbóreos heterogêneos são caracterizados por mistura de espécies, porte, forma, ideal para composição de bosques, atraindo maior diversidade da fauna.


E

Maciços monoaxiais heterogêneos são caracterizados por raízes profundas com desenvolvimento horizontal e inúmeras ramificações.

O projeto de paisagismo tem como finalidade representar o tratamento paisagístico de um espaço da forma como fora imaginado pelo projetista e, ainda, dar instruções para a implantação e manutenção deste local. Quanto à Arquitetura de Paisagem, é CORRETO afirmar:


A

O desenvolvimento do projeto paisagístico inicia-se pelo estudo preliminar, que envolve o conhecimento do espaço que será trabalhado, assim como as características dos usuários da área.


B

O levantamento planialtimétrico corresponde a uma detalhada avaliação da área e resultará em um desenho em escala. Escalas maiores (1:50, 1:100) são usadas para parques e grandes áreas jardinadas. Escalas menores (1:1000, 1:5000), para jardins pequenos.


C

O projeto paisagístico, ou também conhecido como projeto botânico, é assim nomeado por apresentar todo e qualquer projeto paisagístico um jardim.


D

A profissão de paisagista é regulamentada no Brasil desde o ano de 2007, devendo o arquiteto e urbanista fazer uma especialização tipo latu sensu, com duração de dois anos, para habilitar sua função.

Em um projeto público, a recomposição da vegetação nativa em uma área de preservação permanente, sem previsão de áreas pavimentadas, deverá considerar diferentes requisitos ambientais e paisagísticos. Na seleção de espécies para determinado trecho, será necessário especificar uma espécie frutífera e uma espécie de palmeira, ambas de grande porte (da ordem de 12 m), e um arbusto ou espécie de pequeno porte (até cerca de 3 m de altura). Atendem às condições gerais do projeto e correspondem a essas três diferentes especificações, respectivamente, as espécies


A

açaí, pupunha e jerivá.


B

manacá-de-cheiro, gabiroba e bananeira-da-terra.


C

gabiroba, jerivá e manacá-de-cheiro.


D

bananeira-da-terra, gabiroba e pupunha.


E

jerivá, bananeira-da-terra e pupunha.

Em um terreno situado no município de São Bernardo do Campo, em região de domínio da Mata Atlântica, observa-se a presença de fragmentos florestais em estágio médio de regeneração. Para a implantação de um determinado projeto público, identificou-se a necessidade de supressão e manejo de espécies arbóreas pioneiras nativas, que deverão ser identificadas e quantificadas. Para tal, serão consideradas espécies arbóreas pioneiras nativas, entre outras:


A

falsa seringueira (Ficus elastica), figueira (Ficus carica) e caxeta.


B

Pinus elliotti, jacatirão-açu e falsa seringueira (Ficus elastica).


C

embaúba, Pinus elliotti e figueira (Ficus carica).


D

jacatirão-açu, falsa seringueira (Ficus elastica) e caxeta.


E

embaúba, jacatirão-açu e caxeta.

Escolher espécies apropriadas para passeios e áreas públicas sempre foi complexo, devido, sobretudo, a largura reduzida dos passeios e também às diversas restrições.


No livro “Vegetação Urbana” (2002), seus autores mencionam alguns critérios a serem seguidos para a escolha do tipo de árvore de acordo com a localização delas em relação à largura da rua.


Nesse contexto, relacione os tipos de ruas e passeios da COLUNA I com as respectivas sugestões dos tipos de árvore para cada um deles apresentadas na COLUNA II:


COLUNA I

1- Ruas e passeios estreitos.

2- Ruas estreitas com passeios largos.

3- Passeios estreitos e ruas largas.

4- Passeios largos e ruas largas.


COLUNA II

( ) Utilizar espécies de pequeno porte para a calçada onde se encontrar a rede aérea, médio e pequeno porte para calçada oposta, sem fiação aérea.

( ) Escolher espécies de pequeno porte para serem plantadas no recuo de jardim, dentro do lote, com autorização do proprietário.

( ) Utilizar espécies de médio e grande porte na calçada, sem rede aérea e de pequeno porte na oposta, com fiação.

