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A ventilação protetora é uma das poucas medidas que têm mostrado melhorar a sobrevida na SARA (Síndrome da Angústia Respiratória Aguda). O protocolo para ventilação protetora pulmonar está dividido em 3 (três) estágios. Qual afirmação abaixo está INCORRETA sobre o primeiro estágio do protocolo?
Calcular o peso corporal ideal do paciente (PCI) que para homens é = 50+[0,91x(altura (cm) - 152,4)], e para mulheres é = 45,5+[0,91x(altura (cm) - 152,4)].
Ajustar o volume corrente inicial (VC) para 8 mL/Kg de PCI.
Adicionar pressão positiva ao final da expiração (PEEP) em 5 cmH2O.
Selecionar a FiO2 que atinja uma saturação periférica da hemoglobina pelo oxigênio (SpO2) de 90- 98%.
A pressão intratorácica (PIT) relaciona-se diretamente com a pressão alveolar, que é notadamente alterada pelas compressões torácicas durante as manobras fisioterápicas.
Paciente em internação hospitalar por exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) deve manter repouso no leito enquanto não for controlada a exacerbação, devido, entre outros fatores, à limitação ventilatória preexistente gerada pela DPOC, que é ainda agravada nos quadros de exacerbação, o que inviabiliza a realização de programa intra-hospitalar de reabilitação pulmonar.
Certo
Errado
A fisioterapia respiratória atualmente é reconhecida como uma especialidade imprescindível tanto dentro de hospitais, sobretudo dentro das unidades de terapia intensiva (UTI) e, quanto fora, principalmente para aqueles pacientes acamados com comprometimento respiratório e que necessitam de suporte ventilatório. Existem inúmeros recursos e técnicas que podem ser empregados no tratamento desses pacientes, dentre eles está o procedimento da aspiração mecânica ou sucção. Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) A dificuldade de eliminação de secreções pode ser decorrente de sua espessura, de sua quantidade ou da incapacidade de o paciente produzir uma tosse eficaz, por isso, torna-se necessário o auxílio do fisioterapeuta na remoção dessas secreções retidas com o procedimento da aspiração mecânica ou sucção.
( ) A aspiração compreende a introdução de uma sonda estéril nas vias aéreas do paciente e a sucção das secreções por meio de um sistema de pressão positiva, a sonda deve ser de uso único e desprezada ao final do procedimento. A aspiração pode ser realizada de duas formas: orofaríngea/orotraqueal e endotraqueal (na presença de via aérea artificial).
( ) O acesso orofaríngeo ou nasofaríngeo é utilizado em pacientes em respiração espontânea, que tenham reflexo de tosse eficaz para conduzir as secreções das vias aéreas inferiores até a região da faringe, mas que são incapazes de degluti-las ou eliminá-las, esse acesso também é utilizado em pacientes com via aérea artificial, para promover a remoção das secreções acumuladas em vias aéreas superiores, devendo ser realizado sempre após a aspiração endotraqueal.
( ) A aspiração através da boca (orotraqueal) deve ser evitada, pois ela causa espasmos e reflexo emético, com regurgitação, caso isso ocorra, o terapeuta deve sempre estar pronto para reposicionar o paciente e aspirar a orofaringe. Esse risco também pode ser minimizado evitando-se a aspiração logo após a refeição ou alimentação enteral.
( ) Em pacientes graves, é comum a necessidade de ventilação mecânica invasiva, tal método terapêutico necessita de uma via aérea artificial, podendo ser utilizada uma cânula oro ou nasotraqueal ou realizada uma traqueostomia, esses dispositivos impedem o processo fisiológico normal e inibem o reflexo de tosse, tornando a aspiração imprescindível.
( ) A aspiração nunca provoca a hipoxemia, o que pode levar a arritmias cardíacas, hipotensão e parada cardiorrespiratória, assim sendo, a hiperoxigenação e a hiperinsuflação não são estratégias para evitar esses efeitos.
F – F – V – F – V – V.
V – V – F – F – V – F.
V – F – V – V – V – F.
F – V – F – V – F – V.
