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No rastreamento para diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS), nos serviços de Atenção Básica, para todo adulto com idade maior e igual a 18 anos, depois de duas verificações de pressão arterial (PA) = 135x85mmHg, deve-se:
encaminhar à consulta médica para realização de exames de avaliação do risco cardiovascular, lesões de órgão-alvo (LOA) e doenças associadas
orientar para reavaliar a PA após um ano e encaminhar ao serviço da Unidade de Pronto Atendimento em caso de cefaleia constante
fazer avaliação em consulta de enfermagem para identificar a presença de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares
orientar prevenção primária e reavaliar a presença de fatores de risco para doenças cardiovasculares após dois anos
Uma enfermeira obstétrica, em atendimento de gestantes em um serviço de triagem obstétrica, deve estar atenta aos sinais de pré-eclâmpsia.
Assinale a alternativa com critérios clínicos que caracterizam pré-eclâmpsia com sinais de gravidade.
Pressão arterial de 145/95 mmHg e proteinúria de 300 mg em urina de 24 horas, sem outras queixas.
Edema em membros inferiores, ganho de peso súbito e pressão arterial de 150/100 mmHg.
Náuseas e vômitos persistentes, com perda de mais de 5% do peso corporal e cetonúria.
Hipertensão arterial identificada na segunda metade da gestação e prurido gestacional.
Pressão arterial de 165/115 mmHg, cefaleia, distúrbios visuais como fotofobia e escotomas, e dor na parte superior do abdome.
A hipertensão arterial é uma doença crônica que requer acompanhamento regular e cuidados específicos para prevenir complicações. Qual conduta é correta para o técnico em enfermagem no cuidado ao paciente hipertenso?
Orientar o paciente sobre a necessidade de aderir ao tratamento medicamentoso e mudanças no estilo de vida.
Administrar medicamentos anti-hipertensivos sem prescrição médica em casos de urgência.
Realizar aferição da pressão arterial somente em consultas agendadas.
Recomendar a redução abrupta do consumo de água para controle da pressão arterial.
De acordo com recomendação do Ministério da Saúde apresentada na linha de cuidado do adulto com hipertensão arterial sistêmica (2021), ao realizar a estratificação do risco global do paciente hipertenso, o enfermeiro deve considerar como fatores de risco presentes, entre outros itens,
idade maior que 55 anos para mulheres e maior que 65 anos para homens.
tabagismo e triglicérides maior que 100 mg/dL.
HDL colesterol menor que 100 mg/dL e colesterol total maior que 150 mg/dL.
história prematura de doença cardiovascular em familiares de 1o grau: mulheres com menos de 65 anos e homens com menos de 55 anos.
diabetes mellitus e LDL colesterol maior que 40 mg/dL.
Durante uma visita domiciliar, o técnico em enfermagem observa que o paciente hipertenso encontra-se sonolento, com fala lenta e pressão arterial de 90x60 mmHg. Com base nos cuidados de rotina e procedimentos de enfermagem em serviços básicos de saúde, assinale a alternativa INCORRETA.
A aferição de pressão arterial deve ser repetida após alguns minutos, mantendo o paciente deitado e tranquilo.
É indicado oferecer café ou chá forte para elevar a pressão antes de comunicar o enfermeiro.
Deve-se verificar outros sinais vitais e avaliar possíveis causas da hipotensão.
O técnico deve comunicar imediatamente a equipe de enfermagem responsável e registrar o ocorrido no prontuário.
Estudos revelam que indivíduos que desenvolvem hábitos de exercício físico regular, dieta e relaxamento podem reduzir sua pressão arterial. A dieta mais indicada para pacientes com hipertensão arterial e riscos cardiovasculares é a dieta:
DASH.
Lipoproteica.
Hipercalórica.
Hipersolúvel.
Homem de 55 anos procura a unidade de saúde para acompanhamento de hipertensão arterial sistêmica. Relata uso irregular da medicação, consumo frequente de alimentos ricos em sal e pouca motivação para mudar hábitos de vida. Durante a consulta de enfermagem, apresenta pressão arterial de 160/100 mmHg, sem sintomas associados.
A conduta mais adequada do enfermeiro nesse momento é
orientar que o paciente suspenda o uso da medicação anti-hipertensiva, explicando que a interrupção completa evitaria possíveis efeitos colaterais acumulados e reduziria riscos de complicações relacionadas ao uso irregular.
recomendar que, por estar assintomático, não há necessidade de consultas frequentes, indicando que um acompanhamento anual com o médico seria suficiente para monitorar a hipertensão de maneira segura.
realizar escuta atenta e respeitosa, permitindo que o paciente expresse suas dificuldades, reforçar de forma acolhedora a importância do uso regular da medicação e das mudanças possíveis no estilo de vida, construindo junto com ele metas realistas e agendando retorno próximo.
prescrever por conta própria o uso de diurético contínuo, orientar uma redução significativa da ingestão de líquidos diários e informar que a reavaliação da pressão arterial deve ocorrer somente em nova consulta médica.
adotar postura expectante, explicando que a ausência de sintomas demonstra estabilidade, evitando orientações adicionais e propondo apenas a observação do quadro em consultas futuras.
