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Disfagia é a presença de alteração da deglutição, com repercussões significativas sobre a função alimentar e condição nutricional. De acordo com o Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia (Pard), eleja a alternativa que apresenta adequada classificação dos graus de disfagia orofaríngea.
Deglutição fisiológica, disfagia leve, disfagia secundária, disfagia moderada, disfagia moderada a grave, disfagia grave e disfagia irreversível
Deglutição adaptada, deglutição atípica, disfagia leve, disfagia intermediária, disfagia moderada, disfagia moderada a grave e disfagia grave
Deglutição atípica, disfagia primária, disfagia secundária, disfagia intermediária, disfagia moderada, disfagia grave e disfagia gravíssima
Deglutição normal, deglutição funcional, disfagia leve, disfagia leve a moderada, disfagia moderada, disfagia moderada a grave e disfagia grave
Deglutição normal, deglutição alterada, disfagia leve, disfagia leve a moderada, disfagia moderada, disfagia moderada a grave e disfagia grave
Considere as afirmações abaixo sobre disfagia pediátrica e sua relação com a genética.
I - Na síndrome de Charge, pode ser identificada dificuldade de sucção, mastigação ineficiente, refluxo gastroesofágico e aspiração laringotraqueal.
II - Na síndrome de Prader Willi, a hipotonia orofacial e a xerostomia são sinais clínicos para o diagnóstico de disfagia orofaríngea.
III - Na síndrome de Treacher Collins, estão presentes alterações como macroglossia e prognatismo.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
Quanto à avaliação fonoaudiológica nos casos de idosos hospitalizados, analise as assertivas abaixo:
I. Na avaliação funcional, observa-se a ingestão de diferentes consistências alimentares, em pequenas quantidades, como líquidos finos, líquidos espessados, pastosos/purês, pastosos/pedaços moles, sólidos macios e secos.
II. Recursos instrumentais podem ser utilizados durante a abordagem clínica, tais como ausculta cervical e oximetria de pulso.
III. Diante da dúvida clínica, o fonoaudiólogo pode lançar mão de exames de imagem para concluir seu diagnóstico. Os principais exames utilizados são a endoscopia e a videofluoroscopia da deglutição.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
De acordo com o Protocolo de Avaliação Fonoaudiológica do Risco para Disfagia (PARD), analise as assertivas abaixo:
I. O protocolo é constituído por três partes: teste de deglutição da água; teste de deglutição de alimentos pastosos; classificação do grau de disfagia e condutas.
II. O tempo de trânsito oral é considerado adequado até 4 segundos e lento quando ultrapassa 4 segundos.
III. A voz molhada é um termo que descreve o som borbulhante produzido na fonação de um “e” prolongado, indicativo de estase de secreções, líquidos ou alimentos no vestíbulo laríngeo, podendo detectar a penetração silente nas pregas vocais.
IV. Broncoespasmo é um sinal definido como coloração azulada da pele, causada por pressões excessivas de hemoglobina desoxigenada nos plexos capilares e venosos.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
A respeito do tratamento fonoaudiológico da disfagia orofaríngea no adulto e no idoso, julgue as afirmativas abaixo e marque a opção INCORRETA:
as técnicas terapêuticas utilizadas na reabilitação fonoaudiológica de pacientes adultos pode ser direta quando a técnica é aplicada sem oferecer o alimento, visando apenas a deglutição da saliva; e indireta com oferecimento do alimento, para compensar ou treinar a eficiência da deglutição.
a eficácia da reabilitação em disfagia orofaríngea depende da elaboração de um programa terapêutico que eleja um grupo de procedimentos capazes de causar efeitos benéficos na dinâmica da deglutição, refletindo-se de maneira satisfatória no quadro geral do indivíduo.
a eficácia da reabilitação em disfagia deve utilizar como um dos critérios a deglutição funcional, além dos exames objetivos e de que há necessidade de estabelecer escalas de controle funcional da deglutição.
um dos principais objetivos da reabilitação do paciente disfágico é obter deglutição sem riscos de complicações.
a reabilitação deve estabelecer alimentação eficiente, de acordo com as possibilidades de cada caso.
Sobre pacientes pediátricos traqueostomizados, analise as assertivas abaixo:
I. A traqueostomia é indicada para alívio dos casos agudos de obstrução de vias aéreas, tratamento ou cuidados respiratórios.
II. Além disso, a traqueostomia evita penetração laríngea e melhora o reflexo de tosse.
III. A traqueostomia é recomendada também, porque não provoca alterações neurofisiológicas e mecânicas na função da deglutição.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
Relacione as técnicas terapêuticas empregadas nos casos de disfagia orofaríngeas, na Coluna 1, aos objetivos terapêuticos, na Coluna 2.
