Questões de Concurso sobre A Experiência do Sagrado

 
 
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Ano: 2024
Prova: Instituto Verbena - IFSE - Professor - Área: Filosofia - 2024

A reflexão sobre a natureza humana é um tema recorrente na história da filosofia ocidental. A antropologia filosófica desenvolveu diversas teses a respeito da essência humana. Uma das teorias filosóficas a esse respeito é a de


A

Spinoza, que defendia a tese de que o ser humano é essencialmente racional e por isso era crítico do empirismo e de Locke com sua tese de que o homem nasce como uma folha em branco na qual a cultura escreve seu texto.


B

Hobbes, que declarava que o homem é mau por natureza e compartilhava a ideia de Rousseau segundo a qual era necessário um “Estado absoluto” para evitar a “guerra de todos contra todos”, devido à existência da propriedade privada.


C

Marx, que apontava como elementos essenciais da natureza humana o trabalho, a associação, a ideologia e a luta pela sobrevivência, base de sua concepção sobre a história como sendo marcada pela “luta de classes”.


D

Feuerbach, que considerava que o homem possui como essência a força do pensamento, a força da vontade e a força do coração, ou seja, a razão, a vontade e o amor, opondo-se, assim, ao idealismo hegeliano.

Religião e espiritualidade não se confundem. Não existe religião sem espiritualidade, mas existe espiritualidade sem religião. Isso acontece porque espiritualidade é uma:


A

totalidade formada por partes; um sistema mais ou menos complexo de mitos, de dogmas, de ritos, de cerimônias


B

experiência de base onienglobante com a qual se capta a totalidade das coisas exatamente como uma totalidade orgânica, carregada de significação e valor


C

reunião de discursos e práticas, referentes a seres anteriores ou superiores ao ambiente natural e social, em relação aos quais os fiéis desenvolvem uma relação de dependência e obrigação


D

sistematização de crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, separadas, proibidas; crenças e práticas que reúnem numa mesma comunidade moral, todos aqueles que a ela aderem

Sem adotar concepções religiosas, ou basearem-se em textos sagrados, alguns filósofos procuraram explicar o funcionamento e a existência do mundo a partir da ideia de existência de um ser divino. Assim propunham alguns pensadores, como Voltaire ou Rousseau. Este tipo de pensamento é chamado:


A

Ateísmo.


B

Súmula religiosa.


C

Ceticismo.


D

Deísmo.


E

Ecletismo.

“É um dos mais importantes iniciadores da tradição platônica no surgimento da filosofia cristã, sendo um dos principais responsáveis pela síntese entre o pensamento filosófico clássico e o cristianismo. Sofreu grande influência do pensamento grego, sobretudo da tradição platônica, através da escola de Alexandria e do neoplatonismo, com sua interpretação espiritualista de Platão. Sua filosofia tem como preocupação central a relação entre a fé e a razão, mostrando que sem a fé a razão é incapaz de promover a salvação do homem e de trazer-lhe felicidade. A razão funciona assim como auxiliar da fé, permitindo esclarecer, tornar inteligível, aquilo que a fé revela de forma intuitiva. ”

O trecho acima se refere ao seguinte autor:


A
Santo Agostinho

B
Hans Albert

C
Louis Althusser

D
Hegel

“É o termo que designa a filosofia dos “pais” da Igreja Católica, os apologetas, cujo principal expoente é Santo Agostinho. Representa a formação da base filosófica da doutrina cristã, sendo dominante entre o fim do Império Romano e o advento da Escolástica.

O trecho acima se refere à/ao:


A
Práxis

B
Peripatética

C
Patrística

D
Ortodoxia

O surgimento do opúsculo De Trinitate, no início do século VI, assinala o nascimento da Escolástica, um método que iria marcar por quase mil anos o pensamento ocidental e, séculos mais tarde, consubstanciar-se em sua mais importante instituição educacional: as Universidades. Ao valer-se do instrumental aristotélico para a análise do conteúdo da fé, lançava conceitos e teses fundamentais, que exerceriam extraordinária influência sobre o pensamento teológico posterior. É de S. Tomás de Aquino, que não só se apoiou no texto para escrever o seu próprio tratado sobre a Trindade da Suma Teológica, mas também compôs um importante comentário ao opúsculo trinitário.


O filósofo que escreveu De Trinitate e a Metafísica do Ser foi


A

Pedro Abelardo.


B

Anselmo.


C

Boécio.


D

Boaventura.


E

Nicole Oresme.

Para Spinoza (1632-1677), qual das opções abaixo se enquadra no conceito que o filósofo compreende como substância (“aquilo cuja existência depende apenas de si mesmo”)?


