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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as assincronias às suas respectivas causas.
Coluna 1
1. Assincronia de disparo.
2. Assincronia no pós-disparo.
3. Assincronia na ciclagem.
Coluna 2
( ) Volume minuto baixo, volume corrente baixo e baixo fluxo inspiratório.
( ) Hiperinsuflação, fraqueza muscular, baixo estímulo respiratório e grande resistência do tubo traqueal.
( ) Tempo inspiratório neurológico menor que tempo inspiratório mecânico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
3 – 2 – 1.
2 – 1 – 3.
1 – 2 – 3.
1 – 3 – 2.
O treinamento da musculatura respiratória é indicado sempre que for detectada redução da força inspiratória, especialmente em casos de desmame difícil. Esse treinamento pode ser realizado durante a permanência da intubação orotraqueal, desde que o quadro clínico permita. Uma das formas corretas de realizar esse treinamento se baseia na:
redução da sensibilidade do aparelho para 40% da PImáx, no uso do Threshold entre 30 a 40% da PImáx ou na redução progressiva da pressão de suporte
aplicação de broncodilatadores e no estímulo da tosse como única estratégia de fortalecimento muscular
manutenção da ventilação assistocontrolada por 72 horas, sem estímulo respiratório ativo do paciente
suspensão da ventilação mecânica e no início imediato de CPAP com pressão fixa de 10 cmH2O
São condições clínicas associadas ao aumento da PetCO2 na capnografia, EXCETO:
Hipoventilação.
Embolia gasosa.
Produção de CO2 aumentada.
Administração endovenosa de bicabornato de sódio.
(PMM/URCA 2025) Um paciente em desmame da ventilação mecânica é colocado em modo de Ventilação com Pressão de Suporte (PSV). O fisioterapeuta observa no monitor do ventilador que o paciente apresenta um esforço inspiratório visível, mas o ventilador não dispara um ciclo (assincronia de disparo ou trigger ineficaz). Qual é a causa mais provável e a solução para essa assincronia?
Causa: O tempo inspiratório está muito longo; Solução: Diminuir o tempo inspiratório.
Causa: Há um vazamento no circuito do ventilador; Solução: Aumentar a PEEP para compensar o vazamento.
Causa: O nível de pressão de suporte está muito alto; Solução: Diminuir a PSV.
Causa: O paciente está sedado demais; Solução: Aumentar a sedação.
Causa: A sensibilidade do ventilador está ajustada de forma inadequada (muito "dura" ou insensível); Solução: Ajustar a sensibilidade (trigger) para um valor mais sensível ( ex: diminuir o valor do trigger a fluxo ou a pressão).
Em pacientes em ventilação mecânica por insuficiência respiratória aguda, pode-se dividir o protocolo em cinco estágios desde a admissão do paciente até a alta hospitalar. Um paciente que abre os olhos, consegue direcionar o olhar e apresenta grau II de força para membros superiores, está no estágio II.
Nesse caso, ele poderá realizar transferência de deitado para sentado no leito por, no mínimo,
5 minutos.
10 minutos.
12 minutos.
15 minutos.
20 minutos.
Segundo Valiatti et al. (2021), a melhora da hipoxemia na posição prona em pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo pode ser explicada por que motivo?
Distribuição pouco uniforme da pressão transpulmonar.
Geração de pressões pleurais mais positivas.
Redução da estabilização de unidades dorsais pulmonares.
Redistribuição do peso dos órgãos sob o coração.
Menor grau de stress e strain (estresse e tensão) pulmonar.
Existem diversos modelos de aparelhos de ventilação mecânica (VM); durante sua integração, familiarize-se com o equipamento da sua unidade. Conceitos frequentes se aplicam à maioria dos pacientes ventilados, sendo que a pressão positiva expiratória final (PEEP) trata-se de uma pressão imobilizadora que ajuda a manter os pulmões abertos durante a expiração para melhorar a oxigenação. Evite desconectar o paciente do aparelho de VM se a PEEP for maior que:
02 cmH2O.
10 cmH2O.
03 cmH2O.
05 cmH2O.
Segundo Carvalho (2018), a forma de onda do dióxido de carbono (CO2), na capnografia normal, é representada pela concentração de CO2 versus o tempo, e apresenta componentes inspiratórios e expiratórios. Sobre as fases da forma de onda do CO2, assinale a opção correta.
A fase I representa a exalação de gás com uma concentração não mensurável de CO2 a partir das grandes vias aéreas.
A fase II significa o início da inspiração do gás a partir do alvéolo, misturando-se com o gás das vias aéreas condutoras.
O CO2 corrente final ocorre no final da fase II.
A fase IV representa o início da próxima exalação.
