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A Ventilação de Alta Frequência (VAF) é caracterizada por:
Baixa frequência respiratória e alto volume corrente.
Alta frequência respiratória e baixo volume corrente.
Frequência normal e pressão positiva elevada.
Volume corrente elevado, alta frequência respiratória e ventilação com baixa PEEP.
Ventilação manual com ambu.
Qual modo ventilatório fornece um volume corrente predefinido a cada respiração?
Pressão positiva contínua na via aérea (CPAP).
Ventilação com suporte pressórico (PSV).
Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV).
Ventilação controlada a volume (VCV).
Ventilação de pressão e tempo (APRV).
Conforme a RDC 223/2018 da Anvisa, sobre as atribuições do fisioterapeuta na unidade de terapia intensiva, assinale a atividade que está de acordo com a regulamentação.
Prescrever ventilação mecânica e administrar opioides endovenosos.
Coletar gasometria arterial e interpretar os resultados para ajustes respiratórios.
Realizar punção venosa profunda sem auxílio de ultrassom.
Alterar a dose de vasopressor titulada pelo médico intensivista.
De acordo com Souza (2019), a manovacuometria possibilita a avaliação indireta das forças inspiratória e expiratória dos músculos respiratórios. Com relação aos volumes pulmonares, preconiza-se realizar o teste de pressão inspiratória máxima partindo do nível do volume:
residual.
corrente.
de reserva inspiratório.
de reserva expiratório.
pulmonar total.
O aumento da resistência vascular pulmonar (RVP) e a hipoxemia são duas condições fisiopatológicas que frequentemente causam complicações em muitas patologias na prática clínica e que podem ser tratadas com o óxido nítrico (NOi). Na população pediátrica e neonatal, a terapia com NOi vem sendo empregada com frequência em determinados caso. O NOi é tóxico quando inalado mesmo por curtos períodos de tempo, em concentrações acima de
1.000 ppm.
2.000 ppm.
3.000 ppm.
4.000 ppm.
5.000 ppm.
No modo de ventilação controlada a pressão (PCV), qual das alternativas abaixo descreve corretamente o comportamento do volume corrente (VC) e do fluxo inspiratório?
O volume corrente é fixo e não sofre variações, independentemente das características mecânicas do sistema respiratório do paciente.
O volume corrente e o fluxo inspiratório são determinados diretamente pelo operador, sem influência da impedância do sistema respiratório.
O volume corrente e o fluxo inspiratório variam de acordo com a pressão aplicada acima da PEEP, o tempo inspiratório e a impedância do sistema respiratório.
O fluxo inspiratório mantém um padrão de onda quadrada, característico da ventilação ciclada a volume.
As mudanças __________ resultantes da mudança no(a) __________ pulmonar podem resultar de mudanças na __________ vascular pulmonar e da interdependência ventricular.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
sistêmicas — complacência — resistência
funcionais — fluxo — pressão
estruturais — capacidade — complacência
mecânicas — pressão — elasticidade
hemodinâmicas — volume — resistência
Em relação aos ajustes iniciais de ventilação mecânica, assinale a alternativa INCORRETA.
Utilizar a FiO2 necessária para manter a saturação arterial de oxigênio entre 85-88%.
Usar modo assistido-controlado, podendo ser ciclado a volume (VCV) ou ciclado a tempo e limitado á pressão (PCV), reavaliando nas primeiras horas, de acordo com o quadro clínico.
Regular frequência respiratória (f) inicial controlada entre 12-16 rpm.
Usar PEEP de 3-5 cm H2O inicialmente, salvo em situações de doenças como SARA.
Usar VC 6 ml/kg/peso predito inicialmente.
Sobre a manobra de recrutamento alveolar, analise as assertivas abaixo:
I. Instabilidade hemodinâmica grave é uma contraindicação absoluta para o emprego da técnica.
II. Não deve ser realizada rotineiramente em pacientes com lesão encefálica aguda e SARA.
III. Pode ser utilizada como manobra de resgate de pacientes que tenham hipoxemia após a indução da anestesia.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
O surfactante pulmonar atua de forma fundamental na mecânica respiratória. Sobre esse tema, assinale a alternativa CORRETA:
O aumento da tensão superficial alveolar facilita a expansão pulmonar durante a inspiração, reduzindo o trabalho respiratório.
