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Crianças com infecções respiratórias agudas, sejam de via aérea superior e/ou inferior podem evoluir para insuficiência respiratória, uma das principais causas de hospitalização de crianças menores de cinco anos no Brasil. Assinale a alternativa CORRETA sobre os sinais de insuficiência respiratória por hipoxemia.
Cianose, palidez e prostração
Batimento de asa de nariz, taquipnéia e sinais de exaustão
Sibilos, assimetria torácica e tempo expiratório prolongado
Bradicardia, hipertensão arterial e apnéia
RN com idade gestacional de 35 semanas e 2 dias, nasceu apresentando apneia, bradicardia e depressão respiratória decorrente de uma complicação intraparto. Após a equipe providenciar a estabilização clínica, iniciou-se o protocolo de hipotermia terapêutica. Essa conduta tem como indicação e objetivo:
apenas para recém-nascidos com infecção grave, pois pode diminuir a resposta inflamatória e prevenir a sepse
para recém-nascidos com icterícia grave, ajudando a diminuir os níveis de bilirrubina e prevenir lesões hepáticas
para recém-nascidos com dificuldades respiratórias, com o objetivo de aumentar a ventilação pulmonar e reduzir o risco de síndrome da angústia respiratória
para recém-nascidos com asfixia perinatal moderada a grave, com o objetivo de reduzir a lesão cerebral hipóxico-isquêmica e melhorar os desfechos neurológicos
A asfixia perinatal é uma condição clínica grave resultante da redução ou interrupção do suprimento adequado de oxigênio e nutrientes ao feto ou ao recém-nascido. Em relação à fisiopatologia, é correto afirmar que:
A redistribuição do fluxo sanguíneo durante a asfixia favorece a perfusão esplâncnica em detrimento da cerebral e miocárdica.
O metabolismo anaeróbico decorrente da hipóxia leva à alcalose metabólica, que contribui para o agravamento da lesão celular.
A acidemia metabólica ocorre inicialmente por aumento do bicarbonato sérico, secundário à hiperventilação compensatória.
O evento inicial mais frequente na asfixia é a falência cardíaca, precedendo as alterações neurológicas.
A hipóxia leva à falência da bomba de sódio e potássio (Na+/K+ ATPase), promovendo edema celular e morte neuronal.
Em uma unidade de terapia intensiva, a prescrição de enfermagem para um paciente com diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) grave, em posição prona, é mudar a posição da cabeça a cada 2 horas, enquanto o paciente estiver pronado.
Assinale a alternativa que apresenta uma justificativa correta para a prescrição desse cuidado.
Prevenir a extubação acidental.
Evitar a obstrução de vias aéreas pelo acúmulo de secreções e reduzir o risco de hipoxemia.
Reduzir a incidência de edema facial, prevenir lesão do nervo periférico e cegueira pela excessiva pressão sobre os olhos.
Facilitar a administração da dieta enteral, prevenir náuseas e vômitos ou o aumento do resíduo gástrico.
Reduzir o risco de aspiração.
Em relação à terapia de cateter nasal de alto fluxo (CNAF) na pediatria, assinale a alternativa CORRETA.
O CNAF utiliza uma fração inspirada de oxigênio controlada e um fluxo médio máximo de 40L/min, considerando crianças de zero a 12 anos.
A cânula nasal do CNAF não deve ultrapassar 30% do diâmetro das narinas.
A utilização do CNAF não é indicada para desmame ventilatório.
O CNAF é indicado em pacientes pediátricos com insuficiência respiratória hipercápnica.
Um paciente de 35 anos foi admitido na unidade de emergência com sinais de insuficiência respiratória grave após inalação de gases tóxicos em um incêndio. Durante a avaliação inicial, você observa sinais de hipoxemia e decide iniciar oxigenoterapia de forma imediata.
Marque a alternativa que apresenta a conduta mais adequada no manejo desse paciente:
Iniciar oxigenoterapia com cateter nasal a 2 L/min.
Utilizar máscara com reservatório de 100% de oxigênio a 10 L/min.
Oferecer oxigênio suplementar via ventilação mecânica não invasiva com pressão positiva contínua.
Realizar nebulização com broncodilatadores antes de decidir o tipo de oxigenoterapia.
Os sinais e sintomas de disfunções respiratórias são cruciais para a avaliação clínica de enfermagem. Qual dos sinais a seguir é indicativo de uma disfunção respiratória grave, como insuficiência respiratória?
Tosse seca ocasional.
Taquipneia leve durante o esforço.
Respiração nasal aumentada.
Dispneia em repouso com uso de musculatura acessória.
