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A respeito da teoria pigouviana do bem-estar econômico desenvolvida no começo do século passado em obras como Wealth and Welfare (1912) e The Economics of Welfare (1920), fundamental para a compreensão da eficiência de mercado, considere:
I. contempla uma preocupação com a questão da ação pública com vistas a alcançar maior eficiência econômica.
II. introduz a questão das "falhas de mercado" como elementos que afetam o equilíbrio do mercado.
III. fortalece a posição contrária à tributação dos mais ricos, como ferramenta distributiva, com base no princípio da utilidade marginal decrescente.
IV. apresenta como pressuposto a igualdade entre produto marginal líquido privado e produto marginal líquido social, afastando a noção de falhas de mercado.
V. traz importantes elementos para o desenvolvimento posterior do que chamamos de Economia do Meio Ambiente.
Está correto o que se afirma APENAS em
I, II, III e IV.
I, II eV.
I e IV.
II, III e V.
III, IV e V.
A Teoria Tradicional do Bem-Estar: da origem às críticas
Até o século XIX, os economistas tinham por responsabilidade não só explicar a economia mundial e fazer prognósticos sobre o futuro da economia, mas também estabelecer princípios de economia política, que direcionassem quais políticas poderiam levar ao bem-estar social ou ao empobrecimento. No século XX, apesar da continuidade do ideário sedimentado, surge outra vertente que vai contra esse pensamento, da qual se originou a Teoria Tradicional do Bem-Estar (HICKS, 1939). As correntes teóricas prevalecentes no século XX carregam como herança uma ciência econômica dominada, desde 1870, pela Teoria do Equilíbrio Geral (NAPOLEONI, 1979). Tal teoria tem como principal representante o economista e matemático Léon Walras e apresenta, implicitamente, um conceito de atividade econômica e de ciência econômica. O principal ponto a ser atendido por Walras era trazer um maior rigor matemático para assuntos de ordem econômica, que envolveriam a interação entre os agentes em diversos mercados e a tendência ao equilíbrio. A Teoria do Equilíbrio Walrasiana é uma das mais importantes teorias, com relação à distribuição de recursos em uma economia, e culminou no critério de eficiência de Pareto (AGAFANOW, 2007). Sob a ótica de Walras (1983), a utilização de método matemático nos estudos de economia política pura poderia resolver problemas relacionados a outras duas ciências: “economia aplicada” e “economia social” (WALRAS, 1983). De acordo com HICKS (1939), a economia do bem-estar defende a ideia de que a ciência econômica está limitada a atuar até o ponto de formular explicações universais, que não sofram juízos de valor, e considera que não cabe ao economista prescrever princípios políticos que dependam de escalas de valores sociais. Para os teóricos do bem-estar, as prescrições políticas poderiam carregar diferentes valores em distintos contextos, e isso impediria a constituição de regras ou explicações universais. Mas Colell et al (1995) apresentam como um princípio sólido da economia do bem-estar o fato de que uma formulação política não deve ser paternalista. Dessa forma, alternativas que estão diretamente ligadas aos gostos dos agentes não devem ser consideradas na formulação de políticas; apenas o valor das utilidades, das diferentes alternativas disponíveis em uma economia, deve ser considerado. Portanto, os aspectos relevantes para a formulação de políticas constituem um “conjunto de possibilidades de utilidades” e esse conjunto é que oferece, aos formuladores de políticas, as opções de ações para solucionar o problema-chave da economia do bem-estar, que é maximizar o bem-estar social. O economista e sociólogo Vilfredo Pareto publicou a sua obra “Manual de Economia Política” em 1906, na qual reconhece a importância e os avanços marginalistas com a teoria da utilidade, mas apresenta inquietações principalmente relacionadas a uma medida de bem-estar e à possibilidade de comparar níveis de bem-estar entre as pessoas (PARETO, 1996).
(Revista de Desenvolvimento Econômico – RDE. Ano XIX. v. 2. nº 38. Adaptado.)
Considerando as informações disponibilizadas anteriormente e, ainda, sobre equilíbrio geral e bem-estar, assinale a afirmativa INCORRETA.
Apesar de ter como objetivo a maximização do bem-estar dos indivíduos, a teoria tradicional do bem-estar procura se distanciar de questões valorativas, morais e éticas, com o objetivo de construir regras universais para a avaliação do bem-estar social.
As correntes teóricas dos estudos econômicos promoveram, e ainda promovem, um distanciamento entre a teoria do equilíbrio geral e a teoria do bem-estar social; pois, enquanto a primeira teoria exige rigor matemático para assuntos de ordem econômica, a segunda cuida de avaliar, simplesmente, gostos e preferências dos indivíduos.
De acordo com Pareto (1996), o problema econômico está relacionado à oposição entre “gostos” e “obstáculos”, pois cada indivíduo busca satisfazer suas preferências, tanto quanto possível, em vista dos obstáculos que se apresentam. Tal satisfação representará o alcance de um estado de bem-estar para si, e é atingida no ponto em que não lhe seja conveniente nem ir além e nem ficar aquém da situação que alcançou via algum mecanismo de troca.
Nas teorias econômicas, de forma geral, prevalece o bem-estar avaliado sob a ótica “formal”, vinculado à satisfação das preferências dos indivíduos. Dessa forma, os economistas não focam em questões valorativas do que é “bom” ou “ruim” para as pessoas e acreditam que a satisfação das preferências pode ser medida pelo nível de utilidade que os bens geram aos indivíduos. Nessa visão, a importância dos bens disponíveis na economia é a mesma para todos os indivíduos que a compõem.
A Figura abaixo mostra uma caixa de Edgeworth, ilustrando as possibilidades de trocas entre 2 pessoas, W e Y, envolvendo 2 bens, arroz e feijão, cujas quantidades são representadas nos eixos horizontal e vertical da caixa. As pessoas desejam consumir os dois bens, e suas curvas de indiferença, traçadas a partir das duas origens, 0w e 0y, se tangenciam; os pontos de tangência definem a curva de contrato, representada pela linha cheia de 0w a 0y. O ponto P mostra a alocação inicial de arroz e feijão entre as duas pessoas W e Y.

