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Os protocolos de autoavaliação da disfonia visam a quantificar o impacto da disfonia na percepção do próprio paciente sobre sua voz.
O protocolo que é extenso, redundante, contém 30 itens e trabalha com três domínios: emocional (E), funcional (F) e orgânico (O), a serem respondidos em uma escala numérica de 5 pontos, denomina-se
Índice de Desvantagem Vocal (IDV).
Índice de Desvantagem Vocal 10 (IDV-10).
Qualidade de Vida em Voz (QVV).
Qualidade de Vida em Voz Pediátrico (QVV-P).
Escala de Sintomas Vocais (ESV).
Na avaliação da voz, o ataque vocal é a maneira como se inicia o som e está relacionado à configuração glótica no momento da emissão e pode ser realizado de três modos: isotônico ou suave, brusco e soproso. Considerando essa concepção, assinale a alternativa que descreve o ataque vocal soproso.
Coaptação insuficiente das pregas vocais e, portanto, faz com que a expiração do ar anteceda o início da vibração das pregas, que não conseguem se aproximar o suficiente e vencer a força do fluxo do ar, o que sugere hipotonia dos músculos da laringe.
Forte abdução das pregas vocais, desde a região anterior até as cartilagens aritenoideas, o que impede a expiração do ar e gera um aumento na pressão infraglótica e frequentemente está associado a quadros de fonação hipertônica.
A fase expiratória da respiração coincide com o início da vibração da mucosa das pregas vocais, o que representa um mecanismo econômico, com pouca perda de ar e sem excesso de tensão.
Pouca abdução das pregas vocais, desde a região anterior até às cartilagens artenoideas, o que impede a expiração do ar e a pressão infraglótica gera um ruído que antecede a emissão sustentada do som que é comum em muitos indivíduos disfônicos.
A rigidez da mucosa das pregas vocais impede a realização de um ataque vocal normal pela forte adução das pregas vocais que gera um aumento da pressão infraglótica, e pode acontecer em indivíduos com ou sem desvio do comportamento vocal.
Analise as informações clínicas acerca das patologias vocais e marque a alternativa que apresenta a CORRETA sequência da relação: patologia E explicação.
1. Nódulo Vocal
2. Cisto Vocal
3. Edema de Heinke
4. Pólipo Vocal
a. Dentre as causas, estão o refluxo faringolaríngeo, hipotireoidismo e abuso vocal, porém, o tabagismo é a principal etiologia e o refluxo gastroesofágico pode estar presente. A voz apresenta-se com aspecto rouco e áspero, devido à rugosidade e à diminuição da frequência fundamental da vibração das pregas vocais. No caso de cirurgia, os exercícios fonoterápicos devem ser feitos 20 dias após cirurgia com a utilização de sons vibratórios.
b. A causa principal está relacionada ao comportamento vocal alterado e inadequado; é considerada uma lesão benigna, bilateral e normalmente, simétrica. A pessoa apresenta voz rouca e pode ter dificuldades ou cansaço na fala ou no canto. É uma das patologias que melhor responde à fonoterapia.
c. Normalmente tem como causa um evento agudo (fonotrauma súbito), acometendo uma das pregas vocais, mas também pode ser decorrente de refluxo gastroesofágico ou inalação crônica de irritantes. Localiza-se, geralmente, na parte anterior ou média da prega vocal membranosa, constituindo a patologia laríngea que mais tem indicação de remoção cirúrgica. A identificação dessa patologia é possível por meio dos exames de laringoscopia e/ou videolaringoscopia.
d. As lesões podem ser congênitas ou adquiridas; nesse caso, normalmente secundárias ao abuso vocal. A voz tem como característica a rouquidão e frequência grave. O cisto tem acúmulo de substâncias aquosas e a cirurgia é o tratamento definitivo, sendo que a fonoterapia está indicada no pós-operatório.
1.b; 2.d; 3.a; 4.c
1.a; 2.b; 3.c; 4.d
1.c; 2.a; 3.d; 4.b
1.d; 2.c; 3.b; 4.a
Em relação às técnicas vocais, assinalar a alternativa CORRETA:
Exercícios de mudança de intensidade favorecem redução nos desvios da qualidade vocal.
Os movimentos de mastigação com vocalização, da técnica mastigatória, levam a voz para uma produção mais natural.
xercícios de mudança de frequência minimizam riscos de fonotrauma e, no extremo contrário, favorecem o tono da emissão vocal.
Os sons nasais, como o exercício humming, aumentam a propriocepção da ressonância oronasal e aumentam o foco laríngeo.
