Questões de Concurso sobre Disfagia e Mastigação

 
 
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No que se refere à disfagia na criança, considere as causas abaixo.


I - Anormalidade das vias aéreas e alimentares superiores, apenas.

II - Defeitos congênitos da laringe e traqueia, excluindo defeitos congênitos de esôfago.

III - Defeitos neurológicos.

IV - Prematuridade.

V - Alterações anatômicas adquiridas.


Quais são consideradas causas de disfagia em crianças?


A

Apenas I e II.


B

Apenas I, II e III.


C

Apenas III, IV e V.


D

Apenas I, II, IV e V.


E

I, II, III, IV e V.

Com relação à avaliação clínica fonoaudiológica da disfagia orofaríngea infantil, leia as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta


A

O volume do alimento oferecido deve ser em torno de 20 ml (mililitros) para que se obtenha uma avaliação precisa e fiel


B

A avaliação da sucção-deglutição de líquido engrossado pode ser realizada naqueles casos que não apresentaram bom desempenho com líquido fino


C

A avaliação da deglutição de líquido fino em copo só deve ser realizada em crianças acima de oito anos


D

A avaliação da sucção-deglutição de líquido fino em mamadeira deve ser realizada somente com bico alargado


E

A avaliação da deglutição infantil só pode ser realizada quando a criança for capaz de entender as ordens verbais, geralmente depois dos dois anos e meio de idade

Marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso. A disfagia Orofaríngea de origem mecânica decorre de alterações estruturais com causas relacionadas com:


( ) pós-operatório de cirurgia de câncer de cabeça e pescoço.

( ) efeitos de radioquimioterapia.

( ) traqueostomia prolongada.

( ) sequelas após intubação orotraqueal.


Marque a sequência CORRETA.


A

F – V – F – V.


B

V – V – V – V.


C

V – F – V – F.


D

V – V – F – F.


E

F – F – V – F.

NÃO correlaciona o exercício para reabilitação da disfagia e sua descrição:


A

Melodia: realização da emissão de vogais, que levaram ao condicionamento muscular oral.


B

Plosão sonora retida, B prolongado: promove o fechamento do esfíncter labial, esfíncter velofaríngeo e esfincter glótico.


C

Sons agudos: proporciona o levantamento da laringe, a tração do conjunto hioideo laríngeo, a cooptação das pregas vocais e a movimentação das paredes da faringe.


D

Deglutição incompleta sonorizada: atua no fechamento da laringe, aproveitando‐se da constrição que ocorre na passagem da fase faríngica para a esofágica da deglutição.

Para uma paciente com quadro de disfagia neurogênica e história de aspiração em todas as consistências alimentares e em volumes variados, a indicação terapêutica considerada cautelosa e simplificada que reduz possíveis complicações é a terapia:


A

direta.


B

nutritiva.


C

de deglutição.


D

de respiração.


E

indireta.

As disfagias de causas inflamatórias são processos inflamatórios que produzem ou exacerbam a disfagia por uma reação na mucosa orofaríngea secundária a agentes fúngicos, bacterianos, virais, irritantes químicos ou traumas.

A Disfagia que se caracteriza por vesículas ao redor de ulcerações por infecção de origem viral, que pode ser encontrada nos lábios, faringe e mucosa oral, é


A

Angina Ludwig.


B

Epiglotite.


C

Herpes Simples.


D

Tonsilite Lingual.


E

Faringite.

São características da disfagia em pacientes com paralisia cerebral:


A

dificuldade na fase de preparação oral, e o reflexo faríngeo sem alteração.


B

aspiração silenciosa ou audível e ausência de refluxo gastroesofágico.


C

limpeza inadequada do resíduo faríngeo, e peristalse aumentada.


D

aspiração como um dos primeiros sintomas associado à gravidade do déficit neurológico e ausência de refluxo gastroesofágico.


E

fase oral lenta ou estagnada e presença de resíduos orais pós-deglutição.

A avaliação da disfagia orofaríngea tem evoluído de maneira significativa nas últimas décadas. Dentre os exames objetivos, os mais utilizados são a videofluoroscopia e a avaliação endoscópica funcional da deglutição. A respeito dos exames citados, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A avaliação endoscópica da deglutição, conhecida como FEES, permite a avaliação da anatomia e fisiologia dos músculos e mucosa faringolaríngea.

( ) A avaliação endoscópica da deglutição tem vantagem sobre a videofluoroscopia, pois permite a quantificação da aspiração laringotraqueal.

( ) A avaliação endoscópica da deglutição pode ser realizada à beira do leito e permite a avaliação da sensibilidade da região laringofaríngea.

( ) A videofluoroscopia permite a avaliação da coordenação da transição faringoesofágica.


A sequência está correta em


A

V, V, V, F


B

F, F, F, V


C

V, F, V, V


D

V, V, F, F


E

F, F, V, V

As doenças neuromusculares compõem um grupo de doenças hereditárias ou adquiridas que afetam determinada parte da unidade motora. Dentre as várias manifestações, a disfagia pode ser uma delas. Sobre esse grupo de doenças, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Evolução, características clínicas e gravidade das doenças neuromusculares estão relacionadas ao local topográfico lesionado da unidade motora.


B

A lesão dos axônios manifesta-se por alteração da motricidade, hiporreflexia ou arreflexia, diminuição da sensibilidade superficial e profunda, em graus variáveis, com envolvimento autonômico.


