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Qual é o filósofo autor desse conceito sobre liberdade?
“Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores, nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos só, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.”
(SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p.624)
Identifica-se, no texto acima, o pensamento existencialista de Sartre, segundo o qual o ser humano
encontra-se num mundo sem sentido definido, onde as escolhas por ele feitas remetem somente a ele, sem amparo em valores a priori.
não é responsável por seus atos, porque não se criou a si mesmo e porque não escolheu existir, não devendo nada aos outros.
está só e sem desculpas, perdido num mundo, onde suas escolhas resultam de um contexto de causas estranhas a ele.
está condenado a ser livre e, por essa razão, deve ser responsabilizado por tudo o que acontece ao seu redor.
Jean-Paul Sartre, expoente do existencialismo francês, contrapondo-se às metafísicas clássicas, parte do princípio de que a existência humana precede a essência, pois o homem primeiro existe para depois se definir. Assim sendo, nega qualquer determinismo e sustenta a liberdade absoluta do ser humano afirmando que:
“o inferno são os outros”.
“a pior coisa do mal é nos acostumarmos a ele”.
“o homem está condenado a ser livre”.
“no amor, um mais um é igual a um”.
“a violência é sempre uma derrota”.
Com relação à ideia de liberdade humana, presente nos escritos do pensador existencialista JeanPaul Sartre, é correto afirmar:
O homem está condenado a ser livre.
O homem livre não é responsável por tudo que o rodeia.
A liberdade somente é limitada pelas crenças religiosas.
A liberdade resulta do cumprimento dos princípios cristãos.
O homem nasce com o destino de ser livre ou escravo.
O princípio de que “a existência precede a essência” é central no pensamento do filósofo Jean-Paul Sartre.
Assinale a opção que aponta uma consequência conceitual desse princípio.
A recusa do fatalismo, pois a liberdade sartreana exige que o homem entenda que não se criou a si mesmo e, por essa razão, está lançado no mundo, sendo responsável pelo que faz.
A negação da transcendência do homem, o que o torna um entre os inúmeros objetos e seres participantes do mundo material, equalizando-os como simples existentes.
A relativização da vontade, uma vez que a existência é efêmera e contingente, o que frequentemente lança o homem em situações em que a força do destino é superior à sua iniciativa.
A defesa do solipsismo moral, já que o caráter irredutível da existência individual leva cada um a conceber um conceito de bem incomunicável a outro ser humano.
A concepção de uma natureza humana, que se encarna na diversidade das experiências individuais, atestando a capacidade de cada um de se determinar.
Sartre considera que a existência não pode preceder a essência pelo fato de o ser humano ser condenado a ser livre.
Embora Sartre não tenha construído uma proposta educacional, sua teoria a respeito da liberdade fornece elementos para se estabelecer um paralelo entre a liberdade individual e a responsabilidade do sujeito, em suas ações dentro de um processo educativo. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Como a condição humana naturalmente não inclui liberdade, cabe à escola exercitar os indivíduos nessa prática.
O interesse social é idêntico ao individual; por isso, cabe à escola direcionar as escolhas individuais na busca da melhoria da vida em sociedade.
Por ser livre, o indivíduo jamais poderá adotar a experiência de outros como modelo para sua vida.
O papel da educação é apontar as escolhas para que os indivíduos possam alcançar um caminho seguro a seguir.
Considerando a liberdade individual, não compete à escola papel de orientação moral, a menos que o indivíduo venha solicitar.
"O homem está condenado a ser livre."
(Jean-Paul Sartre)
Assinale a alternativa que expressa a idéia dessa frase de Sartre.
As ações humanas seguem um padrão de rigorosa necessidade.
A liberdade humana é uma crença produzida pela imaginação.
O homem é totalmente livre, e não pode deixar de sê-lo, porque não possui qualquer essência que o predetermine.
O homem é livre em alguns de seus atos e determinado em outros.
A natureza humana comporta um destino ao qual o homem não pode furtar-se.
Sartre não admite a existência de uma natureza humana, pois é o próprio homem, em uma livre escolha, e em situação que determina sua própria existência. Portanto, é correto afirmar que existem dois tipos de ser: o ser-para-si, que é o fenômeno, e o ser-em-si, que é a consciência.
Jean Paul Sartre, filósofo existencialista, entendia que o homem é tal qual projetou ser, e que, estando condenado a ser livre, usa de uma liberdade que não pediu, padece de angústia por encontrar-se lançado na existência, e de desamparo pela falta de um norte, tendo como conseqüência o desespero.
Se “o essencial é a contingência”, então há uma precedência da essência sobre a existência, pois a vida é contingente.
O corpo não é algo que se liga exteriormente à consciência, mas, sim, uma estrutura permanente que torna possível a consciência.
O homem está condenado a inventar o homem a cada instante.
A obra de arte deve ser entendida como a passagem de algo imaginário para o real.
A consciência do objeto artístico é imageante, isto é, realiza o objeto na imaginação ou irrealiza o objeto, que é verdadeiramente visado por meio da materialidade dos elementos da obra, por exemplo, das cores.