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A recuperação anestésica é a fase crucial de cuidados pós-anestésicos, que visa monitorar e tratar o paciente após a cirurgia, garantindo seu despertar seguro e estável da anestesia, aliviando efeitos colaterais como dor e náuseas, e avaliando condições para alta. Na sala de recuperação pós-anestésica, sobre o que o enfermeiro deve fazer, marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo.
(__)Avaliar nível de consciência, circulação, ventilação e saturação usando escala padronizada.
(__)Permitir alta imediata do paciente mesmo com instabilidade hemodinâmica, se consciente.
(__)Monitorar dor e aplicar analgesia conforme protocolos.
(__)Observar sinais de hipotermia, prevenindo complicações durante a recuperação.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA, de cima para baixo.
F, F, V, V.
F, V, F, V.
V, F, V, F.
V ,V, F, F.
O Índice de Aldrete e Kroulik modificado é o índice mais utilizado para a avaliação do paciente na sala de recuperação pós-anestésica (RPA). Por meio desse instrumento, são avaliados os seguintes parâmetros clínicos: consciência, respiração, circulação,
saturação de oxigênio e atividade motora.
cor da pele e atividade motora.
nível de sedação e saturação de oxigênio.
cor da pele e nível de sedação ou intensidade do bloqueio motor para pacientes submetidos a raquianestesia ou anestesia peridural.
Uma paciente de 79 anos, submetida a laparotomia exploradora por abdome agudo vascular, encontra-se em fase de recuperação pós-operatória imediata, com suporte ventilatório removido após 24 horas, apresentando instabilidade hemodinâmica compensada e início de reintrodução alimentar. A equipe de enfermagem, diante da complexidade do caso e da vulnerabilidade gerada pela idade e comorbidades associadas, estrutura o plano assistencial com base nas diretrizes do protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), nos fundamentos da enfermagem perioperatória e nos princípios da segurança do paciente. Considerando a atuação interprofissional e as práticas baseadas em evidência, qual conduta deve ser priorizada no planejamento assistencial imediato?
Estabelecer regime restritivo de mobilidade e ingestão oral até estabilização clínica plena, com administração contínua de opioides de liberação prolongada para analgesia basal.
Adotar escalas de avaliação de dor validadas, instituir analgesia multimodal com adjuvantes farmacológicos, iniciar mobilização assistida precoce e realimentação conforme resposta clínica.
Postergar intervenções terapêuticas até normalização completa de parâmetros hemodinâmicos, instituindo antibioticoterapia profilática prolongada como medida preventiva.
Estimular a manutenção do repouso absoluto e jejum terapêutico até a liberação médica formal, utilizando métodos físicos não farmacológicos como único recurso analgésico.
Manter contenção física de segurança e administração de analgésicos em bomba contínua de infusão, independentemente de escalas de dor, até plena cicatrização cirúrgica.
A respeito do Plano de cuidados para o paciente após procedimento cirúrgico e as metas que podem ser almejadas pelo plano de cuidados do enfermeiro, julgue as alternativas abaixo:
I.O plano de cuidados deve almejar que o paciente fique livre de infecções.
II.O plano de cuidados do enfermeiro não deve ter como objetivo a manutenção do equilíbrio hídrico e eletrolítico.
III.O plano de cuidados do enfermeiro deve ter como objetivo a manutenção da integridade da pele do paciente.
IV.O Plano de cuidados de enfermagem deve almejar que o paciente participe do processo de reabilitação após cirurgia.
Qual(S) afirmativa(S) está(ÃO) CORRETAS?
Apenas I e II.
Apenas I.
Apenas I e IV.
Apenas I, III e IV.
Apenas II e IV.
Em visita domiciliar, o técnico de enfermagem acompanha um paciente em pós-operatório de colecistectomia. O paciente possui dúvidas quanto à sua alimentação. Assinalar a alternativa que apresenta a orientação dietética inicial CORRETA.
Dieta leve, com baixo teor de gordura e bem fracionada ao longo do dia.
Dieta rica em proteínas e alimentos fritos para estimular a recuperação.
Alimentação com base em doces e líquidos açucarados para energia rápida.
Jejum absoluto por tempo indeterminado, até o retorno do apetite.