O surfactante aumenta a tensão superficial alveolar, o que estabiliza alvéolos de diferentes tamanhos e previne atelectasias.
A ausência ou diminuição do surfactante pulmonar leva ao aumento da tensão superficial, maior tendência ao colapso alveolar e maior esforço respiratório.
Apenas os alvéolos de maior diâmetro produzem surfactante, enquanto os menores dependem exclusivamente da ventilação colateral para se manterem abertos.
Compreender a mecânica respiratória é fundamental em uma UTI. Um paciente com dispneia é avaliado. Sobre o sistema respiratório, assinale a alternativa correta.
Avaliar a função do diafragma orienta o manejo de disfunções respiratórias.
Avaliar a função do diafragma é exclusivo para disfunções neurológicas.
Avaliar a função do diafragma substitui a necessidade de espirometria.
Avaliar a função do diafragma limita-se à análise de fraturas costais.
Avaliar a função do diafragma é irrelevante para a ventilação mecânica.
A aspiração de secreções em pacientes sob ventilação mecânica pode ser realizada por dois sistemas distintos: o sistema aberto, que requer a desconexão do paciente ao ventilador para introdução do cateter de sucção, e o sistema fechado, que permite a aspiração sem interromper a ventilação. Entre as vantagens do sistema fechado, destacam-se o(a):
perda da PEEP e a perda da FIO2 desejada
preservação da FIO2 e a manutenção da PEEP
risco de infecção e a perda do volume corrente
manutenção da pressão positiva inspiratória e a perda do volume corrente preestabelecido
A ventilação mecânica (VM) é um suporte de vida essencial para pacientes com insuficiência respiratória aguda. O fisioterapeuta é peça chave na equipe multidisciplinar para o manejo do ventilador mecânico, incluindo a escolha dos modos ventilatórios, o ajuste de parâmetros, o monitoramento da mecânica respiratória e a condução do processo de desmame. A escolha do modo ventilatório inicial deve considerar a patologia de base, o drive respiratório do paciente e os objetivos da terapia. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O modo Ventilação Controlada a Pressão (PCV) é ciclado a tempo e limitado a pressão, onde o ventilador entrega um fluxo de gás até que uma pressão inspiratória prédeterminada seja atingida e a mantém por um tempo inspiratório ajustado. O volume corrente resultante é variável, dependendo da complacência e resistência do sistema respiratório.
II.O modo Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada (SIMV) permite que o paciente respire espontaneamente entre os ciclos mandatórios (controlados ou assistidos) fornecidos pelo ventilador. É considerado um modo que pode facilitar o desmame ao permitir que o paciente reassuma gradualmente o trabalho respiratório.
III.A Pressão de Suporte (PSV) é um modo de ventilação espontânea, ciclado a fluxo, no qual o paciente dispara todos os ciclos e o ventilador oferece um nível de pressão de suporte pré-ajustado para diminuir o trabalho inspiratório. É amplamente utilizado no processo de desmame da ventilação mecânica.
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas
II e III apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
Em relação à Ventilação com Pressão Positiva Intermitente Nasal (VPPIN), assinale a alternativa correta.
A VPPIN é contraindicada em recém-nascidos com apneia da prematuridade que não respondem ao CPAP nasal.
O principal critério para uso da VPPIN é a presença de vias aéreas superiores totalmente pérvias e estabilidade hemodinâmica.
A VPPIN deve ser evitada como forma de desmame da ventilação mecânica convencional.
A presença de distensão abdominal e intolerância alimentar não estão relacionadas ao uso da VPPIN.
A pronga nasal na VPPIN deve ser sempre substituída por máscara para reduzir complicações, como sangramento nasal.
Durante o manejo de uma criança em ventilação mecânica invasiva com diagnóstico de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), alguns princípios devem ser considerados para minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador. Sobre as estratégias de ventilação protetora e sua aplicação em pediatria, assinale a alternativa INCORRETA.
A estratégia de ventilação protetora visa utilizar volumes correntes baixos (4–6 mL/kg) para evitar volutrauma.
A aplicação de PEEP adequada contribui para manter os alvéolos recrutados e prevenir atelectrauma.
A hipercapnia permissiva pode ser tolerada em alguns casos, desde que o pH arterial se mantenha dentro de limites aceitáveis.
