Questões de Concurso sobre Causas absolutamente independentes

 
 
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Segundo o Código Penal, a superveniência de causa absolutamente independente é capaz de excluir a imputação do crime.


C

Certo


E

Errado

Horácio, após uma violenta discussão com Geraldo, seu vizinho, com quem vinha se desentendendo há muito tempo, desfere contra ele diversas facadas, com intenção de matá-lo, e o deixa gravemente ferido. Ocorre que outros moradores do condomínio testemunharam a ação e acionaram rapidamente o socorro. Contudo, a ambulância que fazia o transporte de Geraldo, a caminho do hospital, colidiu com um caminhão-tanque de combustível que explodiu no local, matando a todos os ocupantes da ambulância. Diante de tal situação, Horácio poderá ser responsabilizado pelo crime de


A

lesão corporal seguida de morte com relação a Geraldo e homicídio culposo em relação aos demais ocupantes da ambulância.


B

homicídio consumado com relação a todos os ocupantes da ambulância.


C

homicídio consumado com relação a Geraldo.


D

homicídio tentado com relação a Geraldo.


E

lesão corporal seguida de morte com relação a Geraldo.

A é esfaqueada por B, sofrendo lesões corporais leves. Socorrida e medicada, A é orientada quanto aos cuidados a tomar, mas não obedece à prescrição médica e em virtude dessa falta de cuidado, o ferimento infecciona, gangrena, e ela morre. Assinale a alternativa CORRETA.


A

B responde pelo resultado morte, visto se tratar de causa superveniente absolutamente independente.


B

B responde pelo ato de lesão praticado, visto se tratar de causa concomitante relativamente independente.


C

B responde pelo resultado morte, visto se tratar de causa concomitante absolutamente independente.


D

B responde pelo resultado morte, visto se tratar de causa preexistente relativamente independente.


E

B responde pelo ato de lesão anteriormente praticado, visto se tratar de causa superveniente relativamente independente, que por si só produziu o resultado.

Sobre o nexo de causalidade, à luz do Código Penal brasileiro, assinale a opção CORRETA:


A

Por aplicação direta da teoria da causalidade adequada, adotada como regra pelo Código Penal brasileiro, “Télamon”, operário da mina de extração de ferro, agindo sem dolo ou culpa, não pode ser responsabilizado pelo homicídio praticado com a arma de fogo produzida com aquele minério.


B

“Páris”, com ânimo de matar, fere “Nestor”, o qual, vindo a ser transportado em ambulância, morre em decorrência de lesões experimentadas em acidente automobilístico a caminho do hospital, sendo o acidente, no caso, causa superveniente e relativamente independente, respondendo “Páris” por homicídio consumado.


C

“Aquiles”, sabendo que “Heitor” é hemofílico, fere-o, com intuito homicida, ocorrendo efetivamente a morte, em virtude de hemorragia derivada da doença da qual “Heitor” era portador, situação essa que leva à punição de “Aquiles” por homicídio tentado, sendo a hemofilia, nesse caso, considerada concausa.


D

“Menelau”, inimigo do condenado à morte “Tideu”, presenciando os instantes anteriores à execução, antecipa-se ao carrasco e mata o sentenciado, caso em que sua conduta não é punível, por falta de configuração jurídica de causa do resultado morte, que se daria de qualquer maneira.


E

“Pátroclo”, com o intuito de matar “Eneas”, dispara contra ele com arma de fogo, ferindo-o, sobrevindo a morte de “Eneas”, exclusivamente por intoxicação causada por envenenamento provocado no dia anterior por “Ulisses”, devendo “Pátroclo”, nessa situação, responder por homicídio tentado, porque o envenenamento é considerado causa absolutamente independente preexistente.