Na área de voz, o fonoaudiólogo atua na promoção, prevenção e reabilitação de distúrbios vocais. Esses distúrbios resultam de estruturas ou funcionamento alterado em algum sítio do trato vocal: respiração, fonação ou ressonância. A disfonia ocorre quando a voz não consegue cumprir seu papel de transmissão da mensagem verbal e emocional, com dificuldades ou alterações que impedem sua produção natural, podendo causar impacto nos diversos aspectos da vida do indivíduo, como no seu desempenho comunicativo e, consequentemente, no seu bem-estar e qualidade de vida, que pode resultar em prejuízos sociais, profissionais e emocionais. Sobre a terapia fonoaudiológica nas alterações vocais, analise as afirmativas a seguir.
I. Quando há qualidade vocal tensa, o treinamento vocal deve ter como objetivo eliminar ou reduzir a tensão laríngea ou do trato vocal, assim como suavizar a emissão, elegendo exercícios que suavizem o ataque vocal. Na ocorrência de constrição supraglótica associada à emissão vocal tensa, pode-se utilizar como técnica a fonação inspiratória.
II. Nos casos de hiponasalidade, deve-se verificar a presença ou não de fator orgânico. Pacientes com fissuras palatais podem apresentar nódulos vocais, pelas compensações articulatórias desenvolvidas, como o golpe de glote e fricativa faríngea. Nesses casos, podem ser utilizadas técnicas específicas para a reabsorção da lesão, uso do fluxo aéreo bucal e exercícios específicos para maximizar a mobilidade do véu palatino, como o vocal fry, sopro e fricativos surdos.
III. Na ocorrência do ataque vocal brusco, o treinamento vocal deve envolver a suavização do início da emissão e diminuição da tensão associada à fonação. Podem ser utilizadas técnicas como: suspiro e ataque vocal soproso, sons nasais seguidos da emissão de vogais, ou sons nasais associados à emissão de monossílabos que se iniciem com vogais.
IV. Um dos exercícios vocais mais utilizados para o trabalho de equilíbrio da ressonância é o de emissão do som nasal “hum” – humming – seguido da emissão de vogais nasais em sequência de vogais orais e, gradualmente, ir abandonando as nasais e buscando a sustentação das orais com o equilíbrio da ressonância.
Está correto o que se afirma apenas em
I e II.
I e III.
II e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
No aspecto da promoção e prevenção em saúde vocal, o termo Higiene Vocal refere-se a um conjunto de procedimentos básicos que devem ser seguidos, visando à manutenção de uma voz saudável, bem como a prevenção de possíveis alterações vocais. Em uma palestra, a fonoaudióloga esclareceu acerca desse assunto por meio das seguintes informações, que estão corretas, EXCETO:
“Toda vez que sentir mudanças em sua voz, consulte um médico especialista, pois em todas essas situações há um diagnóstico orgânico que implica em tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico apropriado.”
“Se você tem o hábito de pigarrear ou tossir sem necessidade real, procure substituir esse comportamento inspirando e deglutindo um gole de água ou a própria saliva: pigarro ou tosse constantes podem causar alterações nas pregas vocais devido ao atrito”.
“Algumas pastilhas e sprays têm efeito anestésico temporário, o que pode contribuir para o abuso vocal devido ao mascaramento da dor e à perda da sensibilidade no nível de prega vocal: se for necessário, esses medicamentos devem sempre ser indicados por um médico otorrinolaringologista”.
“Substâncias tóxicas (lícitas ou ilícitas), quando inaladas ou aspiradas, podem lesionar a região do trato respiratório e, no nível da laringe, podem causar ulcerações das pregas vocais”.
“Recomenda-se o consumo de água em temperatura ambiente, em forma de pequenos goles ao longo do dia e, principalmente, quando houver demanda vocal mais intensa: a hidratação pela água ocorre de forma indireta nas pregas vocais, possibilitando a vibração de forma mais solta, com diminuição do esforço”.
Na terapia vocal indireta realizamos, EXCETO.
Técnicas e exercícios facilitadores.
Conscientização e modificação de comportamentos inadequados.
A autorregulação, para controle de impulsos e estabelecimento de metas.
Estratégias de enfrentamento da disfonia e estágio de prontidão para o tratamento.
Identificação dos comportamentos inadequados.
Assinale a alternativa correta sobre a avaliação multidimensional da voz.
Compreende os procedimentos de anamnese, avaliação perceptivoauditiva, avaliação acústica do sinal da voz e autoavaliação vocal, mas não inclui a avaliação visual laríngea.
Compreende os procedimentos de anamnese, avaliação perceptivoauditiva, avaliação visual laríngea, avaliação acústica do sinal da voz, mas não inclui a autoavaliação vocal.
