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O conjunto de ações exercidas, direta e indiretamente, para resolver o problema dos resíduos sólidos recebe o nome de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Sobre este assunto, é correto afirmar:
Atualmente, os diversos tipos de resíduos são tratados e dispostos independentemente uns dos outros.
Todas as ações devem estar de acordo com o plano estadual de gestão integrada de resíduos sólidos ou com algum plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PNRS).
Ele envolve a coleta, o transporte, o transbordo, o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos e a disposição final dos rejeitos.
Para que se possam gerenciar adequadamente os resíduos, é preciso conhecer seu aspecto apenas quantitativo, bem como sua flutuação.
O gerenciamento de resíduos de uma metrópole é igual àquele feito para uma população equivalente, mas distribuída em municípios pequenos e mais ou menos isolados.
Com base na Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), analise os seguintes processos:
I. reutilização;
II. reciclagem;
III. compostagem;
IV. disposição final em aterros sanitários.
São considerados como forma de destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos os processos
I e II.
III e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
Existem muitos conceitos na literatura sobre resíduos sólidos, mas, do ponto de vista da atuação profissional, o que vale é a definição estabelecida em lei, no caso a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Quanto ao que esta Lei, no inciso XVI do Artigo 3º, estabelece como resíduos sólidos, considere os itens seguintes.
I Matérias, substâncias, objetos ou bens descartados, nos estados sólidos ou semissólidos.
II Líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviável em face da melhor tecnologia disponível.
III Resíduos radioativos.
IV Gases contidos em recipientes.
Estão corretos os itens
I, II, III e IV.
II e III, somente.
I, II e IV, somente.
II, III e IV, somente.
III e IV, somente.
São considerados os principais mecanismos para remoção de poluentes sólidos no tratamento de esgotos, EXCETO:
Adsorção.
Cloração.
Gradeamento.
Sedimentação.
Utilizar o resíduo sólido descartado como matéria-prima em novo processo refere-se a:
Reduzir.
Reciclar.
Reutilizar.
Reeducar.
Reeducar.
A compostagem é um processo que pode ser realizado com o uso de pilhas ou leiras. Durante a compostagem,
é preciso aquecer a pilha ou leira de resíduos.
ocorre o aumento espontâneo da temperatura da pilha ou leira.
deve-se ajustar a relação carbono/nitrogênio pela adição de cal.
é necessário adicionar cal para eliminar os patógenos dos resíduos.
A incineração é um processo de redução acentuada do peso (até 70%) e do volume (até 90%) dos resíduos sólidos através da combustão controlada, com monitoramento permanente, visando à disposição final do material remanescente (normalmente em aterro). A incineração é polêmica em qualquer lugar do mundo (BARROS, Raphael. Elementos de Gestão de Resíduos Sólidos. p. 291-292).
Considerando a incineração, é vantagem do processo:
A geração contínua de resíduos, que podem ser aproveitados.
As logísticas do método e a possibilidade de geração de energia, ainda que seus custos sejam altos e crescentes.
Gasta mal insumos e energia, porém produz redução de resíduos sólidos.
O emprego de muito capital e pouca mão de obra, facilitando o controle e a operação.
De acordo com o PROSAB, sobre o gerenciamento integrado de resíduos sólidos, analisar a sentença abaixo:
Uma das atividades do saneamento ambiental municipal é aquela que contempla a gestão e o gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos, tendo por objetivo principal propiciar a melhoria ou a manutenção da saúde, isto é, o bem-estar físico, social e mental da comunidade (1ª parte). O gerenciamento de resíduos sólidos urbanos deve ser integrado, ou seja, deve englobar etapas articuladas entre si, desde a geração até a disposição final, com atividades compatíveis com as dos demais sistemas do saneamento ambiental, sendo essencial a participação ativa e cooperativa do primeiro, segundo e terceiro setor, respectivamente, sociedade civil organizada, iniciativa privada e governo (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Leia os gráficos a seguir.

(Albino Rodrigues Alvarez, Ipea, 2014)
A partir da análise dos gráficos, é correto afirmar que
o Brasil cumpriu a legislação quanto à disposição de resíduos sólidos, depositando-os 100% em aterros sanitários desde 2014.
constata-se que na região Norte do país houve significativa modificação na porcentagem de deposição de resíduos sólidos em locais legalmente determinados.
as regiões Sul e Sudeste apresentaram os melhores indicadores quanto ao atendimento da legislação referente à deposição final de resíduos sólidos.
a porcentagem de aterros controlados aumentou ao longo do período amostrado em todas as regiões brasileiras.
o Centro-oeste e o Nordeste brasileiro ainda apresentavam, em 2014, cerca de 80% de lixões para disposição final de resíduos sólidos.
