

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS) é utilizado mundialmente para classificar a função motora de crianças com paralisia cerebral. Sobre suas características, assinale a alternativa correta:
O nível I descreve crianças com limitações severas, que necessitam de cadeira de rodas elétrica para locomoção em todos os ambientes.
O GMFCS possui três níveis de classificação, que avaliam exclusivamente a capacidade de deambulação em ambiente domiciliar.
O nível III corresponde a crianças capazes de caminhar sem nenhuma limitação funcional, porém com leve dificuldade em atividades esportivas.
A escala GMFCS não considera idade, sendo aplicada de forma única para todos os grupos etários.
O GMFCS é dividido em cinco níveis, sendo que o nível V corresponde a crianças com maiores limitações motoras, dependentes de cadeira de rodas e assistência física para mobilidade.
Os efeitos nocivos do repouso ao leito não se limitam somente ao sistema músculo-esquelético, mas também afetam outros sistemas do corpo. As alterações observadas no sistema cardíaco incluem taquicardia, hipotensão postural, diminuição do pico de captação de oxigênio, volume sistólico e débito cardíaco devido à perda de fluidos. A diminuição do volume ventilatório e da eliminação de secreções é causada pela posição supina, resultando em atelectasia e pneumonia. Problemas residuais, que incluem redução da função física e diminuição da qualidade de vida, são frequentemente vivenciados por sobreviventes de doenças críticas. Sobre a fisioterapia nos pacientes com suporte ventilatório, assinale a alternativa INCORRETA.
Terapias de remoção de secreções, como posicionamento, hrperinsuflação manual ou no ventilador, compressão e oscilação da parede torácica de alta frequência, devem ser usadas para melhorar a oxigenação e a eliminação de secreções em pacientes sob ventilação mecânica. Indica-se o uso dessas terapias quando ocorre aumento da resistência de vias aéreas associado a um padrão de dente de serra na curva de fluxo-volume do ventilador, secreções visíveis no tubo endotraqueal e/ou presença de roncos na ausculta pulmonar.
A terapia de expansão pulmonar pode ser aplicada em caso de atelectasias e/ou redução da complacência estática do sistema respiratório, desde que não haja contraindicação.
Realizar sempre as manobras compressivas torácicas manuais com finalidade de expansão pulmonar, haja visto que a melhora na complacência é definitiva após essas manobras.
Implementar treinamento muscular inspiratório para pacientes ventilados na UTI por mais de sete dias e naqueles que falharam no desmame da ventilação mecânica por fraqueza muscular respiratória.
Paciente masculino de 63 anos, com diagnóstico de DPOC exacerbado, intubado por insuficiência respiratória aguda, ventilado no modo volume controlado (VCV) com onda de fluxo quadrada. O ventilador foi configurado para ofertar 480mL de volume corrente, com fluxo inspiratório de 45 L/min, PEEP 5 cmH2O, Fio2 40% e FR 15 ipm. Nestas configurações, é mensurado uma pressão de platô de 22 cmH2O, pressão de pico de 48 cmH2O e auto-PEEP de 4 cmH2O.) Qual o valor da resistência das vias aéreas desse paciente?
34,6 cmH2O/L/s.
0,57 cmH2O/L/s.
0,48cmH2O/L/s.
64 cmH2O/L/s.
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada por redução ao fluxo aéreo expiratório, causando dispneia aos esforços e redução na capacidade funcional dos indivíduos. Sobre a atuação da fisioterapia respiratória nas doenças obstrutivas, analise as afirmativas a seguir.
I. A ventilação não invasiva é capaz de reduzir as exacerbações na insuficiência respiratória tipo II, diminuindo o trabalho respiratório e favorecendo a ventilação alveolar com consequente aumento na PaCO2.
II. A fraqueza muscular inspiratória é multifatorial, incluindo o grau de hiperinsuflação com consequente desvantagem biomecânica devido ao aumento da zona de aposição e o uso de corticoides.
III. O treinamento muscular inspiratório pode ser utilizado nos pacientes que apresentam fraqueza muscular inspiratória, caracterizada por redução na Pimáx abaixo de 70% do valor predito.
IV. A auto-PEEP atua como uma sobrecarga para o esforço inspiratório e é descrita como a maior responsável pelo aumento do trabalho ventilatório e a PEEP externa em valores próximos aos da auto-PEEP mensurada (não maior que 85% dela) parece reduzir o trabalho ventilatório sem causar aumento da hiperinsuflação.
Está correto o que se afirma em
I, III, II e IV.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
No modo VCV o volume corrente e a pressão de pico são variáveis com ajuste fixo.
Certo
Errado
Segundo Souza (2019), na ventilação mecânica, podem ocorrer assincronias, sendo uma delas a assincronia de ciclagem tardia. Sobre esse tema, assinale a opção que apresenta a resolução da assincronia de ciclagem tardia.
Aumentar o tempo inspiratório e/ou reduzir a sensibilidade exalatória.
Reduzir o tempo inspiratório e/ou reduzir a sensibilidade exalatória.
