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Ulisses, 77 anos, viúvo, funcionário público aposentado, foi acometido por Acidente Vascular Encefálico (AVE) hemorrágico no hemisfério esquerdo. Recebeu os cuidados imediatos, permanecendo internado em um hospital de sua cidade por uma semana.
Após alta hospitalar, Ulisses permaneceu com hemiplegia à direita e sequelas na comunicação oral, características de um quadro de afasia. O paciente foi encaminhado para tratamento fonoaudiológico e fisioterápico.
À avaliação fonoaudiológica, os filhos de Ulisses relataram que não conseguiam entender sua fala, embora ele apresentasse um discurso abundante e fluente. A fala de Ulisses estava logorréica e jargonafásica, com grande presença de neologismos e o mesmo não conseguia entender o fonoaudiólogo e nem o que seus filhos e sua cuidadora lhes diziam.
O quadro de Ulisses é compatível com Afasia:
de Broca.
Global.
Transcortical Motora.
de Wernicke.
A disartria é um distúrbio de fala adquirido por uma lesão neurológica. Os diversos tipos de disartria se diferenciam por características da fala, e principalmente da voz. Também são fatores que auxiliam no diagnóstico diferencial, o comprometimento neurológico e o tipo de etiologia neurológica.
Sendo assim, podemos dizer que a disartria flácida caracteriza‐se por
apresentar voz áspera, distorção na articulação das vogais, imprecisão articulatória e alterações prosódicas.
apresentar voz áspera, com esforço, articulação imprecisa e hipernasalidade.
apresentar voz monótona, altura grave, alterações de fluência e imprecisão articulatória.
apresentar voz soprosa, monoaltura, articulação imprecisa das consoantes e hipernasalidade.
apresentar voz áspera, tremor vocal, acentuação excessiva e interrupção articulatória irregular.
O modelo de produção de fala proposto por Levelt em 1989 tem auxiliado tanto pesquisadores quanto especialistas na área da gagueira a compreender como a cadeia de fala é gerada, fornecendo explicações mais específicas em relação às etapas de planificação e execução motora.
Sobre a produção de fala, entendida principalmente por meio de três etapas, analise as afirmativas a seguir.
I. Na etapa do formulador se estabelece a intenção, ou seja, o propósito social ou pragmático da comunicação, e nela é criada uma mensagem pré‐verbal.
II. Na etapa do conceitualizador, a mensagem inicialmente é codificada em parâmetros gramaticais e sintáticos (lemas), e em parâmetros fonológicos (lexemas).
III. Na etapa do articulador, as instruções do plano articulatório ou fonético da mensagem são transferidas para o sistema neuromuscular e, assim, a mensagem pretendida é executada.
Assinale:
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente a afirmativa II estiver correta.
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
A intervenção fonoaudiológica nos distúrbios de fala apresentados pelos portadores de fissura palatina e/ou disfunção velofaríngea, pode ser dividida em distúrbios obrigatórios e compensatórios.
Correlacione os distúrbios de fala listados a seguir, segundo essa classificação.
1. Distúrbios obrigatórios
2. Distúrbios compensatórios
( ) fricativa faríngea
( ) golpe de glote
( ) hipernasalidade durante a produção de fonemas vozeados
( ) fraca pressão durante a produção de fonemas plosivos e fricativos
( ) escape de ar nasal durante a produção de fonemas orais
Assinale a opção que indica a sequência correta, de cima para baixo.
1 – 1 – 2 – 2 – 2.
2 – 1 – 2 – 1 – 1.
2 – 2 – 1 – 1 – 1.
1 – 2 – 2 – 1 – 2.
1 – 2 – 1 – 2 – 2.
Analise as afirmativas abaixo:
1. A terapia de voz confidencial é utilizada para pacientes com lesões benignas, essencialmente advindas de um comportamento vocal alterado, que possuem edema como a modificação histológica de base.
2. As técnicas facilitadoras são indicadas para pacientes com hiperfunção vocal, mas podem ser utilizadas em quase todos os casos de disfonia.
3. O método Lee Silvermann é um programa de terapia intensiva para pacientes com doença de Parkinson e para outras formas de doenças progressivas.
4. Um trauma vocal agudo é tratado somente pelo fonoaudiólogo. Basicamente repouso vocal.
5. A sequência de arranchamento é utilizada para os diagnósticos de nódulos vocais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Entre os defeitos congênitos, as anomalias craniofaciais constituem um grupo diverso. Neste, destacam-se as fissuras labiopalatais e fissuras palatais, que, comumente, acarretam uma série de transtornos orgânicos, funcionais e estéticos, interferindo significativamente na vida dos indivíduos. Trata-se de limitações que podem perdurar mesmo após as correções cirúrgicas. Dos distúrbios articulatórios compensatórios, citados abaixo, qual não é comumente encontrado no que se refere à articulação da fala e ressonância desses pacientes?