Coluna 1
1. Manipulação digital: gengivas.
2. Sucção não nutritiva.
3. Estímulo térmico.
4. Queixo para baixo.
Coluna 2
( ) Essa técnica tem o objetivo de evitar aspiração antes da deglutição por possibilitar acúmulo de alimento nos espaços valeculares e entrada prematura de alimento nas vias aéreas.
( ) Essa estimulação sensorial tem o objetivo de aumentar a percepção intraoral e favorece um número maior de deglutições.
( ) Essa técnica tem o objetivo de favorecer um maior número de deglutições e adequar o tempo de disparo da deglutição, contudo, a utilização desse estímulo intraoral deve ser indicada com critério em recém-nascido pré-termo que não esteja em condições clínicas estáveis.
( ) Essa técnica pode ser utilizada durante a alimentação por gavagem, com o objetivo de estimular o reflexo de sucção e favorecer o exercício das estruturas orofaciais. Também auxilia a limpeza de resíduos, evitando aspiração.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
2 – 3 – 1 – 4.
4 – 1 – 3 – 2.
4 – 3 – 1 – 2.
2 – 1 – 4 – 3.
1 – 2 – 3 – 4.
Com base no Consenso Brasileiro de Nutrição e Disfagia em Idosos Hospitalizados, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, analise as afirmativas abaixo sobre a intervenção fonoaudiológica nesses casos e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A prevenção da desnutrição pode ser realizada pela avaliação fonoaudiológica periódica do apetite e da aceitação alimentar.
( ) O trabalho fonoaudiológico deve estar apoiado na avaliação nutricional e, assim, considerar as necessidades calóricas e de hidratação de cada paciente.
( ) O objetivo da reabilitação em disfagia orofaríngea é estabilizar o aspecto nutricional e eliminar os riscos de aspiração laríngea traqueal e consequentes complicações associadas.
( ) A Terapia Nutricional Enteral (TNE) deve ser indicada quando a ingestão alimentar não atingir as necessidades nutricionais, e sempre manejada por via oral.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V.
V – F – F – F.
F – F – V – V.
V – V – F – F.
F – V – V – F.
São exemplos de habilidades auditivas avaliadas nos testes comportamentais de processamento auditivo central de interação binaural (IB) e atenção seletiva (AS), respectivamente:
fechamento (IB); ordenação e resolução temporal (AS).
localização e fechamento (IB); figura-fundo para sons verbais e não verbais (AS).
ordenação e resolução temporal (IB); detecção de um sinal acústico mascarado (AS).
figura-fundo para sons verbais e não verbais (IB); localização e resolução temporal (AS).
associação de estímulos auditivos e verbais (IB); ordenação e resolução temporal (AS).
Reabilitar o quadro disfágico significa trabalhar para a conquista de uma deglutição sem riscos de complicações. O objetivo da reabilitação em disfagia orofaríngea é estabilizar o aspecto nutricional e eliminar os riscos de aspiração laríngea traqueal e consequentes complicações associadas. O Consenso Brasileiro de Nutrição e Disfagia em Idosos Hospitalizados fala sobre técnicas específicas para atingir esse objetivo. Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) As consistências são indicadas pelo nutricionista e o fonoaudiólogo elege a dieta mais adequada, após a avaliação multidisciplinar.
( ) A terapia direta consiste na aplicação de técnicas com oferecimento de alimento que visam a compensar ou treinar a eficiência da deglutição.
( ) A terapia indireta consiste na aplicação de técnicas sem oferecimento de alimento que visam à melhora dos aspectos de mobilidade e sensibilidade de todas as estruturas envolvidas no processo de deglutição, supondo apenas a deglutição de saliva durante os exercícios e solicitações para deglutir.
( ) A terapia vasodilatadora consiste no uso de objetos gelados, que sensibilizam os órgãos da deglutição e permitem maior propriocepção na fase oral.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – F.
V – F – F – V.
F – V – V – F.
F – F – F – F.
F – V – V – V.
Na avaliação fonoaudiológica das disfagias, são avaliados vários itens importantes nas alterações, exceto:
Escape oral, elevação da laringe, presença de tosse, número de deglutições, entre outros;
Presença de tosse, ausculta cervical; escape oral, tipo de alimentação, entre outros;
Elevação da laringe, número de deglutições, ausculta cervical, religião e grau de instrução do paciente, tipo de alimentação, entre outros;
Ausculta cervical, elevação da laringe, engasgos, saturação, entre outros.
Analise as assertivas abaixo sobre terapia fonoaudiológica para pacientes disfágicos:
I. Para pacientes que apresentam risco iminente de comprometimento pulmonar devido à aspiração de alimentos, inicialmente é indicado o uso de técnicas da terapia direta, visando ao preparo de vias aéreas e adequação do trânsito faríngeo.
II. Os exercícios para adequação das estruturas orofaciais devem apresentar número de séries e repetições suficientes para que a função muscular seja restabelecida.