Aumentar o tempo inspiratório e/ou zerar sensibilidade exalatória.
Zerar o tempo inspiratório e/ou aumentar a sensibilidade exalatória.
Reduzir o tempo inspiratório e/ou aumentar a sensibilidade exalatória.
As técnicas de expansão pulmonar são utilizadas para reverter ou prevenir a atelectasia, melhorando a ventilação colateral e otimizando as trocas gasosas. Dentre os recursos utilizados, a espirometria de incentivo se destaca. Assinale a alternativa que descreve o princípio fisiológico correto de sua aplicação.
Gerar uma inspiração lenta e profunda, seguida de uma pausa inspiratória, para criar um gradiente de pressão transpulmonar que favorece a abertura de alvéolos colapsados.
Utilizar a pressão positiva intermitente para insuflar passivamente os pulmões, sem a necessidade de esforço ativo do paciente.
Aumentar a pressão expiratória final positiva (PEEP) para manter as vias aéreas abertas durante todo o ciclo respiratório.
Promover uma expiração forçada e rápida para desalojar secreções das vias aéreas periféricas, facilitando sua remoção.
A ventilação mecânica ou o suporte ventilatório mecânico tem como objetivo substituir o ato natural de respirar, levando quantidade suficiente de ar para os pulmões e propiciando ajuste da ventilação alveolar e oxigenação do sangue arterial. A forma como o ventilador mecânico libera o ar depende do modo ventilatório programado e dos ajustes necessários em cada modo. Em relação ao modo ventilatório PSV, assinale a alternativa CORRETA.
A pressão de pico resulta de ajustes de fluxo e PEEP, complacência do sistema respiratório e resistência das vias aéreas do paciente.
O disparo pode ocorrer por tempo, variação de fluxo ou pressão.
A ciclagem ocorre por diminuição do pico de fluxo inspiratório até que se alcance um valor pré-estabelecido.
A FR ajustada deve ser baixa para estimular o drive ventilatório do paciente.
As diferenças anatômicas e fisiológicas de recém-nascidos e lactentes preconizam que os parâmetros ventilatórios sejam ajustados à doença de base e às diferenças estruturais da criança. Dessa forma, a adequação inicial da ventilação pulmonar mecânica (VPM) deve ser composta de parâmetros mínimos, e a sua manutenção deve se dar de acordo com as características da doença e a clínica do paciente.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os parâmetros ventilatórios iniciais para os pacientes pediátricos:
PIP: 15 cm H₂O; PEEP: 3 cm H₂O; frequência: 30 rpm; tempo inspiratório: 0,35–0,45 seg; fluxo: 6–8 lpm.
PIP: 20 cm H₂O; PEEP: 5 cm H₂O; frequência: 20 rpm; tempo inspiratório: 0,55–0,70 seg; fluxo: 8–15 lpm.
PIP: 15 cm H₂O; PEEP: 5 cm H₂O; frequência: 20 rpm; tempo inspiratório: 0,35–0,45 seg; fluxo: 8–15 lpm.
PIP: 20 cm H₂O; PEEP: 3 cm H₂O; frequência: 30 rpm; tempo inspiratório: 0,55–0,70 seg; fluxo: 6–8 lpm.
PIP: 20 cm H₂O; PEEP: 5 cm H₂O; frequência: 30 rpm; tempo inspiratório: 0,55–0,70 seg; fluxo: 8–15 lpm.
Leia atentamente o excerto a seguir:
É um parâmetro da ventilação mecânica que representa a diferença entre a pressão de platô e a PEEP, sendo um indicador da distensão alveolar real. Ele é fundamental na proteção pulmonar, sendo essencial para encontrar um equilíbrio entre a prevenção do atelectrauma e a hiperinsuflação, garantindo uma ventilação mais segura e eficaz.
(Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB); Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Orientações práticas em ventilação mecânica 2024: com base em evidências. São Paulo, 2024.)
Trata-se da definição do conceito:
driving pressure.
resistência.
auto-PEEP.
complacência.
De acordo com os princípios de fisiologia e biomecânica cardiopulmonar neonatal, assinale a opção correta.
Devido à maior complacência da caixa torácica neonatal, a ventilação espontânea é mais eficiente do que em adultos, facilitando a manutenção da capacidade residual funcional (CRF).
A complacência pulmonar do neonato é maior que a do adulto, o que possibilita a utilização de volumes correntes elevados sem risco de lesão.
A remoção do líquido pulmonar fetal ocorre exclusivamente pela compressão mecânica durante o parto vaginal.
O diafragma é o principal músculo responsável pela inspiração no neonato, pois os músculos intercostais ainda estão pouco desenvolvidos.
O fechamento precoce do canal arterial não tem impacto sobre a hemodinâmica pulmonar de neonatos ventilados mecanicamente.
A redução da complacência torácica, o espessamento das paredes alveolares e a diminuição da força dos músculos respiratórios caracterizam uma alteração fisiológica diretamente relacionada a:
Hipertrofia muscular.
Envelhecimento pulmonar.
Aumento da capacidade vital.
Melhora da difusão gasosa.