O suporte ventilatório oferecido aos pacientes com insuficiência respiratória aguda visa oferecer repouso à musculatura ventilatória e reduzir o trabalho respiratório até a resolução do processo agudo. A mobilização e a remoção de secreções respiratórias têm papel fundamental no auxílio da higiene brônquica, das trocas gasosas e da redução do trabalho respiratório - alterando a mecânica dos pacientes graves submetidos ao suporte ventilatório invasivo. Existem inúmeros protocolos de fisioterapia respiratória descritos no atendimento de pacientes dependentes de ventilação mecânica (VM), porém com resultados conflitantes. Sobre as alterações da mecânica ventilatória e da hemodinâmica que surgem em pacientes dependentes de ventilação mecânica submetidos a fisioterapia respiratória é INCORRETO afirmar que:
A fisioterapia respiratória faz parte do cuidado multidisciplinar dos pacientes críticos dependentes de VM, uma vez que complicações pulmonares advindas da depressão do reflexo da tosse, diminuição do clearance mucociliar e aumento da produção de muco brônquico podem levar à retenção de secreção brônquica, formação de atelectasias e desenvolvimento de pneumonia nosocomial.
As manobras fisioterapêuticas consistem em técnicas manuais, posturais e cinéticas. As manobras convencionais são a Drenagem postural (DP), a vibrocompressão torácica (VCT), a compressão manual torácica (CMT), a Hiperinsuflação manual (HM), a aspiração traqueal (AT) e os estímulos da tosse.
Quanto à DP, o posicionamento no leito auxilia na melhora da relação V/Q, aumenta os volumes pulmonares reduzindo o trabalho respiratório, minimiza o trabalho miocárdico, mobiliza e remove secreções das vias aéreas com a ajuda da ação gravitacional.
A VCT aplicada à fase inspiratória do ciclo respiratório permite um melhor esvaziamento pulmonar, facilitando a higiene brônquica.
A HM favorece o deslocamento de secreções acumuladas nas vias aéreas e redução do shunt pulmonar. Esta técnica, realizada em pacientes em ventilação espontânea, visa prevenir o colapso alveolar, expandir os alvéolos colapsados, melhorar a oxigenação e a complacência pulmonar, minimizando o risco de hipoxemia, além de estimular a tosse no paciente dependente da VM.
Técnica na fisioterapia respiratória que se utiliza como instrumentos o Flutter (força da gravidade), o Shaker (força da gravidade) e o Acapella (força de atuação magnética). O Flutter é um aparelho portátil formado por um bocal, um cone, uma bola de ácido inoxidável e uma tampa perfurada. A melhor posição para realizá-lo é sentada. Esta é a técnica:
EPAP
Terapia por Oscilação oral de alta frequência
Manobra de PEEP/ZEEP
CEPAP
Inspirometria de Incentivo
Descondicionamento, fraqueza muscular, caquexia e ansiedade podem ser considerados fatores pré-operatórios que diminuem a capacidade de realização de exercício por pacientes com câncer de pulmão.
Certo
Errado
A frequência, a profundidade e o padrão da respiração são determinados pela contração coordenada do músculo diafragma e de músculos da caixa torácica, do abdome e das estruturas circundantes, refletindo a integração de informação com origem em múltiplas regiões superiores do sistema nervoso central. Em pacientes acometidos por patologias neurológicas, pode ocorrer a alteração do padrão respiratório, como a Respiração de Cheyne-Stokes, por exemplo. Assinale a alternativa correta:
As alterações diretas no sistema de controle respiratório ou no sistema neuromuscular respiratório geralmente resultam em uma Síndrome de Hipoventilação Alveolar Aguda, manifestada por algum grau de hipocapnia durante o dia.
Na Respiração de Cheyne-Stokes, a ventilação pulmonar torna-se mais rápida e mais profunda que a habitual, fazendo com que a pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) sanguínea diminua, inibindo a ventilação e promovendo apneia, a qual, por sua vez, promove elevação da pCO2 e nova resposta hiperventilatória, reiniciando-se o ciclo.
Na Respiração de Cheyne-Stokes, a ventilação pulmonar torna-se mais lenta e mais profunda que a habitual, fazendo com que a pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) sanguínea aumente, inibindo a ventilação e promovendo apneia, a qual, por sua vez, promove elevação da pCO2 e nova resposta hiperventilatória, reiniciando-se o ciclo.
O sistema de controle respiratório regula a ventilação minuto na tentativa de controlar a PaCO2 arterial e consequentemente o pH fora da variação anormal.