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A sepse vem adquirindo crescente importância devido ao aumento de sua incidência, sendo definida como uma resposta sistêmica a uma doença infecciosa, causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Sobre a atuação da enfermagem ao paciente com sepse, analise as afirmativas abaixo:
I. A equipe de enfermagem precisa estar preparada para prestar a assistência contínua ao paciente com sepse. A atividade do cuidar além de complexa, exige confiabilidade à assistência prestada por meios seguros.
II. A enfermagem tem um papel fundamental na identificação precoce e o controle da sepse, visando à redução das taxas de óbitos e aumento na taxa de sobrevivência nas UTIs.
III. Para um prognóstico positivo os enfermeiros devem perceber e reconhecer as alterações, principalmente, dos sinais vitais no início da sepse, devendo também reconhecer possíveis alterações orgânicas, como dispneia (disfunção pulmonar), oligúria, alteração do nível de consciência, na geral insuficiência de múltiplos órgãos que ocorrem já no estado severo da sepse.
IV. As alterações dos sinais vitais devem ser prontamente relatadas pela enfermagem e devidamente valorizadas pelo médico. Investigar a causa desta alteração e avaliar a necessidade de tratamento agressivo é crucial.
Analisadas as afirmativas, pode-se afirmar que
apenas a I está incorreta.
apenas a II está incorreta.
apenas a III está incorreta.
apenas a IV está incorreta.
todas as estão corretas.
Paciente J. O. N., 74 anos, admitido no Pronto Atendimento com quadro suspeito de pielonefrite, evoluiu com taquicardia, febre e hipotensão. Após avaliação médica, foi confirmado quadro suspeito de sepse. No que se refere à sepse e ao choque séptico, tendo como base as recomendações das Diretrizes Internacionais para o Manejo da Sepse e Choque Séptico (2021), marque a alternativa CORRETA:
Para adultos com possível choque séptico ou alta probabilidade de sepse, é recomendado a administração de antimicrobianos imediatamente, de preferência dentro de uma hora após o reconhecimento.
Sepse e choque séptico não são emergências médicas, por isso não há necessidade de que o tratamento e a reanimação comecem imediatamente.
As coletas de culturas microbiológicas de rotina apropriadas (incluindo sangue) só devem ser obtidas após iniciar a terapia antimicrobiana.
Para adultos com choque séptico, deve-se iniciar vasopressores para restaurar a pressão arterial média somente quando um acesso venoso central for garantido, mesmo que atrase o início da medicação.
Sepse e choque séptico são fases evolutivas de quadros infecciosos que acabam levando a um comprometimento da perfusão de múltiplos órgãos, podendo provocar a disfunção dos órgãos e morte. Assinale a alternativa CORRETA quanto aos principais focos infecciosos que levam aos quadros sépticos em gestantes e puérperas.
As infecções gastrointestinais.
As infecções por bactérias piodermites.
As infecções por distúrbios nutricionais.
As infecções do trato geniturinário.
As infecções sanguíneas.
Com relação à disfunção pulmonar na sepse, uma das manifestações clínicas corresponde
ao resultado da gasometria arterial compatível com alcalose respiratória decorrente da hiperventilação.
ao resultado da gasometria arterial compatível com acidose respiratória decorrente da hipoxemia.
a relação PaO2/
a relação PaO2/
Assinale a alternativa que relaciona corretamente fatores de risco e intervenções de enfermagem adequadas para a Sepse Neonatal Precoce.
Taquicardia fetal > 180 bpm, Apgar 5 min < 7, pré-termo, ruptura das membranas > 18 horas, colonização por Streptococcus agalactiae. Intervenções de enfermagem: Monitorar os sinais vitais de acordo com o protocolo ou, quando necessário, iniciar tratamento antimicrobiano de acordo com prescrição, conforme apropriado.
Febre materna > 39 ºC, RN de sexo feminino, pós- -termo, APGAR 5 min < 9. Intervenções de enfermagem: monitorar os sinais vitais de acordo com o protocolo ou, quando necessário, iniciar tratamento antimicrobiano de acordo com prescrição, conforme apropriado.
