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Dentre os temas abordados por Santo Agostinho na obra Confissões, se destaca a abordagem que ele faz sobre o autoconhecimento e o conhecimento de Deus.
Para o autor, em sua vida temporal, o ser humano pode se autoconhecer
de modo pleno, mas jamais conhecerá plenamente a Deus.
de modo pleno e poderá conhecer plenamente a Deus.
em parte e poderá conhecer Deus em parte.
em parte, mas jamais conhecerá algo de Deus.
“Na busca da unidade, de uma natureza (physis), os primeiros pensadores gregos sistematizaram questões e se indagaram sobre as finalidades da existência, sobre o que era comum a todos os seres da mesma espécie, produzindo uma visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” (Brasil, 2018).
De acordo com o trecho acima, retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa “visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” corresponde a uma identificação da condição humana como a de um:
Ser histórico.
Sujeito transcendental.
Homo economicus.
Animal racional.
Animal social.
Leia o texto abaixo:
“Em razão de as essências reais das coisas serem desconhecidas para nós, não podemos possuir verdadeira ciência sobre itens do mundo natural, mas tão-só uma crença provável. Podemos ter conhecimento genuíno de nossa própria existência e da existência de Deus, e com a condição de nos mantermos nos limites da sensação real podemos ter conhecimento da existência de outras coisas”
KENNY, A. Uma Nova História da Filosofia Ocidental. São Paulo: Edições Loyola, 2009. v.3, p. 73.
Qual filósofo é o autor da posição epistemológica caracterizada no texto acima?
Thomas Hobbes.
René Descartes.
John Locke.
Gottfried Wilhelm Leibniz.
O conhecimento filosófico é um tipo de saber que se distingue por sua busca profunda e reflexiva sobre as questões fundamentais da existência, da moralidade, do conhecimento e da realidade. Diferentemente de outros tipos de conhecimento, como o científico ou o empírico, que frequentemente se baseiam em dados observáveis e mensuráveis, a filosofia investiga conceitos abstratos e universais que não podem ser facilmente quantificados ou empiricamente testados (SANT'ANNA, 2012).
Assinale a alternativa correta sobre a origem e a natureza do conhecimento filosófico.
O conhecimento filosófico é exclusivamente uma questão de adquirir dados empíricos e científicos, sem conexão com a ética ou a moralidade.
Sócrates e Platão concordavam que o conhecimento verdadeiro poderia ser encontrado apenas no mundo físico, desconsiderando a importância das abstrações.
O conhecimento filosófico contemporâneo rejeita a análise lógica e a indagação crítica, limitando-se a uma abordagem utilitarista da moralidade.
A origem do conhecimento filosófico se relaciona diretamente com a Grécia Antiga, onde pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles fundamentaram a investigação racional e o pensamento crítico.
A epistemologia é um campo que ignora questões relacionadas aos limites do saber humano e à aquisição de conhecimento, focando apenas em definições dogmáticas.
Para Spinoza (1632-1677), qual das opções abaixo se enquadra no conceito que o filósofo compreende como substância (“aquilo cuja existência depende apenas de si mesmo”)?
Deus
Alma
Liberdade
Matéria
Afetos
Secularização, de modo geral, pode ser entendida como processos de dessacralização de algo como um lugar, um objeto, um compromisso e mesmo uma sociedade. É um termo utilizado mais frequentemente para indicar a dessacralização de uma sociedade, ou seja, o processo pelo qual sociedades passam, deixando de ser orientadas ou mesmo dominadas por referenciais religiosos. A palavra século, no âmbito deste tema significa o mundo natural em oposição ao mundo sobrenatural ou mundo sagrado. Assumir uma orientação secular pode significar rejeitar orientações advindas de fontes consideradas originárias do sagrado, do sobrenatural, do religioso. Fala-se, nesse caso, de dessacralização do mundo: isso seria a secularização. Uma autonomia do homem, da sociedade e do mundo em relação ao sagrado, predominando, em muitos casos, uma visão racional na qual o sobrenatural e o misterioso não contam ou contam muito pouco. Considere:
I. No processo de secularização, o sagrado perde sua importância.
II. No processo de secularização, o tempo é medido por séculos ao invés de tempos menores devido à rapidez cada vez maior das ações dos seres humanos.
III. O termo secular tem a ver com oposição ao religioso, ao sagrado, ao misterioso.
IV. Secular é o ser que tem total autonomia em relação a tudo.
V. Secular, no contexto do texto do enunciado, indica algo desvinculado da influência de religiões ou de referências sagradas.
Está correto o que se afirma APENAS em
O pensamento ético-cristão, nomeadamente em Agostinho e Tomás, retoma a ética platônico-aristotélica, mas a redimensiona no horizonte da compreensão bíblica. Considerando esse assunto, assinale a opção correta acerca da referida ética cristã.
