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De acordo com os fatos históricos brasileiros, o que ocorreu de importante que é considerado como Lei Áurea ou Lei n° 3.353, de 13 de maio de 1888? Marque a alternativa CORRETA.
Tornou a vacinação obrigatória no país.
O Brasil deixou de ser colônia de Portugal e passou a ser considerado como um país.
Foi declarada extinta a escravidão no Brasil.
Período em que o Brasil viveu a Era Vargas.
O Dia da Consciência Negra é a data dedicada para a valorização da cultura afro-brasileira e das pessoas negras no Brasil. Esta data foi instituída em 20 de novembro devido à morte de:
Machado de Assis, reconhecido como principal nome do Realismo no Brasil.
Zumbi dos Palmares, grande líder na resistência contra a escravidão no País.
João Cândido, conhecido como Almirante Negro, principal líder da Revolta da Chibata.
Luís Gama, um dos patronos da abolição da escravidão no Brasil.
Xenofobia é o nome dado ao preconceito contra:
Pessoas gordas.
Pessoas estrangeiras.
Pessoas com deficiência.
Um grupo religioso/religião.
Diferentes identidades de gênero.
Observe:

A partir da interpretação da charge anterior, assinale a alternativa que melhor a contemple:
É construída a partir de uma crítica sobre a ineficácia do processo abolicionista no Brasil, uma vez que houveram falhas nas reais mudanças socioculturais.
Retrata a vitória do fim da escravidão onde os reais interesses por mudanças partiram dos “homens livres” que, em busca de igualdade, lutaram por tão feito.
Representa a união e satisfação de todos os brasileiros, independentemente de suas classes, em comemoração à abolição da escravidão.
Demonstra que, apesar de sancionar a lei de abolição a escravidão, a população de ex escravizados optaram por perpetuar o antigo regime trabalhista.
Leia, a seguir, alguns dados apresentados pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) ao Senado Federal, em abril de 2023.

Esses dados revelam que
não é possível comprovar a existência do racismo no Brasil.
o racismo no Brasil é um problema individual, e não da sociedade.
políticas de promoção da igualdade racial não surtem efeito no Brasil.
é necessário criar políticas públicas de combate ao racismo no Brasil.
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.A mudança do perfil étnico-racial dos brasileiros é confirmada por estudos como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Tal mudança dá continuidade a um processo já observado de "escurecimento" da população brasileira, com número crescente daqueles que se autodeclaram pretos e pardos.
POIS,
II.Segundo analistas, a mudança do perfil étnico-racial dos brasileiros é fruto de questões demográficas, bem como o avanço da valorização da negritude na sociedade.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
“A questão que se pode levantar a partir disso é: há ou não motivos para a comemoração do 13 de maio? A efeméride tem, sim, seu valor histórico. Ela comemora a vitória do movimento abolicionista e do parlamento brasileiro. A campanha abolicionista, um dos maiores movimentos cívicos da história do Brasil, ao lado da campanha pelas Diretas Já, atingiu o êxito no exato momento que a princesa Isabel assinou a célebre lei.”
(Fonte:https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/lei-aurea-120-anos-o-13-de-maio-e-mesmo-uma-data-a-ser-comemorada.htm)
O dia 13 de maio é uma data significativa no calendário nacional do Brasil, carregada de história e memórias do passado escravista do país. O Dia da Abolição da Escravatura ficou marcado pela promulgação da:
Lei Eusébio de Queiroz.
Lei dos Sexagenários.
Lei Áurea.
Lei do Ventre Livre.
A repercussão dos ataques direcionados ao atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, no duelo com o Valência pelo Campeonato Espanhol no último domingo (21), mostra que este não é um fato isolado. Nos últimos anos, foram vários os casos contra atletas brasileiros no futebol europeu, dentro e fora de campo, mas que não se limitam ao Velho Continente. Eles também avançaram no Brasil.
(Agência Brasil. Edição de 24/05/2023.)
Qual atitude discriminatória o jogador brasileiro Vinicius Junior sofreu?
Racismo.
Etarismo.
Machismo.
Capacitismo.
A obra “Casa-grande e senzala” (1933), do sociólogo Gilberto Freire é um clássico que traduz uma das influências na constituição do pensamento político brasileiro da época, que é a/o:
promulgação da primeira constituição democrática.
dicotomia rural e urbano.
papel dos negros e dos mestiços na formação social.
industrialização tardia.
redemocratização brasileira.
A desigualdade é um fenômeno com base nas condições socioeconômicas dessa população, enquanto a exclusão é fruto de um fenômeno cultural e social. [...] A modernidade capitalista conseguiu hibridar esses dois aspectos imbricados no racismo e no sexismo, pois neles se cristalizam a desigualdade e a exclusão.
(ANTUNES, Ricardo et al (Orgs.). Infoproletários: degradação real do trabalho virtual. São Paulo: Boitempo, 2009. p. 164.)
Avalie as seguintes afirmativas sobre como o capitalismo influencia a formação, estrutura e organização da sociedade brasileira, considerando pobreza, exclusão social, preconceito e discriminação, e assinale a correta.