Batimento de asas nasais, icterícia neonatal, taquicardia fetal > 130 bpm, RN pós-termo, APGAR 5 min < 9. Intervenções de enfermagem: monitorar os sinais vitais de acordo com o protocolo ou, quando necessário, iniciar fototerapia, interromper aleitamento materno e encaminhar para dieta com leite artificial.
Febre materna > 39 ºC, RN de sexo feminino, pós- -termo, APGAR 5 min < 9. intervenções de enfermagem: monitorar os sinais vitais de acordo com o protocolo ou, quando necessário, iniciar fototerapia, interromper aleitamento materno e encaminhar para dieta com leite artificial.
Taquicardia fetal > 180 bpm, Apgar 5 min < 7, pré-termo, ruptura das membranas > 18 horas, colonização por Streptococcus agalactiae. Intervenções de enfermagem: monitorar os sinais vitais de acordo com o protocolo ou, quando necessário, iniciar fototerapia, interromper aleitamento materno e encaminhar para dieta com leite artificial.
A sepse é motivo de grande preocupação em nível mundial. Os quadros graves representam cerca de 10 a 15% das admissões em unidades de terapia intensiva. Apesar dos esforços e campanhas empreendidas, seu reconhecimento precoce, fator decisivo no resultado do tratamento, ainda é um desafio para que ocorra em tempo hábil. Assinale a alternativa que melhor representa os sinais clínicos iniciais associados à disfunção orgânica da sepse:
Temperatura < 36ºC ou > 38ºC, Pressão Arterial Sistólica > 140 mmHg, Frequência Cardíaca > 90 bpm.
Temperatura > 38ºC, Pressão Arterial Sistólica > 140 mmHg, Frequência Cardíaca > 90 bpm.
Temperatura > 39ºC, Pressão Arterial Sistólica > 140mmHg, Frequência Cardíaca < 50 bpm.
Temperatura < 36ºC, Pressão Arterial Sistólica < 90 mmHg, Frequência Cardíaca < 90 bpm.
Temperatura < 36ºC ou > 38ºC, Pressão Arterial Sistólica < 90 mmHg, Frequência Cardíaca > 90 bpm.
A sepse é uma das maiores causas de óbito hoje no mundo. Sobre essa enfermidade, assinale a alternativa correta.
A sepse é definida como “estado de falência circulatória aguda caracterizada pela persistência de hipotensão arterial”.
As principais manifestações clínicas da sepse no sistema cardiovascular são: taquicardia, hipotensão, diminuição do lactato, diminuição da perfusão periférica, livedo, diminuição de enzimas cardíacas e arritmias.
Dentre as recomendações da Campanha de Sobrevivência à Sepse, no tocante à reposição volêmica, é considerada uma recomendação fraca a utilização de cristaloides como fluidos de escolha para a ressuscitação inicial e para a reposição volêmica subsequente em pacientes com sepse ou choque séptico.
Diante da suspeita clínica de sepse, o primeiro pacote de cuidados deve ser implementado na primeira hora, incluindo, dentre os cuidados, a coleta de lactato sérico, a coleta de hemocultura e a coleta de culturas de sítios pertinentes.
A letalidade associada à sepse de foco urinário é reconhecidamente maior do que a de outros focos.
A septicemia ou sepse, uma infecção sistêmica da corrente sanguínea que produz manifestações clínicas aparentes, pode evoluir a um choque séptico, ou seja uma forma fatal de choque, resultante de uma septicemia não controlada. Os fatores de risco incluem hospitalização, procedimentos invasivos, idade avançada, traumas e queimaduras. A fisiopatologia do choque séptico não é compreendida completamente; é resultado de uma reação a uma endotoxina que ativa a liberação de mediadores químicos e hormonais, podendo apresentar um colapso vascular, evoluindo para o óbito. São considerados os achados mais comuns neste tipo de patologia, EXCETO:
Edema.
Taquicardia.
Hipertensão.
Débito urinário normal ou elevado.
