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Quanto à utilização das técnicas terapêuticas de indivíduos disfágicos, é CORRETO afirmar:
A orientação e o treino de manobras de deglutição devem integrar o processo terapêutico.
As técnicas usadas são definidas pela doença de base do paciente.
Exercícios para distúrbios de motricidade oral devem ser evitados.
Os exercícios utilizados como estratégia terapêutica devem ser usados indiretamente.
Os problemas de alimentação são comuns na infância, com incidência que pode chegar a 70% de casos em crianças nascidas prematuras. São consideradas causas de disfagia em crianças, EXCETO:
Estenoses, membranas e fendas laríngeas;
Anomalias congênitas, como duplo arco aórtico e artéria subclávia aberrante;
Infecções como meningite ou abscesso cerebral;
Acalasia cricofaríngea;
Divertículo de Zenker.
Nos casos de disfagia, com relação às manobras de limpeza faríngea, é correto afirmar:
Na manobra supraglótica, o paciente é orientado a segurar o ar com força, mantendo tensão nos músculos abdominais, e, então, deglutir.
Na manobra de Mendelsohn, após introduzir alimento na cavidade oral, é solicitado que o paciente interponha a língua entre os dentes e engula.
Na técnica de Valsalva, o paciente é orientado a deglutir normalmente, e no meio da deglutição, manter a laringe elevada por dois segundos e, então, relaxar.
Na manobra de Masako, o paciente é orientado a utilizar uma força de contração parecida com a utilizada na defecação para auxiliar na abertura da transição faringoesofágica.
Na mobilidade faríngea, o paciente é solicitado a realizar a fonação da vogal “i” em intensidade média-alta, aguda e entrecortada.
Um senhor de 63 anos, após cirurgia recente de glossectomia parcial, cursa com dificuldades na comunicação oral e na alimentação. Quanto à alimentação, os principais sintomas apresentados são dificuldade de controle e manipulação do alimento na cavidade oral, engasgos frequentes com saliva e alimentos de consistências líquida e sólida e presença de tosse após a deglutição. As alterações da alimentação descritas no caso se referem a um quadro de
Disfagia neurogênica.
Disfagia mecânica.
Distúrbio transitório da deglutição.
Presbifagia.
Sobre manobras de limpeza dos recessos faríngeos na terapia da disfagia, considere:
I - Deglutições múltiplas
II - Deglutição de esforço
III - Manobra de Shaker
IV - Manobra de Mendelsohn
São manobras de limpeza:
I, II e III, apenas.
I e II, apenas.
II, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
Com relação ao tratamento das disfagias orofaríngeas, é correto afirmar que:
A manobra de Masako tem por objetivo principal fortalecer o terço posterior da língua, aumentando a mobilidade e a ejeção do bolo alimentar.
Casos de taquifagia geralmente se beneficiam de talheres e utensílios mais leves, para favorecer a redução do ritmo de alimentação.
Alimentos em temperatura morna são os ideais para pacientes com pouca resposta oral e faríngea durante a deglutição.
A manobra supraglótica é facilmente realizada e de grande eficiência para pacientes neurológicos com fadiga durante a alimentação.
A manobra de Shaker tem por objetivo fortalecer os músculos supra-hioideos, possibilitando maior abertura da transição faringoesofágica.
Desenvolvimento da audição; avaliação da audição; habilitação e reabilitação dos distúrbios da audição; triagem auditiva neonatal. 2. Fisiologia da produção vocal; classificação, avaliação e tratamento fonoaudiológico das disfonias; avaliação e tratamento de indivíduos laringectomizados e traqueostomizados. 3.Desenvolvimento, avaliação e tratamento das funções estomatognáticas; avaliação, diagnóstico e tratamento fonoaudiológico em motricidade orofacial: respirador oral, a articulação temporomandibular (disfunção e trauma), paralisia cerebral, disartrias, apraxias distúrbios articulatórios; aleitamento materno; paralisia facial. 4.Disfagia orofaríngea neurogênica e mecânica em adultos e crianças. Aquisição, desenvolvimento, alterações, avaliação e intervenção fonoaudiológica nas linguagens oral e escrita: desvios fonológicos, atrasos de linguagem, distúrbio específico de linguagem, afasias, demências, dislexias e disortografias. 5.Fonoaudiologia e Saúde Pública: Sistema Único de Saúde; níveis de atenção em saúde; sistemas de informação em saúde; Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF); Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). 6. Fonoaudiologia Hospitalar: atuação fonoaudióloga em UTI e leito adulto e infantil, na unidade neonatal de cuidados progressivos e alojamento conjunto.
