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Para que ocorra o manejo adequado de determinado inseto-praga em uma plantação florestal, a sua identificação é crucial para a definição de métodos de controle mais eficientes. Entre as principais ordens de insetos que causam danos em plantios florestais estão a Coleoptera, a Lepidoptera, a Hymenoptera e a Neuroptera.
Certo
Errado
O engenheiro florestal pode ter a avaliação da supressão de árvores em vias e espaço públicos urbanos (escolas, praças, parques, bosques e florestas urbanas) como parte de suas atividades profissionais em uma prefeitura. Assinale a alternativa correta quanto a esse procedimento de avaliação.
A avaliação fisiológica vegetal é uma ferramenta de extrema importância para gestão das árvores urbanas, pois procura reconhecer falhas estruturais/mecânicas, ataque de pragas, cavidades e presença de fungos que podem comprometer a estabilidade da árvore.
A avaliação paisagística e florestal é uma ferramenta irrelevante nos contextos de bosques, parques e florestas urbanas, pois concorre com o trânsito de pedestres e automóveis nesses espaços urbanos de convívio social, os quais são mais importantes.
A avaliação do risco de queda, em função da estabilidade de sustentação e da estabilidade junto ao solo, próxima a cabos eletrificados, de telefonia e outros, bem como de áreas de estacionamento e residências, é tão importante quanto as perdas de vidas humanas, pois ambas implicam perdas financeiras.
A identificação e a avaliação de infestação entomológica de espécie nativa não prejudicial em corpo florestal urbano (bosques e reservas) configuram um indicativo para a remoção das árvores, porque denotam efetivo desequilíbrio ambiental.
A identificação e a avaliação de perdas financeiras em função de quedas de árvores nativas em reservas florestais urbanas, parques e bosques indicam que essas espécies não devem ser mais utilizadas no contexto da silvicultura urbana.
O controle biológico de insetos aplicado consiste no uso de um ou mais agentes biológicos e visa a rápida redução da população da praga. Entre os principais agentes estão os predadores, os parasitoides e os patógenos de insetos, como fungos, bactérias e nematoides.
Certo
Errado
A ferrugem do eucalipto, causada pelo fungo Austropuccinia psidii, apresenta ampla distribuição no Brasil e diversas espécies de eucalipto são hospedeiras desse patógeno. Essa doença ocorre principalmente na fase de viveiros e afeta também plantações florestais, principalmente nos dois primeiros anos de plantio, reduzindo a fotossíntese e o crescimento das árvores que são severamente atacadas.
Certo
Errado
Diversos microrganismos podem causar doenças em árvores, porém, a maioria delas é causada por bactérias. A murcha bacteriana do eucalipto figura como uma das principais doenças em plantios maciços dessa espécie.
Certo
Errado
Os sintomas de doenças de plantas podem ser classificados conforme a localização em relação ao patógeno, às alterações produzidas no hospedeiro e à estrutura e/ou processos afetados. Um sintoma é caracterizado por lesões necróticas deprimidas, mais frequentes nos tecidos corticais de caules, raízes e tubérculos. Eventualmente esse tipo de sintoma, observado em folhas e frutos, é definido como:
cancro
galha
fasciação
roseta
Para evitar prejuízos advindos da incidência de patógenos nas plantas, o controle é o objetivo final do estudo de qualquer doença. As medidas de controle de doença em planta podem ser agrupadas em princípios fundamentais da exclusão, erradicação, proteção, imunização, terapia, regulação e escape. Relacione os princípios abaixo listados com suas respectivas definições.
1. Proteção
2. Exclusão
3. Regulação
4. Erradicação
( ) Visa eliminar o patógeno já estabelecido em determinado local, podendo ser parcial ou total.
( ) Consiste na interposição de uma barreira, seja física, química ou biológica entre o hospedeiro suscetível e o patógeno.
( ) Consiste na alteração do ambiente, tornando-o desfavorável à ação do patógeno.
( ) Visa impedir a entrada do patógeno e seu estabelecimento em determinada área, quebrando o ciclo da doença na fase de disseminação.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
4, 3, 1 e 2.
2, 1, 3 e 4.