Para as cidades de pequeno a médio porte, pode-se planejar e trabalhar o sistema de coleta e acondicionamento do lixo urbano em aterros sanitários construídos e mantidos pelo sistema de trincheiras ou valas. Considere uma cidade com população de 120.000 habitantes, e a construção de um aterro com vida útil de 10 anos, sendo a área favorável à utilização do método das trincheiras. De acordo com os dados apresentados, calcule o volume para uma vala típica trapezoidal de (3 x 20 x 42 m), o volume total gerado durante a vida útil, a quantidade de valas, e o tamanho do terreno necessário à construção do aterro. Adicione ao valor da área, 7.500 m2 necessários à construção de vias de acesso e contorno, instalações, considerando um espaçamento de 10 m entre valas.
Dados:
∙ Número de habitantes: P = 120.000
∙ Vala com seção transversal trapezoidal:
∙ Taludes laterais de 1:1;
∙ Lados superiores:
∙ A = 42,00 m;
∙ a = 20,00 m;
∙ Lados inferiores:
∙ B = 36,00 m;
∙ b = 14,00 m;
∙ Profundidade:
∙ h = 3,00 m;
∙ Massa de lixo gerada por dia/habitante:
∙ m = 0,50 kg/hab.dia;
∙ Densidade média do lixo compactado gerado por dia:
δ = 0,70 t/m3
Fórmulas:
Área superior da vala em m2:
AS = A*a
Área inferior da vala em m2:
AI = B*b
Volume da vala em m3:
VTRI = (AS + AI)/2*h
Massa de lixo gerada por dia/habitante em toneladas:
M = m*P
Volume de lixo compactado gerado por dia em m3:
VD = M/δ
Volume de lixo compactado gerado em 10 anos em m3:
V10 = 3.650*VD
Quantidade necessária de valas:
N = V10/
Área útil do terreno para a construção das valas:
AU = N*AS
Área total do aterro sanitário:
AT = AU + 7.500
Considerando os dados acima descritos, assinale a opção que apresenta corretamente o volume de uma vala, o volume total de lixo compactado gerado em 10 anos, a quantidade de valas e a área total do terreno, necessários à construção do aterro sanitário.
VTRI = 2.016 m3; V10 = 312.841,50 m3; N = 115,17; AT = 137.842,80 m2.
VTRI = 5.064 m3; V10 = 654.321,30 m3; N = 192,11; AT = 197.222,10 m2.
VTRI = 4.318 m3; V10 = 554.581,20 m3; N = 186,27; AT = 166.144,98 m2.
VTRI = 3.154 m3; V10 = 411.243,40 m3; N = 126,19; AT = 156.701,12 m2.
Sobre a destinação de resíduos sólidos industriais, aqueles classificados como
não inertes apresentam-se sempre como insolúveis em água.
Classe II são caracterizados como perigosos.
Classe I são caracterizados como inertes.
Classe IIA apresentam-se como inflamáveis e tóxicos.
Classe I são caracterizados como perigosos.
O serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades, EXCETO:
Ações e serviços de saneamento básico privado, incluindo o manejo de resíduos de responsabilidade do gerador.
Coleta, transbordo e transporte dos resíduos do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas.
Triagem para fins de reuso ou reciclagem, de tratamento, inclusive por compostagem, e de disposição final dos resíduos.
Varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana.
O saneamento é o conjunto de medidas que visam a preservar ou modificar as condições do meio ambiente com o objetivo de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e a produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. Compõem as quatro grandes áreas do saneamento
limpeza pública, abastecimento de água, resíduos sólidos e drenagem urbana.
abastecimento de águas, esgotamento sanitário, saúde pública e resíduos sólidos.
dessedentação de animais, saúde pública, esgotamento sanitário e resíduos sólidos.
abastecimento de águas, esgotamento sanitário, drenagem urbana e resíduos sólidos.
abastecimento de água, sustentabilidade ambiental, resíduos sólidos e saúde pública.
As características dos resíduos sólidos influenciam no planejamento do sistema de limpeza urbana, assim o conhecimento de sua compressividade é importante para
a fabricação de inibidores de cheiro e de aceleradores e retardadores da decomposição da matéria orgânica presente no lixo.
o cálculo da produção de chorume e o correto dimensionamento do sistema de coleta de percolados.
o dimensionamento de veículos coletores, estações de transferência com compactação e caçambas compactadoras estacionárias.
indicar o grau de corrosividade dos resíduos coletados, servindo para estabelecer o tipo de proteção contra a corrosão a ser usado em veículos, equipamentos, contêineres e caçambas metálicas.
orientar a forma mais adequada de acondicionamento, coleta e tratamento para os resíduos sólidos.