Após negociarem até alcançarem uma alocação de bens eficiente, no sentido de Pareto, a distribuição final de arroz e feijão, entre as pessoas W e Y, é representada por um ponto na caixa como
F1
F2
F3
F4
F5
A renda nacional mensurada para o país seria de $ 135.
Certo
Errado
A ordem econômica recebeu tratamento diferenciado da Constituição Federal (CF) de 1988. Fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, a ordem econômica tem por fim assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça social. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um de seus princípios.
Soberania nacional.
Propriedade privada.
Valor social do trabalho.
Redução das desigualdades regionais e sociais.
Livre concorrência.


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Considere duas pessoas, Ana e João, que consomem dois bens, X e Y, em uma economia de troca simples representada pela Caixa de Edgeworth.
Sobre este modelo, assinale a opção incorreta.
A alocação inicial de bens na Caixa de Edgeworth pode ser qualquer ponto dentro da caixa, e qualquer ponto na linha de contrato é uma alocação Pareto eficiente.
A linha de contrato é o conjunto de pontos na Caixa de Edgeworth onde as curvas de indiferença de Ana e João são tangentes entre si, indicando que a taxa marginal de substituição de Ana é igual à taxa marginal de substituição de João.
Em um ponto fora da linha de contrato, é possível realizar trocas mutuamente benéficas entre Ana e João, melhorando a situação de pelo menos um dos indivíduos sem prejudicar o outro.
O equilíbrio competitivo na Caixa de Edgeworth é encontrado no ponto onde a taxa marginal de substituição de Ana é igual à taxa marginal de substituição de João, e ambos maximizam suas utilidades dadas suas dotações iniciais, desde que não seja uma solução de canto.
Em um ponto na linha de contrato, a utilidade marginal de consumo de Ana e João é necessariamente igual, refletindo uma alocação eficiente.
O Segundo Teorema do Bem-Estar Social prediz que
um mercado competitivo conduz a uma alocação ótima de Pareto.
a assimetria informacional não invalida o resultado de alocação eficiente do mercado.
se n-1 mercados estiverem em equilíbrio, então o n-ésimo também estará.
a eficiência de Pareto pode ser alcançada com qualquer redistribuição da riqueza inicial.
não há espaço para intervenções governamentais após o equilíbrio de mercado, pois esse gera o máximo de bem-estar.
Dentro do contexto de equilíbrio geral com trocas puras, supondo que as curvas de indiferença dos consumidores são bemcomportadas, o segundo teorema do bem-estar social estabelece que:
os pontos eficientes de Pareto em uma caixa de Edgeworth se encontram na curva de contrato, que indicam também os pontos com equidade distributiva;
todo equilíbrio Walrasiano é eficiente no sentido de Pareto, mesmo que possa não apresentar outras propriedades socialmente desejáveis;
o valor do excesso de demanda agregada é identicamente igual a zero somente quando os preços considerados são preços de equilíbrio competitivo;
para toda alocação eficiente de Pareto existem um vetor de preços e um vetor de dotações iniciais tal que essa alocação também é um equilíbrio competitivo;
o valor de todas as quantidades demandadas deve ser igual ao valor de todas as dotações iniciais, de modo que com n mercados, basta a verificação de equilíbrio em n-1 mercados.
O efeito de deslocamento do equilíbrio de mercado diante de uma redução tributária sobre os custos produtivos pode ser expresso em uma das alternativas a seguir, que, ceteris paribus, redunda no aumento do consumo e de satisfação de bem-estar:





Conforme a aplicação do teorema de impossibilidade de Arrow na economia do bem-estar econômico, um dos problemas com a função de bem-estar social é que alguns indivíduos ganham e outros perdem, ao se moverem sobre a fronteira Pareto-ótima; então, não é possível construir uma função de utilidade social que não seja imposta ou ditatorial.
Certo
Errado