4, 3, 2 e 1.
4, 1, 3 e 2.
2, 3, 1 e 4.
Nas plantações comerciais de eucalipto é uma doença biótica que afeta as hastes, troncos e galhos das árvores. Predominam as lesões basais e o anelamento em plantios com até 1 ano de idade. O patógeno coloniza a casca, e sua esporulação pode ser visualizada na forma de uma aglomeração de espinhos ou pelos negros; a planta ainda pode apresentar coloração palha na sua folhagem. Em árvores com mais de um ano, o patógeno coloniza a casca e o câmbio, que apresentam uma depressão. A lesão causa a morte dos tecidos e a casca rompe-se em tiras, ocorrendo formação de um tecido caloso ao redor da lesão, a qual pode se estender verticalmente pelo tronco e atingir 50% da sua circunferência. Dentre os danos causados, há a quebra de árvores pelo vento e aspecto silvicultural ruim. Trata-se de qual doença?
Gomose.
Escaldadura.
Doença rosada.
Cancro do eucalipto.
Ferrugem do eucalipto.
Contra a Antracnose, uma das doenças entre os viveiros florestais, é recomendado o seguinte fungicida:
vamidation.
mancozeb.
propargite.
carbofuran.
acefate.
Quando deve ser iniciado o controle de formigas na implantação de povoamentos florestais?
Seis meses antes do plantio.
Cerca de 20 dias antes do preparo da área.
No dia anterior ao plantio.
Cerca de 15 dias após o plantio.
Quando surgirem as primeiras plantas atacadas.
Os insetos podem ser subdivididos com relação à posição e à conformação das peças bucais. Em uma das subdivisões, as peças bucais são voltadas para trás. Trata-se de insetos:
prognatos
opistognatos
cognatos
hipognatos
O lenho de uma árvore apresenta distintas regiões macroscópicas, sendo que a região mais interna do tronco é composta por células mortas espessas, que são lignificadas e impregnadas com extrativos. Essa é a parte da árvore mais resistente ao apodrecimento e ao ataque de organismos xilófagos, sendo visada comercialmente para confecção de móveis, devido à sua alta durabilidade natural e à cor mais escura. Essa região é
o alburno.
o câmbio.
a casca interna.
o cerne.
o lenho.
Em relação as doenças do eucalipto, aquela que têm como agente causal o Botrytis cinerea Pers é o/a:
Mofo cinzento.
Murcha vascular.
Doença rosada.
Ferrugem.
Afim de atestar a condição fitossanitária da partida de plantas ou de produtos vegetais de acordo com as normas de sanidade vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA são emitidos na origem o Certificado Fitossanitário de Origem - CFO e o Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado – CFOC. Marque a alternativa correta em relação aos certificados (CFO e CFOC):
o CFO ou o CFOC fundamentará a emissão da Permissão de Trânsito de Vegetais – PTV para as pragas regulamentadas, nas Unidades de Federação - UF sem ocorrência registrada ou nas UF sem risco desconhecido, salvo quando a normativa específica dispensar a certificação.
no ato da inscrição no curso para habilitação, o Engenheiro Agrônomo ou Engenheiro Florestal não precisará apresentar comprovante de seu registro, e nem visto, junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA.
o CFO e o CFOC serão emitidos e assinados por Engenheiro Agrônomo ou Engenheiro Florestal, em suas respectivas áreas de competência profissional, após aprovação em curso, específico para habilitação, organizado pelo OEDSV e aprovado pelo MAPA.
a identificação numérica do CFO e do CFOC será dada em ordem decrescente, com código numérico da UF, seguida do ano com quatro dígitos, e número sequencial de sete dígitos.
o texto de Declaração Adicional, utilizado na emissão do CFO ou do CFOC, não será informado pelo MAPA ou não fará parte do requisito fitossanitário de ONPF de país importador.
As plantações de eucalipto têm sido atacadas por pragas exóticas ou invasoras, que têm causado perdas entre 10% e 30% no volume de madeira produzida, incluindo mortalidade de árvores quando associada ao déficit hídrico, desde 2003. Para essas pragas, a principal estratégia é o controle biológico clássico, que envolve a importação de inimigos naturais da região de origem da praga e posterior liberação no campo, após passar por quarentena oficial.
