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T.C.D., homem, motorista de moto, chega acompanhado de familiar ao serviço de saúde de emergência com suspeita de trauma cranioencefálico após acidente por colisão com outro veículo e queda. Chega confuso, refere dor, e possui sangramento na região temporal.
Sobre o caso, assinale a alternativa correta.
A imobilização cervical é desnecessária se a vítima estiver consciente e relatando dor apenas em região frontal, sem queixa de dor cervical.
A monitorização da pressão arterial é desnecessária na fase inicial do atendimento, pois alterações hemodinâmicas são tardias em TCE.
Na abordagem inicial, deve-se priorizar a avaliação do nível de consciência, instalação de acesso venoso calibroso, avaliação do padrão respiratório e dos sinais de lateralização, mantendo estabilização da coluna cervical e monitorando sinais de deterioração neurológica.
Em vítimas de TCE leve sem perda de consciência, a alta imediata é segura, já que em casos de complicações a perda de consciência imediata é sempre observada.
A presença de vômitos e cefaleia após TCE são irrelevantes, podendo ser manejada exclusivamente com analgésicos simples, e estão, na maior parte das vezes, associadas à experiência psicológica do trauma, e não a questões emergenciais.
Segundo Knobel (2010), é contraindicação para hipotermia terapêutica leve induzida:
traumatismo cranioencefálico grave em pacientes com idade entre 15 a 75 anos.
acidente vascular cerebral isquêmico hemisférico.
hipotermia (< 30°c) na admissão.
acidente vascular cerebral grave em pacientes com idade inferior a 75 anos.
pós-parada cardíaca, se após recuperação espontânea dos batimentos, não houver retorno da consciência em 15 a 30 minutos.
Paciente vítima de trauma apresenta abertura ocular ao estímulo doloroso (2), resposta verbal incompreensível (2) e resposta motora com localização da dor (5). Considerando a Escala de Coma de Glasgow (ECG), assinale o escore total obtido e o respectivo significado clínico dessa pontuação.
Escore total 9, indicando comprometimento neurológico moderado, com necessidade de monitorização contínua do nível de consciência.
Escore total 10, compatível com déficit neurológico leve, sem indicação de vigilância intensiva.
Escore total 9, caracterizando coma grave e necessidade imediata de alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial.
Escore total 12, indicando alteração leve do nível de consciência, sem risco iminente de complicações neurológicas.
Escore total 5, compatível com coma profundo, com ausência de resposta motora ao estímulo doloroso.
É contraindicação para inserção de derivação ventricular externa (DVE):
Hipertensão arterial.
Distúrbios de coagulação e infecção no couro cabeludo.
Traumatismo cranioencefálico.
Tumores cerebrais.
Paciente politraumatizado, hipotenso, com dor intensa, necessita de analgesia imediata. Considerando o preparo e a administração segura de medicamentos nesse contexto, assinale a alternativa correta.
A morfina é a primeira escolha por não interferir na pressão arterial.
A cetamina é uma opção adequada por manter estabilidade hemodinâmica.
A analgesia deve ser postergada até a estabilização completa.
Opioides são contraindicados em qualquer cenário de trauma.
A via oral é preferível para reduzir riscos.


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Durante o atendimento a um paciente adulto, vítima de acidente com traumatismo na cabeça e pescoço, foi necessário realizar a abertura e permeabilidade das vias aéreas.
Considerando os princípios do manejo inicial das vias aéreas nesse tipo de trauma, assinale a afirmativa correta.
A abertura das vias aéreas de um paciente adulto com risco de lesão cervical deve ser realizada com a manobra de inclinação da cabeça e a elevação do queixo.
A manobra de anteriorização da mandíbula (jaw thrust) é a mais indicada para a abertura das vias aéreas em pacientes com esse tipo de trauma.
A manutenção da via aérea pode ser realizada inicialmente com dispositivos supraglóticos, desde que não haja rebaixamento do nível de consciência.
A abertura das vias aéreas deve ser realizada apenas após a estabilização definitiva da coluna cervical e a conclusão da avaliação secundária.
