Questões de Concurso sobre Filosofia e Educação

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
383 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Uma professora de filosofia, após debater com os estudantes situações de violência na escola, propõe o exame de textos filosóficos para refletir sobre o problema. Nesse contexto, conduz a leitura do texto, adequado a essa proposta didática, porque situa a violência nos termos da


A

indisposição originária da humanidade para a sociabilidade, pela qual os seres humanos adquirem senso moral, o que implica uma concepção de naturalidade da violência.


B

carência ontológica na natureza da humanidade, pela qual os seres humanos não são sumariamente bons, o que não implica uma concepção fatalista de violência.


C

corrupção da alma humana por inclinação corporal, pela qual se nega a espiritualidade, o que implica uma concepção de violência desvinculada da alma humana.


D

ausência da mediação necessária ao salto espiritual para a fé, pela qual se recupera a humanidade original, o que não implica uma concepção de violência associada ao livre-arbítrio.

TEXTO 1


E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.


RICOEUR, P. História e verdade.

Rio de Janeiro: Forense, 1968.


TEXTO 2


O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.


GALLO, S. A escola pública numa perspectiva

anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).


O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?


A

A obediência às regras escolares por parte dos estudantes implica na renuncia aos próprios questionamentos.


B

O engajamento social na elaboração e na institucionalização de regras escolares por parte da sociadade é necessário para que se tenha a educação pública almejada.


C

O seguimento das regras escolares, da perspectiva dos estudantes, compara-se à guerra, no que diz respeito ao sacrifício.


D

O respeito às regras escolares, mesmo contra a vontade dos estudantes, deve ser observado, em virtude do seu carater de neutralidade.

As relações interpessoais, as relações intersubjetivas e as relações grupais aparecem com a função de ocultar ou de dissimular as relações sociais enquanto sociais e as relações políticas enquanto políticas, uma vez que a marca das relações sociais e políticas é serem determinadas pelas instituições sociais e políticas, ou seja, são relações mediatas, diferentemente das relações pessoais, que são imediatas, isto é, definidas pelo relacionamento direto entre pessoas, e por isso mesmo nelas os sentimentos, as emoções, as preferências e os gostos têm papel decisivo.


CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.

São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.


Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:


A

Discutir com os estudantes textos filosóficos que fundamentam o conceito de intersubjetividade, tendo por base a fenomenologia.


B

Refletir sobre exemplos de meios de comunicação que indiquem aos estudantes a distinção entre opinião pública e privada, como jornais impressos e investigativos.


C

Analisar filmes que esclareçam sobre como a ideia de democracia está baseada nos sentimentos e nas emoções das pessoas que compõem as instituições e a sociedade.


D

Apresentar exemplos de postagens em redes sociais, explicitando como elas podem funcionar como meio de expressão de ideias institucionais e políticas.

Em uma aula de filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, o professor fez uma introdução ao pensamento de Theodor Adorno relacionando-o com o filme A onda (Die Welle, 2008). O filme retrata um experimento conduzido por um professor que, ao ensinar sobre autocracia, leva seus estudantes a vivenciarem um regime autoritário dentro da sala de aula. O grupo adota símbolos e comportamentos autoritários, mas o experimento sai do controle, revelando como o autoritarismo pode emergir em contextos democráticos. Alguns estudantes se identificaram com o filme e trouxeram relatos de comunidades das quais participam na internet, cujos discursos lembram os de grupos extremistas e radicais. Diante dessa situação, uma intervenção pedagógica vinculada ao pensamento de Adorno e que analise a adesão aos grupos extremistas é:


A

Abrir um espaço de escuta para que os estudantes expressem suas vivências e opiniões sobre os grupos on-line, a fim de constituir um pensamento único, coibir discursos de ódio e valorizar a diversidade.


B

Aprofundar o estudo de diferentes regimes políticos ao longo da história, utilizando o filme A onda para identificar as causas e as consequências do autoritarismo em diversos contextos sociais.


C

Organizar um projeto de pesquisa interdisciplinar com outras áreas do conhecimento, como Sociologia e História, para investigar a formação de identidades coletivas e a dinâmica de polarização em ambientes digitais.