Presença de roncos nas vias aéreas superiores.
Um paciente com 68 anos, portador de insuficiência cardíaca, procurou a unidade de pronto-atendimento relatando dificuldade para dormir devido à falta de ar. Durante a aferição dos sinais vitais, a técnica de enfermagem observou que o paciente referiu melhora respiratória apenas quando permanecia sentado, piorando quando tentava se deitar. Essa alteração respiratória é denominada:
ortopneia.
bradipneia.
apneia.
taquipneia.
dispneia paroxística noturna.
Durante a administração de oxigenoterapia em um paciente com insuficiência respiratória, o técnico de enfermagem nota que o paciente apresenta sinais de desconforto respiratório e hipoxemia persistente. A conduta mais adequada é:
Ajustar o fluxo de oxigênio para uma concentração mais elevada imediatamente.
Realizar aspiração de vias aéreas para garantir a permeabilidade.
Suspender o uso de oxigenoterapia e utilizar máscara de reanimação manual.
Notificar o enfermeiro responsável e solicitar avaliação médica imediata.
Um paciente com COVID-19, internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI), apresenta piora súbita do quadro clínico, com aumento da frequência respiratória, queda da saturação de oxigênio e agitação. Qual a conduta mais adequada do técnico de enfermagem nesse caso?
Sedar o paciente para diminuir a ansiedade e o desconforto.
Posicionar o paciente em decúbito lateral, elevar a cabeceira do leito e notificar o médico imediatamente.
Realizar nebulização com broncodilatador continuamente.
Interromper a oferta de oxigênio suplementar até a chegada do médico.
A insuficiência respiratória no recém-nascido constitui uma emergência neonatal que demanda intervenções rápidas, precisas e sistematizadas por parte da equipe de enfermagem. São condutas adequadas na assistência de enfermagem ao recém-nascido com insuficiência respiratória, EXCETO:
Administração de oxigenoterapia sempre por cateter nasal de baixo fluxo, evitando métodos mais agressivos, como CPAP.
Monitorização contínua da saturação de oxigênio e da frequência respiratória.
Manutenção da posição de decúbito elevado para otimizar a função pulmonar.
Observação rigorosa de sinais de agravamento, como apneia ou cianose progressiva.
Garantia de temperatura corporal adequada, evitando hipotermia, que pode agravar a insuficiência respiratória.
Durante atendimento pré-hospitalar, uma criança de 2 anos é encontrada com sinais de desconforto respiratório, incluindo tiragem subcostal, batimento de asas nasais, gemência expiratória, sibilos à ausculta pulmonar e sonolência intermitente. A mãe relata início súbito dos sintomas e nega ingestão de corpo estranho.
Diante da suspeita de sofrimento respiratório agudo grave, qual deve ser a conduta prioritária da equipe de enfermagem do SAMU, conforme protocolos vigentes?
Posicionar a criança em decúbito dorsal, manter o ambiente aquecido e aguardar estabilização espontânea da função respiratória.
Administrar solução salina 0,9% aquecida por via oral para hidratar as vias aéreas superiores e aliviar a dispneia.
Iniciar nebulização com broncodilatador, garantir via aérea e oxigenoterapia conforme necessidade, mantendo monitorização e acionando o médico regulador.
Aplicar imediatamente dexametasona intramuscular e solicitar remoção à unidade hospitalar de referência sem necessidade de contato com a central reguladora.
Solicitar documentos pessoais da criança e da mãe, preencher o boletim de atendimento e acionar a equipe médica somente após o encaminhamento administrativo.
Durante a recuperação anestésica de um paciente submetido à colecistectomia por videolaparoscopia, em hospital público, a equipe de enfermagem identifica que o paciente encontra-se sonolento, com saturação de O2 em 89% e respiração superficial. É CORRETO afirmar que a conduta imediata é:
Estimular a tosse, manter jejum e aguardar a reversão do bloqueio neuromuscular.
Aguardar o despertar completo do paciente, mantendo vigilância em 30 minutos.
Posicionar o paciente em decúbito dorsal, administrar soro fisiológico e aplicar calor.
Colocar o paciente em posição lateral de segurança, suplementar O₂ e monitorar sinais vitais.
No exame físico, um paciente encontra-se sonolento, com respiração lenta e superficial, uso de musculatura acessória e cianose labial. A gasometria arterial indica:
• pH = 7,28
• PaCO2 = 58 mmHg
• HCO3 = 26 mEq/L
• PaO2 = 68 mmHg
Com base nos achados clínicos e laboratoriais, é correto afirmar que:
A gasometria demonstra equilíbrio ácido-básico normal com hipoxemia leve.
