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Sobre a Lei de Fick, que rege as trocas gasosas, assinale a alternativa correta.
A velocidade de transporte de um gás através de uma camada de tecido é proporcional à área do tecido e à diferença na pressão parcial do gás entre os dois lados e inversamente proporcional à espessura do tecido.
A velocidade de transporte de um gás de uma camada de tecido é inversamente proporcional à espessura de tecido, e a diferença na pressão parcial do gás não se relaciona com a área de troca.
A velocidade de transporte de um gás através de uma camada de tecido é proporcional à área do tecido e a espessura do tecido e inversamente proporcional à diferença na pressão parcial do gás.
A velocidade de transporte de um gás através de uma camada de tecido é dependente da área de troca e não tem interferência da espessura do tecido.
G.L. 44 anos, com diagnóstico de DPOC, será avaliado quanto ao grau de dispneia que possui pela escala do Medical Research Council (MRC).
Como ele apresenta falta de ar ao correr ou subir uma pequena ladeira, ele apresenta grau
1.
2.
3.
4.
5.
O sistema respiratório do neonato apresenta características estruturais e funcionais distintas das encontradas no adulto, influenciando a mecânica ventilatória, a resposta metabólica e o risco de insuficiência respiratória. Sobre esses aspectos, constata-se que
recém-nascidos apresentam ventilação predominantemente oral, devido ao afastamento entre epiglote e palato mole, o que facilita o fluxo aéreo pela cavidade oral nos primeiros meses de vida.
a utilização de tubos orotraqueais sem cuff em crianças pequenas baseia-se na premissa de que o ponto mais estreito da via aérea é a glote, que naturalmente fornece o selamento necessário durante a intubação.
a complacência elevada da caixa torácica neonatal favorece o aparecimento de retrações durante o esforço respiratório, porque a estrutura óssea ainda não oferece rigidez suficiente para manter a estabilidade da parede torácica.
o número de vias aéreas distais presentes ao nascimento é equivalente ao do adulto, sendo a principal diferença o diâmetro reduzido, que diminui gradualmente a resistência ao fluxo conforme o crescimento.
A avaliação da força muscular periférica e respiratória em pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é fundamental para o diagnóstico da fraqueza adquirida na UTI e para guiar o processo de desmame da ventilação mecânica. Existem diferentes métodos para essa avaliação, dependendo do nível de consciência e colaboração do paciente. Analise as ferramentas e seus propósitos.
I.A escala do Medical Research Council (MRC) é utilizada para avaliar a força muscular esquelética periférica, graduando-a de 0 (sem contração) a 5 (força normal), mas depende da capacidade do paciente de seguir comandos verbais.
II.A manovacuometria é utilizada para mensurar a força dos músculos respiratórios, fornecendo as medidas da Pressão Inspiratória Máxima (PImáx) e da Pressão Expiratória Máxima (PEmáx).
III.A dinamometria manual é um método objetivo para quantificar a força de preensão palmar, que possui boa correlação com a força muscular global e serve como um importante marcador prognóstico.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
Após a intubação orotraqueal de um paciente com peso ideal de 72 kg, o fisioterapeuta prontamente ajustou os parâmetros iniciais do ventilador ajustando no modo VCV-A/C com volume corrente de 400ml, FR 17/17, PEEP 5, Fluxo 38L/min, FiO2 de 100%. O paciente apresenta ao monitor saturação periférica de oxigênio de 100%. Assinale o ajuste ventilatório necessário para que o volume corrente ideal fique em 6ml/kg de peso predito e a FiO2 seja titulada de forma segura para o paciente.
Aumentar o fluxo inspiratório e reduzir a PEEP até alcançar SpO2 entre 93-97%.
Reduzir o volume corrente e a FiO2 até alcançar SpO2 entre 95-99%.
Aumentar o volume corrente e diminuir FiO2 até alcançar SpO2 entre 93-97%.
Manter a FiO2 em 100% até o inicio do desmame da ventilação.
Aumentar o volume corrente e reduzir a PEEP para manter SpO2>92%.
Paciente do sexo masculino, 69 anos, tabagista, bronquítico crônico, encaminhado à unidade de terapia intensiva devido Insuficiência Respiratória Aguda por um quadro de Pneumonia. Apresenta frequência cardíaca de 135 bpm, frequência respiratória de 37 rpm e saturação periférica de oxigênio de 90%. Apresentando uso de musculatura acessória da respiração, prensa abdominal com crepitos e roncos na ausculta pulmonar. Na gasometria arterial apresentava pH=7,30, PaCO2= 57, HCO3= 26, BE= +1, PaO2= 67, SaO2= 87%. O fisioterapeuta decidiu iniciar ventilação mecânica não invasiva. Assinale a alternativa que indica corretamente o modo ventilatório é preferível iniciar a terapia com esse paciente e qual o escore recomendado para monitorizar sucesso da terapia.
Bilevel, monitorizar após 15 minutos através do escore HACOR.
Bilevel, monitorizar após 30 minutos através do escore HACOR.
Bilevel, monitorizar após 90 minutos através do escore Rox Index.