Maquiavel, industrial dono de uma fábrica de pincéis feitos de pelos de cabra, sabia ser essencial a desinfecção dos pelos para que os funcionários pudessem manuseá-los, sob pena de contração de grave enfermidade. Ocorre que Maquiavel, querendo cortar custos e acreditando piamente que nenhum de seus funcionários padeceria de qualquer moléstia, pois eram todos “homens de bem”, resolveu por bem não proceder ao tratamento com desinfetante. Ao manusearem os pelos de cabra que não haviam passado pela limpeza, quatro funcionários da empresa de Maquiavel faleceram. Maquiavel, então, foi denunciado e consequentemente processado pela prática de homicídio culposo, na modalidade culpa consciente. No curso do processo, entretanto, restou provado que ainda que os pelos de cabra tivessem passado pela ação do desinfetante, os quatro funcionários morreriam, porque os microrganismos já estavam resistentes à ação do desinfetante que devia ter sido utilizado. Com base na situação descrita e tendo por base os estudos acerca da imputação objetiva, é corretor afirmar que Maquiavel


A

deve, realmente, responder por homicídio culposo, na modalidade culpa consciente.


B

não praticou fato típico, sendo amparado pelo princípio da confiança, que limita o dever objetivo de cuidado.


C

agiu dentro de um risco permitido, razão pela qual o resultado não lhe pode se imputado.


D

não pode ter o fato imputado a si, pois, com sua conduta, não incrementou risco já existente.

Luiz ministrou certa dose de veneno a Pedro, ocultando-a dentro de um suco, com intenção de matá-lo. Logo em seguida, Luiz saiu da casa de sua vítima. Antes mesmo de Pedro sentir os efeitos da substância ingerida, uma bala perdida atingiu-lhe o peito, e ele morreu instantaneamente por causa do disparo. Nessa situação, Luiz responderá por tentativa de homicídio.


C
Certo

E
Errado

Considere a seguinte situação hipotética.

Ana atirou com um revólver contra Bia, atingindo-lhe o braço. A vítima, por ser hemofílica, sangrou até a morte.

Nessa situação, a hemofilia é causa concomitante absolutamente independente em relação à conduta de Ana.


C

Certo


E

Errado

Aquele que desfere punhaladas contra a vítima que acreditava estar dormindo, mas que, na verdade, havia falecido momentos antes por ter ingerido veneno, incorrerá no delito de tentativa de homicídio.


C
Certo

E
Errado

Durante uma grave altercação, ocorrida no serviço, Fulano agrediu Cicrano com uma paulada na cabeça, afirmando que iria matá-lo. Atendido com rapidez, Cicrano foi colocado dentro de uma ambulância que rumou para o Pronto Socorro Municipal. No trajeto, a ambulância capotou, vindo Cicrano a falecer do acidente. Diante do fato e à luz do ordenamento jurídico penal, pode-se afirmar que Fulano é responsável por


A

(A) homicídio consumado, pois o agrediu, desejando matá-lo, o que foi conseguido.


B

(B) lesões corporais, pois a causa da morte de Cicrano é superveniente e independente da paulada recebida.


C

(C) homicídio tentado, pois o resultado desejado não se consumou por circunstâncias alheias a sua vontade.


D

(D) homicídio consumado, pois Cicrano morreria de qualquer modo.


E

(E) homicídio tentado, pois a paulada (anterior ao acidente) imputa-se a Fulano, o qual desejou a morte de Cicrano.

Quem desfere várias punhaladas contra vítima que supunha dormindo, mas que, na verdade, havia falecido momentos antes, em razão de um ataque cardíaco, deverá responder pelo crime de homicídio na modalidade tentada.


C
Certo

E
Errado

Pedro Elias, pretendendo matar seu desafeto, Marco Antônio, desfere-lhe dois tiros na região abdominal. A vítima é conduzida às pressas para o hospital, onde o enfermeiro, ao invés de ministrar-lhe o medicamento prescrito pelo médico, inadvertidamente aplica-lhe uma substância tóxica. Horas mais tarde, Marco Antônio vem a falecer devido às complicações provocadas pela substância aplicada. Diante destas circunstâncias, Pedro Elias deverá responder por:


A

homicídio.


B

tentativa de homicídio.


C

lesão corporal seguida de morte.


D

lesão corporal.


E

homicídio culposo.

 
 
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