A fase V representa o início da inspiração.
Em relação à ventilação mecânica invasiva convencional em pediatria, assinale a alternativa INCORRETA.
O modo volume-controlado entrega um volume corrente fixo em cada ciclo respiratório.
A ventilação pressão-controlada visa manter uma pressão inspiratória constante durante a respiração assistida.
O modo ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) permite respirações espontâneas intercaladas com ciclos controlados.
A ventilação convencional pode ser usada em casos de apneia, pneumonia grave ou pós-operatório.
A ventilação com suporte de pressão (PSV) não é indicada para crianças com respiração espontânea.
Sobre as estruturas e funções do sistema cardiorrespiratório, assinale a alternativa correta.
As artérias pulmonares conduzem sangue oxigenado do coração para os pulmões.
O ventrículo direito do coração recebe sangue oxigenado proveniente dos pulmões para ser bombeado ao corpo.
Os alvéolos pulmonares são responsáveis pela condução do ar, mas não participam da troca gasosa.
A circulação pulmonar transporta sangue rico em oxigênio dos pulmões para o átrio direito.
A traqueia é reforçada por anéis cartilaginosos que mantêm sua estrutura aberta durante a passagem do ar.
Segundo Souza (2019), com relação à pressão de oclusão de vias aéreas (Po,1), assinale a opção correta.
A Po.1 não avalia a atividade do centro respiratório.
Em indivíduos saudáveis, a Po,1 encontra-se entre 2,5 a 3cmH20 durante uma respiração tranquila.
A Po,1 está relacionada com o estímulo neural da placa motora dos músculos respiratórios.
A Po.1 não é indicada para prever o desmame ventilatório.
Valores mais elevados de Po,1 se associam à menor probabilidade de fadiga muscular respiratória.
Um fisioterapeuta está tratando um paciente que recentemente foi diagnosticado com fibromialgia e DPOC. O cansaço é a queixa principal do paciente. Qual instrumento adequado para graduação da dispneia desse paciente?
Teste de caminhada de 6 minutos.
Teste de sentar e levantar 5 vezes.
Teste do degrau de 6 minutos.
Escala mMRC.
Shuttle Walk test.
O desmame ventilatório é o processo de transição da ventilação artificial para a espontânea. Embora o termo possa passar a ideia da necessidade de uma redução gradual da ventilação mecânica (VM) até sua retirada completa, em muitos pacientes essa retirada pode ser rápida, com o intuito de evitar o prolongamento desnecessário da VM. Considerando a importância desse tema, analise os itens.
I. O desmame difícil é o desmame completo entre um e sete dias após a primeira tentativa de separação do paciente do ventilador.
II. O TRE pode ser realizado em tubo T, ou em PSV com nível de PS entre 5 e 7cmH2O e PEEP entre zero e 5cmH2O, por 30 a 60 minutos.
III. A suspensão diária da sedação não é recomendada, pois prolonga a necessidade de ventilação mecânica e, consequentemente, atrasa o processo de desmame.
IV. O cuff leak test é considerado negativo quando a diferença entre volume corrente inspirado e expirado for maior do que 30%, indicando risco aumentado para estridor laríngeo.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens II e IV.
Apenas nos itens I, II e III.
Apenas nos itens II, III e IV.
Paciente admitido na UTI com quadro de insuficiência respiratória aguda tipo I, necessitando de ventilação mecânica invasiva prolongada. Após a estabilização do quadro, o fisioterapeuta inicia o processo de desmame da ventilação mecânica.
Diante do exposto, quais são as estratégias ventilatórias e de fisioterapia mais adequadas para o manejo desse paciente durante o processo de desmame da ventilação mecânica?
A retirada imediata da ventilação mecânica deve ser realizada assim que o paciente recobrar a consciência e o quadro clínico que levou à intubação estiver estabilizado. Essa abordagem ajuda a evitar fraqueza e/ou fadiga muscular induzida pelo uso prolongado da ventilação mecânica.
Antes da extubação, o fisioterapeuta pode realizar o teste de permeabilidade das vias aéreas em pacientes com alto risco de desenvolver estridor pós-extubação. Após o ajuste dos parâmetros ventilatórios, deve-se desinsuflar o cuff. Se o volume corrente expirado for maior que o inspirado em 10% ou mais, há menor chance de edema laríngeo e estridor pós-extubação.
Durante o teste de respiração espontânea, o paciente deve ser monitorado de perto. Caso apareçam sinais de intolerância, o teste deve ser interrompido imediatamente. Nesse caso, o paciente deve ser sedado e reintroduzido na ventilação mecânica invasiva, em modo controlado, com fração inspirada de oxigênio a 100%, para permitir o descanso.