A seguir são apresentadas as principais pragas que ocorrem nas florestas plantadas de eucalipto com o seu respectivo manejo biológico, com exclusão do disposto na alternativa:
Percevejo bronzeado (Thaumastocoris peregrinus), controle biológico feito com parasitoide de ovos Cleruchoides noackae, da Austrália.
Vespa-da-galha (Leptocybe invasa), sendo controlada com o parasitoide Selitrichodes neseri.
Gorgulho do eucalipto (Gonipterus platensis), sendo controlado com o parasitoide de ovos (Anaphes nitens), trazido do Rio Grande do Sul, juntamente com a aplicação do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana.
Lagarta-parda (Thyrinteina arnobia), sendo controlada com aplicações aéreas da bactéria Bacillus thuringiensis, associada à liberação de parasitoides de pupas das espécies: Exochomus (Zagreus) e bimaculosus.
As principais pragas e doenças que atacam os viveiros florestais estão associadas principalmente a fatores como disponibilidade de água, sombreamento, substrato, material propagativo, sistema de produção (viveiro suspenso ou não) e tipo de manejo do viveiro (mudas malnutridas, sistema radicular). Podem ser mencionados como principais insetos-pragas que atacam os viveiros florestais os itens a seguir, exceto os da alternativa:
Cochonilha( coccus viridis), mosca-branca (bemisia tabaci), mosca-mimadora(lirimyza spp).
Pulgão (schizaphis graminum), vespa-da-galha ( leptocybe invasa), saúvas (Atta spp.).
Joaninha (Cryptolaemus montrouzieri), vespa (Telenomus remus), besouro Atopozelus opsimus.
Besouro (Monochamus galloprovincialis), grilo (Gryllus assimilis), lagarta-parda Thyrinteina arnobia.
“Tanto insetos nativos da entomofauna brasileira como, cada vez mais, insetos exóticos são os causadores de surtos nos plantios de eucalipto por todo o Brasil. Dada sua grande área plantada, longevidade da cultura (anos a décadas), múltiplos nichos microclimáticos e suas dimensões em altura, as florestas, para seu controle de pragas, requerem a estratégia do Manejo Integrado de Pragas (MIP), pois não existe uma única forma de controle capaz de ser eficientemente aplicada na cultura” (SOLIMAN, 2017).
Disponível em: <https://florestal.revistaopinioes.com.br/revista/detalhes/11-sistema-de-protecao-contra-pragas-florestais/> . Acesso em: 2 out. 2019.
Considerando o MIP, avalie as afirmativas a seguir:
I - O MIP é um sistema de apoio à decisão para a seleção de técnicas de controle de pragas, usadas individualmente ou coordenadas harmoniosamente em uma estratégia de gestão, sustentada em análises de custo/benefício, levando em conta os interesses e impactos sobre os silvicultores, o meio ambiente e a sociedade como um todo.
II - Em florestas e plantações florestais é muito difícil prever o valor final do produto ao final do ciclo que são longos, muitas vezes medidos em décadas. Por isso, na silvicultura, análises de impacto econômico e uso de limiares econômicos da praga como componente do MIP, geralmente, são menos desenvolvidas do que na agricultura.
III - Efeitos adversos da aplicação de inseticidas utilizando aeronaves, como a deriva, são amenizados em plantações florestais em virtude da altura das árvores, no entanto, efeitos como surto de pragas secundárias e surgimento de resistência devem ser considerados antes da aplicação.
Está CORRETO o que se afirma em:
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, apenas.
I, II e III.
Os cupins são insetos conhecidos pela importância econômica, como pragas de pastagem, madeira e de outros materiais celulósicos. Além dos consideráveis danos econômicos provocados em áreas urbanas e rurais, os cupins também são importantes componentes da fauna do solo de regiões tropicais, exercendo papel essencial nos processos de decomposição e de ciclagem de nutrientes. Eles enfraquecem as árvores, o que pode causar a queda e a quebra de galhos durante as chuvas. Eventualmente, em caso de alta infestação de cupins será muito difícil reverter a situação o que acarretará na morte da árvore. Em relação aos cupins, é INCORRETO afirmar que:
Kalotermitidae: cupins considerados primitivos que não possuem fontanela, atacam madeira seca e nunca constroem ninhos; não apresentam operárias; alimentam-se exclusivamente de madeira; e, possuem no interior do intestino simbiontes (protozoários flagelados).
