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A filosofia desempenha um papel crucial na formação do sujeito e nos processos educativos. Considerando os desafios das sociedades complexas atuais, explique como a filosofia pode contribuir para a construção de uma postura pedagógica reflexiva e crítica.
A filosofia oferece respostas definitivas e imutáveis para os problemas educacionais contemporâneos.
A filosofia se concentra exclusivamente em teorias abstratas, sem aplicação prática na educação.
A filosofia incentiva a reflexão crítica e a autonomia, essenciais para a formação de sujeitos capazes de questionar e transformar a realidade.
A filosofia é uma disciplina que deve ser evitada em reformas educacionais devido ao seu potencial de causar conflitos.
[...] Há uma dificuldade em instaurar instrumentos avaliativos que verifiquem a aprendizagem dos conhecimentos específicos de filosofia, uma vez que essa averiguação costuma ser feita numa abordagem que privilegia a história da filosofia. Sendo assim, vários professores têm por objetivo “ensinar a filosofar” e não “ensinar filosofia”. O primeiro conceito se baseia em saber “pensar bem”, com criatividade, criticidade e autonomia, enquanto o segundo condiz ao acúmulo dos conteúdos formais dessa disciplina.
(DIAS, 2010.)
Sobre essas questões ligadas à avaliação em filosofia, é necessário:
Entender de vez que as aulas de filosofia são sempre formais e, sendo assim, passíveis de serem avaliados apenas de forma objetiva, como acontece com as demais disciplinas escolares.
Aceitar a peculiaridade da disciplina filosófica de forma que haja um consenso de que não é necessário, ou mesmo possível, avaliar de forma objetiva em filosofia, pois o que vale é a opinião pessoal de cada um.
Admitir que há certa dificuldade em instaurar instrumentos avaliativos que verifiquem a aprendizagem dos conhecimentos específicos de filosofia, e que essa averiguação costuma ser feita privilegiando a história da filosofia.
Uniformizar de vez a questão de avaliação em filosofia, criando tipos padronizados de avaliação que sejam adotados em todo o território nacional, baseados apenas nos trabalhos, juris simulados, debates e questões objetivas.
Observe a imagem a seguir.

O estado de minas – charge. Disponível em: <https://www.em.com.br/charge/2023/11/6656485-confira-a-charge-do-estado-de-minas.html>. Acesso em: 20 jun. 2024.
A imagem acima é ilustrativa de uma das maiores discussões emergentes na filosofia sobre a relação cooperativa entre cérebro humano e tecnologias digitais na atualidade, especialmente sobre as possibilidades do amadurecimento da inteligência coletiva. Sob esta inteligência, centraliza-se o debate que abrange criticamente o hipercórtex vinculado ao modelo de economia da informação
semântica.
gramatical.
pragmática.
comunicativa.
linguística.
Em uma discussão sobre a relação entre fé e razão, o professor de filosofia propõe aos alunos uma situação hipotética: um filósofo cristão do século IV argumenta que a fé é necessária para se alcançar a verdade divina, mas que a razão, por si só, não pode compreendê-la completamente. Séculos depois, outro filósofo cristão afirma que a razão pode ser uma ferramenta para entender os mistérios da fé e que ambas, fé e razão, não são excludentes, mas complementares. Com base nessa situação hipotética, qual das afirmativas relaciona corretamente esses pensamentos filosóficos com seus respectivos autores?
O primeiro filósofo é São Tomás de Aquino, que defendeu a supremacia da fé sobre a razão.
O segundo filósofo é Santo Agostinho, que considerava a razão como o principal meio para entender a fé.
O segundo filósofo é São Tomás de Aquino, que argumentava que a fé e a razão são complementares e que a razão pode ser usada para esclarecer os ensinamentos da fé.
O primeiro filósofo é Santo Agostinho, que defendia que a fé precede a razão, mas essa pode ajudar a compreender melhor a fé; possuindo a razão um papel ilimitado, vez que é capaz de alcançar a verdade divina por si só.