1) A disfagia é uma doença caracterizada pela dificuldade de engolir, ou seja, fazer a deglutição de alimentos ou de líquidos. É um problema comum e que pode estar em diversas doenças, além de ser um problema temporário para pessoas que são submetidas a operação da coluna cervical por via anterior
Para compreender a disfagia é necessário entender o processo normal de deglutição. O processo é complexo e é separado em três fases, denominadas:
I- Fase oral da deglutição;
II- Fase faríngea da deglutição;
III- Fase esofagiana da deglutição.
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas I e II.
Apenas III.
I, II e III.
Nenhuma das alternativas.
No que diz respeito às disfagias orofaríngeas de origem mecânica, é correto afirmar que:
A remoção cirúrgica da porção anterior da mandíbula afeta a hormonização facial, mas não acarreta prejuízos à deglutição.
Ocasionalmente, o tumor pode comprometer apenas parte da língua e a remoção cirúrgica ser apenas parcial. Dessa forma, quando suturada no soalho da boca haverá aumento da mobilidade da língua.
Independentemente da extensão da ressecção e do tipo de fechamento cirúrgico, poucos pacientes apresentam aspiração laringotraqueal após laringectomias parciais.
A ressecção do lábio pode resultar na incapacidade de contenção do bolo alimentar na boca em decorrência do déficit sensorial e motor, que leva ao aparecimento de sialorreia.
Devido à separação entre a via respiratória e a via de deglutição, após a laringectomia total anula-se o risco de disfagia ou dificuldade de deglutição.
A respeito do trabalho fonoterapêutico voltado para disfagia na população pediátrica, considere os seguintes achados clínicos e suas possíveis etiologias:
1. Resíduo em cavidade oral – hipotonia de bucinador.
2. Resíduo em valécula – fraqueza de faringe.
3. Resíduo acima do músculo cricofaríngeo – falta de elevação e anteriorização da laringe.
4. Resíduo em seios piriformes – diminuição do movimento de base de língua.
O(s) achado(s) clínico(s) e sua(s) etiologia(s) está/ão correto(s) em:
2 apenas.
1 e 3 apenas.
2 e 4 apenas.
1, 3 e 4 apenas.
1, 2, 3 e 4.
O termo disfagia refere-se a um sintoma relacionado com qualquer alteração no ato de engolir que dificulte ou impeça a ingestão oral segura, eficiente e confortável. Sua classificação está relacionada com a etiologia e comprometimento das fases da deglutição.
Assinale a alternativa CORRETA no que se refere à uma das etiologias de disfagia neurogênica:
Cirurgia de ressecção de tumor cerebral;
Traqueostomia;
Rebaixamento do nível de consciência induzida por medicação psicotrópica;
Ventilação mecânica prolongada;
Próteses orais mal adaptadas.
Sabe-se que o trabalho do Fonoaudiólogo nas disfagias é de grande êxito. Com relação a intervenção fonoaudiológica nas disfagias dentro de uma equipe em leito hospitalar, assinale a opção correta:
O Fonoaudiólogo atua tanto nas disfagias mecânicas, quanto nas neurogênicas;
O fonoaudiólogo atua na disfagia mecânica, ficando a neurogênica para outro profissional da equipe;
O fonoaudiólogo atua na disfagia neurogênica, ficando a mecânica para o outro profissional da equipe multidisciplinar;
O fonoaudiólogo atua na disfagia mecânica e neurogênica somente se outro profissional da equipe não puder atender.