( ) Não se pode plantar árvores sobre esse passeio, mas no calçamento e a 50cm da calçada, no lado da rua onde não houver fiação. Podem ser colocadas espécies de médio porte.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.


A

2 1 4 3.


B

2 4 1 3.


C

3 1 4 2.


D

3 4 1 2.

O vento influencia significativamente na ambiência dos espaços arquitetônicos e urbanos e, consequentemente, na sensação térmica de seus usuários. Por meio de adequada proposta urbano-arquitetônica e paisagística, é possível amenizar efeitos indesejáveis, visto que a vegetação permite controlar a direção e a velocidade do vento. Sobre a temática, assinale a assertiva correta.

A
O uso de espécies de porte superior à altura média das edificações e o posicionamento adequado pode aumentar a relação altura/largura do corredor e, consequentemente, canalizar o vento.

B
Barreiras de vegetação podem ser menos eficazes que barreiras sólidas, pois a redução da velocidade se dá de forma gradual, atingindo maiores extensões e favorecendo a formação de zonas de turbulência, devido à permeabilidade da vegetação.

C
A forma e a altura da copa da árvore também influenciam no desempenho da barreira de vento. Por essa razão, pode ser desejável a associação de vegetação com diferentes formas e portes, aumentando sua permeabilidade para melhor filtrar o vento, sem, contudo, obstruí-lo.

D
As características das espécies arbóreas, como o porte, a forma, a permeabilidade, o período de desfolhamento e a idade, são fatores irrelevantes nas condições de ventilação de um local.

Uma vez definidos os conceitos gerais do projeto paisagístico, é fundamental avançar no estudo dos volumes vegetais, suas características e seu potencial no desenho dos espaços. Para tanto, sempre deverá ser previsto o estágio final de desenvolvimento da vegetação, seu porte adulto.


De acordo com Benedito Abbud (2007), existem três tipos principais de estratos vegetais.


Assinale a alternativa que NÃO se refere aos estratos vegetais apresentados pelo autor.


A

Arbóreo.


B

Arbustivo.


C

Forração.


D

Gramado.

No paisagismo, há diversas possibilidades de trabalhar com árvores no plano de massas vegetais, tirando o maior proveito dos dois grandes grupos desse vegetal, classificados segundo seu tipo de copa. Trata-se das espécies com copa horizontal e com copa vertical. O primeiro grupo possui o diâmetro de copa maior que a altura e o segundo tem diâmetro de copa menor que a altura. A árvore de copa horizontal forma um teto, uma sombra, um lugar aconchegante para quem se senta sob o seu dossel.


Assinale a alternativa que apresenta a referência de diâmetro de copa para as árvores de médio porte no grupo arbóreo de copa horizontal, segundo Benedito Abbud (2007).


A

Entre 3 e 4m.


B

Entre 4 e 5m.


C

Entre 5 e 8m.


D

Maior que 8m.

Segundo ABBUD, se o solo fértil foi descartado, a saída é comprar terra boa e fazer a reposição. Porém, como é um patrimônio não renovável a curto prazo, seu preço é elevado e pode encarecer significativamente o orçamento do jardim. Dependendo das condições nutritivas do terreno, varia muito o dimensionamento das covas para serem preenchidas com terra preparada. Em geral, as dimensões mínimas necessárias são as abaixo relacionadas, EXCETO:

A
arbustos altos, covas de 0,40 m x 0,40 m x 0,40 m.

B
árvores precisam de covas mínimas de 0,80 m x 0,80 m x 0,80 m.

C
arbustos baixos (herbáceas), camada de 0,25 m a 0,30 m de profundidade pela extensão do maciço.

D
forrações e gramados, camada de 0,10 m a 0,20 m de profundidade ao longo da área a ser plantada.

E
árvores precisam de covas mínimas de 0,60 m x 0,60 m x 0,60 m.

No princípio da escala, a preocupação do paisagista deve ser concentrada na harmonia entre as distâncias ou medidas verticais e horizontais. Com esse princípio, pode-se passar aos usuários da paisagem sensações de liberdade ou enclausuramento, dependendo da disposição dos elementos da paisagem.


