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Para as ações de vigilância epidemiológica, os indicadores fornecem informações necessárias ao diagnóstico, controle e avaliação da situação de saúde, além de calcular agravos e riscos para a população. Para a epidemiologia, a Taxa de
Mortalidade Infantil (TMI) mede o risco de morte para crianças menores de um ano, de um dado local e período.
Mortalidade por Causa é uma proporção que mede o poder da doença em determinar a morte.
Fecundidade se refere ao número de nascidos vivos anualmente, a cada mil habitantes.
Incidência engloba os casos que estão sendo tratados (casos antigos) e mais aqueles que foram descobertos ou diagnosticados (casos novos).
Prevalência é o número de casos novos de uma doença, em um dado local e período, relativo a uma população exposta.
O sistema de informação para a Vigilância Ambiental se assenta numa certa hierarquia de pressupostos. Com base nos dados, são feitas estatísticas e indicadores, num processo de consolidação. Tendo em mente os elementos que compõem as situações de risco ambiental para a saúde humana, a partir da hierarquização das variáveis, estabelecem-se os indicadores. Nesse sentido, os indicadores são parâmetros que permitem, quantitativa ou qualitativamente, ter ideia de uma dada situação ambiental ou de saúde. Quanto os critérios de escolha dos indicadores em saúde ambiental, os indicadores devem ser
interessantes, acolhedores e relacionáveis.
resistentes, vulneráveis às pessoas e independentes quanto aos dados.
de aplicabilidade geral, cientificamente sólidos e aplicáveis pelo usuário.
sistemáticos, precisos e confiáveis.
compreensíveis, aceitáveis e resumidos.
A aplicação do SAMPLA acontece logo após o exame primário. Cada letra da composição da sigla SAMPLA tem um significado. Sendo assim, analise os itens seguintes:
I- S (Sinais: Verificação de SSVV.)
II- A (Alergias: histórico.)
III- M (Momento: evento do acidente.)
IV- P (Palidez.)
V- L (Líquidos e alimentos: horário da última ingestão.)
VI- A (Ambiente de evento.)
Estão corretos:
O objetivo brasileiro de ter um Sistema Único de Saúde (SUS) que efetivamente cuida da população, demanda organização e capacidade de gestão do cuidado à saúde cada vez mais efetivas. Para atingir esse desafio, no contexto do maior sistema público de saúde do mundo, é essencial ter Sistemas de Informação em Saúde (SIS) que contribuam com a integração entre os diversos pontos da rede de atenção e permitam interoperabilidade entre os diferentes sistemas. Uma das estratégias do Ministério da Saúde para desenvolver, reestruturar e garantir a integração desses sistemas, de modo a permitir um registro da situação de saúde individualizado por meio do Cartão Nacional de Saúde. Faz referência a um SUS eletrônico, cujo objetivo é sobretudo facilitar e contribuir com a organização do trabalho dos profissionais de saúde, elemento decisivo para a qualidade da atenção à saúde prestada à população. Trata-se de uma estratégia para reestruturar as informações da saúde na Atenção Básica em nível nacional. A qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população. O texto faz referência a que sistema de informação do SUS?
SIH-SUS.
SIA-SUS.
SIPNI.
e-SUS.
DATA-SUS.
Observe os três gráficos abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
I - O Brasil tem registrado redução na mortalidade materna desde 1990. Naquele ano, a razão de mortalidade materna (RMM) corrigida era de 140 óbitos por 100 mil nascidos vivos (NV), enquanto em 2007 declinou para 75 óbitos por 100 mil NV, o que representa uma diminuição de aproximadamente a metade. A melhoria na investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (de 10 a 49 anos de idade), que permite maior registro dos óbitos maternos, possivelmente contribuiu para a estabilidade da RMM observada nos últimos anos da série (gráfico 1).
II - Para atingir a meta do quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), “Melhorar a saúde materna” o Brasil deveria apresentar RMM igual ou inferior a 35 óbitos por 100 mil NV até 2015, o que corresponde a uma redução de três quartos em relação ao valor estimado para 1990. A queda da morte materna se deve fundamentalmente à redução da mortalidade por causas obstétricas indiretas.