Em uma clínica cirúrgica, os técnicos em enfermagem desempenham papel fundamental na vigilância e no cuidado com o paciente no período pós-operatório imediato. Marque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo:
(__)A avaliação do nível de consciência e o posicionamento adequado do paciente fazem parte da assistência no pós-operatório imediato.
(__)Cabe ao técnico de enfermagem a decisão de reiniciar a dieta líquida quando o paciente acordar da anestesia.
(__)A oxigenoterapia pode ser necessária no pós-operatório imediato, mesmo em pacientes que não possuem histórico de doenças respiratórias.
(__)A dor pós-operatória deve ser desconsiderada nas primeiras horas, pois pode ser confundida com os efeitos da anestesia.
Assinale a sequência CORRETA de cima para baixo.
F, F, V, V.
V, F, V, F.
F, V, F, V.
V, V, F, F.
A assistência de enfermagem exige atenção, responsabilidade e observação contínua, especialmente no cuidado direto ao paciente. O técnico em enfermagem é o profissional que está mais próximo do paciente e, portanto, deve identificar alterações e agir de forma segura e imediata. Durante a aferição de sinais vitais, um paciente em pós-operatório recente apresenta pressão arterial de 90x60 mmHg, pele fria, sudorese e queixa de tontura ao tentar sentar-se. Diante dessa situação, qual deve ser a conduta mais adequada do técnico em enfermagem?
Colocar o paciente em posição confortável, verificar novamente os sinais vitais, manter vigilância contínua e comunicar imediatamente o enfermeiro responsável.
Continuar o atendimento aos outros pacientes e informar o ocorrido ao final do turno.
Aguardar alguns minutos para verificar se o paciente melhora espontaneamente, evitando preocupar a equipe desnecessariamente.
Oferecer água ao paciente para aliviar a tontura e orientá-lo a permanecer sentado até que se sinta melhor.
Conforme as diretrizes da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC, 2020), as condutas imediatas que o enfermeiro deve adotar na Sala de Recuperação Pós-Anestésica diante de pacientes com sinais de sedação prolongada incluem:
I. Considerar junto ao anestesiologista o uso de medicamentos reversores do estado de sonolência.
II. Manter o monitoramento de oxigênio, pois o aumento de CO2 pode causar sonolência.
III. Avaliar o paciente quanto a alterações neurológicas de maior gravidade: avaliar pupilas, resposta verbal e motora, entre outros.
IV. Considerar a situação de demora no despertar: “old and cold” – situação do paciente idoso que apresenta hipotermia e sonolência excessiva.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas IV.
Apenas I, II e III.
Apenas II, III e IV.
I, II, III e IV.
Considerando uma criança escolar no pós-operatório, que está internada na unidade em que você está trabalhando como técnico de enfermagem, como deve ser implementado o cuidado de avaliação de dor, com a seguinte prescrição: “Avaliar, anotar e comunicar sinais de dor”?
Deve-se proporcionar auxílio na mobilidade no leito, realizando mudança de decúbito frequente e cuidadosamente.
É necessário pressionar o local apontado da dor, para avaliar sinais faciais de desconforto.
Comunicar equipe multiprofissional para que todos apliquem instrumentos multidimensionais de dor, com várias avaliações.
Aplicar calor ou frio e facilitar posicionamento no leito, pois o pós-operatório, de fato, causa dor.
Aplicar escala de avaliação de dor específica para a faixa etária, observar e registrar intensidade e localização, sinais vitais e outras queixas.
Paciente em pós-operatório imediato apresenta dor intensa e persistente, sem resposta à analgesia prescrita. Considerando as Diretrizes da SBED (2021), as recomendações da OMS (2023) e os princípios de cuidado centrado no alívio do sofrimento, qual conduta representa atuação técnica e ética adequada?
Reavaliar a dor por instrumento validado, aplicar medidas não farmacológicas e comunicar o enfermeiro para discutir ajuste analgésico conforme protocolo institucional, registrando todas as ações no prontuário.
Reavaliar parâmetros clínicos, manter vigilância contínua e comunicar o enfermeiro para definir nova conduta medicamentosa após reavaliação multiprofissional do caso.
Avaliar intensidade da dor, reforçar medidas de conforto e aguardar o retorno médico para atualização da prescrição conforme rotina da unidade.
Acompanhar evolução do sintoma, garantir repouso adequado e registrar o episódio, mantendo observação contínua até conduta multiprofissional posterior.
