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A utilização da posição prona em pacientes sob ventilação mecânica ganhou destaque na última década pela melhora do desfecho clínico em pacientes com SARA moderada e grave. Considerando essa posição, analise os itens.
I. Instabilidade de coluna vertebral, cirurgia torácica recente, síndrome compartimental, instabilidade hemodinâmica, traqueostomia recente e gestação no primeiro trimestre são contraindicações absolutas à posição prona.
II. Alterar a rotação da cabeça, modificar a posição de nadador uma vez ao turno, usar travesseiros sob tórax, pelve e cabeça, usar hidrocoloide em face e utilizar medidas protetoras para os olhos são formas de mitigar eventos adversos.
III. A manobra de prona deve durar entre 16h e 20h. No entanto, a extensão do tempo para 24-36h pode ser considerada em casos individualizados.
IV. Surgimento de hemoptise aguda, deslocamento ou obstrução do tubo endotraqueal e frequência cardíaca <30 bpm por mais de 60s são critérios para interrupção da manobra de prona.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens III e IV.
Apenas nos itens I, II e III.
Em todos os itens.
O modo pressão de suporte é considerado espontâneo, ou seja, não tem frequência respiratória predeterminada pelo operador, limitado à pressão e ciclado a fluxo. O volume corrente é fixo.
Certo
Errado
É contraindicação para pacientes em cuidados paliativos com hipoxemia.
Certo
Errado
Em relação à Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), assinale a alternativa correta.
Acomete principalmente os lobos superiores.
Apresenta complacência pulmonar aumentada.
É caracterizada por edema pulmonar não cardiogênico.
É causada apenas por infecções virais.
Tem como principal tratamento o uso de antibióticos.
A Ventilação Pulmonar Mecânica Invasiva (VPMI) é realizada exclusivamente por meio de vias aéreas artificiais, como o TET e a __________. Em neonatologia, o TET não possui __________, o que aumenta o risco de __________, exigindo do fisioterapeuta avaliação constante da __________ da via aérea.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
TQT – balonete – extubação acidental – posição
cânula nasal – balonete – aspiração – extensão
TQT – pressão – obstrução – oximetria
máscara laríngea – cuff – trauma – saturação
TQT – cuff – refluxo – oxigenação
Paciente do sexo masculino, 68 anos, tabagista de longa data, com carga tabágica estimada em 60 anos-maço.¬¬Deu entrada na UTI com queixa de dispneia progressiva, inicialmente aos médios esforços, mas com piora há três dias. Apresenta dispneia, tosse produtiva e febre (38,5 ºC). Ao exame físico, encontra-se hipotenso (90/50 mmHg), taquicárdio (FC: 130 bpm), eletrocardiograma com ritmo sinusal, sem drogas vasoativas até o momento. Ao exame neurológico, apresenta-se confuso (Escala de Glasgow de 14). À avaliação respiratória, apresenta taquipneia (f = 30 rpm), com uso de musculatura acessória, SpO2 de 83% com cateter de oxigênio a 2 lpm. Tosse produtiva e pouco eficaz. À ausculta pulmonar, apresenta redução do murmúrio vesicular e roncos apicais. Tórax em tonel. Avaliação musculoesquelética e funcional não foi possível devido ao quadro clínico.
A partir dessas informações, é correto afirmar:
O indivíduo não tem o diagnóstico formal de DPOC e, embora as informações sugiram o diagnóstico, elas não são úteis ao fisioterapeuta no direcionamento do tratamento.
A taquipneia e o uso de musculatura acessória indicam aumento do trabalho ventilatório, mas é uma característica do indivíduo tabagista, portanto, sem necessidade de intervenção imediata pela equipe.
A hipertermia, a taquicardia e a hipotensão são fatores que indicam possível infecção, que poderá ser controlada somente com antibioticoterapia.
A SpO2 de 83% associada ao quadro de taquipneia e uso de musculatura acessória indicam necessidade imediata de suporte adicional (oxigênio, ventilação não invasiva ou invasiva), a depender da evolução clínica.
Como não foi possível realizar a avaliação funcional desse paciente e não há relato de disfunção musculoesquelética prévia, o fisioterapeuta deve considerá-lo como de baixo risco para declínio funcional.
A mobilização precoce de pacientes críticos sob ventilação mecânica tem sido sustentada por evidências robustas que apontam benefícios funcionais e prognósticos, desde que respeitados critérios rigorosos de segurança clínica. Protocolos internacionais, como os propostos pela SCCM, enfatizam parâmetros hemodinâmicos, ventilatórios e neurológicos específicos para início de mobilização ativa assistida. Considerando um paciente adulto, intubado, com sedação leve, qual das condições a seguir configura o cenário mais adequado para a implementação segura da mobilização precoce?
Nível de sedação mantido em RASS entre -1 e 0, estabilidade hemodinâmica há pelo menos 24 horas e infusão de drogas vasoativas em patamar subcrítico.
Classificação ASA de risco cirúrgico inferior a III, ausência de episódios infecciosos recentes e estabilidade do equilíbrio ácido-base.