A

Deus


B

Alma


C

Liberdade


D

Matéria


E

Afetos

_____________ é a expressão utilizada por John Locke para se opor ao inatismo, defendendo que todo conhecimento humano provém da experiência.

Marque a alternativa que preenche de forma correta a lacuna acima.


A
Mente vazia

B
Experimentalismo

C
Tábula rasa

D
Vida transcendental

Leia o texto a seguir:

“Um aspecto importante da filosofia de Santo Tomás de Aquino são suas provas da existência de Deus. Em seu livro, a Suma teológica, ele propõe as seguintes cinco vias como provas: o primeiro motor, a causa eficiente, a distinção entre ser necessário e ser contingente, os graus de perfeição e a finalidade do ser” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 246. Adaptado).

Com exceção da quarta prova, os graus de perfeição, todas as outras provas compartilham de uma mesma ideia básica, que é a seguinte:


A
A ideia de causalidade: se existe o efeito (o mundo), então existe a causa (Deus).

B
A ideia de lógica: se um ser perfeito (Deus) não existisse, então Ele não seria perfeito.

C
A ideia de perfeição: se o mundo é imperfeito, só o ser perfeito (Deus) pode ter essa ideia.

D
A ideia de racionalidade: se o mundo é ordenado, então uma razão (Deus) o ordenou.

E
A ideia de revelação: se a existência do mundo é um mistério, então Deus é a revelação.
Na perspectiva filosófica eminentemente ética de Santo Agostinho, a felicidade é

A
o próprio princípio da ética.

B
dependente da vida eterna, já que não pode ser encontrada plenamente no plano material.

C
o exercício da liberdade.

D
encontrada na vida virtuosa.

E
fruto da onisciência divina, que destitui o ser humano de sua liberdade e, consequentemente, da responsabilização.

Secularização, de modo geral, pode ser entendida como processos de dessacralização de algo como um lugar, um objeto, um compromisso e mesmo uma sociedade. É um termo utilizado mais frequentemente para indicar a dessacralização de uma sociedade, ou seja, o processo pelo qual sociedades passam, deixando de ser orientadas ou mesmo dominadas por referenciais religiosos. A palavra século, no âmbito deste tema significa o mundo natural em oposição ao mundo sobrenatural ou mundo sagrado. Assumir uma orientação secular pode significar rejeitar orientações advindas de fontes consideradas originárias do sagrado, do sobrenatural, do religioso. Fala-se, nesse caso, de dessacralização do mundo: isso seria a secularização. Uma autonomia do homem, da sociedade e do mundo em relação ao sagrado, predominando, em muitos casos, uma visão racional na qual o sobrenatural e o misterioso não contam ou contam muito pouco. Considere:

I. No processo de secularização, o sagrado perde sua importância.

II. No processo de secularização, o tempo é medido por séculos ao invés de tempos menores devido à rapidez cada vez maior das ações dos seres humanos.

III. O termo secular tem a ver com oposição ao religioso, ao sagrado, ao misterioso.

IV. Secular é o ser que tem total autonomia em relação a tudo.

V. Secular, no contexto do texto do enunciado, indica algo desvinculado da influência de religiões ou de referências sagradas.

Está correto o que se afirma APENAS em


A
I, IV e V.

B
I, III e V.

C
III, IV e V.

D
II e IV.

E
II, III e IV.

Há várias formas de conhecimento (senso comum, ciência, filosofia, artes, religião) que revelam maneiras diversas da consciência humana relacionar-se com o mundo, diz Chauí (2003, p. 268). E acrescenta que não há oposição e nem exclusão entre elas, mas diferença. Há oposição, diz ainda, quando a consciência, estando a analisar o mundo através de significações e práticas de uma destas formas, pretende realizar a análise de mundo utilizando práticas e significações, próprias de uma forma de conhecimento, através de outra forma de conhecimento. Isso gera oposição e conflito entre elas, como ocorre com frequência entre filosofia e religião. Considere as afirmações abaixo.

I. As únicas formas de conhecimento válidas são a ciência e a filosofia.

II. Religião é uma forma de conhecimento.

III. Cada forma de conhecimento tem significações e práticas próprias cabíveis em maneiras peculiares de a consciência se relacionar com a realidade.

IV. Em qualquer que seja a forma de conhecimento, é indiferente o uso de significações e práticas para as análises que a consciência pretenda realizar sobre a realidade.