CPAP, monitorizar após 30 minutos através do escore HACOR.
CPAP, monitorizar após 90 minutos através do escore HACOR.
A Circulação Extracorpórea (CEC), frequentemente utilizada em cirurgias cardíacas, pode apresentar efeitos multissistêmicos, como extravasamento capilar pulmonar, e sistêmico, como febre, leucocitose, disfunção renal e neurológica transitória. Esse conjunto de manifestações é conhecido como síndrome:
metabólica aguda
pós-perfusão
de Asperger
de Tourette
Em pacientes que evoluem com complicações no pós-operatório, como sedação profunda, instabilidade hemodinâmica e hipoxemia grave, pode ser necessário suporte ventilatório por mais de 24 horas. Nessa condição clínica, a modalidade ventilatória indicada é ventilação do tipo:
assistida, com pressão positiva contínua
não invasiva, com macronebulização
espontânea, com suporte mínimo
assistocontrolada
Sobre as condições fisiológicas no paciente obeso (IMC ≥ 30Kg/m²) e a utilização de ventilação mecânica, assinale a alternativa correta.
Aumento Capacidade Residual Funcional (CRF) e Capacidade Pulmonar Total (CPT).
Diminuição do trabalho respiratório por aumento resistivo da VAS e parede torácica.
Deve utilizar níveis de PEEP ≥10 cmH2O.
Não deve ser utilizada a posição “beach chair” nesses pacientes.
Em relação aos sistemas de oxigenoterapia, assinale a alternativa correta.
Todos os sistemas de oxigênio exigem umidificação suplementar, independentemente da taxa de fluxo utilizada.
Em sistemas de baixo fluxo, a fração inspirada de oxigênio (FiO2) depende de fatores como o reservatório anatômico do paciente e seu padrão respiratório.
Máscaras com reservatório são projetadas para fornecer no máximo 40% de concentração de oxigênio (FiO2), mesmo quando bem ajustadas.
Tendas faciais são sistemas de alto fluxo que podem oferecer FiO2 de até 100% com o uso de nebulizadores.
Na anatomia do músculo cardíaco, existem estruturas chamadas discos intercalares que são:
membranas celulares que unem as células miocárdicas umas nas outras e se dispõem cruzando as fibras miocárdicas.
miofibrilas de excitação elétrica localizadas na região do átrio direito e no centro do coração.
parte do revestimento do músculo esquelético que participa da contração do ventrículo esquerdo.
tecido de revestimento do sistema de excitação do coração com potencial de contração rítmica.
Sobre o processo de desmame da ventilação mecânica e a avaliação da capacidade do paciente de respirar sem suporte, assinale a alternativa correta.
A retirada do ventilador deve ser feita de forma abrupta assim que houver a estabilização do quadro clínico do paciente.
O sucesso do desmame não depende da melhora da causa original que levou à insuficiência respiratória.
A pressão do ventilador deve ser mantida elevada durante o processo para evitar que a musculatura do paciente sofra fadiga.
O teste de respiração espontânea (TRE) é a ferramenta padrão para avaliar se o paciente tem condições de manter a ventilação sem o auxílio da máquina.
Mobilização precoce em UTI reduz complicações e tempo de ventilação (Morris et al., 2016). Contudo, o ganho funcional depende de elegibilidade clínica e metas graduais. Qual decisão é mais consistente com os dados?
Aplicar mobilização ampla em todos os pacientes ventilados, visto que efeitos benéficos independem de instabilidade pressórica transitória.
Estruturar progressão com metas diárias, suspender diante de hipotensão ou hipoxemia e integrar exercícios respiratórios sob vigilância.
Priorizar repouso prolongado após cirurgias maiores, evitando estresse fisiológico adicional durante suporte ventilatório contínuo.
Limitar intervenções a manobras passivas, pois a mobilização ativa não acelera independência funcional em pacientes críticos.
Centralizar condutas apenas na higiene brônquica, uma vez que treino motor precoce pouco interfere em desfechos de UTI.
A intubação traqueal é indicada em situações clínicas que exigem a manutenção da permeabilidade das vias aéreas e o controle da ventilação pulmonar, especialmente quando há necessidade de suporte ventilatório invasivo. Entre as principais condições que justificam o uso de via aérea artificial, destacam-se:
eupneia, SpO2 acima de 98% e ausência de esforço ventilatório
frequência respiratória inferior a 10 irpm e padrão respiratório estável
hiperventilação leve, ausência de trauma em face e oxigenação espontânea
escala de Glasgow ≤ 8, apneia e sinais de fadiga muscular com retenção aguda de CO2
O suporte ventilatório é uma das ações cruciais durante a Parada Cardiorrespiratória (PCR) em ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Conforme as responsabilidades descritas para o fisioterapeuta neste cenário, assinale a alternativa correta sobre os procedimentos que devem ser executados pelo profissional durante a assistência à ventilação antes ou durante o procedimento de entubação.
Durante a ventilação com ambu, o fisioterapeuta deve aspirar as vias aéreas superiores e manter a hiperextensão cervical no paciente, mesmo que haja suspeita de trauma, para garantir a abertura total da via aérea.
