Questões de Concurso sobre Filosofia e Educação

 
 
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O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.


(Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)


Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a


A

função do professor é impor práticas disciplinadoras.


B

prática educativa abre-se ao diálogo e à interpelação.


C

docência filosófica se realiza pela reprodução dos clássicos.


D

prática escolar objetiva sobretudo a preservação do status quo.


E

realidade institucional limita o papel da atividade filosófica.

Cada concepção de filosofia supõe um recorte de temas e uma proposta de acesso à filosofia (de transmissão ou ensino) porque vincula o que e o como ensinar de uma maneira particular. A formação que se teve impõe, mal ou bem, um que de leituras filosóficas canônicas e um como ensinar. Mas destaquemos que se trata de “leituras”, ou seja, de seleções e interpretações que foram feitas pelos professores que se teve. Com o gosta de dizer Jorge Larrosa, cada um de nossos professores nos transmitiu a “sua biblioteca”, e também nos transmitiu uma forma de ler seus livros e uma forma de fazer pública essa leitura e, portanto, essa interpretação. Isso é o que nos “formou” em grande medida como filósofos ou filósofas e como professores ou professoras de filosofia.


(Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)


Segundo Cerletti, a ideia de que cada professor transmite a “sua biblioteca” indica que a formação filosófica


A

reduz-se ao acúmulo de informações factuais sobre autores e doutrinas, sem impacto real na formação do olhar filosófico do estudante.


B

depende sobretudo da incorporação de tradições institucionais estáveis, que asseguram continuidade acima da singularidade do professor.


C

resulta de um processo objetivo e neutro, em que os conteúdos filosóficos circulam independentemente das interpretações dos professores.


D

apoia-se na uniformidade das leituras transmitidas, já que os professores compartilham dos mesmos filtros e referências.


E

constitui-se a partir de escolhas interpretativas que configuram não só conteúdos, mas também modos de leitura e exposição que marcam o percurso do estudante.

O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, vale colocar a História da Filosofia em afroperspectiva. Em linhas bem gerais, uma abordagem filosófica afroperspectivista é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos e com uma preocupação especial para a reabilitação e incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada. Em outros termos, um tipo de ação afirmativa no campo epistêmico.


(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)


Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a


A

relação entre revisão historiográfica e práticas menos hierarquizadas.


B

indiferença diante das conexões entre filosofia e experiências históricas.


C

preservação de fronteiras entre produção acadêmica e mudanças sociais.


D

valorização da dimensão teórica sem implicações concretas na vida social.


E

produção de consensos teóricos desconsiderando tensões conceituais históricas.

Segundo a RESOLUÇÃO Nº 7, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2010 no Art. 6º Os sistemas de ensino e as escolas adotarão, como norteadores das políticas educativas e das ações pedagógicas, os seguintes princípios:


I – _____: de justiça, solidariedade, liberdade e autonomia; de respeito à dignidade da pessoa humana e de compromisso com a promoção do bem de todos, contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifestações de preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

II – _____: de reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania, de respeito ao bem comum e à preservação do regime democrático e dos recursos ambientais; da busca da equidade no acesso à educação, à saúde, ao trabalho, aos bens culturais e outros benefícios; da exigência de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que apresentam diferentes necessidades; da redução da pobreza e das desigualdades sociais e regionais.

III – _____: do cultivo da sensibilidade juntamente com o da racionalidade; do enriquecimento das formas de expressão e do exercício da criatividade; da valorização das diferentes manifestações culturais, especialmente a da cultura brasileira; da construção de identidades plurais e solidárias.


Assinale a opção que corretamente preenche as lacunas:


A

Culturais; Éticos; Morais.


B

Éticos; Estéticos; Sociais.


C

Éticos; Políticos; Estéticos.


D

Políticos; Democráticos; Legais.


E

Humanos; Políticos; Morais.

A educação escolar, ao considerar a diversidade dos alunos como elemento essencial para a aprendizagem, atende às necessidades singulares de determinados alunos, analisa as possibilidades de aprendizagem de cada um e avalia a eficácia das medidas adotadas. Estar atento à diversidade é considerar:


A

Dar atenção somente aos alunos com dificuldades de aprendizagem, ignorando os demais.