O processo deve começar com uma avaliação para identificar a recuperação clínica adequada, incluindo: estabilidade hemodinâmica; capacidade de realizar o disparo da ventilação mecânica; relação PaO2/FiO2 igual ou superior a 150; PaO2 ≥ 60 mmHg com FiO2 ≤ 0,4 e PEEP igual ou inferior a 8 cmH2O.
A monitoração ventilatória permite aos profissionais atuantes em unidade de terapia intensiva seguir o curso ou evolução da doença e ajustar a terapêutica de acordo com os dados e informações advindas de uma monitoração adequada. Em relação à monitoração dos pacientes intubados, é correto afirmar:
Situações de má perfusão por redução do débito cardíaco, vasoconstrição ou hipotermia não interferem na leitura do oxímetro de pulso.
A gasometria arterial permite o cálculo da relação PaO₂/FiO2, e o uso de cateter nasal viabiliza o seu uso, pois a FiO2 efetiva é conhecida.
A aplicação clínica mais importante da capnometria é a monitoração da perfusão cerebral, por exemplo em pacientes com lesão cerebral aguda grave.
A pausa expiratória promove o equilíbrio entre as pressões alveolar e das vias aéreas proximais, permitindo a determinação da auto-PEEP.
A complacência estática do sistema respiratório reflete as modificações nas vias aéreas decorrentes de doenças que afetam os pulmões.
Uma das complicações da ventilação mecânica pode ser o barotrauma, que pode provocar pneumotórax. Essa alteração ocorre quando os ajustes na ventilação mecânica proporcionam pressões
inspiratórias elevadas ou tempos inspiratórios prolongados.
inspiratórias moderadas ou tempos inspiratórios prolongados.
inspiratórias moderadas ou tempos expiratórios prolongados.
expiratórias elevadas ou tempos expiratórios prolongados.
expiratórias baixas ou tempos expiratórios prolongados.
Em relação à classificação de desmame ventilatório assinale a alternativa incorreta.
Desmame simples: a primeira tentativa de separação do paciente do ventilador resultou no fim do processo de desmame dentro de sete dias, por sucesso de desmame ou óbito.
Desmame difícil: desmame completo após um dia, mas em menos de sete dias, após a primeira tentativa de separação do paciente do ventilador, por sucesso de desmame ou óbito.
Desmame prolongado: desmame que não se completou em até sete dias após a primeira tentativa de separação do paciente do ventilador.
No grupo de desmame prolongado tem-se a possibilidade de desmame prolongado com sucesso após sete dias desde a primeira tentativa de separação e a possibilidade de desmame prolongado sem sucesso.
Em muitos pacientes com insuficiência respiratória, o objetivo primário da ventilação mecânica é aumentar a PO₂ arterial. Na prática, esses pacientes são sempre ventilados com misturas enriquecidas em oxigênio. A fim de evitar concentrações muito elevadas de O₂, devido aos riscos de toxicidade por gás e atelectasia, a concentração de O₂ para elevar a PO₂ deve ser ajustada a pelo menos
40 mmHg.
50 mmHg.
60 mmHg.
70 mmHg.
80 mmHg.
Em situações de infecções respiratórias, há aumento da atividade das células produtoras de muco, favorecendo o acúmulo de secreções nas vias aéreas e o risco de complicações. Nesse contexto, a aspiração endotraqueal tem como objetivo remover secreções acumuladas nas vias aéreas superiores e inferiores de pacientes em ventilação espontânea ou mecânica. São consideradas complicações relacionadas a esse procedimento, exceto:
Aumento da pressão intratorácica com consequente redução do retorno venoso, débito cardíaco e hipotensão arterial.
Redução da pressão intracraniana, desencadeada pela tosse e/ou agitação.
Broncoespasmo, atelectasia e trauma de mucosa.
Bradicardia por estimulação dos receptores vagais, presentes na árvore brônquica.
Sobre a avaliação da musculatura respiratória pela manovacuometria, assinale a alternativa correta.
A medida é realizada a partir de uma expiração máxima seguida de uma inspiração a volume corrente. A primeira medida deve ser anotada para evitar o efeito aprendizagem.
Deve ser realizada, pelo menos, 10 vezes, de forma a produzir manobras aceitáveis e sem vazamento, com intervalo de 30 segundos entre elas.
A medida da pressão expiratória é expressa em mmHg, e quanto maior o valor absoluto, pior é a condição da musculatura expiratória.
A medida da pressão expiratória máxima é realizada sustentando-se por 1 a 3 segundos em expiração, sendo que o indivíduo deve ser orientado antes da medida, podendo ser repetida por mais de 2 vezes se necessário.