Considerando a contribuição das aulas de Filosofia para o desenvolvimento do senso crítico, analise as seguintes afirmações:
I. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de pensar por si mesmo.
II. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de analisar criticamente as informações que se recebe.
III. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de formar suas próprias opiniões.
IV. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento do pensamento dogmático.
É correto o que se afirma em:
IV, apenas.
II e IV apenas.
I e II, apenas.
II, III e IV apenas.
I, II e III apenas.
O projeto político-pedagógico é um importante documento da escola porque
capacita seus membros a decidir livremente.
é elaborado pelos gestores da escola.
viabiliza a gestão democrática na escola.
define quais conteúdos devem ser trabalhados em sala de aula.
limita a intervenção das políticas públicas na ação da escola.
No que se refere à interdisciplinaridade no ensino de filosofia, assinale a opção correta.
Ao ensinar os diferentes períodos da história da filosofia, o professor de filosofia garante por si só a interdisciplinaridade.
A interdisciplinaridade da filosofia com outras áreas de conhecimento é garantida quando se estuda teoria do conhecimento e metafísica.
A interdisciplinaridade é efetivada quando se articula o que se pretende ensinar com um modo de ensinar que integra saberes de diferentes disciplinas.
A filosofia é um tipo de conhecimento inerentemente interdisciplinar, portanto não há como estabelecer interdisciplinaridade entre a filosofia e outras áreas do conhecimento.
A filosofia só pode estabelecer interdisciplinaridade com as disciplinas da área de ciências humanas e sociais aplicadas, pois, com as demais áreas, ocorreria um processo de transdisciplinaridade.
A gestão democrática na escola tem como princípio
a centralização das decisões nas regras e nos procedimentos administrativos, dando mais ênfase às tarefas do que às pessoas.
o poder e a autoridade, exercidos unilateralmente, enfatizando as relações de subordinação, retirando das pessoas o direito de pensar e decidir sobre seu trabalho.
a percepção do diretor como único responsável pelo êxito das ações do grupo sob seu comando e do baixo grau de participação das pessoas.
a visão de que a escola é uma estrutura totalmente objetiva, neutra e independente das pessoas.
o pressuposto de que a escola é uma construção social composta pelas subjetividades dos professores, alunos, pais, funcionários e integrantes da comunidade.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as competências específicas das ciências humanas e sociais aplicadas para o ensino médio incluem
I participar do debate público de forma crítica, respeitando diferentes posições e fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
II compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições.
III identificar e combater as diversas formas de injustiça, preconceito e violência, adotando princípios éticos, democráticos, inclusivos e solidários, e respeitando os direitos humanos.
Assinale a opção correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas o item II está certo.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece uma nova orientação curricular para a educação básica. Nesse documento, são indicadas as áreas de conhecimento, os componentes curriculares e as competências e habilidades fundamentais a serem desenvolvidas no processo pedagógico. Considerando a presença da filosofia na BNCC, é CORRETO afirmar:
A obrigatoriedade da disciplina de filosofia é garantida.
As competências e habilidades do componente curricular filosofia são apresentadas de modo explícito e detalhado.
A filosofia consta como componente curricular do ensino fundamental.
Constata-se uma diminuição de temas filosóficos como lógica e estética na BNCC.
Há um aumento da carga horária destinada à disciplina de filosofia.
Na visão histórico-cultural, a escola é concebida como espaço de relações sociais e humanas, por isso traz em si uma dimensão política e transformadora. Tal dimensão é manifestada quando
a escola se posiciona de forma neutra frente à sociedade.
a educação trata os alunos como sujeitos históricos.
os docentes são antiéticos frente aos estudantes.
a instituição ignora a formação integral do ser humano.
a escola reproduz a ideologia dos grupos dominantes.