Compreende os procedimentos de anamnese, avaliação perceptivoauditiva, avaliação visual laríngea, autoavaliação vocal, mas não inclui a avaliação acústica do sinal de voz.
Compreende apenas os procedimentos de anamnese e avaliação perceptivoauditiva, uma vez que esses dois procedimentos em conjunto são suficientes para o diagnóstico da disfonia.
Compreende os procedimentos de anamnese, avaliação perceptivoauditiva, avaliação visual laríngea, avaliação acústica do sinal da voz, e autoavaliação vocal.
Em relação às estratégias terapêuticas utilizadas no processo de reabilitação vocal de pacientes laringectomizados parciais verticais, assinale a opção correta.
Estratégias com ataques vocais bruscos relacionados à função fonatória não são indicados para estimulação esfinctérica da laringe.
Na reabilitação vocal do paciente submetido a laringectomia parcial vertical, é fundamental promover o aumento do grau do fechamento glótico e a diminuição do loudness, que é a sensação psicofísica de intensidade.
A terapia dos pacientes em questão deve incluir manobras relacionadas ao desempenho das funções básicas da laringe, como a ação de proteção ao momento da deglutição, ao reflexo de tosse e ao mecanismo valvular para esforços físicos
Uma das estratégias utilizadas na terapia do paciente submetido a laringectomia parcial vertical é a manobra de cabeça tombada para trás, que se mostra útil para ativar a abertura à fonação, quando se associam emissões silábicas iniciadas com /
Ações mecânicas ou mudanças posturais que estimulem elementos intrínsecos à laringe para ativar a sua abertura são indicados na reabilitação de pacientes submetidos a laringectomias parciais verticais.
“O trabalho de saúde vocal é de enorme importância para a terapia do paciente disfônico e deve ocupar o tempo necessário a cada processo de tratamento”. Sobre esse tema, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) As bebidas destiladas são consideradas piores para saúde vocal do que as bebidas fermentadas, mas os efeitos dependem da quantidade de bebida consumida.
( ) O cigarro afeta diretamente a movimentação ciliar da mucosa que envolve o músculo tireoaritenóideo, causando uma descarga intensa de muco como reação das pregas vocais, levando assim ao aparecimento do pigarro.
( ) O ar condicionado resseca a mucosa do trato vocal porque diminui a umidade do ar. No caso de pessoas que utilizam muito o ar condicionado, é recomendada a ingestão de muita água.
( ) Pigarrear é um ato que, na maioria das vezes, acontece involuntariamente para “limpar a garganta” e não é considerado um agente prejudicial à voz.
A sequência correta de cima para baixo é:
V, V, V, F.
V, V, V, V.
F, F, V, V.
F, F, F, F.
F, V, F, F.
Os seres humanos têm a capacidade de mudar o seu pitch vocal, assim, um som gutural de muito baixo pitch é conhecido como:
Desvozeamento
Astenia
Som crepitante
Ataque vocal
A habilidade de sequencializar engramas sonoros no tempo, ou gnosia auditiva sequencial temporal, é fundamental para a organização da memória áudioverbal . A noção de orientação temporal é das aquisições mais tardias na idade pré-escolar , ela aparece no topo de uma escalada que começa com a integração do esquema corporal, das noções de direita - esquerda e, finalmente, do espaço.
O texto faz referencia á:
Orientação Direita-esquerda.
Orientação Temporal.
Distúrbio Topográfico.
Disturbio do Padrão Motor.
Os problemas vocais são nomeados disfonias e são classificados em disfonia
orgânica, funcional e organofuncional.
infantil, distônica e presbifonia
focal, laboral e infantil
orgânica, funcional e laboral
organofuncional, neurogênica, espasmódica
De acordo com o CFFa, a avaliação da disartria/disartrofonia é conceituada como:
Avaliação da capacidade do indivíduo em realizar repetições rápidas de contrações opostas e segmentos simples de fala.
Análise do controle muscular dos mecanismos envolvidos na produção oral, relacionados a paralisia, fraqueza ou incoordenação da musculatura envolvida na produção da fala e voz.
Análise da capacidade de organizar intencionalmente o posicionamento da musculatura da fala e de sequenciar os movimentos de fonemas na produção de fonemas ou de uma sequência de fonemas, ou seja, avaliação da programação motora da fala.
Análise do repertório semântico e da relação da construção gramatical com seu significado.
Avaliação da consciência fonológica, consciência da palavra e consciência sintática.
Em relação às características perceptivas e acústicas da voz do negro, assinalar a alternativa CORRETA:
Há o pitch aumentado, podendo ser consequência de modificações na fonte, no trato vocal ou em ambos.