Orientar o paciente quanto ao caráter transitório do desconforto e aplicar medidas de relaxamento físico e ambiental, observando evolução e comunicando o enfermeiro ao final do turno.
Considerando a realização de cuidados para um paciente após cirurgia abdominal de grande porte com dreno de sistema fechado sobre as boas práticas para manutenção e controle de infecções associadas ao dreno, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) O sistema de drenagem fechado deve permanecer abaixo do nível da incisão para garantir o correto escoamento e prevenir refluxos e contaminações.
(__) A troca do recipiente coletor do dreno requer técnica asséptica e deve acontecer no mínimo a cada 48h para prevenir formação de biofilme e infecção.
(__) A palpação direta no local de inserção do dreno não requer luvas estéreis, desde que as mãos sejam previamente higienizadas com álcool a 70%.
A sequência está correta em
V, F, V.
V, V, F.
F, V, F.
F, F, V.
Após um procedimento cirúrgico, na admissão do paciente na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), cabe ao técnico em enfermagem as seguintes ações, EXCETO
monitorizar o paciente, deixando-o confortável.
observar a presença e a característica das drenagens de cateteres, sondas e drenos.
conferir e providenciar material e equipamentos necessários para prestar cuidados adequados a cada paciente.
fazer orientações da alta e registrar na evolução de enfermagem.
providenciar transporte para alta do paciente para a enfermaria de origem.
Um servidor de um Tribunal Regional do Trabalho procurou o ambulatório de saúde para a retirada de pontos após uma cirurgia realizada há 10 dias em membro superior esquerdo. Nesse contexto,
I. o pedido para a realização do procedimento de retirada de pontos por Equipe de Enfermagem deve ser feito por meio de prescrição e/ou receita médica, que deverá constar no Prontuário do Paciente ou na Ficha de Atendimento.
II. o Enfermeiro, o Técnico de Enfermagem e o Auxiliar de Enfermagem têm competência legal para retirar pontos em cicatrizes cirúrgicas no pós-operatório, considerando a prescrição médica.
III. a retirada de pontos em cicatrizes cirúrgicas no pós-operatório é de competência exclusiva do Enfermeiro, conforme a Lei do Exercício Profissional nº 7.498/1986.
IV. a retirada de pontos em cicatrizes cirúrgicas no pós-operatório é de competência apenas do Enfermeiro e do Técnico de Enfermagem quando atuando sob delegação.
Está correto o que se afirma APENAS em
I e II.
I e III.
III.
IV.
II.
O técnico de enfermagem é frequentemente o primeiro profissional a perceber sinais de intercorrências no pós-operatório imediato, como hipotermia, sangramento e/ou dessaturação, devendo comunicar e registrar adequadamente esses eventos. Segundo as boas práticas da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC, 2023), qual é a conduta correta que o técnico de enfermagem deverá tomar, diante de um episódio de hipotermia na Sala de Recuperação Pós-anestésica (SRPA)?
Registrar o evento sem intervir sobre o episódio.
Administrar antipirético sem prescrição médica.
Comunicar o enfermeiro e instalar cobertor térmico para manutenção da normotermia.
Reduzir a temperatura ambiente e não cobrir o paciente para evitar sudorese.
Transferir o paciente imediatamente sem avaliação médica.
Em um paciente no pós-operatório imediato de laparotomia exploradora, o enfermeiro observa distensão abdominal progressiva, ausência de ruídos hidroaéreos e eliminação de gases, além de náuseas. Diante do quadro clínico e dos riscos associados, qual a complicação mais provável e a conduta de enfermagem recomendada?
Abordagem voltada para sangramento, com medidas que não correspondem à causa principal da distensão abdominal.
Indícios de íleo paralítico exigem controle rigoroso do balanço hídrico, sonda aberta e comunicação com equipe médica.
Intervenções inadequadas para obstrução por bridas, com liberação alimentar precoce e falta de suporte digestivo.
Diagnóstico incorreto focado na ferida operatória, com medidas insuficientes diante da ausência de peristaltismo.
Hipótese de perfuração intestinal com conduta precipitada, sem confirmação clínica ou suporte adequado.
A assistência de enfermagem no período pós-operatório é crucial para prevenir e detectar complicações, garantir o alívio da dor e do desconforto, além de promover uma recuperação rápida e segura para o paciente. Sobre o período pós-operatório, é INCORRETA a afirmativa:
No pós-operatório imediato é necessário avaliar a função vital do paciente e controlar a dor.