A adoção do “método dos geômetras” faz da filosofia inicialmente um jogo de hipóteses. Se até o final o conhecimento permanecer como esse jogo, ele permanecerá no âmbito do provável, do possível, do hipotético – não chegará à certeza. Desse modo, a escalada do conhecimento somente resultará na garantia da verdade se, no final, depois de percorridas todas as hipóteses, levar ao absoluto, ao necessário, ao não-hipotético. Considera-se que, usando o conhecimento dialético, o filósofo pode atingir as essências eternas. E, seguindo as articulações que ligam determinadas essências a determinadas essências, vai conquistando essências cada vez mais gerais. Até que, por fim, contempla aquele absoluto, uma superessência.
(REZENDE, Antônio. Curso de Filosofia [...]. 13ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. p. 62.)
O texto anterior refere-se à(ao)
pensamento moral do marxismo.
ideia do bem, segundo o platonismo.
apreensão do conhecimento em Piaget.
essência da alma humana no pragmatismo.
O que justifica a presença da filosofia como disciplina no currículo do ensino médio é a oportunidade que ela oferece aos jovens estudantes de desenvolverem um pensamento crítico e autônomo. Em outras palavras, a filosofia permite que eles experimentem um “pensar por si mesmos” [...] A filosofia “desnaturaliza” nosso pensamento cotidiano, fazendo com que nós coloquemos sob suspeita, sob interrogação, nos fazendo “pensar o próprio pensamento”. E, com isso, nos permite produzir um pensamento melhor elaborá-lo, com melhores fundamentos, mais crítico.
(GALLO, 2003, p. 43.)
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o estudante, especificamente de ensino médio, em relação à filosofia:
Precisa exercer a liberdade de escolher estudar ou não a filosofia, já que a maioria dos discentes não veem de fato uma utilidade prática ou mesmo teórica nessa disciplina.
Pode ser orientado tanto na aula própria de filosofia quanto em aulas de filosofia integradas a outras ciências aplicadas, tais como: filosofia da ciência; filosofia da matemática, e assim por diante.
Precisa ser conectado a um novo tipo de conhecimento filosófico, antenado com as novas tecnologias e totalmente dissociado de temas e ou teorias filosóficas ligadas a autores mais tradicionais.
Deve ter a oportunidade de desenvolver competências e habilidades filosóficas, tais como: elaborar de modo reflexivo, debater, investigar, compreender, argumentar, contextualizar, articular conhecimentos, dentre outros.
De acordo com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio voltadas ao conhecimento filosófico, quando consideradas as competências e habilidades a serem desenvolvidas pelos estudantes, a contribuição mais importante da filosofia é:
Dirimir eventuais problemas de autoestima dos discentes.
Fazer o estudante deliberar sobre a melhor forma de comportar-se em sociedade.
Aprimorar o senso de oportunidade para agir em sociedade sem prejuízo particular.
Fazer o estudante aceder a uma competência discursivo-filosófica.
Definir os limites do certo e do errado no reduto escolar.
Segundo Lorieri (2002), o “trabalho com a Filosofia no ensino fundamental e no ensino médio deve haver, também, a busca do desenvolvimento do pensamento reflexivo, crítico, rigoroso, profundo, abrangente e criativo, bem como a busca do desenvolvimento do ‘gosto’”. Em relação a essa última dimensão, o autor indica que
não é só o gosto por elas que se deve buscar e, sim, a não-escamoteação dessas temáticas e das questões que elas suscitam.
não é só o gosto por elas que deve buscar e, sim, a redução da filosofia a questões de interesses pessoais individualizados.
não é só o gosto por elas que deve buscar e, sim, a escamoteação dessas temáticas e das questões emergentes.
não é só o gosto e, sim, a redução da filosofia a um debate simples e superficial.
não é só o gosto e, sim, a ideologização pedagógica docente.
Assinale a alternativa que NÃO se relaciona com os princípios e fundamentos dos parâmetros curriculares nacionais.
Na realidade brasileira, a profunda estratificação social e a injusta distribuição de renda são entrave para o exercício da cidadania para parte da população.
Na sociedade democrática o processo educacional pode ser instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade.