Após o médico realizar a entubação, o fisioterapeuta deve apenas conectar o ventilador ao tubo endotraqueal, sendo a ausculta pulmonar para checagem da posição da cânula uma responsabilidade exclusiva do médico ou da equipe de enfermagem.
A checagem da pressão do balonete (cuff) da cânula endotraqueal deve ser realizada pelo fisioterapeuta apenas 20 minutos após a entubação, com o paciente já estável, para evitar a interrupção da ventilação com o ambu durante a fase aguda da PCR.
O fisioterapeuta tem a função fundamental de preparar e checar o circuito e o filtro umidificador do ventilador mecânico, manter a ventilação do paciente com o ambu (ventilação manual) e auxiliar o médico durante a entubação, monitorando a saturação e realizando a aspiração das vias aéreas superiores, se necessário.
O preparo de materiais como as sondas e luvas estéreis para a aspiração traqueal e a checagem do ventilador mecânico são tarefas que devem ser totalmente delegadas à equipe de enfermagem ou ao apoio, pois a função primária do fisioterapeuta é apenas ventilar o paciente com o ambu.
Em relação à mensuração das pressões respiratórias máximas, avalie se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinale a sequência correspondente.
( ) Para avaliação da pressão expiratória máxima (PEmáx), o indivíduo é orientado a inspirar até a capacidade pulmonar total (CPT) e realizar um esforço expiratório sustentado até o volume residual (VR).
( ) Na medida da pressão inspiratória máxima (PImáx), o indivíduo deve expirar até o VR e, em seguida, realizar esforço inspiratório até a CPT.
( ) Em volumes pulmonares próximos aos extremos (VR ou CPT), as variações das pressões máximas são maiores em consequência das pequenas variações de volume gasoso pulmonar.
( ) A PImáx e a pressão muscular inspiratória são negativas em relação à pressão atmosférica.
E - C - E - C.
E - C - C - C.
C - C - E - C.
C - E - C - E.
Após a análise dos gráficos, assinale a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.

Assincronia paciente-ventilador é o desacoplamento entre os esforços e/ou necessidades ventilatórias do paciente e o que é ofertado pelo ventilador. São eventos frequentes, muitas vezes não reconhecidos e que estão associados a piores desfechos clínicos. Na presença da assincronia _________________, quando em PCV, recomenda-se __________________ e _______________.
ciclagem precoce | aumentar o tempo inspiratório | diminuir a pressão inspiratória
fluxo excessivo | reduzir a pressão inspiratória | aumentar o tempo de subida
fluxo insuficiente | aumentar a pressão inspiratória | reduzir o tempo de subida
ciclagem tardia | aumentar o tempo inspiratório | elevar o percentual de critério de ciclagem
A ventilação mecânica (VM) é um dos recursos essenciais para o manejo do paciente crítico em ambiente de terapia intensiva. O fisioterapeuta deve ter um domínio avançado sobre os distintos modos ventilatórios, assegurando uma intervenção precisa e embasada, capaz de proporcionar um suporte ventilatório seguro e eficiente para indivíduos acometidos por insuficiência respiratória. Em relação aos modos ventilatórios, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Em seu cotidiano, o fisioterapeuta intensivista utiliza principalmente os modos que são ciclados a volume (ventilação controlada a volume — VCV) ou a pressão (ventilação controlada a pressão — PCV).
( ) A principal característica do modo pressão controlada é a garantia de pressão constante durante toda a fase expiratória.
( ) A ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) é um modo que intercala ciclos controlados e assistidos.
( ) Na ventilação controlada por volume (VCV), é possível um ajuste de uma pausa inspiratória em tempo absoluto ou em percentual do tempo inspiratório, que acarretará a pressão de platô.
C - E - C - C.
E - E - C - C.
C - E - E - C.
E - C - C - E.
A manutenção de níveis adequados de oxigênio (O2) no sangue arterial é fundamental para o bom funcionamento celular. A adequada oxigenação e a eliminação do gás carbônico dependem do funcionamento de diferentes componentes do sistema respiratório. Em quais circunstâncias pode ocorrer hipoxemia e hipercapnia simultaneamente?
Hipoventilação e desequilíbrio na relação ventilação/perfusão.
Distúrbios de difusão e hipoventilação.
Hiperventilação e desequilíbrio na relação ventilação/perfusão.
Distúrbios de difusão e hiperventilação.
Inalação de gás com baixa concentração de oxigênio e hiperventilação.
Assinale a alternativa INCORRETA sobre os métodos de fornecimento de oxigênio ao paciente com hipoxemia.
A cânula nasal de baixo fluxo possibilita uma concentração de oxigênio de 24 a 40%.
A máscara facial simples possibilita fluxos de 5 a 10 L/min.
A FiO2 ofertada pela cânula nasal de baixo fluxo não apresenta variação, sendo um método preciso de fornecimento de O2.
Fluxo acima de 4 L/min pode gerar maior desconforto respiratório e ressecamento da mucosa nasal na cânula nasal de baixo fluxo.
A máscara com reservatório de alta concentração (sem reinalação) possui concentração de O2 entre 60 e 90%.