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O processo de doação-transplante é complexo, composto por etapas sistematizadas, regidas por questões éticas e legislações específicas (Viana, RAPP. et al, 2020). Considere as ações desenvolvidas em cada etapa e assinale a alternativa correta.
Um paciente é denominado potencial doador (PD) de órgãos quando a condição clínica preenche ao menos três critérios para morte encefálica, ou seja, o paciente só é considerado PD quando o processo de confirmação de morte encefálica está concluído.
A primeira etapa do processo consiste na obtenção do consentimento livre e esclarecido de cônjuge, do companheiro ou de parente consanguíneo, de maior idade e juridicamente capaz, na linha reta ou colateral, até o terceiro grau, e firmada em documento subscrito por duas testemunhas.
Apenas uma equipe médica, devidamente capacitada para o processo doação-transplante, pode desenvolver a etapa de manutenção do doador, quando é realizado um conjunto de ações para possibilitar adequado funcionamento orgânico, revertendo eventuais disfunções decorrentes do quadro de morte encefálica, com o propósito de melhorar a viabilidade dos órgãos para transplante.
Na etapa de avaliação o enfermeiro deve estar atento à administração de fármacos depressores do SNC tais como o fenobarbital, a clonidina e a morfina, suspendendo sua administração para todos os pacientes, mesmo se utilizados em doses terapêuticas habituais, pois interferem nos procedimentos para determinação da morte encefálica.
O processo tem início com a identificação de potencial doador, consistindo em verificar pacientes, em unidades de alta complexidade, que apresentem coma não reativo e não responsivo, que, quando realizada, de modo precoce, por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e qualquer profissional envolvido no cuidado, assume grande importância, uma vez que influencia diretamente o número final de doadores.
O fígado, a maior glândula do corpo humano, tem função de síntese proteica, formação e excreção da bile, metabolismo e hemodinâmica. A insuficiência hepática é uma grave deterioração da função do fígado, e é causada por um distúrbio ou substância que o lesiona. Assinale a alternativa que NÃO corresponde às indicações de transplante hepático em crianças e adolescentes.
Atresia biliar.
Malignidade extra-hepática incurável.
Fibrose cística.
Acidemias orgânicas.
Colangite esclerosante.
Um paciente com perda completa e irreversível das funções cerebrais e do tronco encefálico apresenta um quadro de
coma profundo.
coma permanente.
morte encefálica.
estado vegetativo persistente.
estado vegetativo-alfa persistente.
Considerando a compatibilidade ABO, uma pessoa do grupo A pode doar órgãos para um receptor do(s) grupo(s)
O e A.
A e AB.
A, B e AB.
A, somente.
O, A, B e AB.
O transplante de células-tronco hematopoéticas singênico exige que o doador seja
o próprio paciente.
qualquer familiar.
pai, mãe ou irmão.
irmão gêmeo heterozigoto.
irmão gêmeo homozigoto.
A “regra dos 100” abrange alguns parâmetros considerados adequados para a manutenção dos potenciais doadores de órgãos. Assinale a opção que, corretamente, os indica.
PAS > 100mmHg; PaO₂ > 100mmHg; Hgb > 100 g/L e diurese > 100 mL/h.
PAS > 100mmHg; PVC < 100mmHg; Hgb > 100 g/dL e diurese < 100 mL/h.
PAS < 100mmHg; PaO₂ < 100mmHg; Hgb < 100 g/L e diurese < 100 mL/h.
PAS < 100mmHg; PaO₂ > 100mmHg; Hgb < 100 g/L e diurese > 100 mL/h.
PAS > 100mmHg; PVC > 100mmHg; Hgb < 100 g/dL e diurese > 100 mL/h.
As drogas de primeira linha para o tratamento da rejeição aguda celular são os (as)
corticoides.
sirolimos.
azatioprinas.
tacrolimos.
everolimos.
Em relação à doação de órgãos, assinale a alternativa correta.
A pressão arterial média (PAM) do possível doador deve ser mantida igual ou acima de 70 mmHg.
Nos possíveis doadores, a acidose metabólica deve ser corrigida, pois pode ocasionar aumento da contratilidade cardíaca.
Infecção sistêmica ativa não faz parte de uma das possíveis contraindicações para transplante cardíaco.
O objetivo da dessensibilização é aumentar os anticorpos antígenos leucocitários humanos (HLA), facilitando o transplante.