A maior frequência fundamental poderia ser justificada pelo maior comprimento e pela maior espessura das pregas vocais.
O trato vocal do negro é constituído por cavidades maiores devido à presença de lábios evertidos, tendência a biprotrusão dentária e tipologia dolicofacial; maxila anteriorizada; e cavidade nasal ampla. Tais aspectos são compatíveis com uma maior ressonância de harmônicos agudos e formantes aumentados nessa raça, resultando na percepção de voz com maior pitch.
Na raça negra, o que parece elucidar a qualidade vocal áspera seria a rigidez de sistema em consequência à excessiva adução glótica.
O loudness rebaixado é outra característica atribuída à voz do negro, podendo estar vinculado a maior adução das pregas vocais. Esse comportamento glótico poderia ser explicado pelas variações anatômicas: musculatura laríngea mais vigorosa e mais larga, com inserções musculares mais complexas; cartilagem tireoide mais flexível, propiciando, possivelmente, a maior adução glótica, o que contribui para a diminuição da pressão subglótica.
O fonoaudiólogo atua na área da voz em prevenção de distúrbios, aprimoramento vocal e reabilitação. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
A voz é uma identificação individual, em geral condizendo com a estrutura física, sexo e faixa etária.
Os distúrbios na produção de voz, chamados de disfonias, podem surgir de forma súbita ou gradual, com caráter transitório ou permanente.
O ataque vocal diz respeito ao início da produção sonora e correlaciona-se com a abdução glótica.
As pessoas que usam a voz profissionalmente podem ser suscetíveis ao surgimento de disfonias por sobrecarregarem o aparelho fonatório.
Loudness é o parâmetro clínico que corresponde à percepção auditiva da intensidade vocal.
A qualidade vocal é o conjunto de características que identificam uma voz. Sua detecção pode ser realizada por parâmetros de análise perceptivo-auditiva. A qualidade vocal que corresponde à redução ou ausência da onda mucosa, produzindo um som duro, pouco melodioso, é denominada:
Rouquidão.
Aspereza.
Soprosidade.
Diplofonia.
Tremor.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta:
A voz é um instrumento de comunicação utilizado pelo ser humano com o intuito de transmitir informações e revelar tanto características biológicas quanto psicológicas. Muitas vezes, a voz pode informar as condições de saúde, de sexo, de idade, do estado emocional, e até de traços da personalidade de cada indivíduo.
É correto afirmar:
I. Entende-se como disfonia um distúrbio da comunicação, representado por qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça a voz de cumprir seu papel básico de transmissão da mensagem verbal e emocional de um indivíduo.
II. Uma desordem vocal existe quando a qualidade, pitch e loudness de uma pessoa diferem dos seus pares em idade, gênero, cultura e localização geográfica.
III. Quando as propriedades perceptivas da voz são tão desviantes que chamam atenção para o falante, uma desordem vocal pode estar presente.
IV. Disfonias organofuncionais são alterações vocais que acompanham lesões benignas, decorrentes de comportamento vocal alterado ou inadequado, muitas vezes ocorrendo ou sendo agravadas pela presença de fatores orgânicos como os distúrbios alérgicos e ou digestivos.
A sequência correta é:
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas a assertiva III está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
Entre os fatores de risco, para alterações estruturais da laringe, como o surgimento de tumor maligno, estão:
refluxo gastroesofágico e irritação da mucosa retal.
tabagismo, etilismo e consumo de alimentos ultraprocessados, salgados e gordurosos.
rinite, sinusite, bronquite e alergias respiratórias.
exposição a cancerígenos ocupacionais e uso de drogas ilícitas injetáveis.
antecedente familiar associado à má hidratação da laringe.
O objetivo da avaliação vocal de um indivíduo é descrever o perfil básico da voz, assim como averiguar a influência dos comportamentos comunicativos na origem de uma disfonia. Na clínica dos distúrbios da voz, que resultados poderiam ser esperados na avaliação da voz de indivíduos que apresentam quadro disfônico decorrente de nódulos vocais bilaterais?
Resultados na escala GIRBAS com valores de G = 3, I = 0, R = 2, B = 2, A = 1 e S = 2.
Pitch grave, com registro vocal elevado e loudness forte, devido à natureza histológica dos nódulos.
Os valores respiratórios podem estar normais para o uso da fala, sendo abaixo de 2.100 ml para as mulheres e 2.200 ml para os homens.
Para complementar a avaliação da psicodinâmica vocal, solicita-se avaliação psicológica.
Os tempos máximos de fonação abaixo de 10 segundos e relação s/z acima de 1,2, em casos de presença de fenda glótica.