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A assistência de enfermagem ao paciente com hipertensão arterial tem, como orientação básica, o(a)
educação em saúde é um elemento indispensável no controle da hipertensão arterial.
monitorização da pressão arterial deve ser feita exclusivamente em consultas médicas.
enfermeiro não tem atribuições no planejamento do cuidado para pacientes hipertensos.
hipertensão é um fator de risco isolado e sem associação com outras comorbidades.
uso de medicamentos é a única medida eficaz para o controle da hipertensão arterial.
Durante a consulta de enfermagem em uma Unidade de Atenção Básica, um paciente com hipertensão arterial apresenta pressão arterial elevada. Qual é a conduta mais indicada para o enfermeiro, considerando a estratégia de cuidado integral à saúde do paciente?
Aconselhar o paciente a procurar a UPA 24h para tratamento imediato.
Realizar a aferição novamente em 30 minutos e reforçar orientações sobre o uso correto de medicamentos anti-hipertensivos, agendando acompanhamento posterior.
Encaminhar o paciente diretamente para o atendimento médico especializado.
Solicitar exames complementares e, caso os resultados mostrem alteração, iniciar imediatamente o tratamento.
Em programas de acompanhamento realizados pelas equipes de enfermagem, a prevenção da hipertensão arterial é abordada como uma estratégia essencial para reduzir complicações cardiovasculares, exigindo combinação entre tratamento medicamentoso e mudanças consistentes no estilo de vida. Considerando as ações recomendadas para prevenção, analise as assertivas:
I. A prática regular de atividade física, a redução do consumo de sal e o controle do peso corporal integram medidas fundamentais para prevenir a hipertensão.
II. A moderação no consumo de álcool, a cessação do tabagismo e o controle do diabetes são medidas recomendadas, pois contribuem para reduzir fatores de risco associados à elevação da pressão arterial.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
As assertivas I e II estão corretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas a assertiva II está correta.
As assertivas I e II estão incorretas.
Segundo diretriz do MS, a suplementação de cálcio é uma importante estratégia para redução da morbimortalidade materna por pré-eclâmpsia, sendo utilizada para todas as gestantes:
a partir da 12ª semana de gravidez
com hipertensão crônica, a partir do diagnóstico de gravidez
com histórico pessoal ou familiar de hipertensão na gestação, a partir do diagnóstico de gravidez
com histórico pessoal ou familiar de hipertensão na gestação, a partir do segundo trimestre de gravidez
As síndromes hipertensivas da gestação são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Em relação ao tratamento farmacológico e aos anti-hipertensivos recomendados para a hipertensão durante a gravidez, assinale a alternativa correta.
Os Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA), como o captopril e o enalapril, são os medicamentos de primeira escolha por reduzirem rapidamente a pressão arterial sem causar efeitos fetais.
O metildopa, a hidralazina e o labetalol são considerados medicamentos seguros e frequentemente utilizados durante a gestação.
O propranolol é o betabloqueador mais indicado para gestantes por não apresentar efeitos sobre o feto.
Os diuréticos tiazídicos são os medicamentos de primeira escolha na pré-eclâmpsia por aumentarem o volume plasmático materno.
A nifedipina e o captopril são indicados em associação no tratamento da eclâmpsia.
Homem, 65 anos, com histórico de hipertensão sistêmica e diabetes melito, apresenta fadiga aos esforços, palpitações ocasionais e edema de tornozelos, além de pressão arterial 150/95 mmHg. Considerando os diagnósticos de enfermagem da NANDA (2021-2023), o diagnóstico mais apropriado para esse paciente sobre seu estado cardiovascular é:
Perfusão tissular periférica ineficaz relacionada à obstrução arterial.
Débito cardíaco diminuído relacionado à alteração da contratilidade miocárdica e sobrecarga ventricular.
Risco de perfusão tissular cerebral comprometida relacionado à hipertensão arterial.
Padrão respiratório ineficaz relacionado à dispneia.
Integridade da pele prejudicada relacionada à imobilidade.
Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a enfermeira coordenadora observa uma heterogeneidade significativa na qualidade das medidas de Pressão Arterial (PA) realizadas pela equipe de enfermagem, o que tem gerado dúvidas diagnósticas e dificuldades no monitoramento de pacientes hipertensos.
Para padronizar os procedimentos e elevar a acurácia das aferições, considera-se uma conduta essencial da enfermeira coordenadora:
Desenvolver e aplicar um protocolo de checagem da técnica de medida da PA em consultório, incluindo a verificação do uso de manguitos de tamanho adequado e a comparação das medidas obtidas pelos monitores automáticos com o método auscultatório, com diferença não superior a 5 mmHg.