A Campanha de Sobrevivência à Sepse estabelece os bundles (pacote de medidas) cujo objetivo é orientar e sistematizar as prioridades do tratamento da sepse. A esse respeito, é correto afirmar:
A coleta de lactato sérico permite a avaliação do estado perfusional.
A coleta de hemocultura deve ser realizada somente durante o pico febril.
Deve-se administrar antibióticos, por via intravenosa, o mais rapidamente possível e idealmente em até 4h após o diagnóstico.
Recomenda-se aguardar a passagem de acesso venoso central para início de vasopressor.
Se cateteres vasculares são a fonte possível da infecção, o mesmo não deve ser retirado caso se inicie antibioticoterapia.
Sepse é uma das principais causas de morte em Unidades de Terapia Intensiva. Considerando sua fisiopatologia, é correto afirmar:
Na microcirculação ocorre aumento da densidade capilar e trombose sem alteração de viscosidade.
Ocorre vasoconstrição e redução da permeabilidade capilar, ambos contribuindo para a hipervolemia e hipotensão.
Ocorre vasodilatação e aumento da permeabilidade capilar, ambos contribuindo para a hipovolemia e hipotensão.
Devido ao desequilíbrio entre oferta e consumo de oxigênio, ocorre o metabolismo aeróbio e hiperlactatemia.
Durante a resposta inflamatória ocorrem alterações na circulação sistêmica e na microcirculação, porém sem alterações celulares.
Esta dosagem deve fazer parte dos exames coletados em pacientes com infecção, mesmo sem clara disfunção orgânica, visto que níveis acima do normal por si são considerados como disfunção e definem a presença de sepse, sendo obrigatória, no caso de suspeita de sepse, a coleta de
lactato sérico.
troponina.
creatinoquinase.
tempo de tromboplastina parcial ativada.
glicemia de jejum.
A sepse é uma condição clínica na qual ocorre uma desregulação do organismo diante de um processo de infeção e pode começar a ocorrer a disfunção dos órgãos como sinal de piora. São consideradas alterações clínico-patológicas na sepse, EXCETO:
Hipoxemia.
Alteração na perfusão tecidual.
Diminuição do débito cardíaco.
Alteração na pressão arterial média.
Aumento isolado da pressão arterial média.
O transplante cardíaco pediátrico ainda é um procedimento relativamente novo, mas tem aumentado a sobrevida de crianças com cardiomiopatias e inclusive com cardiopatias congênitas. No esgotamento de terapêuticas conservadoras, redução de qualidade de vida ou expectativa de vida inferior a dois anos, há indicação, desde que não haja contraindicações específicas para o receptor, por exemplo:
peso menor que 4 kg.
pacientes em oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO).
hipertensão pulmonar.
idade menor que seis meses.
sepse.
A rápida identificação da sepse associada à terapêutica adequada e agressiva podem trazer resultados favoráveis para o paciente. Nesse contexto, no manejo precoce do paciente com sepse, o enfermeiro deve saber que a
diminuição do débito urinário em < 1,5 mL/kg/h é resultado da disfunção renal.
presença de livedo constitui um dos marcadores de hipoperfusão.
hipoglicemia é uma das manifestações clínicas do sistema endócrino na sepse.
antibioticoterapia deve ser iniciada imediatamente, seguida da coleta de hemocultura e lactato sérico.
No que se refere ao tratamento do choque séptico, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Uso de antibióticos.
II – Hidratação na veia.
III – Medicamentos para a pressão arterial.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens I e III são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
Paciente foi admitido na Unidade de Urgência e Emergência com quadro de sepse e necessitou de um implante de cateter venoso central por punção direta. Após o procedimento, ele evoluiu com desconforto respiratório e necessidade de Intubação Orotraqueal. O enfermeiro ao avaliar o paciente suspeita de um pneumotórax. Assinale a alternativa que contém o achado físico comprobatório:
Macicez a percussão no terceiro e quinto espaço intercostais, linha hemiclavicular.
Diminuição da frequência respiratória.
Murmúrio vesicular diminuído no tórax esquerdo.
pH de 7,40 na gasometria arterial.