O uso de cânula orofaríngea é indicada sempre que houver traumatismo na região da cabeça e pescoço, independentemente do nível de consciência do paciente.
Na avaliação neurológica de um paciente com traumatismo cranioencefálico grave, a postura reflexa indica o nível da lesão cerebral. Assinale a alternativa que descreve corretamente a "Postura de Descerebração" e seu significado clínico.
A postura de descerebração consiste na flexão anormal dos membros superiores sobre o tórax e extensão dos membros inferiores, indicando lesão exclusiva no córtex cerebral com preservação do tronco.
A descerebração ocorre quando o paciente apresenta rigidez de nuca e sinal de Brudzinski positivo, confirmando o diagnóstico de meningite bacteriana secundária ao trauma.
A postura de descerebração caracteriza-se pela extensão rígida dos membros superiores e inferiores, com rotação interna dos braços e flexão plantar dos pés, indicando lesão grave no tronco encefálico (mesencéfalo/ponte) e pior prognóstico.
Trata-se de uma postura de defesa onde o paciente localiza a dor e retira o membro ao estímulo, demonstrando integridade das vias motoras descendentes.
A descerebração é definida pela flacidez muscular generalizada e arreflexia total, sendo um sinal de recuperação neurológica após a fase de choque medular.
Segundo o Protocolo de Suporte Básico de Vida para Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), durante o atendimento de um paciente com trauma cranioencefálico, o enfermeiro deve realizar a avaliação primária com ênfase pага:
aferição dos sinais vitais.
avaliação da reação pupilar.
exame de cabeça e coluna.
repetição seriada da Escala de Coma de Glasgow.
garantir permeabilidade de via aérea.
Um paciente adulto vítima de trauma cranioencefálico (TCE) grave e internado na UTI apresenta piora neurológica aguda nas últimas horas. Durante a avaliação sistemática, o técnico de enfermagem identifica:
Pupila direita fixa e midriática (anisocoria importante).
Queda progressiva do escore de Glasgow.
Pressão arterial: 180 × 90 mmHg.
Frequência cardíaca: 48 bpm.
Considerando os achados clínicos e a fisiopatologia do TCE, esse conjunto de sinais sugere:
Depressão neurológica secundária à sedação contínua, sem evidência de hipertensão intracraniana.
Hipoglicemia grave como causa primária da deterioração do nível de consciência.
Instabilidade hemodinâmica decorrente de resposta compensatória ao trauma, possivelmente associada a sangramento oculto em outro sítio traumático.
Alteração aguda do estado mental associada à síndrome confusional aguda (delirium), potencialmente desencadeada por fatores metabólicos, abstinência ou estresse fisiológico da internação.
Ativação do reflexo de Cushing, indicando hipertensão intracraniana crítica e risco de herniação cerebral iminente.
Paciente masculino, 46 anos, internado após traumatismo cranioencefálico, apresenta rebaixamento progressivo do nível de consciência, vômitos em jato e pupila direita midriática com resposta lenta à luz. Durante o plantão, observa-se pressão arterial elevada, bradicardia e respiração irregular.
Considerando a assistência de enfermagem diante da suspeita de hipertensão intracraniana (HIC), a conduta mais adequada é
manter paciente em decúbito lateral contínuo, realizar mobilização passiva frequente dos membros e ajustar posicionamento cefálico.
manter cabeceira elevada entre 30° e 45°, alinhamento cervical neutro, monitorar sinais e comunicar prontamente alterações sugestivas de deterioração clínica.
posicionar paciente com discreta flexão cervical para maior estabilidade, testar estímulos sensoriais e ajustar alinhamento corporal conforme resposta clínica.
alternar posicionamento com elevação de membros inferiores, realizar mudanças posturais regulares e ajustar inclinação cefálica proporcionando maior conforto e estabilidade.


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Um paciente foi acolhido na Unidade de Pronto Atendimento após uma colisão entre moto/auto (estava na moto em alta velocidade). Na ficha de avaliação do serviço móvel, constava pontuação de Escala de Glasgow = 1. Considerando a pontuação da escala, podemos ter certeza que:
O paciente teve politraumatismo.