A compostagem é uma tecnologia utilizada para tratamento de resíduos sólidos provenientes de diversas fontes, como resíduos urbanos, agroindustriais e agropecuários, que, ao final do processo, são transformados em fertilizantes. Com relação à compostagem, é correto afirmar:
a estabilização da massa de resíduos deve ser conseguida na fase bioxidativa do processo, isto é, na fase termófila, quando ocorre a humificação da matéria orgânica.
a presença de odores desagradáveis e baixas temperaturas durante todo o processo de compostagem é um indicativo de que o processo está ocorrendo sob condições anaeróbias; para reverter essa situação, deve-se manter a umidade em 80% e revolvera massa de resíduos.
recomenda-se que a massa de resíduos tenha uma relação C/N inicial de 30:1; caso parte do carbono disponível seja de difícil degradação, é aconselhável uma relação C/N inicial menor.
quanto menor a granulometria do material orgânico a ser compostado, maior será a área que poderá ser atacada pelos microrganismos e maiores serão as temperaturas nas pilhas de compostagem.
durante a fase mesófila do processo, há uma transformação da matéria orgânica em ácidos inorgânicos, reduzindo-se, assim, o pFH da massa de resíduos.
Ao elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) de uma estação de tratamento de água, o engenheiro ambiental responsável pela unidade identificou um resíduo caracterizado como embalagem plástica de produto químico. Segundo a Norma Brasileira de Regulamentação n. 10.004/2004, a classificação e o tratamento indicado para este material são, respectivamente:
Classe II-B e reciclagem.
Classe II-A e aterro sanitário.
Classe II-A e reciclagem.
Classe I e incineração.
Considere o excerto a seguir:
“É uma forma de disposição final dos resíduos sólidos urbanos no solo, dentro de critérios de engenharia e normas operacionais específicas (...). Esses critérios de engenharia mencionados materializam-se no projeto de sistemas de drenagem periférica e superficial para afastamento das águas de chuva, de drenagem de fundo para a coleta do lixiviado, de sistema de tratamento para o lixiviado drenado, de drenagem e queima dos gases gerados durante o processo de bioestabilização da matéria orgânica”. Fonte: Bidone e Povinelli (1999) Conceitos Básicos de Resíduos Sólidos. |
O excerto acima se refere a aterros
inertes.
controlados.
sanitários.
industriais.
A implementação de um Programa de Gestão de Resíduos é algo que exige, antes de tudo, mudança de atitudes e, por isto, é uma atividade que traz resultados a médio e longo prazo, além de requerer realimentação contínua. Por ser um Programa que, uma vez implementado, terá atuação perene dentro da unidade geradora de resíduo, é importante que seja muito bem equacionado, discutido e assimilado por todos aqueles que serão os responsáveis pela sua manutenção e sucesso. Desse modo, as condições básicas para sustentar um programa dessa natureza são quatro, EXCETO
Reavaliar continuamente os resultados obtidos e as metas estipuladas.
Apoio institucional irrestrito ao Programa.
Divulgar as metas estipuladas dentro das várias fases do Programa.
Segregar e concentrar correntes de resíduos de modo a tornar viável e economicamente possível a atividade gerenciadora.
Priorizar o lado humano do Programa frente ao tecnológico.
Segundo a NBR 10.004/2004, um resíduo é classificado como perigoso ou não, por suas características. Essa norma estabelece, ainda, códigos para identificação dos resíduos.
Um resíduo que possui a característica de ser uma substância que pode liberar oxigênio e, como resultado, estimular a combustão e aumentar a intensidade do fogo em outro material, é classificado como perigoso devido à
corrosividade
reatividade
patogenicidade
toxicidade
inflamabilidade
Ao desenhar uma proposta de gestão de resíduos sólidos, há vários indicadores de desempenho que, devidamente apropriados, fornecem elementos para um acompanhamento que propicie uma execução eficiente dos serviços (BARROS, Raphael. Elementos de Gestão de Resíduos Sólidos. p. 26).
Considerando os elementos de avaliação de desempenho e possíveis unidades de avaliação, faça a interligação entre os elementos da coluna 1 e as unidades de avaliação da coluna 2, numerando os parênteses:
1 – Medidas de produtividade
2 – Eficiência profissional
3 – Utilização de mão de obra
4 – Indicadores de Qualidade
5 – Nível de Segurança
6 – Manutenção
( ) Velocidade Média de Coleta.
( ) Tonelagem coletada/capacidade.
( ) Quilometragem média entre quebras.
( ) Frequência.
( ) Coletores/população atendida.
( ) Km média entre acidentes com veículos.
De acordo com o IPT 2000, a sequência CORRETA de correlações é:
1, 2, 4, 6, 5, 3
2, 1, 6, 4, 3, 5
5, 3, 4, 6, 1, 2
6, 4, 5, 2, 1, 3