A disfagia orofaríngea mecânica é caracterizada pela dificuldade secundária por perda
sensorial e/ou muscular de estruturas nervosas responsáveis pela deglutição fisiológica normal.
cognitiva e sensorial de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal.
cognitiva e muscular de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal.
sensorial e/ou muscular de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal.
cognitiva, sensorial e/ou muscular de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal.
O padrão mastigatório com harmonia morfológica e funcional das estruturas estomatognáticas é:
Unilateral e bilateral.
Unilateral esquerda.
Bilateral alternada.
Unilateral.
Na pseudodisfagia, observamos os seguintes sintomas:
Tosse ao deglutir, disfonia ou afonia e emagrecimento.
Dor ao deglutir, disfonia e divertículo de Zenker.
Dor ao deglutir, emagrecimento e fístula.
Paralisia de pregas vocais, sensação de alimento parado na garganta.
A disfagia é um distúrbio da deglutição resultante de problemas neurológicos e/ou estruturais. Sendo assim, assinale a alternativa INCORRETA.
O papel do fonoaudiólogo está restrito à etapa de terapia de pacientes disfágicos.
Em alguns casos, a via alternativa de alimentação é indicada para garantir um estado nutricional adequado.
A disfagia é uma das complicações frequentemente encontradas em pacientes pós acidente vascular encefálico.
A disfagia pode levar à desnutrição e ao aumento do risco de pneumonia aspirativa.
Mediante quadros de disfagia, as dificuldades comumente encontradas na fase faringoesofágica são as seguintes:
I) Alteração na sensibilidade intra-oral.
II) Fechamento incompleto do vestíbulo laríngeo.
III) Elevação reduzida de laringe e de hióide.
IV) Escape precoce de alimento para a faringe
Estão CORRETAS:
Apenas afirmativas I, II e IV.
Apenas afirmativa II.
Apenas I e III.
Apenas afirmativas II e III.
A disfagia neurogênica é uma característica comum a muitas patologias ou lesões neurológicas, uma vez que a extensa via do SNC é a base do controle da deglutição. Dentre as doenças neurológicas descritas abaixo, que podem apresentar quadros clínicos de disfagia, assinale a patologia que é considerada a principal causa neurológica de disfagia.
Distrofia muscular.
Miastenia grave.
Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Síndrome de Guillain-Barré.
A classificação dos graus de perda auditiva segundo a Organização Mundial de Saúde (2014) define os seguintes limiares para perdas auditivas de grau severo:
31 – 60 dB para crianças e 41 a 60 dB para adultos.
41 – 70 dB para crianças e 71 a 90 dB para adultos.
61 – 80 dB para crianças e 71 a 90 dB para adultos.
61 – 80 dB para crianças e adultos.
71 – 90 dB para crianças e adultos.
Sobre disfagia em idosos, analise as assertivas abaixo:
I. São fatores de risco: doença de base, antecedentes e comorbidades; sinais clínicos de aspiração; perda de peso.
II. Avaliação clínica estrutural consiste no exame físico da cavidade oral, da faringe e da laringe e na verificação da mobilidade e da tonicidade das estruturas envolvidas na deglutição.
III. Na avaliação funcional, observa-se a ingestão de diferentes consistências alimentares, em pequenas quantidades, como líquidos finos, líquidos espessados, pastosos/purês, pastosos/pedaços moles, sólidos macios e secos.
IV. Recursos instrumentais podem ser utilizados durante a abordagem clínica, como ausculta cervical e oximetria de pulso.
Quais estão corretas?
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
A reabilitação fonoaudiológica na disfagia pode ser feita de forma direta ou indireta. Sobre as manobras posturais é CORRETO afirmar que:
As técnicas posturais alteram a fisiologia da deglutição e exigem esforço muscular.
Para os indivíduos que apresentam atraso do reflexo da deglutição é utilizada a postura de cabeça para trás.
A postura de cabeça inclinada é utillizada quando o paciente demonstra fraqueza oral e/ou faríngea unilateral.
A manobra de Mendelsohn é uma manobra postural útil para pacientes que apresentam alterações musculares unilaterais.
A manobra de esforço é uma manobra postural útil para os pacientes que apresentam atraso do reflexo de deglutição.