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Desde os anos 1990, o planejamento público brasileiro passou por um processo de institucionalização que buscou articular instrumento de médio e curto prazo, reforçar mecanismos de coordenação federativa e ampliar transparência e controle social. No entanto, persistem desafios relacionados à implementação, integração sistêmica e coerência entre planejamento e orçamento. Considerando essa trajetória e o arcabouço vigente, assinale a alternativa correta.
As reformas pós-1988 fortaleceram a lógica incrementalista no processo orçamentário, tornando o PPA e a LDO instrumentos secundários frente às negociações legislativas anuais da LOA.
O Plano Plurianual (PPA) tem caráter exclusivamente declaratório, não exigindo compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nem com a execução anual do orçamento, o que limita sua capacidade de orientar políticas públicas.
A partir de 1999, os PPAs passaram a ser elaborados exclusivamente pelos estados, deixando de existir no plano federal, substituídos por planos estratégicos plurianuais não vinculados ao ciclo orçamentário.
O modelo atual busca integrar planejamento e orçamento ao estruturar programas finalísticos no PPA, metas e prioridades na LDO e ações orçamentárias na LOA, reforçando uma lógica de gestão orientada por resultados.
A participação social no planejamento público é proibida no PPA federal, sendo permitida apenas para planos setoriais de saúde e educação.
Com vistas a atender à premissa segundo a qual o governo não pode gastar mais do que arrecada, diversas políticas foram implementadas ao longo das últimas décadas para buscar o equilíbrio fiscal e garantir, assim, a sustentabilidade das contas públicas. Em relação às medidas de ajuste fiscal adotadas no Brasil para o equilíbrio das contas públicas, assinale a opção correta.
Ao contrário do teto de gastos, o novo arcabouço fiscal, ao fixar o limite de expansão das despesas primárias a 0,25% do produto interno bruto (PIB), impediu a expansão real dos gastos públicos.
O regime denominado teto dos gastos limitou o crescimento das despesas ao das receitas para conter a expansão de gastos primários e para preservar a sustentabilidade das contas públicas.
As denominadas “pedaladas fiscais” corresponderam a mecanismos legais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal para adiar o pagamento de despesas sem ferir as metas fiscais, que foram utilizadas como instrumento de gestão orçamentária.
Visando à promoção da transparência e do equilíbrio das contas públicas da União, a Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000, estabeleceu limites restritos ao governo federal para o endividamento, a despesa com pessoal e as operações de crédito.
O chamado novo arcabouço fiscal, previsto na Lei Complementar n.º 200/2023, que limita o crescimento das despesas correntes a um percentual das receitas primárias, substituiu o teto dos gastos públicos, determinado na Emenda Constitucional n.º 95/2016.
Na aula de Educação Física de uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA), encontram-se conhecimentos sobre o corpo e as atividades rítmicas e expressivas, envolvendo habilidades de movimento e ludicidade. A professora organizou a sua proposta pedagógica envolvendo a música Problema social como recurso didático. Considerando essa perspectiva de Educação Física para a EJA, a proposta da professora tem como foco desenvolver conhecimentos sobre
as partes do corpo de modo cooperativo ou recreativo, com foco em situações festivas, comemorativas, de confraternização, de diversão; e atividades rítmicas e expressivas que explorem gestos, ritmos, sons e música.
as partes do corpo de modo geral, assumindo um caráter individualizado com finalidades didáticas; e atividades rítmicas e expressivas em atividades de relaxamento para manter ou recuperar a saúde do corpo e da mente.
o corpo visando a percepção da própria anatomia, em exercícios rítmicos de consciência da respiração, percebendo o relaxamento e a tensão dos músculos, e sentindo as articulações da coluna vertebral, em exercícios rígidos, mecânicos e repetitivos.
o corpo e suas sensações e emoções, valorizando a cultura corporal de movimentos por meio de vivências em jogos dramáticos e mímicas; e atividades rítmicas e expressivas que explorem gestos, ritmos, sons e música.
As metas fiscais, que asseguram o equilíbrio entre receitas e despesas para promover a sustentabilidade financeira, orientam as ações de um município que enfrenta dificuldades para cumpri-las após uma queda de 12% na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que representa 65% da receita municipal, segundo dados do Tesouro Nacional (2023). O município comprometeu 52% da Receita Corrente Líquida (RCL) com despesas de pessoal, próximo ao limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000), e planeja contratar um empréstimo de R$ 10 milhões para financiar a construção de um hospital, que atenderá 20,000 pessoas, mas teme ultrapassar os limites de endividamento. O economista municipal deve avaliar a viabilidade do empréstimo, considerando que a dívida consolidada atual é de 80% da RCL, e o município registrou superávit primário de R$ 3 milhões em 2024. Além disso, uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado identificou irregularidades em contratações temporárias, recomendando ajustes para evitar sanções. Com base nesse cenário e nos conceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal e equilíbrio orçamentário, analise as alternativas abaixo e assinale a correta.