A manutenção de pressões inspiratórias elevadas (>40 cmH₂O) é recomendada para garantir uma oxigenação adequada em SDRA grave.
O monitoramento da mecânica respiratória e do driving pressure é importante para evitar barotrauma em pacientes pediátricos ventilados.
De acordo com as Orientações Práticas em Ventilação Mecânica da Associação Brasileira de Medicina Intensiva e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2024), assinale a opção que apresenta os critérios de diagnóstico e a classificação da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA).
Opacidades unilaterais na radiografia de tórax ou tomografia computadorizada ou linhas A bilaterais e/ou consolidações no ultrassom não totalmente explicadas por derrames, atelectasias ou nódulos/massas.
Início tardio ou piora da Insuficiência Respiratória Aguda, dentro de duas semanas após o início estimado do fator de risco predisponente ou dos sintomas respiratórios novos ou agravados.
A origem do edema na SARA é exclusivamente pulmonar e a hipoxemia/anormalidades nas trocas gasosas são primariamente atribuíveis à atelectasia.
A SARA pode ser precipitada por um fator de riscо predisponente tardio, como fibrose pulmonar, infecção não pulmonar, Guillain-Barré, transfusão, aspiração ou choque.
Considera-se como equivalente a relação entre a Saturação periférica de Oxigênio e a Fração inspirada de Oxigênio (SpO2/FiO2) ≤ 315 aferida por oxímetro de pulso, em um paciente utilizando Cateter Nasal de Alto Fluxo (CNAF).
São benefícios aos pacientes em postura ortostática, EXCETO:
Adaptação cardiovascular.
Diminuição da ventilação espontânea.
Prevenção de contraturas musculares.
Melhora da força de sustentação dos membros inferiores.
Melhora do volume corrente, capacidade residual funcional e troca gasosa.
Neonato de 32 semanas, CPAP 5 cmH₂O / FiO₂ 25 %, SpO₂ cai para 86 % de forma esporádica. Qual sequência de condutas segue as boas práticas antes de considerar VM invasiva?
Aspirar delicadamente vias aéreas em sistema fechado, confirmar posicionamento das cânulas e, caso persista, subir CPAP para 6 – 7 cmH₂O com ajuste de FiO₂.
Elevar imediatamente o CPAP para 8 cmH₂O mantendo a FiO₂ fixa.
Administrar surfactante por cateter fino sem avaliação prévia.
Suspender o CPAP e colocar cateter nasal de alto fluxo.
De acordo com as Orientações Práticas em Ventilação Mecânica da Associação Brasileira de Medicina Intensiva e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2024), existem critérios para indicação de intubação traqueal nos pacientes com Síndrome de Guillain-Barré para se antecipar à falência ventilatória. Sobre esse tema, assinale a opção correta.
Capacidade vital < 30 ml/kg, pressão inspiratória máxima mais fraca que -30 cmH20 e pressão expiratória máxima < 40 cmH2O.
apacidade vital < 20 ml/kg, pressão inspiratória máxima mais fraca que -40 cmH20 e pressão expiratória máxima < 40 cmH2O.
Capacidade vital < 30 ml/kg, pressão inspiratória máxima mais fraca que -40 cmH2O e pressão expiratória máxima < 40 cmH₂О.
Capacidade vital < 20 ml/kg, pressão inspiratória máxima mais fraca que -30 cmH2O e pressão expiratória máxima < 40 cmH2О.
Capacidade vital < 30 ml/kg, pressão inspiratória máxima mais fraca que -30 cmH₂0 e pressão expiratória máxima < 30 cmH2O.
Sobre a mecânica da expiração durante a respiração tranquila e em situações de maior demanda ventilatória, assinale a alternativa correta:
O diafragma se contrai ativamente para realizar a expiração em todas as condições.
Durante a hiperventilação, apenas o diafragma é recrutado para auxiliar na expiração forçada.
Os músculos intercostais externos são os principais responsáveis pela redução do volume torácico na expiração ativa.
A expiração é sempre ativa, independentemente da condição respiratória, com participação constante dos músculos, principalmente os abdominais.
Durante a respiração tranquila, a expiração é passiva, enquanto em situações como o exercício físico, ela se torna ativa com a participação de músculos como o reto abdominal, oblíquos e transverso.