Um homem de 58 anos comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta agendada. Motivado por reportagens sobre hipertensão, aferiu a pressão arterial em casa durante a semana, obtendo valores de 140/90 mmHg, 130/80 mmHg e 150/100 mmHg. Nega sintomas, é tabagista e tem histórico familiar de hipertensão. Na triagem que antecedeu à consulta, a PA foi 140/90 mmHg, FC 78 bpm, SpO₂ 99% e temperatura 36,5 °C. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2025), o paciente apresenta:
Pressão arterial normal.
Pré-hipertensão.
Hipertensão arterial estágio 1.
Hipertensão arterial estágio 2.
Hipertensão arterial estágio 3.
Um enfermeiro atuante na Atenção Primária à Saúde realiza a primeira consulta de um paciente de 55 anos, sem comorbidades conhecidas, que apresenta medidas de pressão arterial (PA) no consultório de 142/92 mmHg e 146/94 mmHg em duas visitas distintas. Durante a anamnese, o paciente informa que monitora a PA em casa com um aparelho validado e suas médias residenciais dos últimos sete dias foram de 128/82 mmHg.
Com base nas Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial, na avaliação e estratificação de risco e nas atribuições do enfermeiro para a promoção da saúde, o diagnóstico mais provável e a conduta clínica mais adequada a ser implementada são, respectivamente:
Hipertensão do Avental Branco e a conduta mais apropriada é a de orientar o paciente e a equipe multiprofissional sobre o diagnóstico e monitorar a PA em futuras consultas.
Hipertensão Mascarada, pois as medidas domiciliares são mais confiáveis, indicando a necessidade de iniciar tratamento medicamentoso.
Hipertensão do Avental Branco, e a conduta adequada é a reavaliação da pressão arterial no consultório em um período de até 2 meses.
Hipertensão Sustentada, e encaminhamento imediato para o cardiologista, dada a divergência entre as medidas.
De acordo com o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da hipertensão arterial sistêmica, instituído pela Portaria SECTICS/MS nº 49/2025, orienta que MAPA não é útil nem recomendado em discrepâncias entre medidas de consultório e medidas domiciliares.
Certo
Errado
Durante o turno da manhã, o técnico administra enalapril 10 mg via oral a um paciente hipertenso. Após 30 minutos, o paciente refere tontura. Qual deve ser a conduta correta do técnico de enfermagem?
Administrar outro medicamento imediatamente, sem prescrição médica e registrar o evento.
Colocar o paciente sentado e aguardar melhora sem comunicar à equipe.
Monitorar a pressão arterial e comunicar o enfermeiro.
Estimular o paciente a levantar e caminhar para ativar a circulação.
Administrar um copo de água com açúcar para compensar a pressão, sem necessidade de comunicar a equipe.
Sobre cuidados com pacientes crônicos em atenção primária, analise as afirmativas.
I. A verificação da glicemia capilar pós-prandial deve ser realizada antes da aplicação da insulina de ação rápida em jejum para garantir um ajuste seguro.
II. O rodízio dos locais de aplicação da insulina subcutânea reduz a ocorrência de lipodistrofia e favorece a absorção do medicamento.
III. A inspeção diária dos pés com hidratação das áreas ressecadas contribui para prevenção de lesões em diabéticos.
IV. O uso de manguito estreito em braço robusto aumenta a precisão da leitura em hipertensos.
V. Adesão e horário regular de anti-hipertensivos, conforme prescrição, reduzem picos pressóricos.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
II, III e V, apenas.
I, II, III, IV e V.
Um enfermeiro atuante na Atenção Primária à Saúde (APS) realiza a consulta de enfermagem para um paciente de 68 anos, com diagnóstico recente de hipertensão estágio 1, no consultório (PA ≥ 140/90 mmHg). O paciente não apresenta lesões em órgãos-alvo, mas expressa preocupação com a pressão alta e relata que suas medidas domiciliares com um aparelho de punho automático frequentemente são normais.
Diante desse cenário e considerando as "Diretrizes Brasileiras de Medidas da Pressão Arterial Dentro e Fora do Consultório - 2023", qual a conduta mais adequada do enfermeiro para o gerenciamento do cuidado desse paciente?