D

Desenvolver um estudo aprofundado sobre as ideias e os fundamentos dos discursos extremistas, analisando criticamente os seus fundamentos filosóficos e as estratégias de persuasão utilizadas para atrair adeptos.

A presença da Filosofia como disciplina filosófica no currículo do Ensino Médio nunca esteve separada das questões políticas de Educação para o Brasil. A supressão da sua presença no período da ditadura militar, assim como a sua volta mediante a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, Lei 9394/96, dizem dos projetos políticos em curso no país e também da oferta de conteúdos formativos às gerações em processo de escolarização. Assim, compreende-se a implantação do chamado Novo Ensino Médio que, em nome e no desejo de melhorar o sistema educacional do Brasil, trouxe a flexibilização de cargas horárias para os currículos, mediante o interesse do público estudantil matriculado nas unidades escolares, oculta um problema que tensiona a formação de professores e professoras de filosofia diante da


A

dificuldade de encontrar docentes que desenvolvam as perspectivas pedagógicas de ensino de filosofia mediante os objetivos da BNCC para a Educação Básica.


B

oferta de conteúdos e correntes filosóficas ligadas às futuras áreas de conhecimento, trabalho e atuação moral dos estudantes na formação universitária.


C

inserção das obras clássicas dos autores filosóficos no contexto das obras contemporâneas e suas perspectivas ligadas ao empreendedorismo em sala de aula.


D

integralização das disciplinas com o conteúdo filosófico, a fim de favorecer a transdisciplinaridade e transversalidade dos conteúdos formativos de natureza especulativa.


E

possibilidade de precarizar o desenvolvimento de um ensino de filosofia enquanto projeto formativo ético-político para dar lugar à oferta voltada a uma clientela específica.

Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.


EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.


Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na


A

aceitação dos prazeres efêmeros proporcionados pelas redes sociais, já que os desejos são naturais e necessários, sendo inútil combatê-los.


B

identificação de que a felicidade reside na necessidade de aprovação alheia e de desejos sensíveis imediatos, como ocorre nas redes sociais.


C

compreensão de que a busca por desejos sensíveis imediatos das redes sociais nos afasta da verdadeira felicidade, associada à serenidade do espírito.


D

assimilação da dor, da angústia e do medo causados pelas redes sociais como partes inextricáveis da vida, o que equivale ao conhecimento seguro de nossos desejos.

Usualmente, na linguagem ordinária, verdade e validade são tomadas como sinônimos. Diante de um bom argumento, diz-se que este é válido ou verdadeiro. Essa associação, contudo, não é correta do ponto de vista lógico, isso porque verdade é propriedade de sentenças e validade, de argumentos. Podemos então afirmar que um certo argumento é válido, dado que a suposta verdade das premissas nos obriga a aceitar a conclusão como verdadeira. Dito de outra forma, é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão, falsa.


VELASCO, P. N. Educando para argumentação: contribuições do ensino da Lógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2010 (adaptado).


Uma professora de filosofia elaborou com seu colega de Biologia uma avaliação interdisciplinar na qual uma das questões pedia aos estudantes que utilizassem esse texto a fim de identificar um argumento válido. Qual alternativa apresenta a questão a ser assinalada pelos estudantes?


A

Se um animal é mamífero, então ele tem ossos. Os lagartos têm ossos. Portanto, os lagartos não são mamíferos.


B

Se um ser vivo é uma bactéria, então ele tem apenas uma célula. Uma lombriga tem mais de uma célula. Portanto, uma lombriga não é bactéria.


C

Se um ser vivo é uma planta, então ele faz fotossíntese. A girafa não faz fotossíntese. Portanto, a girafa não é um ser vivo.


D

Se um ser vivo é uma bactéria, então ele é um microrganismo unicelular. A salmonela é um microrganismo unicelular. Portanto, a salmonela é um tipo de bactéria.

Em uma aula de filosofia para a 2ª série do Ensino Médio, uma professora apresentou algumas reflexões sobre o uso crescente de artefatos tecnológicos entre crianças, jovens e adultos. Com base nesses textos, qual atividade pedagógica é adequada para essa professora analisar o impacto da tecnologia na vida dos indivíduos?