O paciente teve traumatismo cranioencefálico.
Houve óbito no acidente.
O indivíduo que estava na moto está consciente.
A pontuação registrada no relatório do serviço móvel está errada.
Sabe-se que as lesões encefálicas podem ser focais ou difusas e que até mesmo uma lesão aparentemente de menor gravidade pode causar lesão significativa ao cérebro. De acordo com a classificação descrita em Brunner (2023), ENUMERE a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, ao final, responda o que se pede:
(1) Concussão
(2) Contusão
(3) Lesão axional difusa (LAD)
(4) Hematomas intracranianos
( ) Há possibilidade de classificação em: epidural, subdural e intracerebral. A sintomatologia da isquemia cerebral causada é variável, além de depender da velocidade com que as áreas vitais são afetadas e da área lesionada.
( ) O mecanismo da lesão geralmente consiste em traumatismo não penetrante, pancada direta ou lesão explosiva e causa perda temporária da função neurológica.
( ) Resulta das forças de cisalhamento e rotacionais disseminadas, que produzem lesão em todo o encéfalo, e está associada ao coma traumático prolongado.
( ) O cérebro é ferido e danificado em uma área específica e as manifestações clínicas dependem das dimensões, da localização e da extensão do edema cerebral circundante, devido a uma intensa força de aceleração-desaceleração ou a um traumatismo não penetrante.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo.
3, 2, 1, 4.
4, 1, 3, 2.
3, 1, 4, 2.
4, 2, 3, 1.
Com base nos protocolos de atendimento pré-hospitalar em urgências e emergências resultantes de acidentes, assinale a opção em que é citada a conduta recomendável para o atendimento à pessoa acidentada em caso suspeito ou confirmado de traumatismo cranioencefálico.
evitar avaliar precocemente a escala de coma de Glasgow
tamponar orelhas ou nariz com material de curativo para impedir vazamento
pesquisar, na avaliação primária, sinais focais quando houver assimetria das pupilas maior que 1,5 mm
realizar reposição volêmica com ênfase para a manutenção da pressão sistólica maior que 100 mmHg
administrar O2 em alto fluxo para manter SatO2 maior ou igual a 94%.
Sobre a abordagem XABCDE, preconizada pelo PHTLS (2023) e utilizada no atendimento inicial ao politraumatizado, é CORRETO afirmar que:
Fonte: National Association Of Emergency Medical Technicians. PHTLS: Prehospital Trauma Life Support. 10. ed. Burlington, MA: Jones & Bartlett Learning, 2023.
O método XABCDE de tratamento de trauma não se aplica ao tratamento de pacientes queimados, pois eles apresentam desafios únicos ao longo de cada etapa da avaliação e reanimação.
O “X” do mnemônico "XABCDE" indica o controle imediato da hemorragia exsanguinante, logo após a segurança da cena e, se houver limitação de recursos humanos, antes mesmo de abordar as vias aéreas.
O "C" do mnemônico "XABCDE" corresponde à estabilização da coluna cervical, realizada após estabelecer a segurança do local, o controle de vias aéreas e da respiração.
O "A" do mnemônico "XABCDE" refere-se a manutenção das vias aéreas pérvias e da circulação com controle de hemorragias para depois realizar a estabilização da coluna cervical.
O “E” do mnemônico "XABCDE" significa exposição do paciente e avaliação do ambiente, com foco em estabilizar de forma definitiva as fraturas, aplicar talas e determinar a necessidade de recursos adicionais.
Paciente de 45 anos, vítima de acidente automobilístico, foi admitido no pronto socorro com escoriações em face e membros superiores, hematoma em região frontotemporal direita e SSVV: PA 138/82 mmHg, FC 104 bpm, FR 22 irpm, SpO₂ 96% em ar ambiente. Durante a avaliação clínica, apresentou abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, resposta motora localizadora, além de anisocoria, com reação pupilar à luz apenas à esquerda.
