Questões de Concurso sobre Complicações da Gestação

 
 
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As anormalidades que podem complicar a evolução natural das etapas do parto são chamadas de distócias. Uma distócia da etapa de contração é:

A
hipotonia;

B
acretismo;

C
retenção placentária;

D
desproporção cefalopélvica;

E
deflexão do polo cefálico.

As mais importantes situações hemorrágicas gestacionais da primeira metade da gestação são:


A

abortamento, gravidez ectópica, neoplasia trofoblástica gestacional benigna e descolamento corioamniótico


B

abortamento, gravidez ectópica, neoplasia trofoblástica gestacional benigna e descolamento prematuro de placenta


C

placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura uterina e gravidez ectópica


D

placenta prévia, descolamento prematuro da placenta, rotura uterina, vasa prévia

Na eclâmpsia, a conduta clínica visa ao tratamento das convulsões, da hipertensão e dos distúrbios metabólicos, além de cuidados e controles gerais. Nessa perspectiva, é correto afirmar que:


A

Os cuidados gerais em situações de eclampsia incluem manter um decúbito elevado a 30 e face lateralizada; manter uma punção venosa em veia central ou periférica calibrosa e instalar um cateter vesical contínuo.


B

O sulfato de magnésio pode ser utilizado durante o trabalho de parto, parto e puerpério como terapia anticonvulsivante, devendo ser mantido por 4 horas após o parto se iniciado antes do mesmo.


C

O cloreto de sódio a 20% atua como antídoto do sulfato de magnésio, sendo indispensável manter sempre à mão uma ampola para aplicação imediata no caso de eventual parada respiratória.


D

Nos casos de eclampsia a cesariana é preferível ao parto vaginal, desse modo evitando todo o estresse adicional de um trabalho de parto em uma situação de alterações fisiológicas múltiplas.

A rotura prematura de membranas ovulares (RPM) e a rotura prematura de membranas pré-termo (RPMPT) são quadros caracterizados pela rotura espontânea nos seguintes momentos, respectivamente:


A

depois do início do trabalho de parto e até 34 semanas de gestação


B

antes do começo do trabalho de parto e até 34 semanas de gestação


C

antes do começo do trabalho de parto e antes das 37 semanas de gestação


D

depois do início do trabalho de parto e antes das 37 semanas de gestação

Compareceu ao setor de pré-natal de uma Unidade Básica de Saúde uma jovem de 22 anos de idade com atraso menstrual de mais de 15 dias, náuseas e astenia. Após a realização do HCG urinário, teste rápido pelo enfermeiro, foi confirmada a gravidez e a paciente foi encaminhada para os procedimentos necessários ao pré-natal. Na avaliação de risco gestacional, foram identificados insuficiência renal crônica e depressão grave, fatores que

A
permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica.

B
indicam encaminhamento da gestante à urgência/emergência obstétrica.

C
poderão indicar encaminhamento da gestante ao pré-natal de alto risco.

D
referenciam a gestante para um serviço especializado em pré-natal de alto risco, sem contrarreferência.
Mulher de 22 anos, primigesta, na 24ª semana de gestação, com quadro de pressão arterial 140 × 90 mmHg, proteinúria, edema de face, mãos e pés. Os sinais e sintomas apresentados são sugestivos de

A
gravidez ectópica.

B
toxemia gravídica.

C
hiperemese gravídica.

D
infecção do trato urinário.

E
placenta prévia.

Que condição obstétrica é caracterizada pelo desenvolvimento total ou parcial da placenta no segmento uterino inferior, com sangramento vaginal indolor?


A

Placenta prévia.


B

Coriocarcinoma.


C

Descolamento de placenta.


D

Incompetência cervical.


E

Mola hidanteforme.

Leia o caso a seguir.


Uma paciente com idade gestacional de 25 semanas é atendida na 4ª consulta de pré-natal. Durante o exame físico, o enfermeiro evidenciou uma pressão arterial de 144/96 mmHg e outra de 142/94 mmHg. Nas anotações das consultas anteriores, os valores foram de: 120/80 mmHg; 130/88 mmHg e 130/86mmHg. Antes de engravidar, seus valores pressóricos eram em torno de 100/70 mmHg.

Diante deste quadro e considerando o Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (2012), conclui-se que esta gestante apresenta


A

eclâmpsia, pois foi observada hipertensão antes de 20 semanas de gestação e diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez.


B

pré-eclampsia, pois apresentou aumento de 30mmHg na pressão sistólica e 15mmHg na diastólica, quando comparada à pressão arterial prévia à gestação.


C

hipertensão arterial gestacional, pois apresentou média de pelo menos duas medidas igual ou maior que 140/90mmHg na gestação.


D

hipertensão arterial crônica, pois apresentou valores alterados nas consultas anteriores de pré-natal.

Quando uma gestante apresenta diagnóstico de mola hidatiforme, qual hormônio fica aumentado na urina de 24h?


A

Gonadotrofina coriônica;


B

Progesterona;


C

Estrógeno;


D

Prolactina;


E

Luteinizante.

Durante consulta de enfermagem de pré-natal, D.S., 34 anos, primigesta com 32 semanas de idade gestacional, revelou que vinha apresentando cefaleia e cansaço com piora nos últimos dias. Queixou-se de tonturas e visão turva desde o momento em que se levantou naquele dia. A enfermeira observou que a gestante apresentava PA = 142 x 102 mmHg, revelando elevação dos níveis pressóricos quando comparada às medidas obtidas anteriormente. Ao exame físico, apresentava edema de membros inferiores ++/4+. Ao realizar o teste rápido de proteinúria, a enfermeira obteve resultado positivo.