No pós-operatório mediato é importante promover a deambulação precoce.
O pós-operatório tardio é a fase mais crítica, onde o corpo começa a se adaptar a cirurgia.
No pós-operatório tardio observa-se a evolução da cicatrização do processo cirúrgico.
Um paciente de 58 anos foi submetido a uma colecistectomia video-laparoscópica e encontra-se em recuperação na sala de pós-operatório imediato. Apresenta-se consciente, orientado e com leve palidez cutânea. O enfermeiro da unidade está realizando o acompanhamento clínico, observando parâmetros vitais, controle de dor e integridade dos curativos, além de avaliar possíveis intercorrências relacionadas ao período pós-operatório. Considerando as ações de enfermagem prioritárias nesse contexto, assinale a alternativa correta.
No cuidado ao paciente com sonda nasogástrica para drenagem, é correto realizar irrigação rotineira com água ou soro fisiológico a cada duas horas para manter a permeabilidade do dispositivo.
A posição de Fowler ou semi-Fowler é contraindicada em pacientes com insuficiência respiratória, pois dificulta a expansão pulmonar e aumenta o risco de hipoxemia.
No pós-operatório imediato, devem ser monitorados continuamente os sinais vitais, a permeabilidade das vias aéreas, o nível de consciência e o estado da ferida operatória, além de observar possíveis sinais de choque hipovolêmico.
No pós-operatório imediato, a enfermagem deve priorizar o controle da dor e a hidratação oral precoce, visto que a deambulação precoce só é indicada após 24 horas da cirurgia.
Durante o pós-operatório imediato, um paciente submetido à colectomia encontra-se com sonda vesical de demora instalada, apresentando diurese de 20 mL/h, urina concentrada e coloração âmbar. No controle de balanço hídrico, o volume infundido é de 2.000 mL e o volume eliminado, de 500 mL nas últimas 6 horas. Considerando o controle hídrico no paciente cirúrgico, o técnico de enfermagem responsável identificou que a situação descrita indica:
déficit hídrico com risco de hipoperfusão renal, sugerindo balanço hídrico positivo e possível retenção de líquidos
déficit hídrico com risco de insuficiência renal aguda, caracterizado por balanço hídrico negativo e oligúria
situação de equilíbrio hidreletrolítico, uma vez que a diurese está dentro dos limites fisiológicos esperados para o período pós-operatório
excreção urinária aumentada por efeito osmótico da reposição volêmica, configurando balanço hídrico negativo de caráter progressivo
Na assistência ao pós-parto, quando há internação hospitalar e presença de loquiação, é comum surgirem dúvidas sobre esse processo. Está correto fornecer a seguinte orientação:
Lóquios são sinais de miotamponamento nos membros inferiores, devido ao retorno à condição pré-gestação.
A loquiação faz com que a diurese espontânea demore a ocorrer no período pós-parto, sendo um mecanismo fisiológico.
A apojadura, ou descida do leite, aparece após a finalização dos lóquios.
Os lóquios fluem lentamente pela abertura vaginal, sendo aumentados à medida que o útero se contrai.
Sinais de infecção, como a loquiação, impedem a alta hospitalar, exigindo monitoramento contínuo.
A assistência de enfermagem no período pós-operatório requer da equipe conhecimentos sobre os diferentes tipos de drenos, suas finalidades e cuidados essenciais. Sobre os drenos cirúrgicos, associe a descrição ao dreno correspondente:
I. Dreno em T de Kehr.
II. Dreno de Jackson-Pratt.
III. Dreno de Penrose.
IV. Dreno de sucção (Porto-VAC).
Assinale a alternativa com a sequência correta:
( ) Também denominado de “dedo de luva”, consiste num sistema de drenagem aberta, utilizado com mais frequência em feridas supurativas, cujo fluido da drenagem é viscoso e não consegue ser drenado através de drenos tubulares.
( ) É específico para a drenagem de vias biliares.
( ) Confeccionado de polivinil clorido ou silicone com uma “sanfona” externa que mantém uma pressão negativa.
( ) Possui sistema tubular de silicone de drenagem fechado e conectados a um reservatório/coletor que se assemelha a uma granada ou bulbo.
I, III, IV, II.
III, I, IV, II.
II, IV,I,III.
III, IV, I, II.
II, III, I, IV.