A estrutura econômica capitalista brasileira, ao focar na exploração de recursos naturais e na mão de obra barata, perpetua a pobreza e a exclusão social ao concentrar riqueza nas mãos de uma elite financeira, ao mesmo tempo em que marginaliza trabalhadores informais e subempregados, exacerbando preconceitos e discriminações.
A formação da sociedade brasileira sob o capitalismo foi marcada por uma transição pacífica da escravidão para um sistema de trabalho livre, promovendo a inclusão social e econômica de ex-escravos e suas descendentes de maneira justa e equitativa.
O capitalismo brasileiro, ao promover a industrialização e a urbanização acelerada, gerou um ambiente econômico que permitiu a ascensão social igualitária de todas as camadas da população, diminuindo as disparidades de classe, raça e gênero.
O capitalismo no Brasil, ao incentivar a globalização e a integração ao mercado internacional, criou oportunidades equitativas de desenvolvimento econômico e social, eliminando preconceitos e discriminações históricas anteriores à década de 1980.
As políticas de bem-estar social implementadas no Brasil durante o século XX, inspiradas pelo modelo capitalista, têm sido extremamente eficazes na eliminação da exclusão e desigualdade social e na promoção da igualdade racial e de gênero.
Pela primeira vez, maioria do Brasil se considera parda
Cerca de 92,1 milhões de brasileiros se consideram pardos. Isso representa 45,3% da população do país, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a primeira vez desde 1991 que o contingente de pessoas pardas supera a população branca — atualmente, 88,2 milhões de brasileiros se declaram brancos (43,5% da população). Outras categorias étnico-raciais foram identificadas no censo. A população preta aumentou 42,3% em relação a 2010, chegando a 20,6 milhões (10,2% da população total).
(Disponível em: https://oantagonista.com.br/. Acesso em: março de 2024.)
O termo “pardo” foi incorporado como categoria oficial no Censo demográfico a partir de 1950 e é alvo de debates raciais desde então. Atualmente, o IBGE considera pardo:
Quem se identifica única e exclusivamente como descendente e/ou indígena de fato e tem a cor morena.
Aqueles que trazem em seu DNA os genes da raça negra, sem alterações provocadas por misturas étnico-raciais anteriores.
Aqueles que tem uma etnia derivada dos asiáticos (amarelos) que passaram a se miscigenar no Brasil a partir do século passado.
Quem se identifica como mistura de duas ou mais opções de cor, ou raça, incluindo branca, preta e indígena, com predomínio de traços negros.
Na história da sociedade brasileira, as diferenças sociais entre brancos e negros são nítidas. Existe um evidente desequilíbrio na garantia de direitos, em prejuízo para a população negra. Além do aspecto econômico, a vulnerabilidade é verificada nos campos da educação, moradia, entre outros. Sobre esse tema, qual hipótese é CORRETA?
As desigualdades raciais devem-se apenas a fatores socioeconômicos, devido ao capitalismo.
O preconceito incorporado nas várias práticas educativas, culturais ou trabalhistas inexiste no Brasil.
Os brancos, no Brasil, possuem um sistema de privilégios assumido como natural e normal.
O Brasil imperial criou alternativas para a inserção da população negra na sociedade.
O conjunto de preconceitos direcionados à população negra foi superado por meio das cotas.
Recentemente, em novembro de 2023, foi sancionada uma série de mudanças na Lei de Cotas para universidades e institutos federais de ensino superior. Entre elas, está a inclusão de:
Quilombolas.
Indígenas.
Pretos.
Pessoas com deficiência.
Ana é a enfermeira-chefe de um setor que, organizacionalmente, é dividido em seções. Uma das seções é coordenada por Maria, uma enfermeira especializada e dedicada ao estudo de sua área de atuação. Em uma reunião com Marcos, dirigente do departamento e superior hierárquico de ambas, Ana não consegue explicar adequadamente o que se passa na seção coordenada por Maria. Marcos sugere, então, que Maria seja chamada para relatar a situação da seção. Ana se opõe, preferindo inteirar-se das atividades da seção para relatar a Marcos, em outra oportunidade, o estágio do serviço ali prestado. Ana é uma pessoa branca e possui o título de especialista. Maria é uma pessoa negra de cor preta e terminou recentemente seu mestrado sobre gestão de setores, como os chefiados por Ana.
Com base nos conceitos trabalhados por Cida Bento em O pacto da branquitude, é possível afirmar que o receio de Ana se deve a uma “lacuna moral”, conceito que a autora empresta de Edith Piza, e que pode ser definido como
um marcador das relações de dominação enquanto uma consciência da usurpação, que está na base da vivência do privilégio, mas que não altera o posicionamento do usurpador.
uma forma de relacionamento que privilegia a afeição humana na medida em que exclui a vivência de privilégios, alterando as posições de comando numa estrutura produtiva.
um marcador de perversidade das organizações, que legitima o modo de exercício de uma cadeia de comando baseada no conceito de mérito, conhecido como “meritocracia”.
uma forma de convívio saudável nas organizações, que legitima as cadeias de comando estruturadas segundo padrões de discriminem baseados nos conceitos de tradição e formas de privilégio.
um marcador das relações de gestão em que a consciência da legitimidade está na base da vivência do privilégio, capaz de alterar o posicionamento do usurpador, que passa de comandante a comandado.
