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O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma doença cerebrovascular que atinge cerca de16 milhões de pessoas em todo mundo. A identificação precoce e o atendimento rápido fazem toda a diferença na sobrevida e prognóstico do paciente.
Sobre essa temática, são sinais de alerta para o AVE:
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3, 4 e 5.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
Dentre os sinais e sintomas do acidente vascular encefálico citados a seguir, um não pertence ao quadro clínico. Assinale esta alternativa:
Distúrbio de linguagem.
Ptose palpebral.
Hipertermia.
Diplopia.
Hemiparesia.
Em relação ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), assinale a alternativa INCORRETA.
Só é possível classificar o quadro clínico do AVC após determinar a data e hora do início dos sinais e sintomas, definida como o último momento em que o paciente foi visto sem sinais e sintomas neurológicos alterados.
O Acidente Isquêmico Transitório (AIT) caracteriza-se por ser um episódio único de déficit neurológico focal agudo, com recuperação completa entre 24 e 36 horas do início dos sintomas.
No AVC crônico, o início dos sintomas foi há mais de 1 mês, sem apresentar progressão.
Para avaliação da possibilidade de trombólise endovenosa no AVC isquêmico, o paciente deve ser avaliado em até 4h30min do início dos sintomas, considerando que quanto mais rapidamente é realizado o atendimento, melhor é o prognóstico do paciente.
Um paciente dá entrada em unidade de emergência com suspeição de acidente vascular cerebral (AVC) e o enfermeiro aplica a escala de Cincinnati para avaliação inicial. Acerca da escala de Cincinnati, assinale a alternativa correta quanto ao aspecto avaliado, como deve ser avaliado e a resposta normal esperada.
Assimetria facial; pedir ao paciente para piscar os olhos com força; movimento simétrico da face bilateralmente.
Anormalidade da fala; pedir para o paciente falar uma frase; paciente fala corretamente e com boa articulação das palavras.
Fraqueza dos braços; pedir para o paciente estender os braços por 5 minutos (com os olhos fechados); movimento simétrico dos dois braços.
Alterações na propriocepção; pedir ao paciente para caminhar em linha reta durante 10 metros, com um pé à frente do outro; paciente caminha em linha reta, mantendo o equilíbrio.
Numa unidade hospitalar, o enfermeiro admitiu um paciente adulto com história de perda súbita de força muscular em membro superior direito e tontura súbita, o que o levou a suspeitar de um acidente vascular cerebral (AVC). No manejo inicial desse paciente, o enfermeiro deve
manter o paciente com cabeceira a 0° e, em caso de vômitos, posicionar a 30°.
administrar oxigênio, por cateter nasal de alto fluxo, se saturação de oxigênio for < 96%.
puncionar acesso venoso periférico no membro superior parético para minimizar estímulos de dor.
reduzir níveis pressóricos, se pressão arterial sistólica estiver ≤ 200 mmHg ou pressão arterial diastólica estiver 150 mmHg.
O AVC, ou doença cerebrovascular, ainda é uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. Uma maneira acessível de identificação de uma vítima com possível AVC é baseada no exame físico.
Os três principais achados que o socorrista deve procurar no momento do atendimento inicial são:
Desvio ocular, tontura e síncope.
Desvio de rima labial, confusão mental e visão turva.
Desvio de rima labial, fraqueza em um dos membros superiores e anormalidades na fala.
Fraqueza em um dos membros superiores, anormalidades na fala e liberação esfincteriana.
Anormalidades na fala, hipotensão e perda dos movimentos dos membros inferiores.
Assinale a alternativa correta sobre o acidente vascular cerebral (AVC).
O acidente vascular hemorrágico é causado pelo bloqueio do suprimento de sangue no encéfalo. O acidente vascular isquêmico é causado pelo rompimento de um vaso cerebral.
Deve-se suspeitar de AVC isquêmico ou hemorrágico quando ocorre deficit neurológico, de início lento ou de lenta progressão, associada a fatores hereditários ou doença das carótidas.
O diagnóstico diferencial entre AVC isquêmico e hemorrágico na fase aguda é feito por ultrassonografia de crânio, que deve ser realizada o mais rapidamente possível, uma vez que é determinante para o tratamento.
São considerados fatores de risco para o AVC o infarto agudo do miocárdio, idade reduzida, discreto consumo de álcool, fatores hereditários, utilização de anticoagulantes, sedentarismo.
Pode ser definido como uma disfunção neurológica aguda de origem vascular, com sinais e sintomas correspondentes às áreas cerebrais envolvidas, que podem iniciar-se em questão de segundos a horas.
A trombólise endovenosa é tratamento para acidente vascular cerebral (AVC) agudo. Em relação às indicações desse tratamento e cuidados associados, assinale a alternativa correta.
A trombólise endovenosa é aplicável dentro de 4,5 horas do início dos sintomas.
Passar sonda nasoentérica compõe o protocolo do procedimento.
Déficits neurológicos leves não contraindicam o tratamento.
A trombólise endovenosa é indicada para casos confirmados de AVC isquêmico e hemorrágico.