A

Listar e investigar exemplos de redes sociais que promovem ações políticas e partidárias, para que os estudantes possam observar o grande número de perfis que estão vinculados ao progresso técnico-científico.


B

Pesquisar e experimentar o funcionamento dos algoritmos e das bolhas das redes sociais, analisando como os algoritmos personalizam os conteúdos e favorecem a repetição de determinadas ideologias.


C

Realizar entrevistas com colegas e analisar as opiniões obtidas sobre liberdade ou repressão exercida por meio dos artefatos tecnológicos e no uso de redes sociais, com o objetivo de identificar suas consequências emancipadoras.


D

Montar um mural digital e ilustrar as formas de eliminação da dominação social disseminadas pelas redes sociais e os artefatos tecnológicos, por meio do maior número de visualizações da diversidade de ideias e de informações.

Para que os estudantes sejam provocados a realizar uma análise crítica e coerente dos dados, o questionamento que contribui para problematizar essas informações é:


A

Como o acesso e a permanência na educação formal podem garantir que todos os indivíduos sejam igualmente competitivos no mercado de trabalho, independentemente das condições sociais e econômicas?


B

Quais são as principais estratégias para aumentar o número de mulheres negras em cargos gerenciais, de modo a garantir equidade racial nas ações de empreendedorismo feminino?


C

De que forma diferentes políticas públicas são eficazes para incentivar o empreendedorismo individual de forma a garantir igualdade de oportunidades na ocupação de cargos entre homens e mulheres, negros e brancos?


D

Como as concepções de capital humano e de empreendedor de si incidem sobre as desigualdades de gênero e de raça presentes nas mudanças do mercado de trabalho brasileiro?

Embora esse texto não mencione nenhum filósofo ou corrente de pensamento, sua utilização seria adequada na perspectiva de um fundamento teórico-metodológico do ensino de filosofia dispondo que


A

a reflexão filosófica deve ser introduzida preferencialmente por meio dos manuais de filosofia e dos textos de comentadores, que permitem a criação de pontes entre os estudantes e os textos dos filósofos.


B

a aula de filosofia se torna mais significativa quando se utiliza das vivências subjetivas, que passam a funcionar como ponto de ancoragem para as aquisições de novos saberes.


C

a docência de filosofia, no Ensino Médio, tem como prerrogativa promover a confrontação ideológica entre as várias gerações, propiciando uma compreensão da evolução histórica do ser humano.


D

a Filosofia deve ser pensada para atender a demandas relativas às inovações tecnológicas, que se encontram no centro do modo de vida contemporâneo.

Em uma aula de Estética, considerando as especificidades de estudantes surdos em uma turma de EJA, a abordagem didática adequada para favorecer a compreensão conceitual e a participação no processo de ensino e de aprendizagem consiste em


A

projetar a pintura e solicitar a interpretação de seus elementos visuais em um texto em português padrão.


B

propor uma análise visual da obra, com mediação em Libras e uso de recursos gráficos, articulando o conceito de sublime a experiências sensíveis.


C

solicitar a produção de um resumo sobre a teoria do sublime, com base na leitura prévia de um texto filosófico de Kant.


D

apresentar oralmente os aspectos técnicos do Romantismo alemão, com tradução simultânea em Libras por parte da intérprete.

TEXTO 1


Ser dialógico, para o humanismo verdadeiro, não é dizer-se descomprometidamente dialógico; é vivenciar o diálogo. Ser dialógico é não invadir, é não manipular, é não sloganizar. Ser dialógico é empenhar-se na transformação constante da realidade. Esta é a razão pela qual, sendo o diálogo o conteúdo da forma de ser própria à existência humana, está excluído de toda relação na qual alguns homens sejam transformados em “seres para outro” por homens que são falsos “seres para si”. O que se pretende com o diálogo, em qualquer hipótese (seja em torno de um conhecimento científico e técnico, seja de um conhecimento “ex-periencial”), é a problematização do próprio conhecimento em sua indiscutível reação com a realidade concreta na qual se gera e sobre a qual incide, para melhor compreendê-la, explicá-la, transformá-la.


FREIRE, P. Extensão ou comunicação? São Paulo: Paz e Terra, 2006.