Golpe de glote
Hipomobilidade do lábio inferior
Fricativa faríngea
Hipernasalidade
Fraca pressão intraoral na emissão dos fonemas oclusivos e fricativos
Quais são as indicações para o uso da válvula de fala em crianças e adultos?
Paralisia bilateral de pregas vocais.
Estenose e obstrução.
Pacientes que toleram cuff desinsuflado.
Pacientes hipersecretivos.
Risco agudo de aspiração.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a neurofisiologia do sistema motor da fala.
( ) Se as alterações da fala podem ter origem muscular, de fibroses, atrofias musculares, perda ou diminuição da mobilidade e alteração de forma, então exercícios miofuncionais na terapia são desnecessários.
( ) Para efetiva produção de fonemas, nos diversos pontos articulatórios, é necessário que tônus, mobilidade de lábios, língua e mandíbula estejam adequados.
( ) Exercícios isométricos, isotônicos e isocinéticos devem ser utilizados, considerando os pontos articulatórios a serem trabalhados.
( ) Para avaliar maturação e integração neuromotora a fim de promover índice acústico da velocidade de movimento e do posicionamento articulatório, utiliza-se a diadococinesia, que é a habilidade para realização de repetições rápidas de padrões simples de contrações opostas.
( ) Na avaliação com diadococinesia, não se pode utilizar a repetição de sílabas para avaliar a função de lábios e língua.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Com base nos seus conhecimento de avaliação vocal, analise as afirmativas abaixo:
1. O objetivo de uma avaliação de voz é descrever o perfil vocal básico de um indivíduo e verificar a influência do comportamento vocal na gênese de uma disfonia.
2. A correlação entre os dados auditivos, visuais e acústicos é a base do raciocínio clínico diagnóstico e terapêutico.
3. A avaliação perceptivo-auditiva é uma avaliação objetiva da voz que orienta o planejamento terapêutico.
4. A escala Japonese GRBAS, amplamente divulgada, é método objetivo de avaliação da voz.
5. O tempo máximo de fonação pode ser tanto um meio de diagnóstico como de acompanhamento e evolução de terapia de pacientes disfônicos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Relacione os itens abaixo e assinale a alternativa correta:
(A) Afonia de conversão
(B) Uso divergente de registros
(C) Falsete de conversão
(D) Sonoridade intermitente
( ) Emissão habitual em registro de falsete, com grande fluxo de ar e qualidade vocal soprosa/áspera; o paciente fala com esforço e os tempos de emissão estão reduzidos.
( ) Com fala articulada ou com fala sussurrada; a emissão glótica nas funções vegetativas está preservada.
( ) É uma forma bizarra de disfonia psicogênica, caracterizada pela emissão alternada em dois tipos diferentes de registro (peito e cabeça, peito e falsete, basal e peito); geralmente não tem relação com o discurso e sem a consciência do paciente de seu desvio fonatório.
( ) manifesta-se com alternância surdo-sonoro em pequenas unidades de fala ou em trechos áfonos e sonoros, durante a conversação.
A, B, C e D.
D, C, B e A.
C, A, D e B.
C, A B e D.
Ao realizar uma avaliação articulatória, segundo a análise fonológica, devem ser considerados os seguintes passos: exame audiológico completo; investigação do mecanismo da fala; produção de fala; compreensão de linguagem; produção de linguagem; investigação da história de desenvolvimento da criança e seu comportamento social e transcrição completa da avaliação.
A avaliação da produção de fala deve conter
a análise dos níveis sintático, semântico e pragmático.
o exame orofacial.
o exame da mobilidade dos órgãos fonoarticulatórios em movimentos isolados e em sequência.
a conversa espontânea registrada pelo gravador e acessórios que forneçam imagem para análise dos movimentos articulatórios encadeados.
o exame de discriminação auditiva.
Por treinamento vocal, entende-se a realização de exercícios selecionados para fixar os ajustes motores necessários à reestruturação do padrão de fonação alterado. O treinamento vocal é composto pelas seguintes abordagens, EXCETO:
O uso de provas terapêuticas na rotina clínica é uma estratégia indireta, servindo de elemento educacional para o paciente.
Dois pacientes com o mesmo diagnóstico médico de nódulo vocal podem apresentar duas avaliações fonoaudiológicas diferentes.
Uma prova terapêutica pode ser considerada positiva quando ocorre maior facilidade de emissão, apesar da aparente piora na qualidade da voz.
As técnicas universais ocupam boa parte das terapias de voz, visto que podem ser aplicadas a quase todos os pacientes e melhoram globalmente a voz.