A adesão medicamentosa nos pacientes transplantados faz-se importante unicamente para garantir a preservação do enxerto.
Uma das principais complicações do transplante renal é a rejeição aguda. Essa rejeição ocorre
nas primeiras 6 horas, após o transplante.
nas primeiras 12 horas, após o transplante.
nas primeiras 24 horas, após o transplante.
a partir do 3º dia, após o transplante.
a partir do 4º mês, após o transplante.
Os prontuários médicos, contendo os resultados ou os laudos dos exames referentes aos diagnósticos de morte encefálica e as cópias de todos os documentos pertinentes aos atos cirúrgicos relativos aos transplantes e enxertos, devem ser mantidos nos arquivos das instituições por um período mínimo de
dois anos.
três anos.
quatro anos.
cinco anos.
seis anos.
Após ser retirado do doador, o coração deve ser implantado no receptor em até
2 horas.
4 horas.
4 a 6 horas.
6 a 8 horas.
12 horas.
A Organização de Procura de Órgãos e tecidos (OPO) tem como objetivo exercer atividades de identificação, manutenção e captação de potenciais doadores para fins de transplantes de órgãos e tecidos no âmbito de sua atuação. O enfermeiro intensivista pode exercer um papel fundamental em parcerias com a OPO na avaliação das condições clínicas do possível doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e apoio na entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos. Em relação ao tempo de isquemia de cada órgão, conforme Ministério da Saúde, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Coração – 04 horas.
( ) Pulmão – 04 a 06 horas.
( ) Pâncreas – 18 horas.
( ) Fígado – 24 horas.
( ) Rim – 48 horas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V – F – V.
V – F – V – F – V.
F – V – V – V – F.
V – V – F – F – V.
V – F – F – V – F.
Com a confirmação da morte encefálica (ME), a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes é a responsável pela abordagem familiar para autorizar a doação de órgãos. Nesse momento, inicia-se um novo protocolo com o objetivo de manter a perfusão e a oxigenação necessária para o sucesso do procedimento de transplante. Entre as contraindicações absolutas para doação de órgãos, estão as colagenoses, caracterizadas por
neoplasias malignas ativas do tipo pele não melanoma e tumores primários do sistema nervoso central.
lúpus, artrite reumatoide e esclerodermia.
doenças priônicas e septicêmicas.
linfoma-leucemia de células T, associado a infecção viral.
infecções treponêmicas e tripanossômicas.
No processo de doação e transplante de órgãos, de acordo com a nomenclatura recomendada pela OMS, o paciente é classificado como “elegível para doação” quando
se inicia a cirurgia para remoção do órgão.
apresenta lesão cerebral grave.
o diagnóstico de morte encefálica é confirmado.
o protocolo de morte encefálica é aberto.
os órgãos removidos são transplantados.
Assinale a opção que indica o órgão que pode ser retirado do doador em até 24 horas após a morte circulatória, a depender da temperatura de conservação.
Rim.
Fígado.
Pulmão.
Córnea.
Coração.
Pacientes criticamente enfermos com confirmação de infecção pelo vírus da febre amarela apresentam condição suficiente para serem inscritos em lista de espera por transplante de fígado por IHHFA.
Certo
Errado
A repetição do teste clínico, para confirmação de morte encefálica em uma criança de 11 meses, deve ser realizada em
6 horas.
12 horas.
24 horas.
48 horas.
36 horas.
De forma geral, uma contraindicação absoluta para doação de órgãos é o doador ser portador de
lúpus eritematoso.
tuberculose ativa.
meningite meningocócica.
carcinoma in situ do colo uterino.
carcinoma basocelular de pele.
Se houver viabilidade de uma mesma pessoa doar córnea, rins, fígado e pâncreas, assinale a opção que indica a sequência de extração.
fígado, pâncreas, rins e córnea.
rins, fígado, córnea e pâncreas.
pâncreas, fígado, córnea e rins.
córnea, rins, pâncreas e fígado.
rins, fígado, pâncreas e córnea.
Conforme classificação da OMS, um paciente com mucosite grau 2 no pós-transplante de células-tronco hematopoiéticas, apresenta
apenas eritema.
necrose tecidual e sangramento espontâneo.
ulceração que permite apenas a ingestão de líquidos.
ulceração, mas consegue ingerir alimentos sólidos.
ulceração, o que impede a ingestão de qualquer alimento.