TEXTO 2


Fato ou fake: como os criadores de fake news tentam enganar você?


Segundo os especialistas, as mensagens falsas são feitas para chamar a atenção das pessoas. Por isso, é comum que elas tenham teorias da conspiração, informações bombásticas (e improváveis) e muitos emojis e exclamações. “Estudos de como as coisas viralizam na internet são enfáticos ao falar que uma desinformação ou qualquer conteúdo que crie comoção ou uma reação emotiva tende a viralizar. Quando essa comoção é de medo, de angústia, de raiva, tende a viralizar com mais sucesso comparada com uma emoção positiva”, diz um professor da Universidade da Virgínia e pesquisador de Harvard, nos Estados Unidos.


VELASCO, C.; ROCHA, G.; DOMINGOS, R. Disponível em: https://g1.globo.com.

Acesso em: 28 maio 2025 (adaptado).


Ao promover um debate entre os estudantes sobre o uso abusivo de redes sociais digitais, um professor orienta que eles discutam sobre as consequências dessa dependência tecnológica e sistematizem os resultados desse debate na produção coletiva de um texto. Esse procedimento está em conformidade com as perspectivas de Paulo Freire, pois


A

analisa as relações humanas como fundamentais para a constituição de uma postura problematizadora, favorecendo a produção do conhecimento e a formação do sujeito autônomo.


B

protagoniza uma postura interacionista, colocando o indivíduo como centro de seu próprio mundo, respeitando a sua capacidade de fazer escolhas e o seu ritmo de aprendizagem.


C

investiga as relações que estão na base do desenvolvimento cognitivo, associando os níveis de aprendizagem a uma perspectiva sociointeracionista de aprendizado mediado.


D

reitera a ideia de que o arcabouço de conhecimentos seja livre de dogmas, desconectado da realidade prática do mundo, em detrimento das pessoas envolvidas no processo.

E isto porque a experiência é conhecimento dos singulares, e a ciência, dos universais; e, por outro lado, porque as operações e as gerações todas dizem respeito ao singular. Não é o Homem, com efeito, a quem o médico cura, se não por acidente, mas Cálias ou Sócrates, ou a qualquer um outro assim designado, ao qual aconteceu também ser homem. Portanto, quem possua a noção sem a experiência, e conheça o universal ignorando o particular nele contido, enganar-se-á muitas vezes no tratamento, porque o objeto da cura é, de preferência, o singular.


ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).


Esse trecho pode ser usado como modelo em sala de aula, visto que o ensino da filosofia


A

deve ser pensado considerando-se a universalidade do saber e da ciência em detrimento do conhecimento do particular, do singular.


B

considera que o aprendizado do estudante é acidental, pois, assim como na Medicina, o professor se dirige a cada estudante em sua particularidade.


C

considera o estudante, ao mesmo tempo, como uma pessoa com contexto social e histórico, e como um ser humano capaz de pensar universalmente.


D

deve ser pensado como uma cura que o médico leva ao paciente, comparando a posição de não saber do estudante como uma enfermidade.

Nas sociedades de controle, que cada vez mais parecem materializar-se diante de nossos olhos, a tônica dominante é, portanto, o controle permanente sobre os fluxos de informação, sobre os padrões de comportamento dos indivíduos, gerando relações de poder mais difusas e descentradas, mas, mesmo por isso, mais abrangentes e mais eficientes no processo de regulação social.


GALLO, S.; ASPIS, R. L. Ensino de filosofia e cidadania nas “sociedades de

controle”: resistência e linhas de fuga.

Pró-posições, n. 1, jan.-abr. 2010.


Com base no texto, uma intervenção pedagógica no contexto de sala de aula, como forma de resistência à sociedade de controle, deve estimular o(a)


A

invenção de novas estratégias existenciais pelos estudantes.


B

integração dos estudantes nas redes de informação e comunicação.


C

flexibilidade na gestão de ambientes de aprendizagem de acordo com as necessidades dos estudantes.


D

sensação de interconexão e interdependência dos estudantes com o corpo social.