III. As manobras compensatórias não restituem a função da deglutição, e sim minimizam pontualmente os riscos no momento da alimentação.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Quanto à avaliação clínica das disfagias infantis em ambiente hospitalar, marque a opção correta:
Os sinais vitais do RN não devem ser levados em consideração para realização de avaliação da deglutição;
Não se faz necessário ter conhecimento da história da criança, como também, a razão pela qual ela se encontra internada;
A avaliação do recém-nascido deve ser preferencialmente realizada no horário de sua dieta;
O processo de avaliação exclui a díade mãe-bebê.
Durante a avaliação clínica da disfagia em ambiente hospitalar, é essencial o uso do estetoscópio para realizar a ausculta cervical, além de ser um instrumento não invasivo, ele é de uso prático e deve constituir parte integrante do protocolo de avaliação da deglutição. É papel da ausculta cervical na prática clínica fonoaudiológica:
Determinar a integridade do mecanismo de proteção das vias aéreas inferiores
Avaliar a presença de engasgo ou tosse durante a deglutição.
Auxiliar na avaliação clínica da fase esofágica da deglutição
Avaliar o tempo de trânsito oral do bolo alimentar na fase faríngea da deglutição.
Em uma mastigação adequada, sem alterações, esta deverá haver três (3) fases. Marque a opção correta a respeito de uma dessas fases.
Incisão: ocorre a apreensão do alimento obtida através da elevação da mandíbula em protusão. A língua, coordenadamente com as bochechas, posiciona o alimento para a fase de deglutição;
Trituração: ocorre a transformação mecânica de partes grandes do alimento em partes menores;
Pulverização: ocorre a transformação mecânica de partes grandes do alimento em partes menores;
Trituração: ocorre a transformação do alimento em elementos tão reduzidos, com consistência ideal para a deglutição.
Em casos de disfagia orofaríngea mecânica, intervir com exercícios de sensibilidade oral e de mobilidade de lábio/língua/mandíbula/bucinador traria qual efeito/benefício para o paciente?
Maximização do controle do bolo alimentar na cavidade oral para que ele seja preparado e deglutido com eficácia.
Maior elevação da laringe, visando proteção das vias aéreas inferiores e abertura do esfíncter esofágico superior.
Proteção das vias aéreas inferiores, minimizando ou eliminando aspirações.
Alterar a dimensão faríngea e o fluxo gravitacional do alimento, protegendo vias aéreas e aspiração.
Não traria efeitos benéficos.
A Recomendação nº 17/2016, sobre o desempenho profissional do Fonoaudiólogo em disfagia, recomenda que:
I. As tecnologias e os recursos terapêuticos no tratamento das desordens da deglutição/disfagia orofaríngea, tais como estimulação elétrica transcutânea, válvula unidirecional de fala e deglutição com e sem ventilação mecânica, eletromiografia de superfície, bandagem elástica, não sejam utilizados mediante treinamento específico.
II. O Fonoaudiólogo tenha conhecimentos de técnicas instrumentais existentes e suas indicações e contraindicações.
III. O Fonoaudiólogo tenha conhecimentos da influência do volume e da viscosidade do alimento e da idade do paciente na fisiologia da deglutição.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item III.
Somente os itens II e III.
Somente os itens I e II.
Todos os itens.
Na análise do limiar eletrofisiológico do PEATE – potencial evocado de tronco encefálico, a faixa de frequência na qual se estabelece o grau da perda auditiva está relacionada com o tipo de estímulo acústico, de forma que por meio do estímulo acústico do tipo clique é possível investigar o limiar eletrofisiológico
em uma faixa de frequência relativamente estreita com energia concentrada em uma região mais específica.
da audição nas médias, baixas e altas frequências visto que este estímulo fornece informações específicas por frequência.
por banda frequência, ou seja, nas faixas de frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz e por isso tem sido usado na avaliação de neonatos.
nas frequências mais altas porque as mais baixas são mais difíceis de serem visualizadas e os tempos de latências são maiores.
nas frequências médias/altas de 1000 a 4000 Hz, em uma orelha normal, apresentado em média e alta intensidade.
No desenvolvimento da audição, o comportamento de resposta ao som ocorre ordenadamente de acordo com a maturidade e integridade das vias auditivas do sistema nervoso central. Trabalhos científicos com ouvintes típicos em nosso meio ambiente cultural e geográfico, indicam que o processo de identificação de sons verbais em tarefa dicótica se desenvolve e se assemelha ao adulto por volta dos
5 – 6 anos.
6 – 7 anos.
8 – 10 anos.
11 – 12 anos.
12 – 14 anos.
Os músculos primários da mastigação envolvidos na fase preparatória oral são:
temporal; mentual; masseter e digástrico.
masseter; temporal; pterigoideos medial e lateral.
digástrico, pterigoideos medial e lateral e masseter.
temporal; platisma; orbicular da boca e digástrico.
pterigóideos medial e lateral; masseter, bucinador.