Centralizar as medidas de PA em apenas um profissional por turno, utilizando, preferencialmente, monitores de punho devido à sua praticidade e menor custo, padronizando a abordagem para todos os pacientes.
Implementar um programa de educação continuada focado, exclusivamente, na técnica auscultatória de medida da PA e verificar a calibração dos equipamentos automáticos a cada 6 meses, visando à correção de possíveis desvios.
Priorizar a aquisição de esfigmomanômetros de mercúrio para toda a equipe, dada a sua classificação como padrão de referência para validação de outros dispositivos, assegurando assim a máxima precisão nas medidas.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência, sendo prioritária nos programas de saúde pública. Sobre as ações de enfermagem na prevenção, manejo e acompanhamento da HAS, analise as afirmativas abaixo:
I. O diagnóstico de HAS deve ser confirmado após, pelo menos, duas medições consecutivas em ocasiões diferentes, com pressão arterial≥140/90 mmHg em ambos os momentos.
II. A educação em saúde para pacientes hipertensos deve incluir orientações sobre redução da ingestão de sódio, prática regular de atividade física e monitoramento da pressão arterial.
III. O uso de medicamentos anti-hipertensivos é recomendado como primeira linha de intervenção em pacientes com HAS estágio 1, independentemente da presença de fatores de risco adicionais.
IV. A adesão ao tratamento é melhorada com o estabelecimento de metas individuais, que considerem as condições clínicas e sociais do paciente.
Estão corretas as afirmativas:
I e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Um enfermeiro está planejando o plano de cuidado para paciente hipertenso de 60 anos sem eventos prévios, deseja estimar o risco cardiovascular global. Qual ferramenta o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica (PCDT-HAS, 2025) recomenda como adequada para estratificação de risco cardiovascular para pacientes entre 40 e 74 anos?
Escore de Framingham clássico sem adaptação.
Escore QRISK utilizado no Reino Unido.
Calculadora SCORE europeia.
Calculadora da Iniciativa HEARTS/OPAS/OMS.
Arbitrariamente definir risco como “alto” sempre que idade > 50, independentemente de outros fatores.
Considere um paciente cuja pressão arterial permanece ≥ 140/90 mmHg, mesmo após seis meses de tratamento otimizado com três classes diferentes de anti-hipertensivos em doses máximas toleradas. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica (PCDT-HAS, 2025), essa situação caracteriza:
Hipertensão gestacional (HG).
Hipertensão mascarada equatorial (HME).
Hipertensão arterial resistente (HAR).
Hipertensão do avental branco (HAB).
Hipertensão primária levíssima (HPL).
Os distúrbios hipertensivos são a principal causa de morbimortalidade materna e perinatal no Brasil. Dentre eles, a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, consideradas evitáveis, têm o maior impacto na morbidade e na mortalidade. Sobre a recomendação de profilaxia de pré-eclâmpsia, assinale a alternativa correta:
Recomenda-se a suplementação de dois (2) comprimidos de carbonato de cálcio 1.250 mg (500 mg de cálcio) ao dia, equivalente a 1.000 mg de cálcio elementar, para todas as gestantes. Deve-se recomendar que seja ingerido no almoço, junto do ferro.
O rastreamento baseado em marcadores clínicos de risco deve ser recomendado em nível nacional, pois não envolve a necessidade de estruturas complexas e pessoal especializado para a sua realização.
A identificação de pelo menos 3 fatores de risco moderados ou 1 fator de risco alto define as gestantes que deverão realizar profilaxia para pré-eclâmpsia.
O AAS deve ser ingerido na dose de 100mg, à noite, com início na 12ª semana de idade gestacional para as pacientes com 1 fator de risco alto ou 3 fatores moderados.
O melhor momento para introduzir o uso de AAS é entre 12 e 16 semanas, mas se por qualquer motivo não foi iniciado, ainda haverá benefício se introduzido até a 20ª semana de gestação. O uso do AAS deverá ser suspenso a partir de 38 semanas.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial que representa fator de risco (FR) independente, linear e contínuo de mortalidade cardiovascular para doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica (Barroso et al 2020). A PA sistólica (PAS), a PA diastólica (PAD) devem ser maior ou igual, respectivamente, em pelo menos quantas ocasiões diferentes na ausência de medicação antihipertensiva?
120/ 90/ duas.
130/ 90/ três.
140/ 90/ duas.
140/ 90/ três.
120/ 80/ duas.
Qual é a doença caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias?
Hipertensão.
Diabetes.
Asma.
Depressão.
Conjuntivite.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um fator de risco para o infarto agudo do miocárdio (IAM).
Hipertireoidismo.