B

Focar apenas nas capacidades intelectuais e no desempenho acadêmico do aluno, sem levar em conta interesses ou motivações.


C

Tratar todos os alunos da mesma forma, aplicando métodos e conteúdos idênticos.


D

Não só as capacidades intelectuais e os conhecimentos de que o aluno dispõe, mas também seus interesses e motivações. Esse conjunto constitui a capacidade geral do aluno para aprendizagem em um determinado momento.


E

Reduzir a diversidade a um problema que deve ser uniformizado para facilitar o ensino.

Para que uma aprendizagem significativa possa acontecer, é necessário investir em ações que potencializem a disponibilidade do aluno para a aprendizagem. Alguns fatores interferem diretamente na disponibilidade para a aprendizagem.


Assinale a alternativa que apresenta corretamente esses fatores:


A

Conhecimento do objetivo da atividade pelo aluno, atividades desafiadoras e com nível de complexidade adequado, tempo adequado para realização das atividades.


B

Aplicação de atividades iguais para todos os alunos, independentemente do nível de dificuldade ou interesse.


C

Concentração apenas no conteúdo programático, sem considerar objetivos ou desafios para o aluno.


D

Realização de atividades rápidas, sem espaço para reflexão ou aprofundamento.


E

Avaliação constante apenas do desempenho final, sem atenção ao processo de aprendizagem.

O ser humano é o animal que traz consigo, pela linguagem, o acesso a si mesmo como humanidade, podendo recorrer sempre a essa fonte de projeção de si para analisar aquilo que lhe antecedeu, mediante os seus interesses e também mediante aquilo que lhe é apresentado como sendo do humano, esse animal separado dos outros animais. A educação é o processo pelo qual esse ser retoma as ações e as figuras humanas segundo o que elas fizeram e como contribuíram nesse processo ininterrupto. A filosofia por sua natureza de amante da sabedoria, despertando o interesse do humano pelo conhecimento através do exercício do pensar, busca contribuir para a realização desse processo educativo mediante o ensino pautado


A

na avaliação dos instrumentos de escolarização dos conteúdos, de modo a sempre buscar a renovação do aprendizado.


B

na construção do conhecimento mediante formas morais aceitas, centrando o indivíduo na sua única identificação com a cultura.


C

na contemplação das formas perfeitas de aprender o que é correto para bem estabelecer projetos econômicos de vida e de trabalho.


D

nos estudos dos clássicos filosóficos para compor um acervo referencial de pesquisa e dissertação dos temas da área.


E

no pensamento argumentativo, analítico e crítico que também possa dar conta dos problemas contemporâneos.

O professor-filósofo e seus estudantes-filósofos-potenciais conformam um espaço comum de recriação no qual as perguntas se convertem em problemas que olham duas direções: para a singularidade de cada um no perguntar-se (e a busca pessoal de respostas) e para a universalidade do perguntar filosófico (e as respostas que os filósofos se deram ao longo do tempo). Em um curso filosófico, essas direções confluem e se alimentam mutuamente. O resultado possível desse encontro é que ensinar Filosofia, então, nunca terá garantias de que alguém “aprenda” a ser “um filósofo”, ao menos do modo como o professor deseja. O que um bom professor tentará fazer é criar as condições para que talvez se dê um “amor”.


CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009 (adaptado).


Uma professora da 2ª série do Ensino Médio, ao compreender que o estudante é um filósofo em potencial, organiza suas aulas adotando a aprendizagem baseada em problemas como metodologia de ensino. Ao selecionar o modo de avaliar os estudantes, ela opta por um sistema no qual


A

a nota seja baseada no resultado final da intervenção pedagógica.


B

a autoavaliação e a avaliação atribuída pela professora compõem o resultado final.


C

o estudante seja submetido a uma autoavaliação após concluir a ação pedagógica.


D

o cômputo da nota seja feito com base nos diferentes pesos das etapas de aprendizagem.