A metodologia de ensino proposta por Silvio Gallo enfatiza a relação entre problema e conceito como o cerne do filosofar. Nesse sentido, estrutura-se em quatro momentos didáticos: sensibilização (afetação); problematização; investigação; e conceitualização. Quais das seguintes estratégias de problematização são apropriadas para que os estudantes de uma turma da 1ª série do Ensino Médio desenvolvam o “direito a seus próprios problemas” e experimentem o filosofar?


A

Propor a análise de dilemas éticos presentes em narrativas ficcionais, aproximando-os de situações cotidianas do ambiente escolar e/ou familiar, utilizando-os para suscitar investigações filosóficas.


B

Estimular a criação de um debate estruturado sobre uma questão geopolítica global, propondo que os estudantes fundamentem suas posições com argumentos baseados em diferentes teorias políticas e conceitos, como “biopoder” ou “hegemonia”.


C

Propor que os estudantes assistam a vídeos curtos e animados sobre anedotas de filósofos e, em seguida, façam desenhos ou histórias em quadrinhos que ilustrem essas anedotas, com o objetivo de despertar o interesse inicial pela Filosofia.


D

Visitar uma exposição de arte contemporânea ou um museu de ciências para solicitar aos estudantes que identifiquem e formulem problemas existenciais, relacionando-os com questões de identidade e alteridade em diversos contextos.

“Foi importante a interlocução com ideias e textos de Matthew Lipman, Jostein Gaarder, Agnes Heller, Lucien Goldmann, Georges Politzer, Marilena Chauí, Paulo Freire, Silvio Wonsovicz, dentre outras/os, na expectativa de que seria sim possível emergir um raciocínio filosófico das crianças e jovens no Ensino Fundamental, já que estas questões povoam seu cotidiano, em um período da vida de grande curiosidade intelectual”.


O texto acima, retirado do livro “Fica Filosofia! Pela permanência da disciplina nas escolas públicas de Porto Alegre” (2021), reproduz um trecho da entrevista do educador Silvio Rocha, um dos responsáveis pela introdução da Filosofia no currículo da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre (RME-POA), sendo a Rede pioneira na inclusão da Filosofia como componente curricular obrigatório no Ensino Fundamental. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a oferta de Filosofia


A

é obrigatória no Ensino Médio, mas as redes de ensino não são obrigadas a ofertá-la no Ensino Fundamental.


B

é obrigatória tanto no Ensino Fundamental como no Ensino Médio.


C

é obrigatória para todo o Ensino Básico nas redes públicas de educação, mas é uma disciplina de oferta facultativa nas redes privadas.


D

é obrigatória para o Ensino Básico nas redes privadas de educação, mas é uma disciplina de oferta facultativa nas redes públicas.


E

não é obrigatória em nenhuma etapa do Ensino Básico.

Durante uma aula de Filosofia no 2º ano do Ensino Médio, a professora exibe trechos do documentário “O dilema das redes” (Netflix, 2020), que discute os impactos éticos das tecnologias de vigilância e manipulação algorítmica nas redes sociais. O documentário reúne ex-funcionários de grandes empresas de tecnologia para revelar como algoritmos influenciam emoções, escolhas políticas e relações sociais. Após a exibição, ela propõe aos estudantes um debate orientado pelas seguintes perguntas:


• Como o uso de algoritmos interfere na autonomia do sujeito e na convivência democrática?

• Como essa situação se relaciona com os debates filosóficos sobre a responsabilidade no uso de dados pessoais?


Considerando a situação apresentada, qual propósito educativo orienta a atividade proposta pela docente ao exibir o documentário e conduzir o debate filosófico posterior com essas perguntas?


A

Favorecer a análise dos fundamentos epistemológicos clássicos em diálogo com a crítica contemporânea da técnica.


B

Desenvolver habilidades de pensamento por meio da análise lógica dos argumentos apresentados no documentário.


C

Promover a reflexão sobre as repercussões éticas da tecnologia na liberdade individual e na vida social.


D

Estimular a compreensão do papel da tecnologia digital na conservação e uso sustentável do meio ambiente.


E

Evidenciar os benefícios da tecnologia como expressão da razão instrumental nos contextos sociais atuais.