III - As mortes maternas podem ser classificadas como obstétricas diretas ou indiretas. As mortes diretas decorrem de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gestação e que foram agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação, como problemas circulatórios e respiratórios. As mortes indiretas resultam de complicações surgidas durante a gravidez, o parto ou o puerpério (período de até 42 dias após o parto), decorrentes de intervenções, omissões, tratamento incorreto ou de uma cadeia de eventos associados a qualquer um desses fatores.
IV - A mortalidade materna por causas diretas diminuiu 56% desde 1990 até 2007, enquanto aquela por causas indiretas aumentou 33%, de 1990 a 2000, e se manteve estável de 2000 a 2007. O aumento verificado entre 1990 e 2000 foi um reflexo da melhoria nas investigações de óbitos suspeitos de decorrência de causas indiretas. Em 1990, a mortalidade por causas diretas era 9,4 vezes superior à mortalidade por causas diretas. Esta relação reduziu-se para 3,5 vezes em 2000 e 3,2 vezes em 2007 (gráfico 2).
V - No período de 1990 a 2007, houve redução em todas as principais causas de morte materna. Os óbitos maternos por hipertensão foram reduzidos em 62,8%; por hemorragia, 58,4%; por infecções puerperais, 46,8%; por aborto, 79,5%; e por doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, pelo parto e pelo puerpério, 50,7% (gráfico 3). Mas ainda é preocupante a proporção de jovens que morrem por causas obstétricas. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), entre 1990 e 2007, a mortalidade materna na adolescência (de 10 a 19 anos) variou entre 13% a 16% do total de óbitos maternos (BRASIL, 2010, p. 93). A gravidez na adolescência constitui um grande desafio para os formuladores e gestores de políticas públicas do País.
Apenas os itens I, IV e V estão corretos.
Apenas os itens I, III, IV e V estão corretos.
Apenas os itens IV e V estão corretos.
Apenas os itens I, II, IV e V estão corretos.
Todos os itens estão corretos.
No suporte básico de vida ao paciente com agravo clínico, a avaliação
primária da ventilação inclui observar o padrão ventilatório, a circunferência torácica e a autonomia respiratória.
secundária do estado circulatório consiste em pesquisar hemorragias externas de natureza não traumática e verificar, nos pulsos periféricos, frequência, ritmo e simetria.
complementar da ventilação requer observar, em especial, se há uso de musculatura acessória e tiragem intercostal, além de movimentos assimétricos dos membros superiores.
secundária é importante, porém não obrigatória, principalmente nos pacientes críticos, ou se sua realização implicar em atraso de transporte.
secundária tem como objetivo único localizar assimetrias morfológicas e instabilidades hemodinâmicas.
Considere a tabela, a figura e as afirmações a seguir:
TABELA 1 • Distribuição dos casos de sarampo confirmados segundo Estado de ocorrência, Brasil, 2019.
Unidades Federais | 2019* | Data Exantema último caso confirmado | Semanas transcorridas último caso confirmado | |
Confirmados | Inc./100.000 Hab.2 | |||
Amazonas | 4 | 0,1 | 31/01/2019 | 18 |
Roraima | 1 | 0,19 | 06/02/2019 | 17 |
Pará1 | 53 | 0,7 | 03/04/2019 | 5 |
São Paulo1 | 51 | 0,1 | 21/05/2019 | 2 |
Santa Catarina | 3 | 0,04 | 18/02/2019 | 15 |
Rio de Janeiro1 | 7 | 0,01 | 07/05/2019 | 6 |
Minas Gerais1 | 4 | 0,02 | 06/03/2019 | 13 |
Total | 123 | 0,06 | ||
Fonte: Secretaria Estadual de Saúde do AM, RR, PA, RJ, SP, SC e MG.
1Estados em situação de surto ativo;
2Projeção populacional, IBGE.
*Dados atualizados em 05/06/2019 e sujeitos a alterações.
Nesse cenário, no âmbito da vigilância epidemiológica, todo caso suspeito ou confirmado de sarampo deve ser notificado imediatamente além de digitação e transferência imediata pelo Sistema de Informação de Agravos Notificáveis (Sinan).
FIGURA 1 • Distribuição dos casos notificados de sarampo, segundo classificação de casos e Semana Epidemiológica da data de início do exantema, Brasil, 2019*.

Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS); Data 05/06/2019.
*Dados preliminares e sujeitos à alteração.
No decorrer das semanas epidemiológicas do ano de 2019, de acordo com a curva epidêmica e a distribuição dos números confirmados segundo estado de ocorrência, o percentual de casos de sarampo
I. Oscilou no decorrer das semanas epidemiológicas desse ano, com aumento gradativo em curva crescente dos casos confirmados nas quatro primeiras semanas. Os casos confirmados de maiores índices também são observados na semana 7, 8, 10, 12 e 14.
II. Diminuiu na semana epidemiológica 10 e entre as semanas 13 e 15 de 2019, de uma forma geral.
III. Melhorou nas primeiras semanas do ano, visto que a taxa de incidência total para o período analisado foi de 0,06 por 100.000 habitantes.
IV. Aumentou nos estados com surto ativo, o qual é definido como um tipo de epidemia em que os casos se restringem a uma área geográfica pequena e bem delimitada ou a uma população institucionalizada, em que a cadeia de transmissão do último caso tenha sido confirmada há menos de 90 dias ou menos de 12 semanas epidemiológicas.
Em relação aos dados apresentados, assinale
se apenas a afirmativa III estiver correta.
se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
se apenas a afirmativa I estiver correta.
se apenas a afirmativa II estiver correta.
se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.
A avaliação em saúde é um importante instrumento para melhorar a qualidade da prestação de serviços, tornando as ações de saúde mais racionais, mais pertinentes e auxiliando em sua disseminação (TANAKA et al, 2017). Nesse sentido, diferentes características ou atributos das práticas, serviços, programas ou estabelecimentos de saúde podem ser avaliados, a partir de diferentes possibilidades de intervenção.
A alternativa que apresenta possibilidades de estudos relacionados com a disponibilidade e distribuição sociais de recursos em saúde é
cobertura, eficácia e eficiência.
cobertura, acessibilidade e equidade.
acessibilidade, equidade e qualidade técnico-científico.
acessibilidade, eficiência e qualidade técnico-científico.
efetividade, avaliação do grau de implantação e avaliação da satisfação do usuário.
Sobre o indicador de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP), é correto afirmar que
os partos devem ser acrescidos ao cálculo do ICSAP de internações por condições sensíveis à atenção primária.
o estabelecimento de um limite máximo de idade para cálculo do ICSAP não interfere na tendência de internações por condições sensíveis à atenção primária.
o ICSAP representa um conjunto de problemas de saúde para os quais a efetiva ação da atenção primária diminuiria o risco de internações.
o cálculo do ICSAP, no Brasil, considera, apenas um elenco de doenças crônicas não-transmissíveis, estabelecido em lista validada por especialistas.
baixas taxas do ICSAP em uma população podem indicar problemas de acesso, deficiências na cobertura de serviços ou baixa resolutividade da Atenção Primária.
O Suporte Avançado de Vida em Emergências Clínicas apresenta inúmeros casos, condutas e suporte. Assinale a alternativa INCORRETA sobre os sinais e sintomas dessas emergências.
Edema agudo de pulmão: dispneia intensa, taquipneia, ortopneia, tosse com expectoração clara ou rósea, estertores pulmonares à ausculta (inicialmente na base, depois em todo o pulmão), com ou sem roncos e sibilos, sensação de opressão torácica, palidez cutânea, extremidades frias, sudorese, cianose.
Choque hipovolêmico: pele fria, úmida, pegajosa, enchimento capilar maior de 2 segundos.
Hipertensão arterial sistêmica emergência hipertensiva: quando existe evidente dano agudo e progressivo vascular e de órgão salvo, com rápida descompensação da função de órgãos vitais e com risco iminente à vida ou de lesão orgânica irreversível, demandando início imediato da redução dos níveis pressóricos. Inclui os quadros de: encefalopatia hipertensiva, AVE (hemorragia subaracnóidea), complicações cardiovasculares (IAM, angina instável com dor, falência de ventrículo esquerdo, dissecção de aorta, edema agudo de pulmão), falência renal.
Insuficiência cardíaca descompensada: taquipneia e dispneia leves, tosse seca, hipoxemia, hiperglicemia, rouquidão.
Acidente vascular cerebral: de início súbito de déficits neurológicos focais, especialmente de um lado do corpo.