V. O não respeito às significações e práticas a serem utilizadas para a análise e relacionamento da consciência sobre e com o mundo gera oposição e conflito entre as formas de produção destas análises, como é o que ocorre, no caso, entre filosofia e religião.

Está correto o que se afirma APENAS em


A
I, II e V.

B
III e IV.

C
I, II e IV.

D
II, III e V.

E
IV e V.

Chauí (2003, p. 252) atribui o surgimento da religiosidade ao fato de o ser humano ser “consciente de sua humanidade” decorrente, por sua vez, da descoberta da diferença dos seres humanos entre si e da diferença entre humanos e a natureza. São componentes da religiosidade “a crença em divindades e numa outra vida após a morte” (idem), constituindo, estas duas crenças, o núcleo da religiosidade. Considere o que esta autora afirma: “A percepção da realidade exterior como algo independente da ação humana, de uma ordem externa e de coisas de que podemos nos apossar para o uso ou de que devemos fugir porque são destrutivas, nos conduz à crença em poderes superiores ao humano e à busca de meios para comunicarmos com eles para que sejam propícios à nossa vida humana. Nasce, assim, a crença na(s) divindade(s).”

De acordo com a autora,


A
o surgimento da religiosidade decorre da crença em divindades.

B
a crença em divindades não nasce nos seres humanos, mas é algo inato neles.

C
o que é citado acima dá a entender, pelas palavras da autora que a filosofia não se interessa pelo fato da religiosidade.

D
a crença em uma vida futura é algo fora de propósito, diz a autora.

E
são componentes constitutivos da religiosidade a crença em divindades e em uma outra vida futura.

Analise o texto abaixo:


Entre os diferentes temas tratados pelo filósofo _______ destaca-se o da criação. Ele afirma que Deus, tendo criado todas as criaturas, foi tomado pelo desejo de gerar um ser consciente que pudesse apreciar a criação. Então criou o homem, ser capaz de aprender sobre si mesmo e sobre a natureza, além de poder emular qualquer outra criatura existente.

Desta forma, quando o homem _______, ele ascende a uma condição angélica e comunga com a divindade. Porém, quando ele falha em utilizar o seu intelecto, pode descer à categoria dos vegetais mais primitivos.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.


A

Galileu Galilei • raciocina


B

Immanuel Kant • contempla


C

Giovanni Pico Della Mirandola • filosofa


D

Jean-Jacques Rousseau • reza


E

René Descartes • faz o bem

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A

é uma substância metafísica, tanto quanto o Bem.


B

é uma entidade historicamente variável e relativa.


C

pode ser combatido por meio do aperfeiçoamento intelectual.


D

é uma patologia emocional a ser curada pelo remédio certo.


E

manifesta-se como desvio ou corrupção em relação à vontade divina.

Nesse texto, Hume afirma que


A

os autores dão um salto na argumentação, passando sem explicações do plano do ser para o plano do dever ser.


B

os autores dos sistemas de moral cometem um erro linguístico ao escrever é ou não é onde o correto é escrever deve ou não deve.


C

todos os sistemas de moral da história da filosofia buscaram provar a existência de Deus.


D

os sistemas de moral desenvolvem argumentos consistentes ao operar o salto argumentativo do plano do ser ao plano do dever ser.

A filosofia patrística (Século I ao Século VII d.C.) refere-se à predominância do pensamento cristão em relação à tradição de pensamento antigo. Os filósofos desse período introduziram novas concepções à medida que intencionavam defender a evangelização e a própria religião cristã. Desse modo, uma das concepções trazidas por eles foi a ideia de


A

um Deus Demiurgo (artífice) responsável pela criação e manipulação da realidade.


B

criação a partir do nada, contradizendo a visão da antiguidade que supunha a geração de todas as coisas.


C

divindade representando a potencialização das virtudes humanas, apresentando-se como modelo de perfeição.


D

livre arbítrio possibilitando entender a vontade de Deus como semelhante à vontade dos homens.

Atradição agostiniana foi marcada pelo platonismo; e a tradição tomista, pelo aristotelismo. Embora partam de matrizes intelectuais distintas, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino possuem em comum a compreensão de que:


A

o conhecimento não pode ser derivado da apreensão sensível ou da experiência concreta.


B
o homem, depois da queda (Pecado Original), não perdeu a faculdade de fazer o bem, já que é um ser racional e dotado de livre arbítrio.

C

o corpo é o maior obstáculo à atividade da alma, o pensamento.


D

a cidade terrena ou dos homens pode ser perfeita, sem, contudo, chegar ao estado de perfeição da ordem divina.


E

a razão humana é a expressão imperfeita da razão divina.

 
 
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