Os cupins subterrâneos Heterotermes tenuis (Hagen, 1858) e Heterotermeslongiceps(Snyder, 1858) (Rhinotermitidae) possuem ninhos subterrâneos e difusos, as operárias são pequenas, esbranquiçadas e de aspecto vermiforme. Provocam prejuízos como o tunelamento das raízes, colo e caule, causando perda do poder germinativo e prejudicando o desenvolvimento das plantas.
Os cupins humívoros constroem ninhos nos troncos das árvores ou em paus podres, mas se comunicam com o solo através de galerias superficiais, de onde saem para buscar o alimento, voltando depois para o ninho. Além da madeira, eles se alimentam de húmus, sendo que no intestino há presença de micro-organismos bacterianos. A família Rhynotermitidae é a família mais comumente encontrada nesse grupo, seguida pela Serritermitidae.
Tratamento do cupinzeiro: no caso de cupins de montículo, que são facilmente encontrados, pode-se fazer o controle diretamente nos ninhos, bastando perfurar o montículo com uma lança de ferro até atingir a câmara de celulose e aplicar o inseticida por meio de uma mangueira acoplada a um funil. Fazer o controle dos cupins de montículo de 30 a 60 dias antes do preparo do solo, para evitar a reprodução por fragmentação. Não é necessário fechar o orifício após a aplicação do produto. Se forem encontrados cupinzeiros do gênero Syntermes (cupim subterrâneo) pode-se controlá-los diretamente através da aplicação de inseticidas em pó ou por termonebulização, semelhante à aplicação de formicidas.
Numere a segunda coluna com a primeira no que se refere às principais pragas de espécies florestais nativas no Bioma Mata Atlântica.
1. Hypsipyla grandella
2. Hedypathes betulinus
3. Gyropsylla spegazziniana
4. Oncideres impluviata
( ) São mariposas que fazem a postura nos brotos ponteiros de Cedrela fissilis e a lagarta vive no interior do ponteiro, em galerias. O ataque causa a morte do ponteiro, interferindo no crescimento da planta.
( ) Espécie responsável pelo corte de galhos novos, perda de produtividade de lenha, gerando perdas consideráveis em Mimosa scabrella.
( ) Coleóptero é considerado como a principal praga da Ilex paraguariensis. Os adultos, desta espécie, medem entre 20 a 30 mm de comprimento por 9 a 13 mm de largura, são de coloração preta, com partes do corpo cobertas por densa pilosidade de cor branca, formando desenhos característicos.
( ) Também conhecida como ampola-da-erva-mate, são insetos da ordem Hemiptera com coloração verde-amarela. Os adultos sugam a seiva dos ramos e suas formas jovens atacam os brotos.
Assinale alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
( ) 1 – 4 – 2 – 3
( ) 2 – 4 – 3 – 1
( ) 1 – 2 – 3 – 4
( ) 4 – 1 – 3 – 2
( ) 1 – 3 – 2 – 4
Os insetos são denominados de artrópodes da classe Insecta ou Hexapoda, considerada a maior e a mais evoluída do filo Arthropoda. O ambiente proporciona uma série de condições adversas; mas, esse grupo vem sobrevivendo há cerca de 300 milhões de anos por possuir pelo menos seis principais vantagens, na luta incessante pela sobrevivência: capacidade de voo, adaptabilidade, exoesqueleto, pequeno tamanho, metamorfose e tipo especializado de reprodução. São características da ordem Orthoptera, EXCETO:
Asas do tipo tégmina (1º) e membranosa (2º).
Esses insetos possuem o terceiro par de pernas do tipo saltatória.
O abdômen é alongado, com 10 urômeros, e um par de cerco no último segmento.
A reprodução, geralmente, é sexuada e a maior parte das espécies é ovípara, embora existam espécies partenogéticas.