A LRF permite que a prefeitura contrate o empréstimo sem superávit primário, desde que a dívida consolidada seja inferior a 80% da RCL, para atender à demanda por saúde.
O município pode financiar o hospital ignorando o limite de endividamento, pois investimentos em saúde têm isenção dos tetos fiscais estabelecidos pela LRF.
A prefeitura pode contratar o empréstimo para o hospital, desde que o aumento da dívida consolidada não ultrapasse 120% da RCL, conforme os limites da LRF, e mantenha o superávit primário.
A prefeitura deve priorizar o aumento das despesas com pessoal para regularizar as contratações temporárias, pois a LRF permite exceder o limite de 54% da RCL em casos de auditoria.
Em busca de transformar seu litoral em um polo de turismo sustentável, uma cidade planeja um ambicioso programa de revitalização costeira, orçado em R$ 15 milhões, mas enfrenta obstáculos fiscais e econômicos. Dados do IBGE (2023) revelam que 40% da economia local depende da pesca artesanal, enquanto a arrecadação municipal, composta por 55% de transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e 30% de ISS ligado ao turismo, caiu 8% em 2024 devido à sazonalidade econômica. O economista municipal deve avaliar os riscos fiscais do programa, considerando que a dívida consolidada atual atinge 90% da Receita Corrente Líquida (RCL) e que o município registra atrasos em repasses a fornecedores, conforme relatório do Tribunal de Contas do Estado (2024). Além disso, o aumento de 12% nos custos de energia elétrica intensifica a pressão sobre as despesas correntes, que consomem 85% do orçamento. Com base nesse cenário e nos conceitos de gestão de riscos fiscais e sustentabilidade fiscal, analise as afirmativas a seguir.
I.A gestão de riscos fiscais exige que a prefeitura identifique variáveis como a queda no FPM e o aumento dos custos de energia, elaborando cenários alternativos para garantir que o programa de revitalização não comprometa o equilíbrio fiscal a longo prazo.
II.A sustentabilidade fiscal do município pode ser reforçada com a diversificação das fontes de receita, como a criação de taxas ambientais para o turismo costeiro, desde que respeite os limites de endividamento e mantenha superávits primários consistentes.
III.A prefeitura pode financiar o programa de revitalização ignorando os riscos fiscais associados à dívida de 90% da RCL, pois projetos turísticos têm prioridade absoluta e não impactam a sustentabilidade fiscal do município.
Está correto o que se afirma em:
II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
Em relação ao ciclo orçamentário brasileiro, assinale a alternativa correta.
O Plano Plurianual (PPA) refere-se ao planejamento orçamentário do governo, definindo as metas e diretrizes da administração para o período de um ano.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) define as metas e prioridades do governo, sendo aprovada ao final do primeiro ano de mandato, com validade até o término do mandato.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) direciona os gastos e despesas do governo, orientando a elaboração da LDO e estando em conformidade com o PPA.
Estados e municípios podem definir os prazos para envio das leis orçamentárias diferentes do praticado pela União, desde que respeitem os princípios constitucionais.
O PPA, a LDO e a LOA são de iniciativa do Poder Legislativo e aprovados pelo Poder Executivo, que poderá sancionar ou vetar parcialmente os dispositivos.
Buscando fortalecer a alimentação escolar e apoiar pequenos produtores, um município lançou um programa de agricultura familiar, orçado em R$ 3 milhões para 2024, mas enfrenta desafios na sua execução. Dados da Secretaria de Finanças (2023) mostram que 70% da receita municipal vem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), porém irregularidades foram detectadas: contratos com fornecedores foram firmados sem licitação, e 20% dos alimentos entregues não atendiam aos padrões sanitários, conforme relatório da vigilância sanitária. O economista municipal deve propor ajustes com base no controle interno e externo, considerando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou falhas no sistema de monitoramento interno, recomendando a criação de uma unidade de auditoria independente. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000) exige transparência e eficiência, e a prefeitura enfrenta pressão comunitária para manter o programa sem comprometer a qualidade. Com base nesse cenário e nos conceitos de controle interno e externo na administração pública, analise as alternativas abaixo e assinale a correta.