Capacidade de execução espontânea de movimentos simples associada a reflexos pupilares preservados e resposta ao estímulo verbal.
Manutenção de ventilação espontânea com suporte mínimo por período contínuo superior a trinta minutos, sem desconforto ventilatório evidente.
Saturação periférica de oxigênio superior a 92% em ar ambiente e escore negativo para delirium hipoativo pela escala CAM-ICU.
Dispositivo inflável, presente em tubos endotraqueais em pacientes assistidos por ventilação mecânica, que tem como objetivo o selamento das vias aéreas, evitando, assim, a aspiração de secreções da orofaringe para traqueias e escape de ar durante a ventilação por pressão positiva, é chamado de:
cuff
cânula
umidificador
balão intra-aórtico
A ventilação mecânica tem como uma de suas principais indicações o desequilíbrio entre o esforço respiratório do paciente e a ventilação pulmonar efetiva, frequentemente causado por falência neuromuscular, alterações na mecânica respiratória ou ambos simultaneamente. Dentre as situações clínicas, a indicação mais frequentes para o uso da ventilação mecânica consiste em:
correção de distúrbios associados à hipoxemia
acidose metabólica compensada
congestão nasal persistente
dor torácica leve
O fisioterapeuta de uma emergência recebe o resultado da gasometria arterial de um paciente que está em ventilação mecânica invasiva, no modo pressão controlada:
• pH 7,28
• PaO₂ 85mmHg
• PCO₂ 73mmHg
• HCO₃ 29mmol/L
• EB +4mmol/L
• SatO2 96%
Com base nesses dados, qual é a interpretação mais provável e a conduta ventilatória mais adequada no momento?
Hiperventilação, deve-se reduzir a frequência respiratória e/ou reduzir a pressão inspiratória.
Hipercapnia, deve-se aumentar a frequência respiratória e/ou aumentar a pressão inspiratória.
Hipoventilação, deve-se reduzir a frequência respiratória e/ou reduzir a pressão inspiratória.
Hipocapnia, deve-se aumentar a frequência respiratória e/ou aumentar a pressão inspiratória.
A hiperoxemia é a condição em que há excesso de oxigênio no sangue arterial. São considerados efeitos ou riscos da hiperoxemia aguda no sistema respiratório, EXCETO:
Atelectasia de absorção.
Diminuição da ventilação alveolar.
Vasoconstrição pulmonar.
Piora da relação V/Q.
Em relação à aspiração de vias aéreas, analise os itens.
I. O sistema fechado previne a descontinuidade da ventilação mecânica e a manutenção dos parâmetros ventilatórios, além de reduzir o risco de infecção por contaminação. Entretanto, não elimina a possibilidade de pressões negativas alveolares durante a aspiração.
II. A desconexão da ventilação mecânica para a aspiração é geralmente bem tolerada por pacientes com lesões pulmonares menos graves.
III. Existem apenas duas complicações decorrentes da aspiração de vias aéreas: hipoxemia e estimulação vagal.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
O ar inspirado é naturalmente aquecido e umidificado ao passar pelas cavidades oral e nasal e pela faringe. No entanto, durante o suporte ventilatório através de tubo endotraqueal, esses mecanismos fisiológicos são suprimidos. Para substituir essas funções, podem ser utilizados umidificadores aquecidos (UAs) ou trocadores de calor e umidade (HMEs). Assinale a alternativa correta em relação a esses dispositivos:
As tarefas de umidificação e aquecimento podem ser realizadas passivamente, através de umidificadores aquecidos (UAs), como ativamente, por meio de trocadores de calor e umidade (HMEs).
Os umidificadores aquecidos apresentam ação passiva, que basicamente retêm a umidade e o calor durante a expiração e então liberam para o ar seco inspirado, retornando o aquecimento e a umidade das vias aéreas do paciente.
Os HMEs higroscópicos têm área de superfície aumentada por várias pregas (dobraduras). A superfície absorve a água e impede sua passagem para o meio externo, o gás inspirado é umidificado e aquecido com a água retida durante a expiração.
Os HMEs são contraindicados de maneira relativa para os pacientes em algumas situações, como: presença de secreção espessa, abundante e sanguinolenta; pacientes com fístula broncopleural volumosa; pacientes com temperatura corporal menor que 32ºC e durante tratamento com aerossol.
Com base nos princípios da ventilação com pressão de suporte (PSV), assinale a alternativa correta:
A ciclagem do ventilador no modo PSV ocorre por um critério de tempo fixo, independentemente do fluxo inspiratório.
O tempo de subida (rise time) ajusta a velocidade de entrega do fluxo inspiratório, podendo influenciar o conforto e a sincronia paciente-ventilador.
A pressão alveolar no modo PSV é diretamente controlada pelo ventilador e não sofre influência do esforço respiratório do paciente.
O volume corrente (VC) no modo PSV é fixo e controlado pelo ventilador, garantindo estabilidade ventilatória.
Mulher, 40 anos, com 170 cm de altura, internada na UTI com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), decorrente de Covid-19. Qual é o volume corrente correto para essa paciente?
495 mL..
454 mL.
246 mL.
159 mL.