Um docente está planejando uma aula na qual irá trabalhar com seus estudantes o tema do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, e estabelece como objetivo de aprendizagem promover uma compreensão crítica do dilema entre desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Como provocação aos estudantes ele apresenta o seguinte excerto:


"Tendo em vista o grande desafio em garantir a manutenção do meio ambiente, com o constante avanço e desenvolvimento da humanidade e o uso ilimitado dos recursos naturais, nos perguntamos: como é possível manter o desenvolvimento social de forma ilimitada, com o uso de recursos naturais limitados? Não seria isso um paradoxo?"


Girotti, Marcio Tadeu. A insustentabilidade do desenvolvimento sustentável. Gestão, Inovação e Empreendedorismo, v. 1, n. 1, p. 46-58, ago. 2018. Disponível em: http://ojs.faculdademetropolitana.edu.br/index.php/revista-gestao-inovacao/article/view/13/6. Acesso em: 6 abr. 2025.


Qual das seguintes estratégias pedagógicas seria a mais adequada para alcançar esse objetivo?


A

Organizar um debate estruturado em que grupos de estudantes defendam diferentes perspectivas sobre o desenvolvimento sustentável, com base em teorias ecológicas e econômicas.


B

Exibir um documentário sobre catástrofes ambientais e pedir aos estudantes que redijam um relatório resumindo as consequências da exploração excessiva dos recursos naturais.


C

Explicar o conceito de desenvolvimento sustentável e solicitar que os estudantes identifiquem os princípios enunciados nos relatórios internacionais sobre o tema.


D

Pedir aos estudantes que pesquisem modelos históricos de exploração de recursos naturais e analisem quais obtiveram sucesso e quais causaram graves impactos ambientais.


E

Propor um experimento prático em que os estudantes simulem a gestão de recursos naturais em uma sociedade fictícia, apresentando um relatório com os resultados.

Durante uma aula de Filosofia no 2º ano do Ensino Médio, o professor a imagens de um edifício emblemático do brutalismo brasileiro.


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Foto por Felipe Lavignatti para o Arte Fora do Museu - www.arteforadomuseu.com.br


Alguns estudantes estranham o estilo e comentam que ele “não parece bonito”, ao que o professor aproveita para propor uma reflexão: “É possível pensar a beleza de uma obra que não busca agradar, mas impactar?” Em seguida, ele apresenta a concepção de beleza em Aristóteles, fundamentada nos princípios de harmonia, proporção e finalidade, e propõe aos estudantes uma reflexão sobre se – e de que modo – esses critérios podem ser aplicados à arquitetura contemporânea.


Ao relacionar uma obra arquitetônica contemporânea com a concepção clássica de beleza, o professor está promovendo uma abordagem filosófica voltada para:


A

demonstrar a superioridade dos modelos clássicos de beleza frente às manifestações modernas.


B

analisar a função prática da arte como elemento decorativo ou de impacto emocional na vida urbana.


C

identificar as regras formais que definem o estilo brutalista segundo os cânones técnicos da arquitetura.


D

discutir a aplicação de princípios estéticos clássicos na interpretação crítica de expressões artísticas atuais.


E

utilizar a arte como ilustração auxiliar para despertar o interesse dos estudantes pelos conteúdos curriculares.

Ao planejar uma aula de Filosofia para uma turma do 1º ano do Ensino Médio, um professor decide abordar a importância dos debates na democracia ateniense e o papel dos sofistas na formação da cidadania por meio da retórica. Seu objetivo é desenvolver nos estudantes habilidades argumentativas e reflexivas diante de questões políticas atuais, a partir do estudo da origem da prática discursiva na Grécia Antiga.


Para abordar a aprendizagem planejada pelo professor, ele deve incluir no planejamento a seguinte proposta de atividade:


A

realizar uma apresentação oral sobre os principais sofistas e suas concepções éticas.


B

solicitar uma resenha comparativa entre opinião e verdade segundo os filósofos socráticos.


C

aplicar exercícios objetivos sobre os conceitos de democracia e persuasão retórica na Grécia Antiga.


D

exibir um documentário sobre Atenas clássica, seguido de perguntas de fixação sobre o conteúdo histórico.


E

promover um debate entre grupos de estudantes com posições opostas, incentivando o uso de estratégias retóricas inspiradas nos sofistas.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado