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Considere as seguintes afirmações:
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I. A insuficiência velofaríngea refere-se à mudança estrutural em que pode faltar tecido como um palato mole curto.
II. Na disfagia orofaríngea infantil, o volume do alimento oferecido deve ser em torno de 0,02 l (litros) para que se obtenha uma avaliação precisa e fiel.
-
Assinale a alternativa correta:
I é verdadeira e II é falsa.
I é falsa e II é verdadeira.
I e II são verdadeiras.
I e II são falsas.
No paciente disfágico, as manobras facilitadoras e posturais são importantes na reabilitação. Quanto a isso, é INCORRETO afirmar que:
O fechamento do seio periforme oposto à lesão é permitido ao realizar a manobra de cabeça virada para o lado comprometido e direciona o alimento para baixo pelo lado comprometido, compensando assim tal alteração.
Manobra de Mendelsohn possui o objetivo de melhorar a elevação laríngea.
Aumentar o movimento posterior da base da língua e melhorar a limpeza do bolo na valécula são ações realizadas pela deglutição com esforço.
O fechamento laríngeo antes e durante a deglutição, evitando a aspiração, é o principal objetivo da deglutição supraglótica.
As definições de disfagia são encontradas de forma distintas na literatura. Porém, a descrição mais frequente encontrada é que a disfagia é uma dificuldade de deglutição. Assinale a alternativa INCORRETA quanto aos sintomas apresentados pelos indivíduos que apresentam disfagia.
Regurgitação.
Tosse ou engasgo ao engolir.
Rouquidão.
Falta de dores durante a deglutição.
A aspiração de material deglutido pelas vias aéreas é uma importante complicação no paciente disfágico, principalmente em crianças. Sobre essa complicação, é INCORRETO afirmar que:
A aspiração orofaríngea é definida como a aspiração de pequeno volume de fluidos, partículas de alimentos e secreções orais abaixo do nível das pregas vocais verdadeiras.
As consequências e sinais de aspiração em crianças incluem apneia, taquipneia, tosse crônica, respiração ruidosa e sibilância recorrente.
No lactente, também podem ser observados sinais como engasgos, bradicardia, sibilância ou ruído nasal.
A aspiração é um evento exclusivamente agudo, que ocorre durante a alimentação.
Aspiração silente é definida como a aspiração sem a presença de tosse e engasgo subsequente.
Disfagia é a redução ou a perda da capacidade de deglutir e pode ter consequências como desnutrição, desidratação e, em casos graves, até levar à morte por comprometer a integridade das vias aéreas. Além disso, a disfagia pode influenciar o estado emocional do paciente, causando estresse, depressão e isolamento social.
Sobre o trabalho do fonoaudiólogo em pacientes disfágicos, considere as afirmativas abaixo.
I | Durante a anamnese, é necessário investigar dados detalhados sobre a queixa, história pregressa, aspectos do estado geral, alimentação atual, quadro respiratório e cognição. É importante saber a queixa fonoaudiológica do paciente quanto às suas dificuldades de alimentação e questionar a evolução do quadro de disfagia. |
II | O conhecimento aprofundado da neurofisiologia e a avaliação detalhada dos distúrbios no paciente neurológico com disfagia são de grande importância para o adequado tratamento e o sucesso fonoterápico. A correlação entre os distúrbios observados e a doença de base pode nortear o processo de reabilitação e promover uma visão mais ampla sobre o prognóstico. |
III | No momento da avaliação, ao perceber que houve aspiração de saliva, o fonoaudiólogo deve suspender imediatamente a oferta de alimento e indicar imediatamente a gastrostomia. No caso da aspiração de líquido, espessado ou não, se houver eficiência da deglutição para alimento pastoso, o paciente deve permanecer com alimentação exclusivamente por via oral. |
IV | A avaliação funcional da deglutição por nasofibroscopia é considerada exame padrão - ouro para avaliação das disfagias por ser possível identificar os aspectos estruturais da orofaringe, da laringofaringe e da laringe, as mobilidades faríngea e laríngea e o estudo da dinâmica da deglutição. O exame é bem tolerado pelo paciente e pode ser realizado no ambulatório. |
Em relação à disfagia, estão corretas as afirmativas
II e IV.
I e III.
II e III.
I e II.
Dentre as alterações neurogênicas, estudos relacionam o acidente vascular encefálico (AVE) como uma das causas mais comuns para uma patologia, que pode ser a principal causa de morbidade relacionada às complicações respiratórias e à desnutrição. Assinale a alternativa de qual patologia estamos falando:
Demência.
Afasia.
Disfagia.
Mal de Parkinson.
As indicações mais frequentes para a avaliação clínica da disfagia orofaríngea infantil à beira do leito são:
I. Baixo ganho ponderal.
Il. Apneia e quedas de saturação associadas à alimentação.
III. Histórico de infecções recorrentes de vias respiratórias.
Assinale a alternativa correta:
Apenas I correta
Apenas II correta
Apenas III correta
I, II e III corretas
Marque a alternativa CORRETA sobre a avaliação inicial do paciente com queixa de disfagia:
posteriormente deve ser realizada uma anamnese reduzida.
o exame físico deve ser incompleto, não incluindo o estado nutricional do paciente.
problemas neurológicos que alteram o mecanismo normal de proteção das vias aéreas durante a deglutição são a causa mais frequentemente associada à disfagia orofaríngea em crianças.
o uso de medicações, história familiar de doenças, não devem ser pesquisados.
todas as afirmativas estão corretas.
Em relação à reabilitação das disfagias orofaríngeas, assinale a alternativa INCORRETA.
O processo terapêutico tem como objetivo mudar a fisiologia da deglutição, podendo ser necessária a utilização de estratégias compensatórias para redirecionar e melhorar a deglutição, evitando, desta forma, que ocorram as aspirações traqueais.
No caso das disfagias neurogênicas, o ideal é iniciar a reabilitação do sujeito na fase aguda da doença.
As manobras posturais são as últimas estratégias utilizadas durante a reabilitação da deglutição, pois requerem um aprendizado e é necessária maior habilidade para seguir as instruções.
Oferecer o alimento em quantidades menores e velocidade reduzida é uma forma de eliminar os riscos de aspiração dos pacientes, considerando-se ideais volumes a partir de 3 ml.
A participação de uma equipe interdisciplinar é essencial para reabilitação do paciente disfágico, pois ajuda de maneira significativa nos momentos de discussões e padronizações de condutas.
A mastigação constitui a fase inicial do processo de alimentação pela trituração e preparo do alimento para deglutição. Várias condições estruturais e musculares são fundamentais para uma mastigação adequada e o fonoaudiólogo atua nas disfunções dessa função. As principais metas terapêuticas diretamente relacionadas à adequação da mastigação são:
promover conscientização e percepção funcional; treinar mastigação com alimentos, estimulando a percepção dos diversos padrões quanto ao ritmo, lado, número de ciclos, força muscular e amplitude dos movimentos mandibulares; treinar o padrão unilateral preferencial.
treinar mastigação com alimentos de várias consistências; estimular a respiração nasal durante a mastigação; estimular habilidades auditivas, cognitivas e linguísticas.
direcionar e organizar os movimentos articulares; promover conscientização e percepção funcional; treinar o padrão bilateral simultâneo.
treinar a mastigação com alimentos sólidos, pastosos e líquidos; estimular a respiração nasal durante a deglutição; treinar o padrão preferencial unilateral.
promover conscientização e percepção funcional; treinar mastigação com alimentos, estimulando a percepção dos diversos padrões quanto ao ritmo, lado, número de ciclos, força muscular e amplitude dos movimentos mandibulares; treinar o padrão bilateral alternado.
São técnicas e manobras compensatórias utilizadas para reabilitação da deglutição de pacientes disfágicos, EXCETO:
As técnicas da terapia indireta compreendem a execução de exercícios que promovam a adequação da força e mobilidade muscular das estruturas orofaciais.
Cabeça para trás: indicada para pacientes que apresentam alterações severas da fase faríngea, como em distúrbios neurológicos ou doença pulmonar obstrutiva, pois facilita o trânsito faríngeo.
Cabeça fletida: promove melhor contato da base da língua com a parede faríngea, aumentando a proteção das vias aéreas.
Manobra supersupraglótica: proporciona maior fechamento de vias aéreas durante a deglutição e limpeza de resíduos na região faríngea e laríngea após a deglutição.
Deglutição com esforço: aumenta a força da porção posterior da língua, para reduzir a estase de alimentos na valécula.
A disfagia em idosos é frequente, pois está associada ao processo de senescência. A aspiração laringotraqueal em idosos apresenta diversas causas, exceto:
Escape prematuro de alimento
Aumento da tonicidade da faringe
Força do movimento de ejeção do alimento diminuída
Presença de resíduos na faringe com estase em valéculas e recessos piriformes
A disfagia é uma característica comum nas desordens degenerativas. Sintomas iniciais como dificuldade para deglutir sólidos, tempo de refeição prolongado e necessidade de ingerir porções menores, associados à fadiga durante a alimentação, são características específicas de que condição?
Esclerose Múltipla.
Síndrome de Guillain-Barré.
Doença de Huntington.
Esclerose Lateral Amiotrófica.
Doença do Neurônio Motor.
Assinale a alternativa que apresenta uma possível causa de disfagia orofaríngea.
estenose péptica
acalásia
esclerodermia
doença de Chagas
colelitíase
A respeito dos métodos objetivos de avaliação da disfagia infantil, é correto afirmar que a
videofluoroscopia da deglutição seja a única avaliação instrumental que forneça a visualização da anatomia da cavidade oral, da faringe, da laringe e do esôfago superior.
videofluoroscopia da deglutição possibilite a visualização direta das estruturas envolvidas antes e depois da deglutição.
videofluoroscopia da deglutição seja o método ideal para avaliação de disfagia em bebês muito pequenos por não requerer exposição à radiação.
videoendoscopia da deglutição seja o padrão ouro para avaliação completa da fase oral e esofágica da deglutição.
videoendoscopia da deglutição seja um exame inconveniente para a população infantil por ser altamente invasivo.
Em relação a disfagia, marque a alternativa FALSA:
Os pacientes internados em UTI têm grande risco de aspiração e pneumonia aspirativa.
Pacientes submetidos a intubação orotraqueal prolongada podem apresentar alterações na fase oral e faríngea da deglutição.
Os principais sintomas da disfagia são: engasgos, regurgitação nasal, refluxo, aspiração, perda de peso, baba, tosse alteração vocal após a ingestão de alimentos.
A videofluroscopia é utilizada na avaliação da deglutição. O paciente recebe um contraste que é deglutido junto com grande quantidade de alimentos, assim através do vídeo observa-se a presença ou não de aspiração.
A disfagia é a dificuldade de deglutir ou a dificuldade na transição do bolo alimentar da boca ao estômago. Considerando essa informação, assinale a alternativa que apresenta o padrão de disfagia desenvolvido por um paciente com um tumor de mediastino.
faríngea
esofágica
gástrica
respiratória
ascendente
O termo disfagia refere-se a um sintoma relacionado com qualquer alteração no ato de engolir que dificulte ou impeça a ingestão oral segura. Sendo assim, é INCORRETO afirmar que
a classificação da disfagia é feita segundo a sua causa, sendo dividida em mecânica e neurogênica.
a classificação da disfagia, segundo suas fases, pode ser orofaríngea e esofágica.
a disfagia pode ocorrer em diferentes faixas etárias, desde os recém-nascidos até os idosos, tendo causas diversas.
a avaliação da disfagia pode ser feita somente de maneira objetiva, por meio de exames como videonasoendoscopia da deglutição e videodeglutograma.
compete ao fonoaudiólogo traduzir os dados da avaliação clínica da disfagia em respostas objetivas e com embasamento científico.
No que se refere às disfagias neurogênicas, as quais podem, muitas vezes, estar associadas a um déficit neurológico amplo, considere as afirmações abaixo.
I - A avaliação clínica da disfagia deve enfocar a compreensão do estado geral de saúde atual, estado respiratório, estado nutricional, medicações e a habilidade de se comunicar do paciente.
II - A definição da conduta diagnóstica não depende exclusivamente da avaliação da dinâmica da deglutição, mas também do quadro clínico geral do paciente.
III - A terapia deve ser somente indireta.
IV - A terapia deve ser somente direta.
V - A atuação do fonoaudiólogo em disfagia deve ser interdisciplinar.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas I, II e V.
Apenas II, III e V.
I, II, III, IV e V.
Sobre a disfagia, são indicadores de possível presença de aspiração, EXCETO:
Tosse crônica, respiração encurtada, processos asmáticos.
Excesso de secreção.
Pneumonias recorrentes.
Aumento do apetite.