A ausência de licitação nos contratos do programa pode ser corrigida pelo controle externo, que tem autoridade para aprovar contratações emergenciais sem análise do controle interno, conforme a LRF.
O controle interno deve focar exclusivamente na análise da qualidade dos alimentos fornecidos, delegando ao TCE a responsabilidade de verificar a legalidade dos contratos, para evitar duplicidade de esforços na fiscalização do programa.
O controle interno deve incluir a criação de uma unidade de auditoria independente para monitorar a execução do programa de agricultura familiar, garantindo a conformidade dos contratos com a Lei nº 8.666/1993 e a qualidade dos alimentos fornecidos às escolas, em linha com as recomendações do TCE e da LRF.
O controle externo exercido pelo TCE permite que a prefeitura ignore as recomendações de auditoria interna, pois a fiscalização externa substitui as funções do controle interno, garantindo a regularidade dos contratos sem ajustes adicionais no programa.
A respeito da emissão de títulos públicos e operações do Tesouro Nacional e do Banco Central, assinale a opção correta.
A capitalização de bancos públicos pelo Tesouro Nacional reduz a dívida bruta e aumenta a dívida líquida do setor público.
A partir da vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, somente o Tesouro Nacional pode emitir títulos públicos utilizados pelo Banco Central nas operações de política monetária.
Quando o BNDES devolve títulos ao Tesouro Nacional, observa-se uma redução imediata da dívida líquida do setor público.
A Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza o Banco Central a emitir títulos públicos para fins de política monetária.
Conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Banco Central deve realizar exclusivamente operações compromissadas com títulos próprios.
Com a crescente demanda por transparência na gestão de serviços públicos, um município recebeu uma solicitação de informações sobre o contrato de gestão de resíduos sólidos, assinado em 2024 com uma empresa privada, no valor de R$ 5 milhões. O pedido, feito por uma associação de moradores via sistema e-SIC, exige detalhes sobre os custos unitários, cronograma de execução, e relatórios de desempenho ambiental, mas a prefeitura hesita em divulgar, alegando que parte dos dados é protegida por sigilo comercial. Dados do IBGE (2023) mostram que 35% da população vive em áreas sem coleta regular de lixo, aumentando a pressão por transparência. O economista municipal deve orientar a resposta, considerando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou maior publicidade em contratos de serviços públicos após auditorias em 2024. Com base nesse cenário e nos conceitos da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), analise as alternativas abaixo e assinale a correta.
A prefeitura pode negar a solicitação de informações sobre o contrato de resíduos sólidos, pois a Lei nº 12.527/2011 isenta contratos privados de publicidade, protegendo dados comerciais independentes de recomendações do TCE, para evitar concorrência desleal no setor de gestão de resíduos.
A Lei nº 12.527/2011 exige que a prefeitura disponibilize informações sobre o contrato de resíduos sólidos, incluindo custos unitários e relatórios ambientais, no portal de transparência, salvo se comprovado sigilo legal, garantindo o direito à informação e a fiscalização cidadã sem comprometer dados comerciais legítimos.
A solicitação de informações deve ser atendida apenas parcialmente, divulgando o cronograma de execução, mas omitindo custos unitários, pois a Lei nº 12.527/2011 prioriza a privacidade comercial sobre a transparência pública em contratos de serviços essenciais.
A Lei nº 12.527/2011 permite que a prefeitura restrinja o acesso aos relatórios ambientais do contrato, pois informações técnicas são classificadas automaticamente como sigilosas, independente de impacto na população, para proteger a propriedade intelectual da empresa contratada.
As reformas microeconômicas da década de 2000 visavam mitigar entraves institucionais ao crescimento. Sobre o tema, assinale a alternativa que corresponde a uma dessas reformas.
Adoção da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) como mecanismo de controle da liquidez internacional.
Criação do Conselho Monetário Nacional (CMN) como órgão de estabilização cambial.
Instituição do crédito consignado e fortalecimento do cadastro positivo.
Implementação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) para vincular receitas a investimentos estratégicos.
Os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso, conhecido como FHC, foram marcados por mudanças que são consideradas legado para o futuro. Entre essas heranças, está
a regulamentação dos monopólios estatais nos setores de petróleo e energia.
a aprovação da lei de responsabilidade fiscal.
a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
o ajuste estrutural do Plano Nacional de Desenvolvimento.
a reforma no sistema tributário brasileiro.