Dislipidemia.
Tabagismo.
Diabetes mellitus.
Hipertensão arterial sistêmica.
Um paciente de 58 anos foi diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica há 5 anos e realiza acompanhamento regular na Unidade Básica de Saúde (UBS). Durante uma consulta de enfermagem, o paciente relata que tem sentido tonturas ocasionais e apresenta os seguintes dados clínicos:
• Pressão arterial: 145/95 mmHg
• IMC: 32 kg/m² (obesidade grau I)
• Uso regular de anti-hipertensivos: enalapril e hidroclorotiazida
• Glicemia de jejum: 115 mg/dL
Com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e no Protocolo Clínico do SUS, aponte a alternativa CORRETA sobre a conduta prioritária do enfermeiro no manejo da hipertensão desse paciente.
Ajustar a dosagem dos anti-hipertensivos para melhorar o controle da pressão arterial e encaminhar o paciente ao nutricionista para manejo do IMC.
Realizar educação em saúde, enfatizando mudanças no estilo de vida, como dieta hipossódica, prática regular de atividade física e perda de peso, além de avaliar adesão ao tratamento medicamentoso.
Solicitar exames laboratoriais complementares, como perfil lipídico e função renal, antes de realizar qualquer ajuste no plano terapêutico.
Encaminhar o paciente ao cardiologista para reavaliação do esquema terapêutico e possível inclusão de uma terceira classe de anti-hipertensivo.
Orientar o aumento da ingestão de líquidos e suspender temporariamente o uso da hidroclorotiazida para verificar se as tonturas estão relacionadas ao medicamento.
Segundo o Caderno de Atenção Básica - Hipertensão Arterial Sistêmica(HAS), os valores pressóricos obtidos no consultório, para adultos maiores de 18 anos, podemos classificar a pressão arterial em normotensão, PA limítrofe e hipertensão arterial sistêmica. Em relação à classificação da HAS, é CORRETO afirmar:
São considerados Hipertensos estágio 1 – os indivíduos com Pressão Arterial Sistólica ≥ 140 mmHg e/ou Pressão Arterial Diastólica ≥ 90 mmHg.
São considerados Hipertensos estágio 2 – os indivíduos com Pressão Arterial Sistólica ≥ 140 mmHg e/ou Pressão Arterial Diastólica ≥ 90 mmHg.
São considerados Hipertensos estágio 3 – os indivíduos com Pressão Arterial Sistólica ≥ 160 mmHg e/ou Pressão Arterial Diastólica ≥ 100 mmHg.
Indivíduos com Pressão Arterial Sistólica entre 120 e 129 mmHg e Pressão Arterial Diastólica menor que 85 mmHg são considerados PA limítrofe.
J.S.S, sexo feminino, 56 anos, parda, auxiliar de produção, compareceu em Unidade Básica de Saúde da Família para apresentar os resultados da M.R.P.A, (Medição Residencial de Pressão Arterial), pois estava em investigação para o diagnóstico de hipertensão arterial. No resultado do M.R.P.A, a média final foi de 145/95 mmHg. Considerando isso, conforme 8ª Diretriz Brasileira de Hipertensão, (2020), qual a classificação da pressão arterial conforme resultado descrito?
Hipertensão arterial estágio 2.
Pré-hipertensão.
Normotensão.
Hipertensão arterial estágio 1.
Configura- se Hipertensão Arterial grau III, Pressão arterial de:
130/90.
160/90.
170/100.
150/90.
Nenhuma alternativa está correta.
Segundo Brunner e Suddarth (2016), a resposta simpático-suprarrenal-medular ao estresse ou reação luta ou fuga, com o mecanismo de aumento do débito cardíaco por causa da elevação da contratilidade miocárdica, da frequência cardíaca e aumento do retorno venoso (vasoconstricção periférica), tem como objetivo:
a maior perfusão para os órgãos vitais.
a provisão de oxigênio para energia.
o aumento da disponibilidade de energia.
a prevenção de hemorragia na eventualidade de um traumatismo.
a disposição para atividade, diminuição da fadiga.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente na Atenção Primária à Saúde (APS). Considerando as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), trata-se da melhor prática para o manejo da hipertensão arterial na APS:
Iniciar tratamento medicamentoso imediato para todos os pacientes.
Priorizar o tratamento farmacológico em pacientes com pressão arterial igual ou superior a 130 x 80 mmHg.
Restringir o uso de medicamentos anti-hipertensivos apenas a pacientes com pressão arterial ≥ 160 x 100 mmHg.
Avaliar o risco cardiovascular e iniciar mudanças no estilo de vida, com medicação para pressão arterial ≥ 140 x 90 mmHg.