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Com a proliferação das células neoplásicas no interior da medula óssea, há um suprimento na produção das células hematopoiéticas normais. Em razão da redução no número de hemácias e, subsequentemente, da capacidade de transporte de oxigênio do sangue, os pacientes com leucemia apresentarão anemia e fadiga.
A leucemia corresponde à proliferação neoplásica de um tipo celular específico, sendo comumente classificada, de acordo com a linhagem de células-tronco envolvida, em linfoide ou mieloide. No que se refere às leucemias, é correto afirmar que:
não há evidências de que a influência genética e a patogenia viral possam estar envolvidas na gênese da leucemia.
coagulação intravascular disseminada (CID) e disfunção renal não constituem complicações potenciais das leucemias.
manifestações habituais da infecção podem estar alteradas em clientes com leucemia. A corticoterapia pode aumentar as respostas febril e inflamatória normais à infecção.
os sinais e sintomas essenciais podem variar, com base na leucemia específica, podendo consistir em fraqueza, palidez, fadiga, tendência hemorrágica, petéquias e equimoses, dor, cefaleia, vômitos, febre, infecção, linfadenopatia, esplenomegalia e dor óssea.
A leucemia representa um grupo de neoplasias malignas derivadas das células hematopoiéticas. Esta doença inicia sempre na medula-óssea, local onde as células sanguíneas são produzidas, e posteriormente invadem o sangue periférico, podendo atingir vários órgãos do paciente afetado. A leucemia é a doença maligna mais comum na infância, correspondendo aproximadamente a 30% dos casos de câncer em crianças. No Brasil são registrados cerca de 7400 casos de leucemia por ano com um total de 5500 mortes, representando o 8o tipo de câncer mais frequente na população brasileira (INCA, 2002). Com base nas leucemias marque a alternativa INCORRETA.
A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma doença clonal maligna caracterizada por uma excessiva proliferação da linhagem mielóide (Fase Crônica - FC), seguida por uma perda progressiva da diferenciação celular (Fase Acelerada - FA) e terminando num quadro de leucemia aguda (Fase Blástica - FB). A doença é associada a uma anormalidade citogenética específica, o Cromossoma Philadelphia (Ph), que resulta de uma translocação recíproca entre os braços longos dos cromossomas 9 e 22, isto é, a t(9;22) e leva à formação de um novo gene leucemia-específico, o BCR-ABL, detectável por polymerase-chain-reaction assay (PCR).
A Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é a neoplasia mais frequente na infância, correspondendo a 30-35% dos casos de câncer neste segmento. Seu pico de incidência ocorre entre 2 e 5 anos de idade, sendo quatro vezes mais frequente que a leucemia mielóide aguda (LMA).
Os critérios FAB foram baseados na coloração das células do sangue periférico, no aspirado ou biópsia de medula óssea pelo método de Wrigth-Giemsa e das reações citoquímicas. A partir do tamanho celular e pleomorfismo nuclear, as LLAs foram classificadas como L1, L2 e L3.
Com relação às provas citoquímicas, o Sudam Black cora lipídeos e fosfolipídeos, é positivo para granulações azurófilas e específicas. Diferencia LLA e LMA, e é uma prova mais sensível do que a peroxidase.
Na Leucemia Mieloide Aguda ocorre a presença de mieloblasto, cromatina frouxa e nucléolos bem evidentes, ausência ou presença de poucas granulações citoplasmáticas e presença de Bastões de Auer que dão reações negativas com peroxidase e Sudan Black.
As principais características clínicas dos pacientes com leucemia linfoide aguda (LLA) são febre, anemia, fadiga, anorexia e sangramento. Além disso, a dor óssea, em função do comprometimento da medula óssea, também é muito frequente, e crianças pequenas podem mancar ou recusar-se a andar.
As leucemias são distúrbios malignos do sangue e da medula óssea classificadas em agudas e crônicas de acordo com a progressão dos sintomas. Os cuidados de enfermagem são essenciais para prevenir infecção. Quanto à ação preventiva, assinale a alternativa correta.
Aplicar talcos, loções e pomadas no tecido lesionado.
Aplicar água quente no local afetado.
Utilizar torniquetes, supositórios e injeções IM.
Verificar contagem de granulócitos; as contagens inferiores a 500 mm colocam o paciente em risco de infecção.
Ministrar medicamentos que forem necessários e urgentes mesmo sem prescrição médica.
Em casos de leucemias agudas, assinale a alternativa incorreta sobre a avaliação do paciente pelo enfermeiro.
O enfermeiro deve ser direcionado a examinar o paciente, à procura de aumento de linfonodos, hepatoesplenomegalia, evidências de sangramento, sons respiratórios anormais e lesões cutâneas.
Quanto à prevenção de infecções, o enfermeiro deve verificar resultados das contagens de granulócitos, pois resultados superiores a 500/mm3 colocam paciente em risco.
Cabe ao enfermeiro administrar hemoderivados, conforme prescrito.
O enfermeiro deve incentivar o paciente a visitar regularmente o dentista, para detectar e tratar infecções e doenças dentárias.
O enfermeiro deve cuidar do paciente em quarto particular, após lavagem rigorosa das mãos.
Alteração das linhagens vermelhas com quadro clínico de sonolência e fadiga. Alteração das linhagens brancas com quadro clínico de imunodepressão e hipertermia. Essas afirmações referem-se respectivamente à:
Coagulopatia e anemia
Leucemia e anemia
Anemia e linfomas
Linfomas e leucemias
Anemia e leucemia
A doença que requer isolamento reverso ou protetor é a:
cólera;
tétano;
gangrena gasosa;
meningite;
leucemia
A Leucemia é uma doença que pode estar relacionada ao trabalho e, casualmente, relacionada ao agente etiológico
cloro.
benzeno.
amianto.
asbesto.
arsênio.
Para a detecção de episódios febris deve-se realizar a verificação regular da temperatura corporal pela via retal, por se tratar de uma via que permite a avaliação mais precisa.
Os achados clínicos da leucemia linfocítica aguda (LLA) são bastante variáveis e, embora a tríade febre, palidez e apatia sejam frequentes, a sintomatologia geralmente está associada aos órgãos envolvidos.
O risco de sangramento devido a trombocitose deve ser considerado; assim, deve-se buscar sinais de equimoses e petéquias, bem como de sangramentos gastrintestinais, pulmonares ou intracranianos.
O estadiamento clínico do linfoma de Hodgkin define a extensão da doença e pode ser alcançado pela história e pelo exame clínico, sendo dispensáveis quaisquer outros exames.
Medula aplásica e hipocelular são indicativos de reposta positiva ao tratamento de indução das leucemias, importante para o transplante de medula óssea.
A síndrome da lise tumoral é uma possível complicação nesses pacientes. Os cuidados de enfermagem envolvem a administração de grandes volumes de líquidos prescritos antes e depois do início da terapia citotóxica, acidificação urinária com pH abaixo de 7,0, a fim de se evitar o depósito do ácido úrico nos túbulos renais, administração de medicamentos prescritos, como alopurinol e resina iônica, para tratar desequilíbrios eletrolíticos, entre outros.
A neutropenia febril é uma das principais causas de internação desses pacientes e a avaliação deve incluir a busca de locais potencialmente infectados, a história completa de sinais e sintomas de processos inflamatórios e o tipo de tratamento antineoplásico recebido.
As apresentações clínicas do linfoma não Hodgkin (LNH) dependem do subtipo histológico, da extensão da doença e do seu sítio primário.
Anorexia, adenopatia, hipertrofia gengival, hepatomegalia, papiledema, dor óssea e epistaxe constituem características clínicas das leucemias.