A suposta "abolição da escravidão" com data fixada em 13 de maio de 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Aurea, pode ter acalmado os ânimos dos abolicionistas, mas passou longe de pôr fim ao tratamento desumano dispensado aos africanos e seus descendentes, que perdura até os dias atuais. Durante o processo escravagista que precedeu esta lei, a luta por sua libertação levou morte e intensas batalhas para o cotidiano destes povos, destacando-se entre eles algumas personalidades como, por exemplo:
Martim Afonso de Souza.
Zumbi dos Palmares.
Brás da Rocha Cardoso.
Jerônimo Leitão.
Pesquisas e estudos sobre racismo têm mostrado que o número de incidentes racistas nas relações entre as pessoas, no Brasil, aumentou. Inclusive um estudo do Observatório da Discriminação Racial revelou que foram notificados 136 casos de racismo no(na):
teatro.
novela.
futebol.
escola.
comércio.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto os pretos e pardos representam 56% da nossa população, a proporção deste grupo entre todos os brasileiros abaixo da linha de pobreza é de 71%; já a fração de brancos é de 27%. Quando olhamos os números de extrema pobreza, a discrepância quase triplica: 73% são negros e 25% brancos. Nessa perspectiva, construir uma sociedade mais igualitária requer a compreensão do papel de cada estrutura socioeconômica na reprodução do racismo para elaborar estratégias efetivas de enfrentamento. Na educação, essa desigualdade é evidente e o combate a ela é indispensável para qualquer mudança, de modo que sem uma educação efetivamente antirracista não é possível pensar em uma sociedade igualitária.
(Disponível em: https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br. Adaptado.)
Na sociedade brasileira, apesar de absurdas, as diferenças sociais entre brancos e negros são nítidas no cotidiano. Além do aspecto econômico, é evidente o desequilíbrio na garantia de direitos, entre outros aspectos. Nesse contexto, algumas medidas visando diminuir tais discrepâncias existem, tais como:
A extinção da veiculação, em todo território nacional de mensagens nas mais variadas mídias, ligadas à exclusão sistêmica ou racismo, mesmo de forma velada.
O tratamento e atendimento preferencial no âmbito dos sistemas de saúde, aos indivíduos em situação de fragilidade social ou vítimas de práticas discriminatórias.
A disseminação sistemática do ideal da democracia racial, preconizada e reforçada a partir da implantação na educação, das Cotas Raciais Universitárias a nível nacional.
A obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana que, mesmo com muitos limites, tem contribuído para legitimar as práticas pedagógicas antirracistas já existentes.
O resultado do último Censo realizado pelo IBGE revelou um significativo aumento do número de pessoas que se declararam de cor parda, superando numericamente as pessoas que se declaram de cor branca.
Em relação à questão da identidade racial da sociedade brasileira, é correto afirmar que
o branqueamento é uma teoria apresentada pelo estado brasileiro no primeiro Congresso Universal das Raças em 1911, a qual previa a extinção da população negra em um período de 100 anos e cujas ideias repercutem até hoje.
o racismo contra as pessoas brancas é o denominado racismo reverso, o qual constitui crime de ódio.
a raça humana é única, pois todos são iguais perante a lei, sendo discriminatória a divisão de pessoas em raça negra e branca.
o último censo realizado pelo IBGE apontou que a população brasileira é formada na sua maioria por pessoas brancas, tendo em vista intensa miscigenação ocorrida em nosso território.
a democracia racial ocorre no Brasil, pois a miscigenação do povo brasileiro fez prevalecer a convivência pacífica entre as pessoas.
Leia o trecho a seguir.
Aqui nos começou a gente a desfalecer de todo: morreram-nos quarenta e tantas pessoas entre brancos e negros, ao desamparo, e o eu ficar com vida o devo ao meu cavalo, que para me montar nele, pela fraqueza nímia em que me achava, me era preciso o lançar-me primeiro nele de braços levantados sobre o primeiro cupim que encontrava...
TAUNAY, Afonso de E. Relatos sertanistas. São Paulo: Livraria Martins Editora S/A, 1976, p. 235.
Partindo de São Paulo em 1722, a bandeira do Anhanguera era composta por cerca de 500 homens, 39 cavalos, 150 armas e dois religiosos. Ela percorreu os sertões por cerca de três anos e dois meses até chegar à terra dos “goyazes” com pouco mais de 80 homens. O relato acima foi feito pelo alferes José Peixoto da Silva Braga, que se encontrava na bandeira. Esta expedição foi liderada pelo bandeirante
Bartolomeu Bueno da Silva.
Antônio Pires da Costa.
Bartolomeu Bueno da Silva Filho.
Domingos Jorge Velho.
O aumento da representatividade da população negra nas mídias brasileiras tem como consequência
a limitação da conscientização sobre diversidade.
a promoção da diversidade cultural e social.
o reforço de estereótipos prejudiciais.
o incentivo à homogeneização da identidade brasileira.