A sepse é uma resposta desregulada do organismo à infecção e trata-se da maior causa de mortalidade não cardiológica em cenário de terapia intensiva. A equipe de enfermagem possui papel imprescindível no que concerne à identificação precoce da sepse.
INSTITUTO LATINO AMERICANO PARA ESTUDOS DA SEPSE. Sepse:
um problema de saúde pública. São Paulo: Coren, 2020, com adaptações.
A respeito da identificação e do manejo da sepse, assinale a alternativa correta.
O choque séptico é definido pela presença de hipotensão persistente refratária à reposição volêmica associada à elevação do lactato sérico, fazendo-se necessária a administração de drogas vasoativas.
Em termos de ressuscitação hemodinâmica no manejo da sepse, o ideal é que medidas como reposição volêmica e administração de vasopressores mantenham a pressão arterial média (PAM) dos pacientes acometidos acima de 60 mmHg.
Em pacientes com suspeita de sepse, a coleta de culturas deve ser realizada, preferencialmente, antes da administração de antibióticos. Caso necessário, deve ser colhido um par de hemocultura de sítios diferentes.
A disfunção orgânica na sepse é definida pelo aumento em três pontos no escore Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) basal.
Pacientes devem ser submetidos à segunda coleta de lactato no período de 6 horas do diagnóstico da sepse.
O reconhecimento da sepse em pacientes com COVID-19 pode acontecer tanto pela identificação precoce de disfunções orgânicas, clínica ou laboratorial, quanto por meio da avaliação da extensão e gravidade de órgãos disfuncionantes com auxílio do escore SOFA. Nesse sentido, as variáveis de perfusão tecidual normalmente monitorizadas na UTI compreendem o nível de lactato e a saturação venosa central de oxigênio, porém a avaliação da perfusão periférica à beira do leito consiste em uma alternativa para o enfermeiro aferir a perfusão tecidual de forma não invasiva, destacando-se a análise do(a):
Oximetria de pulso; gradiente de temperatura e mosqueamento da pele.
Tempo de preenchimento capilar; gradiente de temperatura e mosqueamento da pele.
Nível de consciência; oximetria de pulso e tempo de preenchimento capilar.
Frequência respiratória; mosqueamento da pele e diurese.
Índice de oxigenação; pressão arterial não invasiva; nível de consciência e tempo de preenchimento capilar.
L.M., sexo feminino, 70 anos de idade, evoluiu, em 24 horas, de um quadro de resfriado com coriza e indisposição para confusão mental e prostração. Levada ao pronto atendimento, foi diagnosticada com pneumonia bilateral. Até então, L.M. se mostrava saudável e independente. O agravamento na infecção pode ser atribuído ao processo de imunossenescência, que tem como uma das características
o aumento dos linfócitos T e de citocinas pró-inflamatórias.
a diminuição da capacidade de proliferação das células T diante de um estímulo.
o aumento do reconhecimento de novos antígenos.
a redução de células mieloides supressoras.
o colapso do sistema imune.
A sepse é um dos grandes problemas de saúde que acontece como resposta sistêmica à infecção. Pode haver uma progressão de sepse para a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica. É necessário que o enfermeiro, em cuidados críticos, reconheça os fatores de risco para tal progressão. Então, das alternativas abaixo, qual a que apresenta CORRETAMENTE esses fatores?
Pressão arterial sistólica < 110 mmHg, temperatura <38ºC ou >36ºC, Potássio > 400 mmol/L, alterações no hemograma.
Pressão arterial < 80x50 mmHg, temperatura < 37,2ºC e, apenas, a presença de inflamação.
Pressão arterial diastólica < 50 mmHg, temperatura > 41ºC, sódio < 100 mmol/L, Leucócitos totais > 4.000 células/mm³, sem anormalidades nas plaquetas.
Hipóxia, Hemograma com alterações na Hemoglobina e presença de eosinofilia e basofilia, febre presente e constante.
Pressão arterial sistólica < 110 mmHg, temperatura > 38ºC e < 36ºC, sódio > 145 mmol/L, Plaquetas < 150 x 10º /