Saber selecionar técnicas adequadas a cada paciente é o ideal na terapia de voz, já que diversos exercícios treinam, conjuntamente, vários aspectos, como o caso da técnica dos sons fricativos.
Em relação à voz na senescência, deve-se observar vários sintomas vocais e fatores associados que podem piorar um quadro de presbifonia já existente. Acerca das considerações na reabilitação vocal de pacientes idosos, analise.
I. Deve-se considerar as alterações fisiológicas comuns à idade, como a presença de fenda fusiforme ântero-posterior e de presbiacusia que podem afetar a intensidade vocal, além de observar doenças neurológicas e refluxo gastroesofágico.
II. As questões de ordem emocional não afetam a qualidade vocal no idoso, visto que, na senescência, questões anatômicas e fisiológicas inerentes ao processo de envelhecimento são as causadoras de alterações vocais.
III. A técnica de emissão em tempo máximo de fonação pode e deve ser utilizada na reabilitação de indivíduos com presbifonia, bem como alguns exercícios sugeridos para indivíduos com disfonia neurológica.
IV. Considera-se o período de máxima eficiência vocal de 25 a 45 anos de idade; a partir desse período, a voz começa a se deteriorar, independente do sexo e dos ajustes que o indivíduo desenvolva para compensar a perda da eficiência vocal.
V. As principais queixas apresentadas pelos pacientes idosos referem-se às alterações na frequência fundamental vocal: voz mais aguda para homens e mais grave para as mulheres, dificuldades de comunicação e diminuição da inteligibilidade de fala.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III, IV e V.
I, II e V, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, III e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
Relacione as principais teorias da produção vocal aos respectivos conceitos.
1. Teoria da corda vibrante.
2. Teoria da palheta.
3. Teoria mioelástica.
4. Teoria neurocronáxica.
5. Teoria aerodinâmica.
6. Teoria mioelástica-aerodinâmica.
7. Teoria impulsional.
8. Teoria muco-ondulatória.
9. Teoria neuroscilatória.
10. Teoria osciloimpedancional ou teoria da resistência negativa.
11. Teoria do caos.
( ) A laringe é um oscilador complexo com amortização reduzida.
( ) A voz é um fenômeno direto da atividade assincrônica do músculo vocal.
( ) A elasticidade dos músculos e a pressão do ar produzem o som.
( ) As cordas musculares vibram pela passagem da corrente de ar.
( ) A laringe é um sistema caótico, não linear e altamente sensível.
( ) Os impulsos nervosos vibram as pregas vocais na mesma frequência do som.
( ) O ar que escapa no afastamento temporário das pregas vocais produz o som.
( ) A mucosa define a vibração das pregas vocais.
( ) A tensão dos tecidos produz os ciclos vibratórios repetidos.
( ) A oscilação relaxada das pregas vocais produz o som.
( ) O processo aerodinâmico produz o som laríngeo.
A sequência está correta em
7, 4, 3, 2, 1, 5, 8, 9, 11, 10, 6
10, 9, 6, 1, 11, 4, 2, 8, 3, 7, 5
4, 7, 3, 5, 11, 10, 6, 8, 9, 2, 1
9, 7, 3, 6, 11, 4, 5, 8, 10, 1, 2
1, 3, 2, 5, 7, 8, 4, 9, 11, 10, 6
De acordo com Fernanda Limongi, para se ter sucesso na terapia de pacientes afásicos com comprometimento da emissão, deve-se, EXCETO:
Falar de modo simples e objetivo.
Usar o princípio da estimulação repetida intensivamente.
Controlar a quantidade de material usado e torná-lo significativo.
Ter certeza de que a atividade solicitada ao paciente está dentro de suas capacidades atuais.
Tratar o adulto afásico de forma infantilizada, visto que há comprometimento das funções receptivas e emissivas.
Relacione os tipos de transtornos de fala e fluência às respectivas características.
1. Gagueira do desenvolvimento.
2. Gagueira neurogênica.
3. Gagueira psicogênica.
4. Disfluência comum.
5. Disfluência gaga.
( ) Hesitação, interjeição, revisão e repetição em unidades grandes.
( ) Prolongamento, bloqueio, pausa, intrusão e repetição em unidades pequenas.
( ) Observada em adultos que tenham sofrido dano cerebral confirmado.
( ) Aparece depois de um evento psicologicamente traumático.
( ) Inicia-se na infância, durante a fase de aquisição e desenvolvimento da linguagem.
A sequência está correta em
5, 4, 3, 2, 1
3, 5, 1, 2, 4
4, 5, 2, 3, 1
2, 3, 1, 4, 5
1, 4, 2, 3, 5