Assinale a opção a seguir que apresenta o escore da Escala de Coma de Glasgow com resposta pupilar para esse caso clínico.
9
10
12
11
13


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As recomendações da Brain Trauma Foundation (BTF) e da Neurocritical Care Society (NCS) para o manejo do traumatismo cranioencefálico grave e do edema cerebral priorizam cabeceira elevada, analgesia e sedação otimizadas, manutenção de PaCO₂ entre 35–40 mmHg, soluções hiperosmolares (manitol ou salina hipertônica), prevenção de hipotensão, monitorização de sódio e osmolaridade, reavaliações contínuas com neuroimagem e indicação neurocirúrgica quando necessária. Qual proposição expressa mais adequadamente esse arranjo terapêutico?
Utiliza posição Trendelenburg, promove ventilação espontânea irregular, admite hipoxemia leve, infunde soluções hipotônicas e posterga sedação estruturada com analgesia.
Sustenta hiperventilação profunda, admite PaCO₂ < 30, reduz sedação, restringe soluções hiperosmolares, aceita hipotensão permissiva e posterga avaliação neurocirúrgica urgente.
Mantém decúbito horizontal, interrompe analgesia, administra vasodilatadores, contraindica salina hipertônica, adota restrição hídrica rígida e posterga monitorização laboratorial.
Inicia terapia hiperosmolar sem metas, ignora pressão arterial, adia reavaliações contínuas, descarta TC de controle e posterga avaliação pupilar sistemática na UTI.
Eleva a cabeceira, assegura analgesia e sedação, mantém PaCO₂ 35–40, utiliza manitol ou salina hipertônica, previne hipotensão, monitora eletrólitos e reavalia continuamente com neuroimagem seriada.
A avaliação neurológica do paciente politraumatizado foca a avaliação do seu nível de consciência por meio de quatro indicadores — abertura ocular, resposta verbal, resposta motora e reatividade pupilar —, sendo indicativo de um grau de lesão moderado um resultado entre 3 e 8 na escala de Glasgow.
Certo
Errado
Durante o atendimento pré-hospitalar a uma colisão entre automóvel e caminhão, a equipe do SAMU 192 encontra um homem de aproximadamente 35 anos, inconsciente, com respiração ruidosa, fraturas visíveis em membro inferior direito e ferimento contuso com sangramento ativo na região frontal. A vítima está presa em ferragens, sendo assistida pela equipe do Corpo de Bombeiros. Os sinais vitais iniciais são: FC: 132 bpm, FR: 28 irpm, PA: 80/40 mmHg, SpO2 : 88%.
Considerando os princípios da avaliação primária no atendimento ao politraumatizado, a conduta de enfermagem prioritária nesse cenário deve ser
imobilizar o membro inferior com fratura visível antes de qualquer outra intervenção para evitar sangramento interno adicional.
realizar lavagem do ferimento frontal com solução salina estéril e compressão local imediata para controle do sangramento.
assegurar a permeabilidade das vias aéreas com manobra de tração mandibular e administração de oxigênio suplementar com máscara de alta concentração.
administrar analgésico potente por via intramuscular, desde que não haja contraindicação na regulação médica, para estabilizar os sinais vitais.
solicitar à regulação médica autorização para transportar imediatamente a vítima à unidade hospitalar, sem aguardar a retirada completa das ferragens, diante da gravidade do quadro.
Em um atendimento de trauma em ambiente pré-hospitalar, o enfermeiro identifica uma vítima com suspeita de lesão de coluna cervical. A conduta acertada que o profissional deveria priorizariar nesse caso é:
realizar a elevação cuidadosa da vítima para avaliar manchas ou hematomas na região dorsal
solicitar à equipe improvisar uma maca com o que estiver disponível para agilizar o transporte
providenciar a estabilização cervical utilizando colar cervical e aplicar o protocolo de imobilização total
posicionar o paciente lateralmente para garantir proteção das vias aéreas superiores
A instalação do colar cervical não é prioridade máxima no atendimento ao politraumatizado.
Certo
Errado