Precoce sondagem vesical de demora está indicada para controle de débito urinário.
A Diretriz de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral (AVC) classifica os grupos de risco em 3 categorias. Nesse sentido, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona as categorias de risco com seus exemplos:
Primeira coluna: categorias de risco
1- Modificável
2- Não Modificável
3- Potenciais
Segunda coluna: exemplos de risco
( ) Negros.
( ) Uso de contraceptivo oral.
( ) História pregressa de AIT.
( ) Obesidade.
( ) Tabagismo.
( ) Dislipidemia.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
2 – 3 – 2 – 3 – 1 – 1
3 – 2 – 3 – 1 – 2 – 1
2 – 3 – 1 – 3 – 1 – 2
2 – 3 – 1 – 3 – 2 – 1
1 – 2 – 3 – 1 – 2 – 3
A aplicação de compressão sequencial, ou uso de meias elásticas compressivas, em paciente após acidente vascular encefálico hemorrágico visa a prevenção de:
hipóxia.
tromboembolismo venoso.
isquemia secundária.
angiopatia.
vasoespasmo.
Ao avaliar um paciente idoso com suspeita de acidente vascular encefálico (AVE), o enfermeiro deverá observar algumas alterações típicas desse agravo.
Dentre essas alterações, o profissional deve observar e valorizar quando o paciente
apresentar mímica facial simétrica ao sorrir.
apresentar pupilas isocóricas e fala preservada.
responder adequadamente ao questionamento a respeito de se encontra no tempo e no espaço.
apresentar fala embolada e arrastada e movimentos assimétricos nos membros superiores.
Após avaliação, N.F., 72 anos, sexo masculino, teve o diagnóstico de acidente vascular encefálico isquêmico confirmado, sendo considerado pela equipe médica como elegível para a terapia com ativador do plasmogênio tecidual (t-PA). Uma vez iniciada a terapia, revisto e atualizado o plano de cuidados, o enfermeiro elaborou a prescrição de enfermagem, contendo, entre outros itens, os cuidados relacionados a seguir:
I. Manter monitoramento cardíaco contínuo.
II. Aferir sinais vitais a cada 15 minutos.
III. Informar imediatamente o enfermeiro/equipe médica se pressão arterial sistólica for maior que 180 mmHg e/ou pressão arterial diastólica for maior que 105 mmHg.
IV. Observar atentamente a presença de qualquer sangramento: inserção intravenosa, urina, fezes, vômitos, outros e informar enfermeiro/equipe médica sua ocorrência.
Para a situação apresentada, são adequados os cuidados apresentados em
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III, apenas.
Dentre as atribuições das equipes de Saúde da Família pode-se incluir “realizar atenção à saúde aos indivíduos e famílias cadastradas nas equipes e, quando indicado ou necessário, no domicílio [...] em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade”. Durante uma visita domiciliar a equipe se deparou com um paciente idoso acamado de longa data, com déficits nutricionais importantes, tabagista e etilista, portador de Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial; dependente de medicações de uso contínuo para DM e HAS; tornou-se restrito à cama por complicações motoras após episódio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) há 12 anos; apresentando ferida em região sacral não relatada ao ACS durante as visitas anteriores. Na avaliação da enfermagem, o enfermeiro verificou que na ferida havia perda de pele em sua espessura total, cuja extensão não pôde ser determinada por estar completamente encoberta por necrose seca.
A partir do caso acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Ao ser removido o tecido desvitalizado presente na lesão sacral, Lesão por Pressão Estágio 3 ou Estágio 4 ficará aparente.
A falta de suporte nutricional está diretamente relacionada a presença de lesões de pele em proeminências ósseas. Por exemplo, déficit de vitamina C impacta em menor síntese de colágeno e consequentemente em prejuízos significativos ao processo de reparação tecidual.
A lesão identificada classifica-se como Lesão por Pressão Não Classificável.
Com o AVC, houveram alterações neurais importantes e consequentemente alterações na fisiologia sináptica, favorecidas pelo processo de envelhecimento, contribuindo para uma conectividade alterada, impactando diretamente nas respostas para execução de tarefas, nos sentidos e na sensibilidade, o que piora com a restrição ao leito causada pela sequela motora, fator causal para o desenvolvimento e pela piora da lesão sacral.
Fricção e cisalhamento favorecem a ocorrência de lesões que acometem pacientes acamados, o que piora significativamente quando associados à senescência e senilidade. Esses fenômenos físicos estão diretamente relacionados à ocorrência da xerostomia, piorando com o uso de medicamentos e/ou doenças crônicas sistêmicas.
Durante uma crise convulsiva deve-se:
Tentar conter o cliente durante a convulsão para que ele não se machuque com batidas.
Se o cliente estiver no leito, colocar mais travesseiros e abaixar as grades laterais para conseguir contê-lo com mais facilidade.
Se possível, colocar o cliente em decúbito lateral, com a cabeça flexionada para a frente, o que possibilita que a língua se mova para a frente, facilitando a drenagem de saliva e muco.
Todas afirmativas estão corretas.