É papel do Estado democrático investir na escola, para que ela prepare e instrumentalize crianças e jovens para o processo democrático.
O exercício da cidadania exige o acesso de todos à totalidade dos recursos culturais relevantes para a participação na vida social.
é papel preponderante da escola propiciar o domínio dos recursos capazes de levar à discussão dessas formas e sua utilização crítica na perspectiva da participação social e política.
“O homem pode ser oposto a si mesmo de duas maneiras: como selvagem, quando seus sentimentos imperam sobre seus princípios, ou como bárbaro, quando seus princípios destroem seus sentimentos. O homem cultivado faz da natureza uma amiga e honra sua liberdade.”
Adaptado de SCHILLER, Friedrich. A educação estética do homem. São Paulo: Iluminuras, 1989.
Com base no trecho acima, é correto afirmar que
o homem cultivado é aquele que consegue submeter racionalmente os seus impulsos sensíveis.
o homem vem a ser mais humano na medida em que consegue conciliar racionalidade e sensibilidade.
o homem alcança a liberdade quando reconhece que os princípios devem ser suprimidos em favor da natureza.
o homem selvagem está mais próximo de sua realização plena como humano do que o homem bárbaro.
o homem encontra na sensibilidade exacerbada o duplo risco de cair na selvageria e na barbárie.
Já nas diretrizes para o ensino da Filosofia do Parecer de nº 277/62, realizada em 1962, procurava-se um princípio para nortear o curso de graduação no sentido de formar professores de filosofia altamente qualificados para introduzir os alunos do 2º grau na atividade crítico-reflexiva (licenciatura) e o de formar profissionais capazes de levar adiante, em outras áreas de atividade, a pesquisa filosófica e a reflexão crítica. Estava em questão o problema da flexibilidade e da diversificação aliado, em geral, à intenção de reforço de um ensino voltado mais para o rigor da formação que para o volume da informação. Mas é essa a dificuldade para o professor de Filosofia. Ensinar Filosofia: mas qual Filosofia. E se não há conteúdos, procedimentos e estratégias e o que deve ser ensinado: o que pode ser ensinado; como ensinar? Diante dessa questão, assinale a alternativa correta.
A elevação do senso comum à consciência crítica é um dos elementos centrais do significado e do conhecimento filosófico, além de ser também uma de suas principais razões de ser. Essa elevação da consciência sustenta a necessidade de ensinar conteúdos de Filosofia na escola e fazer a experiência do filosofar, promovendo as discussões e trocas e desenvolvendo o senso crítico
Articular os problemas tipicamente filosóficos com questões emergentes da experiência, sem levar em conta a situação cultural, mas apenas captando o imaginário dos alunos
Usar valores, crenças, justificações, os "eu acho que" e liberá-los em conversas e discussões sem sistematizá-los, teorizá-los, mas buscando a manifestação emocional dos aluno
Aproveitar a orientação dos estudantes para a Filosofia dado que o jovem tem sede da verdade
Deixar a situação livre na sala de aula, sendo o conteúdo determinado pelos próprios alunos
Considerando a melhor compreensão do papel da filosofia como elemento constitutivo da ação pedagógica, assinale a alternativa INCORRETA.
O ensino da filosofia é importante porque ela nos ajuda a entender melhor o próprio sentido de nossa existência.
A filosofia é uma forma de pensar que nos possibilita compreender melhor quem somos, em que mundo vivemos.
O papel da filosofia contribui para que o jovem compreenda o sentido de sua própria experiência existencial e, também, o trabalho em conjunto com as demais disciplinas.
O ensino da Filosofia é legítimo na medida em que serve de subsídios para a compreensão da experiência atual do indivíduo.
A Filosofia não faz a interdisciplinaridade, isto é, a ligação entre uma disciplina e outra.
No contexto da área de ciências humanas e sociais aplicadas, ao filosofar, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver um pensamento crítico, de forma conceitual e organizada.
Certo
Errado