Sobre a notificação de raiva humana no âmbito da vigilância epidemiológica, é correto afirmar que
dentre as atribuições do Enfermeiro, cabe a ele o preenchimento, de forma legível e completa, da ficha de notificação de raiva ou de atendimento antirrábico humano e notificar todo caso suspeito de raiva à vigilância epidemiológica local.
dentre as atribuições do Agente Comunitário de Saúde (ACS), destaca-se a realização de notificação à vigilância epidemiológica quanto aos acidentes com animal suspeito de raiva e encaminhá-los à unidade de saúde para avaliação e consequente tratamento.
entre as notificações imediatas se destacam o Informe internacional, referente à condição zoossanitária no País para doenças da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de maior importância para o mercado internacional, e o Boletim Epidemiológico da Raiva, de maior importância para o mercado nacional.
todo atendimento antirrábico deve ser notificado, independente do paciente ter indicação de receber vacina ou soro antirrábico, utilizando-se uma ficha específica padronizada pelo SINAN, que se constitui em um instrumento fundamental para decisão da conduta de profilaxia a ser adotada pelo profissional de saúde, que deve ser devidamente preenchida e notificada.
todo caso humano suspeito de raiva é de notificação individual e compulsória aos níveis municipal, estadual e federal, portanto, deve ser investigado pelos serviços de saúde por meio da ficha de investigação, padronizada pelo Sistema de Informação de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e eventos de Saúde Pública (SINAN).
Sobre as funções de vigilância epidemiológica, analise as assertivas abaixo:
I. Coleta de dados.
II. Processamento de dados coletados.
III. Recomendação das medidas de controle apropriadas.
IV. Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas.
V. Divulgação parcial dos dados processados.
Quais estão corretas?
Apenas II e IV.
Apenas II e V.
Apenas I, III e IV.
Apenas III, IV e V.
Apenas I, II, III e IV.
Ao realizar o exame primário numa vítima de crise convulsiva, deve-se realizar as ações descritas abaixo, exceto:
Os principais objetivos da vigilância do óbito que tem a tuberculose mencionada como causa de morte, são:
I- identificar as condições individuais e de acesso aos serviços de saúde dos pacientes com tuberculose que evoluíram para o óbito;
II- identificar e examinar os contatos de casos de tuberculose que evoluíram para o óbito e não foram avaliados pelos serviços de saúde;
III- analisar e corrigir (quanti-qualitativa-mente) as informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Sistema de Informações de Tratamentos Especiais da Tuberculose (SITETB) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM);
IV- propor medidas que possam reduzir o número de mortes por tuberculose;
V- a vigilância deve fazer menção de óbito por tuberculose em todas as unidades federadas do Brasil, por meio dos programas estaduais e municipais de controle da tuberculose.
Todas estão corretas, exceto a afirmativa
II.
III.
IV.
V.
Alguns pacientes necessitam de monitorização cardíaca com cabos de 3 ou 5 vias, são pacientes que necessitam de avaliação e registro contínuo da atividade cardíaca (ritmo e frequência), tais como nas situações abaixo, EXCETO:
Parestesia em membros inferiores.
Inconsciência.
Suspeita de acidente vascular encefálico.
Alteração na atividade cardíaca.
Dor torácica não traumática.
Sobre a vigilância epidemiológica na busca ativa da leishmaniose visceral, é correto afirmar que
o monitoramento de casos de Leishmaniose Visceral pode ocorrer através da busca ativa de casos no local de suspeita clínica.
a investigação epidemiológica se faz necessária para realizar a busca ativa de casos novos e caracterizá-los clínico e laboratorialmente.
no processo de caracterização do local provável de infecção (LPI), deve-se realizar a busca ativa de casos caninos e provável reservatório.
dentre as ações de identificação sobre o reservatório canino, destacam-se a busca ativa de cães sintomáticos para exame sorológico e a confirmação da identificação da espécie de Leishmania.
na área propícia à ocorrência, bem como nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitário de Saúde/Programa Saúde da Família, é obrigatória a realização de busca ativa de casos, encaminhando os suspeitos para atendimento médico.