C

Certo


E

Errado

O conhecimento sobre o crescimento das raízes das árvores é essencial para evitar os recorrentes problemas observados nas calçadas das cidades que, com frequência, acabam resultando na derrubada das mesmas. Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção que contém as informações CORRETAS:


I. Quando o lençol freático é alto, com a água próxima da superfície do solo, e as espécies não são adaptadas a esse habitat, as raízes tendem a subir, buscando ar para sua sobrevivência. Nesse processo, podem prejudicar pisos e passeios do seu entorno.

II. Em geral, as raízes das árvores se desenvolvem no solo ocupando um volume semelhante ao da copa.

III. Árvores de copa vertical possuem raízes pivotantes, que são mais profundas e servem de ancoragem de resistência aos ventos fortes.

IV. As árvores de copa horizontal desenvolvem raízes também horizontais, que compensam o peso e o balanço de galhos extensos. Tendem a aflorar no solo, podendo levantar pisos que estiverem por perto.


A

Somente as afirmativas II e III estão corretas.


B

Somente as afirmativas II e IV estão corretas.


C

Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.


D

Todas as afirmativas estão corretas.

Considerando a aplicação de espécies arbóreas para a arborização urbana e o porte médio de espécies, nas classificações técnicas usuais (pequeno, médio, grande porte), é correto afirmar que


A

entre espécies de grande porte recomenda-se, em média, espaçamento de 10 m para evitar interferência entre copas e raízes.


B

não é recomendável, na arborização de passeio, mescla de espécies de pequeno e grande porte, por dominância ecológica.


C

relações de dominância ecológica entre espécies de diferentes portes induzem a maior biodiversidade no ambiente urbano.


D

processos de ecogênese ocorrem na interação entre espécies nativas em arbustivas e arbóreas, com melhoria genética.


E

não havendo simetria entre copa e sistema radicular, a distância entre caules de espécies de médio porte em passeio é de 5 m.

O conhecimento do comportamento das raízes das árvores orienta a escolha de espécies que poderão ficar nas proximidades de canalizações e galerias com infraestrutura nas ruas, o que evita danos. As raízes que tendem a aflorar no solo, podendo levantar pisos que estiverem por perto, denominam-se raízes de copa:


A

horizontal.


B

cheia.


C

profunda.


D

vertical.


E

vazia.

Técnicas usuais de plantio de espécies arbóreas para implantação em paisagismo urbano preservam as espécies e sua duração no ambiente da cidade. Com base nessas técnicas, marque a alternativa correta.


A

Canteiros para plantio em série devem possuir área mínima de 1,50 m².


B

Profundidade mínima das covas é de 0,40 m para espécie de médio porte.


C

Gola de plantio com área mínima de 0,80 m x 0,80 m; 3 ou 4 vezes o diâmetro do tronco.


D

Sistemas radiculares pivotantes não são adequados à arborização de passeio, e sim os superficiais.


E

Canteiros para plantio em passeio com área de 2,0 m² e profundidade de 1,0 m mínimos, circulares.

Belém possui um Manual de Arborização Urbana, editado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Belém (SEMMA-PMB). Com base neste manual e a respeito do plantio de espécies arbóreas de grande porte como a Mangueira (Mangifera indica), é correto afirmar que


A

deve ser feito plantio em passeio com área permeável mínima de 1 m².


B

o passeio em que se fará o plantio deve ter ao menos 5 m de largura.


C

não se adequa a plantio em passeio, mas em canteiros amplos de praça.


D

é considerado inadequado como arborização urbana por possuir frutos.


E

é inadequado como arborização urbana por obstruir rede de drenagem.

Sobre os sítios com declividade entre 8% e 15%, no âmbito da infraestrutura da paisagem, assinale a afirmativa correta.


A

São locais que devem ser evitados, pois terão dificuldades de drenagem.


B

São locais ideais para qualquer uso, porque são planos e escoam bem as águas pluviais.


C

São locais adequados, mas necessitam de cortes e aterros para dotá‐los de patamares para fins de construção.


D

São locais que devem ser evitados, pois exigem obras especiais para sua utilização, como rampas e escadas.


E

São locais em princípio perigosos, que precisam de obras complexas para sua estabilização.

   
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