Após discorrer sobre o conteúdo do texto, um professor de filosofia do Ensino Médio propõe como atividade para suas aulas a realização de um diálogo acerca de um problema filosófico. Para isso, os estudantes devem seguir os critérios socrático-platônicos que definem o expediente dialógico como


A

consequência aporética do método dialético, que se diferencia da pluralidade argumentativa dos sofistas.


B

concepção da realidade como movimento dialético, que se diferencia do ceticismo inerente à técnica dos sofistas.


C

implicação política do raciocínio de natureza dialética, que se diferencia da defesa da democracia realizada pelos sofistas.


D

aspiração dialética à universalidade das definições, que se diferencia das construções argumentativas dos sofistas.

A filosofia, portanto, é uma luta constante contra nossa ignorância e ocorre quando chegamos a perceber que algo contradiz nossas certezas, nossas convicções, algo que levanta problemas que abalam nossa confiança no que tranquilamente acreditávamos saber.


Armijos Palácios, G. (2013). O ensino de filosofia e a "situação problema". In M. Carvalho & G. Cornelli (Orgs.). Ensinar Filosofia. v.1 (pp. 195-203). Cuiabá: Central de Texto.


Com base nessa perspectiva e acerca do ensino filosófico e de suas implicações no processo de formação crítica dos estudantes, assinale a alternativa correta.


A

A prática docente em Filosofia exige neutralidade interpretativa, evitando que os estudantes interfiram com experiências de vida nos debates filosóficos, sob risco de comprometer a precisão conceitual das teorias.


B

A presença da Filosofia no currículo escolar exige a adoção de manuais técnicos e de linguagem especializada, pois apenas a exposição literal dos textos clássicos garante a autenticidade do saber filosófico.


C

O ensino filosófico encontra sua plena eficácia quando se limita ao conteúdo histórico dos sistemas filosóficos, desconsiderando os atravessamentos éticos, sociais e linguísticos que permeiam o cotidiano dos aprendizes.


D

A metodologia filosófica escolar deve prescindir da problematização dos saberes prévios dos estudantes, visto que esses não se harmonizam com a tradição racional do pensamento filosófico ocidental.


E

O ensino da Filosofia na educação básica exige o enfrentamento das tensões entre sistematização conceitual e vivência subjetiva, cabendo ao educador mediar um espaço dialógico que permita a apropriação ativa do pensamento filosófico em contextos culturalmente situados.

“A despeito de uma transformação histórica no âmbito de sua competência explicativa — em parte devida à sua enorme fertilidade em gerar novos saberes -, o pensamento filosófico resiste precisamente porque não abandona seu motivo originário”.


O trecho acima, retirado do documento Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), voltados às ciências humanas, destaca a presença contínua da busca inicial do saber filosófico que inspirou os gregos. De acordo com o referido documento, é correto afirmar que a Filosofia nasceu com a declarada intenção de


A

conciliar o saber mítico e o conhecimento racional.


B

produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios técnicos.


C

buscar o Verdadeiro, o Belo, o Bom.


D

produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios empíricos.


E

sua inutilidade, isto é, o que caracteriza a filosofia é a intenção de nada buscar.

De modo a propor um debate contemporâneo com seu estudantes do 2º ano do Ensino Médio, uma professora de Filosofia apresenta uma reportagem sobre o uso de reconhecimento facial em escolas públicas para fins de segurança. Alguns estudantes se mostram entusiasmados com a aplicação da tecnologia, enquanto outros demonstram preocupação com possíveis abusos e perda de privacidade. A professora aproveita o debate para introduzir uma questão filosófica: “Toda inovação científica deve ser adotada simplesmente porque é possível?”


Qual aprendizado a professora busca promover em seus estudantes com a atividade planejada?


A

Compreender as leis científicas como verdades independentes dos fatores históricos e sociais.


B

Problematizar a crença no progresso científico como neutro e necessariamente benéfico.


C

Reconhecer o desenvolvimento tecnológico como uma resposta definitiva aos problemas sociais e humanos.


D

Analisar as diferenças conceituais entre ciência aplicada e ciência básica no contexto escolar.


E

Valorizar a ciência como única forma legítima de conhecimento na contemporaneidade.