O distúrbio primário é respiratório, com retenção de CO2 e acidose respiratória descompensada.
Trata-se de uma alcalose respiratória, causada por hiperventilação e eliminação excessiva de CO2.
O distúrbio primário é metabólico, com compensação respiratória por hiperventilação.
Os valores indicam uma acidose metabólica com compensação parcial renal.
Sra MHJ, 50 anos, ASAI, foi submetida ao procedimento cirúrgico de gastroplastia, sendo realizada anestesia geral induzida com propofol (140 mg), fentanil (350 μg), atracúrio (30 mg) e mantida com isoflurano, duas doses subsequentes em bolus de atracúrio (10 mg cada) e ventilação controlada mecânica. No final da cirurgia, após antagonização do bloqueio neuromuscular, a paciente foi extubada, obedeceu aos comandos para respirar e colaborou na passagem à maca, sendo transportada para a SRPA. Chegou alerta, em ventilação espontânea, acesso venoso em MSE, com curativo oclusivo, seco e limpo em região abdominal, compressor em membros inferiores, com tremores e desconfortável à manipulação. Minutos após, apresentou apneia, cianose e inconsciência. Foi realizada ventilação manual com oxigênio a 100%, havendo retorno da ventilação espontânea, porém apresentando dispneia, e tornou-se alerta. Qual o título do Diagnóstico de Enfermagem prioritário para a sra MHJ?
Risco de infecção
Dor aguda
Mobilidade física prejudicada
Ventilação espontânea prejudicada
Na administração de oxigenoterapia em pacientes com insuficiência respiratória, qual é a conduta de enfermagem mais adequada?
Iniciar a oxigenoterapia sem prescrição médica.
Utilizar máscara de Venturi para fornecer 100% de oxigênio.
Manter o paciente em decúbito dorsal.
Interromper a oxigenoterapia quando a frequência respiratória for inferior a 12 rpm.
Monitorar os níveis de saturação de oxigênio e ajustar o fluxo conforme prescrição médica.
Pedro de 7 anos de idade chegou à Unidade de Pronto Atendimento acompanhado de sua genitora. O enfermeiro observa que Pedro está prostrado, com dificuldade de respirar e cianose leve de extremidades. Ao exame físico: frequência respiratória de 30 inspirações por minuto, estertores crepitantes na base do hemitórax esquerdo, temperatura de 38,7ºC, pulsos cheios, perfusão capilar de dois segundos e frequência cardíaca de 138 batimentos por minuto.
Dadas as afirmativas sobre a avaliação inicial do enfermeiro,
l. Pela avaliação da via aérea, é possível dizer se está permeável ou não.
Il. Se a via aérea não é sustentável, sua permeabilidade poderá ser garantida por meio de intubação traqueal e cricotireoidostomia.
III. A eficácia da avaliação respiratória pode ser verificada por meio de métodos propedêuticos e oximetria de pulso.
IV. De acordo com a CIPE, um dos Diagnósticos de Enfermagem presente é a disfunção neurovascular periférica.
verifica-se que estão corretas apenas
verifica-se que estão corretas apenas
I, ll e llI.
IIl e IV.
Il e IV.
I e III.
I e II.
Leia o excerto abaixo.
“Nesse distúrbio, há um acúmulo de dióxido de carbono no sangue, levando a uma diminuição do pH. Pode ocorrer em condições que afetam a função pulmonar, como doenças respiratórias crônicas, insuficiência respiratória ou parada respiratória.”
O trecho acima diz respeito ao seguinte distúrbio acidobásico:
Alcalose respiratória
Acidose respiratória.
Alcalose metabólica.
Acidose metabólica.
Apneia ou dispneia importante, cianose, letargia, taquicardia ou bradicardia são sinais e sintomas de:
choque
insuficiência cardíaca
insuficiência respiratória
emergência hipertensiva
Ao desenvolver o processo de enfermagem, após avaliação do paciente em sepse, o enfermeiro definiu e registrou, entre outros diagnósticos de enfermagem, “Padrão respiratório ineficaz relacionado a fadiga da musculatura respiratória”. Assinale a alternativa que, de acordo com o apresentado na publicação referenciada anteriormente, apresenta uma intervenção de enfermagem relacionada a esse diagnóstico a ser prescrita pelo enfermeiro.
Realizar lavagem das mãos antes e após quaisquer procedimentos.
Monitorar pressão venosa central (PVC).
Colocar o paciente sentado em poltrona, 4 vezes ao dia.
Monitorar exames de coagulação e contagem de plaquetas.
Manter cabeceira do leito elevada a 30 – 45º.