Iniciar imediatamente a terapia anti-hipertensiva, pois o diagnóstico de hipertensão estágio 1 no consultório é suficiente para a conduta, independentemente das medidas domiciliares.
Recomendar a Monitoração Residencial da Pressão Arterial (MRPA) com aparelho de braço validado, orientando o paciente sobre o protocolo de medidas, e considerar a possibilidade de hipertensão mascarada, dada a discrepância entre as medidas.
Desconsiderar as medidas domiciliares do paciente, pois aparelhos de punho são imprecisos e não são recomendados para diagnóstico ou acompanhamento, focando apenas nas medidas de consultório para o ajuste da terapêutica.
Orientar o paciente a realizar a Automedida da Pressão Arterial (AMPA) em casa com o aparelho de punho, registrando as medidas em um diário por 7 dias, e retornar ao consultório para reavaliação.
Com base no quadro da classificação da pressão arterial (PA) de adultos, com a medida realizada em consultório, assinale a alternativa que apresenta valores compatíveis com hipertensão arterial.
I.140 x 89 mmHg
II.128 x 84 mmHg
III.135 x 87 mmHg
IV.125 x 90 mmHg

São valores compatíveis com hipertensão arterial os indicados em:
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
I apenas.
I e IV, apenas.
Durante a consulta de enfermagem em uma Unidade de Saúde da Família, um enfermeiro acompanha um paciente com hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2. Com base nas políticas públicas de atenção à saúde do adulto, na Lei nº 7.498/1986, nas competências éticolegais do enfermeiro e nas diretrizes da atenção primária, analise as afirmativas a seguir:
I. O enfermeiro, com base em protocolos devidamente instituídos no âmbito da atenção primária, pode realizar prescrição de medicamentos e solicitar exames de rotina relacionados ao controle da HAS e do DM2.
II. Faz parte da consulta de enfermagem a estratificação de risco cardiovascular, avaliação de adesão ao tratamento e planejamento de intervenções educativas voltadas ao autocuidado.
III. A classificação do paciente em estratos de risco (baixa, média ou alta complexidade) é exclusiva do médico, não cabendo ao enfermeiro realizar tal avaliação durante o acompanhamento.
IV. A monitorização de indicadores de saúde, como níveis de pressão arterial, glicemia capilar e adesão ao tratamento, é uma das responsabilidades do enfermeiro na gestão do cuidado de pessoas com HAS e DM2.
V. Em situações de descompensação clínica (hiperglicemia grave ou hipertensão mal controlada), é dever do enfermeiro reconhecer precocemente o quadro e realizar o encaminhamento imediato para avaliação médica.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas as afirmativas I, II, IV, V, estão corretas.
Apenas as afirmativas II, III, IV, V, estão corretas.
Apenas as afirmativas I, III, V, estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II, IV, estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Ao orientar idoso hipertenso em consulta de enfermagem, qual recomendação de estilo de vida condiz com a VII Diretriz Brasileira de Hipertensão (2024) e cabe ao técnico reforçar?
Elevar consumo proteico total para um vírgula oito gramas por quilo-dia.
Seguir padrão alimentar DASH, recomendando sódio a até mil e quinhentos miligramas diários.
Evitar bebidas que contenham cafeína devido a aumento pressórico prolongado.
Restringir oferta hídrica a um litro por dia, reduzindo risco de sobrecarga vascular.
Um idoso com hipertensão arterial busca atendimento em uma unidade de saúde. O enfermeiro avalia fatores de risco para complicações. Esse processo é conhecido como _______.
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Triagem respiratória
Monitoramento glicêmico
Diagnóstico de demência
Avaliação nutricional
Estratificação de risco cardiovascular
Durante o atendimento de um adulto de 52 anos, a técnica de enfermagem aferiu a pressão arterial apenas uma vez e registra 142/92 mmHg.
Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica 2025 (PCDT-HAS-2025), qual é a conduta mais adequada para confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial?
Confirmar o diagnóstico de hipertensão imediatamente com base na medida obtida.
Solicitar exames laboratoriais e eletrocardiograma antes de nova aferição.
Esperar que o paciente apresente sintomas mais graves para repetir a aferição.
Repetir a medida no mesmo momento (imediatamente) até obter valor normal.
Realizar duas a três medidas de pressão arterial em dias diferentes, com intervalo de até 4 semanas.
O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica reconhece hipertensão do avental branco em cerca de 10%- 30% dos indivíduos com PA elevada no consultório, e hipertensão mascarada em cerca de 10%-15%.
Certo
Errado
A Portaria SECTICS/MS nº 4/2025 indica que todas as pessoas com pressão normal alta devem iniciar imediatamente terapêutica medicamentosa.
Certo
Errado