A LDB (Lei 9.394/1996), em seu artigo 3º, estabelece os princípios que orientam a educação no Brasil. Um desses princípios afirma que a educação deve se basear na: “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola” (art. 3º, I).


Diante desse princípio, qual é a implicação para o trabalho docente?


A

O professor deve priorizar os alunos com melhor desempenho, garantindo eficiência nos resultados escolares. Reprovações e resultados fracos são inadmissíveis no sistema atual de educação.


B

O papel exclusivo do professor é transmitir conhecimento, sem responsabilidade pelo acesso ou permanência do estudante.


C

A igualdade de condições significa oferecer conteúdos idênticos para todos, de modo a diminuir e mesmo extinguir as diferenças socioculturais.


D

O princípio se aplica apenas ao ensino público, não sendo relevante na rede privada.


E

O professor deve garantir práticas pedagógicas que promovam não apenas o acesso, mas também a permanência e o sucesso dos estudantes no processo de aprendizagem.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) a respeito do ensino de filosofia no Ensino Fundamental.


( ) O ensino de filosofia é obrigatório nos anos finais do ensino fundamental.

( ) O ensino de filosofia pode estimular a formação ética, além de fortalecer valores sociais, tais como a solidariedade.

( ) Em face à limitação dos estudantes de Ensino Fundamental, o ensino de filosofia deve ser restrito à história da filosofia, sem a promoção de análises reflexivas.

( ) O ensino da história da filosofia é incompatível com a formação crítica, tendo em vista que estimula apenas a memorização de conceitos filosóficos surgidos ao longo do tempo.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.


A

V • V • V • V


B

V • F • F • F


C

F • V • F • V


D

F • V • F • F


E

F • F • F • F

“Embora educadores do renome de um Dermeval Saviani afirmem que exista uma especificidade epistemológica própria da educação, quero defender aqui o contrário. E, para ser mais ousado, vou afirmar que a grandeza da educação reside justamente nesta falta de especificidade, o que faz dela uma área aberta” (GALLO, S. Filosofia e formação do educador: os desafios da modernidade. In: BICUDO, Maria Aparecida Viggiani; SILVA JÚNIOR, Celestino Alves (Org.). Formação do educador e avaliação educacional. São Paulo: UNESP, 1996. v. 2).


O trecho apresentado aponta a crítica feita por Sílvio Gallo, importante filósofo da educação brasileiro, a um paradigma educacional cientificista e pretende conferir à educação uma abertura a outros saberes. Dessa forma, o autor defende um paradigma cuja tônica seja:


A

Positivista.


B

Interdisciplinar.


C

Transversal.


D

Cosmopolita.


E

Intuitivista.

Ano: 2024
Prova: Instituto Consulplan - SEED PR - Professor - Área: Filosofia - 2024

Joana é professora de filosofia e propôs aos seus alunos uma reflexão sobre a diferença entre lógica e dialética. Ela explicou que a lógica formal se concentra na estrutura dos argumentos e a dialética tem um objetivo mais amplo. Com base na relação entre lógica e dialética, assinale a afirmativa correta.


A

A lógica e a dialética são sinônimas, pois ambas focam na análise da forma dos argumentos.


B

A lógica e a dialética tratam exclusivamente de discussões políticas, limitando-se a debates sobre o poder e a justiça.


C

A dialética é uma extensão da lógica simbólica que utiliza símbolos matemáticos para refutar argumentos inconsistentes.


D

A lógica busca identificar a validade formal dos argumentos; a dialética explora a interação entre ideias opostas para gerar sínteses.

As formas de avaliação escolar passaram por várias transformações ao longo da história da educação brasileira. Assinale a opção que apresenta uma característica de avaliação na perspectiva crítica.


A

Fundamenta-se no paradigma construtivista.


B

O avaliador exerce papel de juiz.


C

Enfatiza o resultado (produto).


D

Enfatiza a memorização.


E

O aluno é avaliado pelo seu comportamento em sala de aula.