A monitorização respiratória é fundamental na Unidade de Terapia Intensiva e permite a tomada de decisões quanto ao suporte ventilatório necessário para o paciente crítico.
Sobre a monitorização respiratória, assinale a afirmativa correta.
A complacência do sistema respiratório pode ser medida durante a ventilação mecânica e seu cálculo é feito com base no fluxo ofertado e na pressão de admissão.
A capnografia registra os valores do CO2 no início da fase expiratória.
O aumento da resistência das vias aéreas acarreta limitação ao fluxo aéreo que pode ser identificada nos gráficos do ventilador mecânico.
A Pimax representa a força dos músculos inspiratórios, mas não pode ser medida em pacientes com via aérea artificial.
O ventilômetro de Wright permite a medida do volume minuto e da capacidade residual funcional, sendo útil para o cálculo do índice de respiração rápida e superficial.
As mais diversas situações clínicas podem levar à redução de volumes e capacidades pulmonares com consequente atelectasia. As técnicas de expansão pulmonar fazem parte da estratégia terapêutica nessas situações.
Sobre o tema, assinale a afirmativa incorreta.
As técnicas de expansão pulmonar devem aumentar a pressão transpulmonar por meio da redução da pressão pleural ou do aumento da pressão alveolar.
O decúbito lateral deve ser adotado sempre que possível e o paciente deve ser posicionado com o pulmão comprometido em supralateral.
O fluxo expiratório forçado facilita a ventilação de unidades alveolares colapsadas.
A inspiração lenta, profunda e com pausa ao final facilita a distribuição homogênea da ventilação em unidades alveolares com constantes de tempo diferentes.
A posição sentada favorece o aumento da CRF em relação ao decúbito dorsal.
Um paciente de 58 anos foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido à insuficiência respiratória aguda (IRpA) após uma cirurgia abdominal de emergência. No prontuário, consta histórico de diabetes tipo 2, obesidade e instabilidade hemodinâmica durante o período pós-operatório. Atualmente, o paciente encontra-se em ventilação mecânica invasiva, apresentando dificuldade no desmame ventilatório e um aumento progressivo no tempo de internação. A respeito da insuficiência respiratória aguda (IRpA), assinale a alternativa correta:
A insuficiência ventilatória aguda resulta da hiperventilação alveolar e caracteriza-se gasometricamente por hiperoxemia associada à elevação da PaCO2.
O diagnóstico da IRpA precoce e preciso requer a análise da gasométrica do sangue arterial. A IRpA estará presente, se na gasometria arterial houver: PaO2 inferior a 100 mmHg, em ar ambiente, com fração de oxigênio inspirada (FiO2) de 21%; PCO2 acima de 35 mmHg, se não representar compensação de alcalose metabólica.
A Ventilação Não-Invasiva com Pressão Positiva (VNPP) possibilita a assistência ventilatória, com FiO2 e pressão positiva controladas de vias aéreas, com via aérea artificial invasiva, evitando muitas complicações associadas com a intubação traqueal e a ventilação mecânica.
A entubação traqueal e ventilação mecânica são usadas quando a IRpA hiperoxida ou hipercápnica não pode ser tratada por outros meios, a não ser pelo suporte ventilatório mecânico. A sua indicação ocorre quando há: 1. persistência de hipoxemia após a administração de oxigênio; 2. PCO2 acima de 55 mmHg, com pH inferior a 7,25; 3. capacidade vital inferior a 15 mL/kg, com doença neuromuscular.
Possui três causas: 1. disfunção do centro respiratório; 2. comprometimento da função muscular respiratória; e 3. trabalho respiratório excessivo (obstrução de vias aéreas proximais).
De acordo com Sarmento (2011), as consequências mais importantes da restrição da mobilidade em crianças são os efeitos ocasionados no sistema cardiovascular e cardiopulmonar, com consequente alteração do transporte de oxigênio. O posicionamento e a mobilização do paciente têm efeitos importantes na função cardiopulmonar e cardiovascular, determinando uma melhora na capacidade de transporte de oxigênio. Em relação aos efeitos agudos da mobilização do paciente no transporte de oxigênio, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a opção correta.
( ) A mobilização do paciente promove aumento do volume corrente e aumento da drenagem linfática pulmonar.
( ) O posicionamento de supino para ortostatismo aumenta o diâmetro anteroposterior do tórax e aumenta o fluxo expiratório forçado.
( ) A mobilização do paciente promove redução da produção e distribuição de surfactante e aumento do gradiente alvéolo-arterial de oxigênio.
( ) O posicionamento de supino para ortostatismo gera aumento da capacidade residual funcional e redução do diâmetro lateral do gradeado costal e de abdome.
(V) (F) (F) (F)
(F) (V) (F) (V)
(V) (V) (F) (V)
(V) (F) (V) (F)
(F) (F) (V) (V)
Em pacientes críticos sob ventilação mecânica são usadas medidas para monitorização do suporte ventilatório. Qual medida é classicamente usada para avaliar o drive ventilatório do paciente sob ventilação mecânica?
Pocc.
Pplatô.
Pmusc.
p01.