A reserva ventilatória é um parâmetro funcional essencial no diagnóstico diferencial da dispneia, permitindo distinguir entre causas de origem cardíaca e pulmonar. Ela é calculada pela relação entre:
ventilação máxima alcançada durante o exercício e ventilação voluntária máxima em repouso
frequência respiratória em repouso e frequência cardíaca máxima durante o treinamento
capacidade vital forçada e volume expiratório forçado no primeiro segundo
pressão inspiratória máxima e pressão expiratória máxima em repouso
Os sistemas de baixo fluxo administram oxigênio puro (100%) em uma taxa inferior ao fluxo inspiratório do paciente, resultando em uma FiO2 variável. Esses sistemas são mais indicados para pacientes com:
frequência respiratória menor que 25 incursões por minuto e padrão respiratório estável
insuficiência respiratória grave e necessidade de ventilação mecânica invasiva
padrão respiratório instável e taquipneia acima de 30 incursões por minuto
hipoxemia refratária e alto volume minuto respiratório
Em ventilação mecânica prolongada, mobilização precoce associa-se a menor delirium e menor tempo de UTI (Schweickert et al., 2009). A implementação, porém, depende de estabilidade hemodinâmica e parâmetros ventilatórios toleráveis. Qual conduta está mais alinhada às evidências?
Priorizar repouso em casos com PAM preservada, visto que mobilização altera pouco desfechos respiratórios na ventilação assistida.
Realizar higiene brônquica com protocolo fixo, reduzindo variabilidade e simplificando decisões durante instabilidade metabólica.
Adiar mobilização ativa até a extubação, concentrando intervenções em técnicas passivas sem monitorização contínua de risco.
Iniciar mobilização progressiva com monitorização rigorosa, ajustando intensidade conforme perfusão, oxigenação e suporte vasopressor.
Restringir treino muscular inspiratório, pois a ventilação assistida supre demanda e minimiza necessidade de intervenção específica.
No contexto da terapia intensiva pediátrica, o processo de desmame da ventilação mecânica exige abordagem cuidadosa e individualizada.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma estratégia adequada e segura para esse processo.
Reduzir a valores mínimos os parâmetros ventilatórios assim que a criança apresentar melhora clínica.
Iniciar o desmame baseado em critérios hemodinãmicos, independentemente da função respiratória.
Desconsiderar sinais de esforço respiratório leve, já que são comuns em pacientes pediátricos.
Manter sedação contínua durante todo o processo de desmame para evitar desconforto e agitação.
Avaliar de forma multidimensional a prontidão para extubação, incluindo parâmetros ventilatórios, força muscular e estado neurológico.
Sobre a mobilização precoce em pacientes internados com acidente vascular encefálico (AVE), assinale a alternativa correta.
Deve ser evitada nas primeiras 72 horas para reduzir risco de hipotensão ortostática.
Pode ser iniciada logo após a admissão, quando não há contraindicações, para prevenir fraqueza e melhorar prognóstico funcional.
Consiste apenas em alongamentos passivos realizados no leito, sem progressão para atividades ativas e ortostatismo por risco de hipertensão.
É indicada somente após a retirada completa da ventilação mecânica.
Não apresenta impacto comprovado sobre o prolongamento do tempo de internação nem sobre a redução de complicações motoras.
Em lactentes com bronquiolite viral aguda, é correto afirmar, em relação ao uso da técnica de desobstrução rinofaríngea retrógrada (DRR), quando comparada à aspiração nasofaríngea, que a DRR
aumenta significativamente a frequência de hemorragias nasais e vômitos, sem diferença em parâmetros cardiorrespiratórios.
reduz a frequência cardíaca, os episódios de sangramento nasal e vômitos, com menor aumento de sibilância e retrações torácicas.
resulta em maior tempo de internação e maior necessidade de oxigenoterapia.
não apresenta efeito sobre o esforço respiratório, sendo inferior à aspiração na melhora clínica.
apresenta melhora apenas na saturação de oxigênio, sem impacto em sinais de desconforto respiratório.
Sobre os objetivos do tratamento do recém-nascido com doença da membrana hialina, assinale V, se verdadeiros, ou F, se falsos.
( ) Evitar a hipoxemia e a acidose para permitir o metabolismo tecidual normal, otimizar a produção de surfactante e o shunt direita-esquerda.
( ) Aumentar as demandas metabólicas.
( ) Evitar a piora da atelectasia e edema pulmonar.
( ) Otimizar o manejo hídrico, evitar hipovolemia e choque hipovolêmico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – V – V.
V – F – V – V.
F – F – V – F.
V – V – F – F.
F – V – F – V.
Segundo Machado (2019), para a monitorização do paciente com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, usa-se a Driving Pressure (pressão de distensão pulmonar), que é definida pela relação entre:
volume corrente e resistência estáticaа (VC/Rest).
volume minuto e complacência dinâmica (Vmin/Cdin).
complacência estática e volume minuto (Cest/Vmin).
resistência dinâmica e pressão de platô (Rdin/Pplatô).
volume corrente e complacência estática (VC/Cest).