As doenças cerebrovasculares estão entre as patologias de maior morbimortalidade no mundo, dentre elas temos o Acidente Vascular Encefálico (AVE), que se caracteriza por uma condição clínica que demanda um rápido atendimento, pois o tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e o tratamento do episódio agudo é a principal determinante do prognóstico. Durante a assistência de enfermagem a ser prestada, é importante que o profissional enfermeiro conheça os parâmetros e variáveis relacionadas ao fluxo sanguíneo cerebral (FSC), que corresponde à quantidade de sangue que atinge o tecido cerebral em certa fração de tempo. O valor normal do FSC para o cérebro no adulto é em torno de:
44 mL/100 g/minuto.
54 mL/100 g/minuto.
72 mL/100 g/minuto.
42 mL/100 g/minuto.
94 mL/100 g/minuto.
O atendimento especializado a vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) requer a adoção de protocolo organizado, a fim de agilizar as etapas e diminuir o tempo para a terapêutica. Recomenda-se a implementação de metas de tempo, de acordo com o National Institute of Neurological Disorders (NINDS). Qual a correlação adequada em se tratando dessa recomendação?
Tempo porta-médico: ≤ 5 minutos.
Tempo porta-fibrinolítico: ≤ 60 minutos.
Tempo porta-realizar tomografia de crânio: ≤ 20 minutos.
Tempo porta-time de AVC: ≤ 10 minutos.
Tempo porta-interpretaçaõ da tomografia de crânio: ≤ 30 minutos.
No atendimento pré-hospitalar da pessoa com suspeita clínica de Acidente Vascular Encefálico, também conhecido como Acidente Vascular Cerebral (AVC), indica-se a avaliação rápida da presença de plegia, paresia ou assimetria facial súbita; de debilidade dos membros superiores; e de alteração da fala. Esses três parâmetros de avaliação fazem parte da escala pré-hospitalar para AVC de
Fugulin.
Ramsay.
Morse.
Cincinnati.
No âmbito pré-hospitalar, em situações de suspeita de acidente vascular encefálico (AVE), deve-se aplicar a escala de Cincinnati para avaliação rápida do paciente. Sobre esta escala, assinale a alternativa INCORRETA:
A escala é composta por três parâmetros que avaliam a anormalidade de simetria facial, a debilidade dos membros superiores e a presença de alteração na fala.
Para avaliar a presença de plegia, paresia ou assimetria facial, pedir ao paciente para sorrir ou mostrar os dentes.
A fim de verificar a presença de debilidade nos membros superiores (MMSS), pedir ao paciente para fechar os olhos e elevar os MMSS por um minuto para verificar a sustentabilidade dos mesmos.
Pede-se ao paciente para dizer uma frase com o objetivo de avaliar a presença de alteração na fala.
“Confesso que estou muito apavorada, só de pensar em levar ele pra casa, grave assim. Não sei o que fazer [...] A dificuldade, por exemplo, de você botar a cadeira de roda dentro do carro e sair, levar para um hospital, ir para uma clínica”. Esse trecho retirado do artigo de autoria de Magagnin e Heidemann (2020) retrata a falta de preparo de cuidadores da pessoa com acidente vascular cerebral (AVC). Nesse estudo também se discute a necessidade dos profissionais de saúde, em especial da enfermagem, de envolver o familiar cuidador no preparo para a alta do ambiente hospitalar com o intuito de diminuir o risco de complicações e reinternação da pessoa com AVC.
Magagnin AB, Heidemann ITSB. Empowerment do familiar cuidador frente ao acidente vascular cerebral no ambiente hospitalar. Rev Bras Enferm. 2020;73(4):e20190165.doi: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0165
Dadas as afirmativas acerca da assistência de enfermagem a pessoa com AVC e a seus cuidadores no ambiente hospitalar,
I. Para o diagnóstico de enfermagem “eliminação urinária prejudicada” têm-se como possíveis intervenções: manter um registro da continência para estabelecer o padrão de eliminação urinária e ensinar o paciente consciente a reter a urina até a hora determinada para urinar, a fim de melhorar o tônus muscular.
II. A deglutição prejudicada é muito comum em pacientes com AVC; por isso, é indicado que o enfermeiro auxilie o paciente a sentar-se em posição ereta, o mais próximo de 90 graus, para alimentação adequada, evitando o risco de aspiração, assim como orientar o paciente e o cuidador sobre as medidas de emergência em casos de aspiração, a fim de evitar complicações no ambiente doméstico.
III. Encorajar o paciente a realizar uma respiração lenta e profunda, a mudança de decúbito e a tosse com a finalidade de melhorar a permeabilidade das vias respiratórias aéreas, sem elevar a pressão intracraniana (PIC).
IV. A constipação é o problema intestinal mais comum em pacientes com AVC. Diante dessa condição clínica, são realizados enemas somente se os supositórios e a estimulação digital forem ineficazes, visto o risco de causar estimulação vagal e aumento da PIC. Antes da alta hospitalar é importante orientar a pessoa com AVC e o cuidador sobre a importância da ingesta hídrica e o consumo de fibras.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, apenas.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.