“Dentre as doenças emergentes e reemergentes, as arboviroses transmitidas por mosquitos do gênero Aedes (principalmente Aedes aegypti) têm se caracterizado por persistirem como importantes problemas de saúde pública, devido à produção de repetidas epidemias de grande magnitude, em várias regiões do mundo” (TEIXEIRA et al, 2018, p. 1824).
Considerando o papel da vigilância epidemiológica na epidemia da Dengue, Zika e Chikungunya, é correto afirmar que
a vigilância vem apontando que a infecção por um dos três vírus torna o indivíduo imune aos demais.
a melhor forma de prevenção da propagação dessas epidemias tem sido a imunização, que vem mostrando resultados eficientes.
as maiores incidências das três infecções estão concentradas na Região Sul do país, devido à relação com situação social e climática.
apesar das dificuldades trazidas pela seca, no caso dessas epidemias, a falta de água tem se mostrado como aliada no controle vetorial.
para redução da incidência de casos, é necessária ação coordenada entre as vigilâncias epidemiológica, entomológica, sanitária e laboratorial.
“A vigilância epidemiológica tem como propósito fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde, que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas sobre a ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa área geográfica ou população definida. Ela se constitui como um importante instrumento para o planejamento, a organização e a operacionalização dos serviços de saúde, como também para a normatização de atividades técnicas correlatas” (BRASIL, 2009, p. 18).
Sobre a operacionalização da Vigilância Epidemiológica, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A Vigilância Epidemiológica compreende um ciclo de funções contínuas, específicas e intercomplementares, que permitem identificar o comportamento da doença ou agravo selecionado como alvo das ações, para que as medidas de intervenção pertinentes possam ser realizadas.
( ) As ações executivas relacionadas à Vigilância Epidemiológica são atribuições da esfera Municipal e exigem conhecimento analítico da situação de saúde local. Aos níveis nacional e estadual cabem as ações estratégicas e de coordenação no seu âmbito de ação, atuando, também, de forma complementar ou suplementar aos demais níveis.
( ) O processo de decisão-ação necessita sempre da totalidade dos casos para que sejam determinadas as melhores estratégias de intervenção. Não existe diagnóstico epidemiológico baseado exclusivamente na clínica. Todas as doenças, principalmente hoje por conta das mutações, devem ser previamente diagnosticadas pelos exames laboratoriais.
( ) A Vigilância Epidemiológica deve eliminar os riscos à saúde, intervindo, inicialmente, nos problemas decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens, e da prestação de serviços de interesse da saúde, iniciando a sua atuação em locais de distribuição e produção de medicamentos, empresas de saneantes e farmácias, além de produtos de interesse para a saúde, atuando também na recomendação de melhorias, após pactuar com Ministério Público.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
V F F V
V V F F
F V F F
F V V F
F F V V
Leia as afirmativas a seguir:
I. De um modo geral, os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de um câncer podem ser classificados em duas categorias de fatores: os de natureza extrínseca e os de natureza intrínseca. Como exemplos de fatores de risco extrínsecos estão a idade, o gênero, a etnia ou raça, e a herança genética. Já no grupo de fatores de risco intrínsecos, incluem-se o uso de tabaco e álcool, hábitos alimentares inadequados, inatividade física, agentes infecciosos, radiação ultravioleta, exposições ocupacionais, poluição ambiental, radiação ionizante, alimentos contaminados, obesidade e situação socioeconômica, entre outros.
II. Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. Atualmente, é vedado à União executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação nacional.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
A atividade proposta segundo os objetivos da vigilância do óbito com menção de tuberculose, “realizar os ajustes necessários na causa básica ou associada do óbito registradas no SIM após investigação e discussão da equipe de investigação do óbito”, só poderá ser realizada:
Quando há descoberta de um óbito com menção de tuberculose de um caso já notificado no SINAN ou SITETB, mas que não possuía o desfecho conhecido ou ainda não estava assinalado como óbito.
Se essa qualificação for feita na variável “situação de encerramento”, assinalando as categorias “óbito por tuberculose” ou “óbito por outras causas”.
Após criteriosa investigação do óbito em parceria com a equipe de vigilância do óbito com objetivo de melhorar a informação sobre mortalidade.
Quando houver a investigação dos óbitos por aids (códigos da CID-10: B20 a B24), em que a tuberculose for a causa associada.