Frente a essa situação, a enfermeira deve suspeitar de um quadro de


A

eclâmpsia e encaminhar a gestante à emergência obstétrica.


B

hipertensão gestacional e encaminhar a gestante ao pré-natal de alto risco.


C

pré-eclâmpsia e encaminhar a gestante ao pré-natal de alto risco após prescrever diurético à base de hidroclorotiazida.


D

pré-eclâmpsia e encaminhar a gestante à emergência obstétrica.


E

hipertensão gestacional e solicitar os exames de hemograma e creatinina para avaliação e acompanhamento do quadro.

Gestante com sangramento vaginal intenso, entre 12 e 20 semanas de gestação, com dor em baixo ventre em média intensidade e orifício cervical interno aberto, encontra-se no seguinte evento obstétrico:


A

ameaça de abortamento


B

abortamento inevitável


C

ameaça de parto prematuro


D

abortamento habitual

Em relação ao Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), pode-se afirmar que:


A

A diabetes gestacional é responsável por até 50% dos casos de DPP não traumáticos. Tanto a diabetes gestacional quanto a diabetes mellitus constituem fatores de risco importantes para o DPP.


B

Apesar de se apresentar como uma das piores complicações obstétricas, o descolamento prematuro de placenta ocorre apenas em aproximadamente 1 a 2% das gestações e não influencia no aumento da morbimortalidade materna ou perinatal .


C

A ocorrência de cesariana prévia, tabagismo, idade materna avançada e uso de drogas (álcool, cocaína e crack) não se apresentam na literatura como fatores de risco para o descolamento prematuro de placenta.


D

O quadro clínico característico do DPP é a dor abdominal, associada ou não a sangramento vaginal. A dor varia de leve desconforto até dor intensa, associada a aumento do tônus uterino, que pode se manifestar em graus variados.

As gestantes com pré-eclâmpsia leve, de preferência, devem ser hospitalizadas para avaliação diagnóstica inicial. Nesta situação, dentre outros cuidados, o técnico em enfermagem deve:


A

verificar sinais vitais e orientar quanto à dieta hipossódica e ao repouso absoluto.


B

administrar anti-hipertensivo de ação rápida e colher urina de 24 horas.


C

manter cabeceira e membros inferiores elevados, administrar anticonvulsivantes.


D

manter em dieta zero, registrar queixas de enjoos e sangramentos e preparar para parto cesário.


E

verificar pressão arterial de 4 em 4 horas, oferecer dieta normossódica e manter repouso relativo.

A insuficiência placentária prejudica a nutrição e a oxigenação fetal. A patologia gestacional associada à insuficiência placentária denomina-se


A

diabetes melito.


B

doença hipertensiva.


C

toxoplasmose.


D

hiperêmese gravídica.


E

vaginose.

A equipe de saúde mostra-se preocupada com uma paciente gestante que apresenta um quadro de edema em mãos e face, pressão arterial de 140 x 90 mmHg e com presença de proteína na urina.


A situação descrita pode estar caracterizando um quadro de


A

pré-eclâmpsia.


B

apenas hipertensão crônica.


C

gravidez de baixo risco.


D

gravidez ectópica.


E

eclâmpsia.

Em gestantes, são considerados sinais de perigo


A

perda de líquido ou sangue pela vagina, pernas, mãos, braços e olhos inchados ao despertar e ocorrência de fortes dores de cabeça.


B

febre alta, parada ou excesso de crescimento da barriga e mexidas mais constantes do bebê no último trimestre de gestação.


C

inchaço nas pernas e pés no final do dia, azia ou má digestão e fortes dores de cabeça.


D

contrações na barriga antes do período previsto para o parto, enjoos e sono alterado.

A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia representam situações de elevado risco para a gestante e para o feto. A prevenção e o diagnóstico precoce de sua ocorrência podem ser feitos na atenção pré-natal pelo monitoramento de


A

pressão arterial.


B

altura uterina.


C

glicemia de jejum.


D

hemoglobina.


E

temperatura corporal.

Ao atender uma paciente com diabetes gestacional, o enfermeiro deve


A

avaliar a presença de ganho de peso, indicando sobrepeso e ou obesidade como preditor do diabetes gestacional.


B

incentivar o acompanhamento do pré-natal e avaliar a glicemia a partir da 32ª semana de gestação, período que, em geral, ocorre o início do diabetes gestacional.


C

orientar quanto ao uso de medicação diabetogênica, uma vez que a insulina não deve ser administrada à gestante, por comprometer o desenvolvimento do fetal.


D

em caso de hálito cetônico, oferecer um copo de suco ou refrigerante com a intenção de evitar hipoglicemia.


E

orientar sobre a importância de realizar a alimentação balanceada, embora a realização de exercícios seja contraindicada nesse período.

A gestante, com mais de 20 semanas de gestação e diagnóstico de hipertensão arterial, proteinúria e convulsão sem causa associada, apresenta quadro de

A
eclâmpsia.

B
pré‐eclâmpsia.

C
hipertensão gestacional.

D
hipertensão arterial sistêmica crônica.

A deiscência de sutura e evisceração – ocorre regularmente entre o 5º e 8º dia pós-operatório quando a incisão tem a menor resistência á tensão: a maior força é imposta entre o primeiro e o terceiro dia pós-operatório.

Essa catástrofe é comumente relacionada com, EXCETO:


A

Uremia; diabetes mellitus.


B

Uso de esteroide.


C

Hematomas, seromas.


D

Empiema.

 
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