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No primeiro equilíbrio, o excedente do consumidor é o dobro do excedente do produtor.
Certo
Errado
Em relação à Teoria do Bem-Estar Social e a existência de externalidades, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O 1º Teorema do Bem-Estar Social afirma que um mercado livre e competitivo, com informações completas e preferências localmente não saciáveis, gera um equilíbrio eficiente de Pareto.
( ) Na presença de externalidades, a definição dos direitos de propriedade permite que as trocas gerem um equilíbrio eficiente de Pareto.
( ) Se as preferências forem quase-lineares, a quantidade eficiente de uma externalidade sobre consumo independe da distribuição dos direitos de propriedade.
As afirmativas são, respectivamente,
V, V e V.
V, F e V.
V, V e F.
F, V e V.
F, F e F.
Na passagem do primeiro para o segundo equilíbrio, apesar de o bem-estar social ter diminuído, o aumento de preço fez o excedente do produtor aumentar.
Certo
Errado
Acerca da teoria de equilíbrio geral em trocas puras e economia do bem-estar, é correto afirmar que:
o primeiro teorema do bem-estar social diz que toda alocação de equilíbrio competitivo é eficiente no sentido de Pareto;
o segundo teorema do bem-estar social diz que, sob certas condições, toda alocação de equilíbrio competitivo é eficiente no sentido de Pareto;
em uma economia com três bens, pela lei de Walras, se os mercados de dois bens estão em equilíbrio, então é possível que no mercado do outro bem haja excesso de oferta;
na caixa de Edgeworth, a curva de contrato é o lócus dos pontos de equilíbrio que representam alocações competitivas com equidade distributiva;
em uma economia com dois agentes e dois bens, os pontos eficientes de Pareto são incompatíveis com a situação em que um agente consuma toda a dotação da economia.
O preço do segundo equilíbrio é o dobro do preço do primeiro equilíbrio.
Certo
Errado


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O Estado é por excelência o instrumento de ação coletiva da sociedade. É o meio pelo qual a sociedade busca alcançar seus objetivos políticos fundamentais: a ordem ou estabilidade social, a liberdade, o bem-estar material e a justiça social.
A busca pelo bem-estar material pode ser entendida como promoção do desenvolvimento econômico. Nesse sentido, ao longo da História diversas ações políticas dos governos vêm sendo praticadas.
Com relação às intervenções do governo brasileiro em favor do desenvolvimento econômico, no período 1930-1980, é correto afirmar que
a atuação do Estado por meio de empresas estatais em setores de infraestrutura econômica e insumos básicos teve como motivação a incapacidade e/ou desinteresse do setor privado em investir em setores marcados pela necessidade de vultosos recursos e pelo alto risco, e com longo prazo de maturação dos investimentos.
a atuação por meio da criação de empresas estatais em setores estratégicos iniciou-se com a criação da Petrobrás.
o financiamento de longo prazo necessário ao processo de industrialização foi feito através do desenvolvimento do mercado de capitais, tendo os bancos públicos, como o BNDES, papel apenas complementar.
as políticas implementadas incluíram regras que dificultaram a entrada de empresas estrangeiras em setores industriais.
na década de 1980, o processo chegou a um esgotamento em função das dificuldades financeiras de muitas estatais, causadas por ineficiências inerentes à natureza da atuação do setor público.
Na ausência de imperfeições de mercado, a concorrência perfeita em todos os mercados gera uma alocação eficiente de bens e serviços. Com isso, para se alcançar qualquer situação eficiente no sentido do ótimo de Pareto, a economia deverá ser necessariamente competitiva, conforme preconiza o segundo teorema do bem-estar econômico.
Certo
Errado
Considerando o resultado clássico do primeiro teorema do bem-estar, assinale a opção correta.
O equilíbrio não é Pareto ótimo.
Cada firma possui poder de mercado para fixar o seu preço.
O equilíbrio é do tipo marshalliano.
A moeda é um ativo usado como meio de pagamento.
Para cada mercado, ao preço de mercado, a soma das demandas individuais é igual à soma das ofertas individuais.
Em uma avaliação de alternativas de política econômica para um país com economia aberta e perfeita mobilidade de capitais, sob o modelo Mundell-Fleming, deve-se considerar que
uma expansão monetária tem como resultado a expansão das reservas internacionais, se o câmbio for fixo.
uma expansão monetária desloca em caráter permanente e robusto a curva LM, se o câmbio for fixo.
a curva IS, em uma política monetária expansionista, sofre impacto inicial da queda da taxa de juros e, na sequência, impacto da desvalorização cambial, com câmbio flexível.
uma política monetária expansionista será adequada, se o país estiver com hiato inflacionário e o câmbio for flexível, o que levará a uma contenção interna da despesa agregada, como resultado da combinação dos movimentos da taxa de juros e do câmbio.
uma ação monetária contracionista, com câmbio flexível, não altera a curva LM, que é vertical, portanto, deixando inalterados a curva IS e o nível do produto.


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