Questões de Concurso sobre Partes da Propriedade Fiduciária

 
 
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José adquiriu veículo automotor em 2018 por meio de financiamento decorrente de contrato de alienação fiduciária em garantia. Em 2019, ele foi vítima de problema de saúde que o deixou com sequelas físicas, razão pela qual instalou no carro freio e acelerador manuais a fim de permitir a continuidade do uso do bem. O automóvel foi objeto de busca e apreensão em 2020, por causa do inadimplemento contratual.


Nessa situação hipotética, relativamente à sua natureza jurídica e ao seu destino, os equipamentos de adaptação para a condução veicular são considerados


A

acessórios e devem seguir o carro.


B

pertenças e podem ser retirados pelo devedor fiduciante.


C

benfeitorias necessárias e podem ser retirados pelo devedor fiduciante.


D

partes integrantes do veículo e devem segui-lo.

Assinale a alternativa correta sobre o direito de propriedade.


A

Na prescrição aquisitiva da propriedade imóvel, em regra o possuidor não pode, para o fim de contagem do tempo exigido pela lei, acrescentar à sua posse a posse exercida pelos possuidores antecedentes.


B

O abandono de bem imóvel não configura hipótese de perda definitiva da propriedade, ressalvada a possibilidade de prescrição aquisitiva por terceiros.


C

Na alienação fiduciária em garantia que tenha por objeto bem imóvel, a escritura pública poderá ser substituída por instrumento particular, independentemente do valor do bem.


D

A escritura pública é instrumento essencial para a validade da transferência da propriedade de bens imóveis, independentemente do valor do bem.


E

Pela regra geral do direito brasileiro, transfere-se a propriedade do bem imóvel, entre vivos, pela confecção do título translativo.

De acordo com a legislação aplicável e interpretação do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria, é possível ao fiduciante, em alienação fiduciária de bem imóvel, purgar a mora


A

até a outorga da escritura pública de venda e compra ao arrematante, quando houver arrematação.


B

até a concessão de decisão judicial que determine a imissão na posse pelo fiduciário ou pelo arrematante, conforme o caso.


C

no prazo de 15 (quinze) dias após a intimação promovida pelo cartório, impreterivelmente.


D

até que haja a arrematação do bem em hasta pública.


E

até a averbação da consolidação da propriedade na matrícula do imóvel.

Comparando-se as garantias decorrentes da alienação fiduciária de bem imóvel e da hipoteca, pode-se afirmar que, na alienação fiduciária,


A

o fiduciário transfere a propriedade resolúvel ao fiduciante, enquanto na hipoteca a propriedade não é transferida ao credor, mas apenas sujeita o imóvel por vínculo real ao cumprimento da obrigação, atribuindo ao credor título de preferência e direito de sequela.


B

o credor pode, uma vez consolidada a propriedade em seu nome, mantê-la em seu patrimônio, para quitação da dívida, sem necessidade de promoverlhe a alienação, enquanto na hipoteca é vedado o pacto comissório.


C

o fiduciante transfere a propriedade resolúvel ao fiduciário, enquanto na hipoteca a propriedade não é transferida ao credor, mas apenas sujeita o imóvel por vínculo real ao cumprimento da obrigação, atribuindo ao credor título de preferência e direito de sequela.


D

o credor não pode, depois de consolidada a propriedade em seu nome, mantê-la em seu patrimônio para quitar a dívida, devendo promover-lhe o público leilão, enquanto na hipoteca, salvo disposição em contrário no contrato, o credor pode ficar com o objeto da garantia, se a dívida não for paga no vencimento.


E

não pode ser credora, titular dessa garantia, pessoa física, porque ela só é atribuível às entidades que operam no SFI, enquanto na hipoteca o credor pode ser qualquer pessoa física capaz ou pessoa jurídica.

Analise as proposições abaixo, acerca da propriedade fiduciária:


I. Constituída a propriedade fiduciária, o devedor não pode usar a coisa, que permanece em sua posse a título de depósito, até o vencimento da dívida.

II. Desde que haja previsão expressa, o proprietário fiduciário pode ficar com a coisa alienada em garantia se a dívida não for paga no vencimento.

III. O terceiro que pagar a dívida, mesmo que não interessado, se sub-rogará no crédito e na propriedade fiduciária.


Está correto o que se afirma em


A

I, II e III.


B

II e III, apenas.


C

II, apenas.


D

I, apenas.


E

III, apenas.

Considere a seguinte situação hipotética.


Caio e Tício celebraram contrato por meio do qual o primeiro emprestou ao segundo a quantia de R$ 20.000,00. Constou do contrato, também, que Tício transferia a Caio a propriedade do veículo que possuía, consignando-se que essa compra e venda se resolveria quando Tício pagasse a última prestação do empréstimo. Em seqüência, arquivaram o contrato particular no registro de títulos e documentos e requereram o registro dessa avença no certificado de registro do veículo junto ao Departamento de Trânsito.

Nessa situação, Caio e Tício celebraram contrato de alienação fiduciária. Todavia, embora possa ser ajustado entre particulares, pessoas físicas, esse contrato não pode ter por objeto bem móvel que já pertença ao devedor fiduciante.


C
Certo

E
Errado
 
 
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