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O resultado terapêutico esperado é a queda imediata e rápida da pressão arterial para que não haja comprometimento de órgãos importantes como o cérebro e o coração.
Durante o procedimento para medida indireta da pressão arterial no membro superior, deve-se colocar o manguito adequado, firmemente, entre dois e três centímetros acima da fossa antecubital, centralizando as tubulações que saem da bolsa de borracha sobre a face anterior do antebraço.
O hiato auscultatório geralmente ocorre no final da fase I e no início da fase II dos sons de Korotkoff, podendo ser responsável por medidas falsamente baixas ou falsamente elevadas das pressões sistólica ou diastólica, respectivamente.
A prevenção secundária visa alcançar a remissão da HA, quando possível; evitar o aparecimento de complicações e retardar a progressão do quadro clínico. As ações devem ser compatíveis com a identificação de fatores de risco associados, com lesões em órgão-alvo e com a avaliação de co-morbidades.
A pressão arterial aumenta com o aumento do débito cardíaco e com a redução da resistência vascular periférica.
De uma maneira geral, são medidas eficazes de prevenção das doenças em questão a ênfase no controle do tabagismo, do sedentarismo, da obesidade, do consumo de sal e de bebidas alcoólicas e o estímulo a uma alimentação saudável.
A hipertensão arterial e o diabetes melito constituem os principais fatores de risco populacional para as doenças cardiovasculares, sendo que, por essa razão, representam agravos de saúde pública, dos quais a grande maioria deve ser tratada em hospitais de atendimento especializado (rede hospitalar).
É atribuição do enfermeiro, conforme o Programa de Hipertensão do Ministério da Saúde (2002), encaminhar os hipertensos não-aderentes, de difícil controle e portadores de lesões em órgãos-alvo ou com co-morbidades para consultas semestrais com o médico da equipe.
Devido às características estetoacústicas dos ruídos de Korotkoff (sons de alta freqüência), recomenda-se o uso do diafragma do estetoscópio na realização da técnica auscultatória da medida da pressão arterial.
A pressão arterial elevada provoca lesões vasculares nos chamados órgãos-alvo, que são o coração, o cérebro e os rins.
Um erro comum realizado na medida da pressão arterial é chamado de preferência pelo dígito terminal, quando o observador anota valores pressóricos com números terminados em zero, dois, quatro, seis ou oito.
Os esfigmomanômetros de coluna de mercúrio ou aneróides são os aparelhos usados para a medida indireta da pressão arterial. A verificação de sua calibração deve ser periódica e, em ambos os tipos de aparelho, somente deve ser realizada por pessoal técnico altamente especializado.
As patologias que podem desenvolver a hipotensão secundária não incluem o diabetes.
É de responsabilidade do enfermeiro, conforme as normas de procedimento definidas no Programa de hipertensão do Ministério da Saúde (2002), o estabelecimento, juntamente com a equipe, de estratégias que busquem aumentar e favorecer a adesão à terapêutica anti-hipertensiva, por meio da criação de grupos de hipertensos, por exemplo.
É competência do enfermeiro, junto ao programa de hipertensão do Ministério da Saúde, solicitar, durante a consulta de enfermagem, os exames mínimos estabelecidos nos consensos e definidos como possíveis e necessários pelo médico da equipe.
Tem-se observado que as campanhas periódicas educativas junto à comunidade, abordando os fatores de risco dessas doenças, não representam medidas preventivas importantes, uma vez que são de baixa repercussão e custo elevado, por exigirem pessoal especializado.
É atribuição do enfermeiro participante da equipe do Programa de Saúde da Família, de acordo com as diretrizes do Programa de Hipertensão do Ministério da Saúde (2002), desenvolver atividades educativas de promoção de saúde com todas as pessoas da comunidade, assim como desenvolver atividades educativas individuais ou em grupo com os hipertensos.
Alguns aspectos do estilo de vida da paciente, como o estresse, o tabagismo e o sedentarismo, são fatores de risco comportamentais importantes para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como a HA e o diabetes.
De acordo com os dados apresentados, há uma associação estatisticamente significativa entre os valores da pressão arterial sistólica com os níveis de ansiedade.