Durante uma aula sobre teorias filosóficas, o professor apresenta a seguinte situação para discussão: em uma sociedade fictícia, as classes trabalhadoras lutam contra as elites dominantes para conquistar melhores condições de vida. No entanto, essa luta não é apenas econômica, mas também envolve questões culturais, sociais e políticas, que são influenciadas pelos modos de produção dessa sociedade. Em outro momento da discussão, o professor propõe uma reflexão sobre a experiência subjetiva dos indivíduos e como o mundo se apresenta a eles, sugerindo que a consciência do ser humano é formada a partir da sua relação direta com o mundo, sem mediações externas. Com base na situação apresentada, qual das afirmativas a seguir associa corretamente as correntes filosóficas com os exemplos fornecidos pelo professor?


A

A primeira parte da discussão reflete o materialismo histórico e dialético de Karl Marx, enquanto a segunda parte está alinhada ao existencialismo de Jean-Paul Sartre, que valoriza a liberdade individual acima de todas as determinações históricas.


B

A primeira parte da discussão se relaciona à fenomenologia de Heidegger, que explora a existência e a angústia humana, enquanto a segunda parte reflete o materialismo dialético de Engels, que defende a interpretação econômica da história.


C

A primeira parte da discussão está relacionada à fenomenologia de Edmund Husserl, que foca na experiência direta do sujeito, enquanto a segunda parte reflete o materialismo histórico de Karl Marx, com ênfase nas transformações sociais e econômicas.


D

A primeira parte da discussão está de acordo com o materialismo histórico e dialético de Karl Marx, que enfatiza a luta de classes e as condições materiais da produção, enquanto a segunda parte está alinhada à fenomenologia de Edmund Husserl, que valoriza a experiência subjetiva do ser.

Avalie o(s) enunciado(s) a seguir, de acordo com a obra de Kohan (2002):


I. O ensino de filosofia deve provocar experiências de leitura que transformem a relação dos alunos com a filosofia.

II. Kohan defende que a filosofia deve ser ensinada de forma apologética e condenatória.

III. A obra discute a importância de pensar diversas formas de conceber a filosofia e uma pluralidade de sentidos para ensiná-la.

IV. Kohan argumenta que a filosofia deve ser ensinada apenas como um conjunto de verdades afirmativas e negativas.

V. A obra sugere que o ensino de filosofia deve incomodar as verdades adormecidas e promover uma reflexão crítica.


Estão CORRETOS:


A

Apenas I, III e V.


B

Apenas II, IV e V.


C

Apenas I, II e III.


D

Apenas III, IV e V.


E

Apenas I, II e IV.

Durante uma reunião pedagógica, os professores de uma escola discutem os desafios do processo de ensino-aprendizagem no contexto da pós-modernidade. Um deles levanta a questão de que, na atual era pós-moderna, os alunos tendem a questionar a autoridade do conhecimento tradicional e buscam por abordagens mais flexíveis e adaptáveis ao seu contexto social. Outro professor sugere que as novas tecnologias e a pluralidade de informações fragmentam o conhecimento, dificultando o papel do professor como mediador. Um terceiro professor acredita que o conceito de “verdade única” está sendo substituído por uma multiplicidade de perspectivas, o que exige que o professor adote uma postura mais crítica e reflexiva em sala de aula. Com base nas teorias filosóficas da pós-modernidade, qual afirmativa melhor reflete os desafios enfrentados pelos professores no processo de ensino-aprendizagem?


A

Na pós-modernidade, os alunos aceitam o conhecimento tradicional de forma acrítica, e o papel do professor é essencialmente o de transmitir informações sem contestação.


B

A era pós-moderna reforça a noção de uma verdade única, onde o professor deve orientar os alunos a aceitarem e compreenderem o conhecimento preestabelecido pelas instituições tradicionais.


C

A pós-modernidade exige que o professor adote uma postura flexível, crítica e reflexiva, reconhecendo que o conhecimento é fragmentado e que os alunos estão expostos a múltiplas perspectivas e informações.


D

O processo de ensino-aprendizagem na pós-modernidade torna-se obsoleto, uma vez que os alunos podem acessar todas as informações necessárias por meio da tecnologia, eliminando a necessidade do professor como mediador do conhecimento.

 
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