A felicidade é o fim último do homem; e a virtude, o meio para o homem alcançar a felicidade. Além disso, a felicidade suprema pode ser alcançada nesta vida.
O homem é imagem e semelhança de Deus, dotado de inteligência, livre-arbítrio e de domínio sobre os seus atos. Ele abraçará não somente as virtudes naturais, mas também as virtudes sobrenaturais da graça, como fé, esperança e caridade.
Virtude é uma questão de dever e, dessa forma, não possui relação com felicidade, visto que o cumprimento do dever é penoso para o homem, e a felicidade é um sentimento de contentamento pleno.
A justiça e a prudência são as virtudes supremas; além destas virtudes, que estão ao alcance do homem, não há outras.
A felicidade consiste no prazer e no bem-estar material.
Atradição agostiniana foi marcada pelo platonismo; e a tradição tomista, pelo aristotelismo. Embora partam de matrizes intelectuais distintas, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino possuem em comum a compreensão de que:
o conhecimento não pode ser derivado da apreensão sensível ou da experiência concreta.
o corpo é o maior obstáculo à atividade da alma, o pensamento.
a cidade terrena ou dos homens pode ser perfeita, sem, contudo, chegar ao estado de perfeição da ordem divina.
a razão humana é a expressão imperfeita da razão divina.
Segundo Santo Agostinho, as faculdades da alma são a memória, a inteligência e a vontade, as quais correspondem, respectivamente, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
A afirmação que expressa o conteúdo do texto é:
Na hierarquia proposta por Santo Agostinho, o intelecto é superior aos sentidos e essa superioridade deve servir de critério para julgarmos as coisas e os acontecimentos.
A sucessão temporal das coisas particulares é o que deve sobretudo reter nossa atenção quando desejamos conhecer a verdade.
Como cada coisa possui a sua particularidade no espaço e no tempo, devemos conhecer as coisas de modo separado da totalidade.
O objeto do amor humano deve ser buscado na diversidade das coisas temporais.
Não existe qualquer critério superior às coisas singulares a partir do qual possamos avaliá-las.
Assinale, dentre as afirmações a seguir, aquela que expressa a concepção de causalidade em Tomás de Aquino.
Tudo ocorre por intermédio de causas naturais e de acordo com o encadeamento físico das causas e efeitos, por meio do qual podemos conhecer os modos pelos quais se constituem os eventos, sem recorrer a qualquer causa extranatural.
Deus, como criador do universo, é a única causa atuante, qualquer que seja o gênero de eventos ou relações, de modo que o conhecimento de qualquer efeito no mundo supõe que o relacionemos diretamente com Deus como causa primeira e única.
Nosso conhecimento, devido às suas limitações, não alcança qualquer relação de causalidade e assim nada podemos saber acerca de como se determinam os eventos do mundo.
As causas são entidades ideais que só existem na mente.
Deus é a causa primeira de tudo que existe, o que não impede que exista um sistema de causalidade segunda, a partir do qual podemos conhecer, de maneira relativamente autônoma, o sistema do mundo existente.
Assinale a afirmação que expressa o conteúdo do texto.
O conhecimento da unidade nos corpos é obtido pela observação dos mesmos.
A unidade dos corpos é um elemento intelectual do conhecimento que somente pode estar presente no espírito.
A unidade dos corpos é conhecida ao examinarmos como eles se situam em termos de espaço e tempo.
Não há unidade dos corpos, mas apenas pluralidade e diversidade.
A unidade dos corpos depende do ponto de vista que assumimos em relação a eles.
Ao abordar o problema do verdadeiro e do falso, em sua Quarta Meditação, Descartes conclui que o erro
localiza-se apenas no entendimento, pois é devido à sua própria natureza que este é privado das idéias relativas a inúmeras coisas.
ocorre quando a vontade, livre e mais ampla que o entendimento, é estendida também às coisas que não são conhecidas por aquele.
provém de um abuso da extensão do entendimento, que se põe a julgar sobre a existência de idéias que são matérias da fé.
é algo real, que depende da vontade de Deus, o qual muitas vezes, por bondade, nos protege de certas verdades através do engano.
é a simples carência ou falta de uma faculdade que o homem, por ser imperfeito e inferior a Deus, não poderia mesmo ter recebido dele.
As leis da natureza exibem um caráter antropomórfico, pois foram criadas por Deus e Ele tem vontade.
Tanto a civitas dei (cidade de Deus) como a civitas terena (cidade terrena) estão fundadas sobre o amor. Trata-se, entretanto, de diferentes tipos de amor.
Certo
Errado
Se o mal não é uma substância, portanto, sob algum aspecto, a matéria é boa, segundo Santo Agostinho.