

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Na tradição filosófica ocidental, a antiguidade desenvolveu uma reflexão específica que entendemos contemporaneamente como ontologia. Essa parte da filosofia está relacionada ao estudo:
Da arte como expressão cultural e estética de uma época.
Da relação entre sujeito e objeto no processo de conhecimento.
Da moral e dos costumes que orientam a conduta humana em sociedade.
Dos métodos científicos empregados para comprovar hipóteses experimentais.
Do ser enquanto ser, isto é, daquilo que constitui a realidade em sua totalidade.
“Tomemos um exemplo. Alguém diz que em alguma parte do oceano há uma ilha que, por causa da finalidade, ou melhor, da impossibilidade de encontrar aquilo que não existe, alguns chamam ‘Perdida’. Eles fabulam que, muito mais do que se diz das ilhas afortunadas, esta ilha é opulenta pela sua inestimável abundância de todo tipo de riqueza e de toda delícia; e eu, sem possuidor ou habitante qualquer, seja superior pela superabundância de bens a todas as outras terras habitadas em todo lugar pelos homens. Que alguém me diga tudo isso, e eu compreenderei facilmente este dizer, no qual não há nenhuma dificuldade”
Fonte: Anselmo. Proslogion. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
A Ilha Perdida é uma metáfora que antepôs o Liber pro Insipiente de Gaunilon (e retomado por Tomás) e o Liber Apologeticus de Anselmo (e retomado por Descartes). Sobre a prova a priori da existência de Deus, como defendida por Anselmo no argumento ontológico, é CORRETO afirmar:
Deus existe porque as coisas são boas, existindo, portanto, uma bondade absoluta.
Deus existe porque as grandezas qualitativas que existem se remontam a uma suma grandeza.
Deus existe porque é aquilo do qual nada se pode pensar de mais perfeito, estando entre as perfeições a própria existência atribuída.
Deus existe porque tudo que existe, existe em virtude de algo. Deus é o ser supremo que é a causa das coisas.
Deus existe porque os diversos graus de perfeição remontam a uma perfeição primeira e absoluta.
O surgimento do opúsculo De Trinitate, no início do século VI, assinala o nascimento da Escolástica, um método que iria marcar por quase mil anos o pensamento ocidental e, séculos mais tarde, consubstanciar-se em sua mais importante instituição educacional: as Universidades. Ao valer-se do instrumental aristotélico para a análise do conteúdo da fé, lançava conceitos e teses fundamentais, que exerceriam extraordinária influência sobre o pensamento teológico posterior. É de S. Tomás de Aquino, que não só se apoiou no texto para escrever o seu próprio tratado sobre a Trindade da Suma Teológica, mas também compôs um importante comentário ao opúsculo trinitário.
O filósofo que escreveu De Trinitate e a Metafísica do Ser foi
Pedro Abelardo.
Anselmo.
Boécio.
Boaventura.
Nicole Oresme.
Leia o texto a seguir:
“Um aspecto importante da filosofia de Santo Tomás de Aquino são suas provas da existência de Deus. Em seu livro, a Suma teológica, ele propõe as seguintes cinco vias como provas: o primeiro motor, a causa eficiente, a distinção entre ser necessário e ser contingente, os graus de perfeição e a finalidade do ser” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 246. Adaptado).
Com exceção da quarta prova, os graus de perfeição, todas as outras provas compartilham de uma mesma ideia básica, que é a seguinte:
Vemos que as coisas que não têm inteligência, como, por exemplo, os corpos naturais, agem para uma finalidade, o que se mostra pelo fato de sempre ou frequentemente agirem da mesma forma, para conseguirem o máximo, donde se segue que não é por acaso, mas intencionalmente, que atingem seu objetivo. As coisas, entretanto, que não têm inteligência só podem procurar um objetivo dirigidas por alguém que conhece e é inteligente, como a flecha dirigida pelo arqueiro. Logo, existe algum ser inteligente que ordena todas as coisas da natureza para seu correspondente objetivo: a este ser chamamos Deus.
(AQUINO, Tomás de. Suma Teológica (I, Questão 2). In: MARCONDES, Danilo (org.). Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 71.)
Ao elaborar a quinta via racional da existência de Deus, Tomás de Aquino
demonstrou empiricamente que a existência de Deus é uma verdade racional, a partir da finalidade dos seres.
utilizou a teoria da finalidade dos seres, de base aristotélica, para demonstrar como a ordem natural tem origem em Deus.
desenvolveu uma prova a partir da finalidade dos seres com base na filosofia platônica, alicerce do pensamento medieval escolástico, exemplificado nesta quinta via.
concluiu que o ser humano somente consegue chegar às verdades sagradas por meio da iluminação, processo que o faz compreender a finalidade dos seres.


Seu próximo nível começa aqui

Seu próximo nível começa aqui
Destrave a preparação completa para sua aprovação. Com a Assinatura Ilimitada, você estuda com os melhores professores do Brasil e todos os recursos Gran.
Na Idade Média, a filosofia escolástica era toda determinada pelo cristianismo. Por causa disso, a metafísica grega foi profundamente reformulada, a fim de adequar-se ao dogma cristão da criação divina do universo. Com isso, a escolástica distinguiu três diferentes espécies de metafísica, às quais correspondem três diferentes espécies de ser, a saber:
teologia (ser de Deus); psicologia racional (ser da alma humana); cosmologia racional (ser das coisas naturais).
deontologia (ser de Deus); ontologia (ser lógico); fisiologia (ser natural).
deontologia (ser de Deus); dialética (ser do ente racional) ; alquimia (ser da matéria).
teologia (ser de Deus); ontologia (ser da alma racional); psicologia (ser da alma animal).
teosofia (ser de Deus); teologia (ser da alma divina); fisiologia (ser da alma animal).
Descartes acredita demonstrar a existência de deus partindo da
existência dos seres humanos como seres imperfeitos, e todavia dotados da ideia da perfeição.
existência do mundo, enquanto pressupõe uma causa por sua vez não causada
necessidade de uma explicação para o mal no mundo.
necessidade de um fundamento da consciência moral presente em todos os seres humanos.
existência do mundo, enquanto remete para uma inteligência que explique seu finalismo iminente.
Na quarta parte do Discurso do Método, dentre as características da essência de Deus listadas, a mais genérica é a
eternidade.
onisciência.
onipotência.
perfeição.
imutabilidade.
São Tomás considera o sensível como um dos pontos de partida para a demonstração da prova da existência de Deus.
A fundamentação dessa prova tem forte influência eleata.


Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A quinta via leva em conta a finalidade das coisas. Nesse sentido, pode-se falar em causa final e, portanto, na influência platônica na obra de São Tomás.
Uma das vias da prova da existência de Deus utiliza-se da causa eficiente; pode-se, então, falar, em algum sentido, em relação de causa e efeito, na cadeia de causas, até se atingir a causa primeira, Deus, que não tem causa.