C

As doenças musculares, em sua maioria, caracterizam-se por fraqueza de predomínio proximal, alteração no padrão de marcha. Algumas miopatias envolvem, preferencialmente, os músculos distais.


D

O acometimento do corpo celular do neurônio motor inferior manifesta-se por fraqueza muscular com atrofia, hipotonia e diminuição ou ausência dos reflexos miotáticos, fasciculações e cãibras.


E

As doenças da junção neuromuscular caracterizam-se por fraqueza muscular flutuante, piorando no decorrer do dia, e por fatigabilidade, que é o enfraquecimento progressivo à medida que se exercita o músculo estriado, com alterações da sensibilidade.

A disfagia orofaríngea é um dos sintomas comuns no Acidente Vascular Encefálico (AVE), principalmente na fase aguda. Acerca da relação entre o sistema nervoso e a deglutição, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

O controle da deglutição é realizado tanto em tronco cerebral quanto em áreas corticais.


B

Nos AVEs de tronco cerebral, as disfagias orofaríngeas se apresentam de forma mais grave e com pior prognóstico do que nos AVEs corticais.


C

A região supratentorial compreende algumas estruturas, como o tronco cerebral, o cerebelo e o IV ventrículo, e quando comprometidas podem evoluir com significativas alterações na biomecânica da deglutição


D

No AVE, cujo comprometimento envolve o sistema piramidal, o sujeito poderá apresentar um quadro disfágico pseudobulbar, cujos sintomas mais comuns encontrados são: fraqueza muscular, hipertonia, aumento dos reflexos, incoordenação de língua, palato e faringe.


E

A diminuição do reflexo de tosse, comum em alguns pacientes com AVE de tronco, pode ser decorrente de comprometimento tanto do nervo laríngeo superior interno, quanto do nervo laríngeo recorrente, que são ramos do X par craniano (vago), porém com funções diferentes.

Acerca das disfagias em pacientes com paralisia cerebral, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A incidência de disfagia é alta na paralisia cerebral, sendo mais presente as alterações na fase oral da deglutição.

( ) A sialorreia excessiva pode ser uma característica e está associada à diminuição da frequência de deglutições.

( ) A presença de aspiração laríngea pode variar na doença, podendo chegar a mais de 50%, sendo as consistências pastosa e líquida as mais frequentemente aspiradas.

( ) As alterações comumente encontradas em pacientes com paralisia cerebral que podem desencadear distúrbios de deglutição são: disfunção motora oral, alteração postural de cabeça, nível reduzido de consciência e alterações da função respiratória.


A sequência está correta em


A

V, V, V, F


B

F, F, F, V


C

V, V, F, V


D

F, V, V, F


E

V, F, F, V

A videofluoroscopia da deglutição, também denominada videodeglutograma, deglutição de bário modificada, estudo dinâmico da deglutição, entre outros, é um exame complementar considerado como padrão ouro no diagnóstico das disfagias. Sobre esse exame, assinale a afirmativa INCORRETA.


A

O exame pode ser utilizado, ainda, como um método terapêutico, avaliando e testando diferentes manobras e verificando sua eficácia.


B

O exame é indicado, também, para a avaliação de anormalidades estruturais, como hiperemias e tumores nas regiões da laringe e da faringe.


C

O método videofluoroscópico permite a observação das fases oral e faríngea, além da observação dinâmica e morfológica do esôfago.


D

A videofluoroscopia permite a análise dinâmica, precisa e imediata da deglutição em diferentes posições, sendo um procedimento não invasivo


E

Na visão anteroposterior é possível constatar estase em valéculas e recessos piriformes, uni ou bilateral, a aspiração antes, durante ou após a deglutição e a mobilidades das pregas vocais.

O tratamento do paciente disfágico deve ser, sempre que possível, multidisciplinar. Essa atuação, quando realizada de forma integrada, permite uma melhor qualidade de vida ao paciente. Sobre disfagia e suas consequências,

assinale a afirmativa INCORRETA.


A

A desnutrição é um fator de risco de desenvolvimento de pneumonia.


B

A dificuldade para deglutir leva a consequências nutricionais, decorrentes da inadequada oferta de nutrientes, quantitativa e qualitativamente.


C

A caquexia caracteriza-se por uma síndrome multifatorial, a saber: anorexia, fadiga, disfunção imune, diminuição da massa muscular e uma variedade de alterações metabólicas.


D

A desnutrição torna o paciente mais susceptível às alterações na colonização da mucosa orofaríngea e reduz a resistência às infecções por depressão do sistema imunológico.


E

A relação entre disfagia/aspiração e aspiração/pneumonia é invariável. O paciente que apresenta disfagia e aspiração apresentará pneumonia, sendo que essa poderá estar assintomática e, por isso, não ser diagnosticada.

A intervenção fonoaudiológica precoce no paciente com disfagia orofaríngea traz benefícios e reduz os riscos de pneumonia e desnutrição. Para isso é preciso conhecer o quadro clínico geral do paciente e ser relacionar bem com a equipe que o acompanha. Sobre a intervenção, é INCORRETO afirmar que


A

a ausculta cervical com o estetoscópio não é indicada em pacientes traqueostomizados e com obstrução aguda ou crônica das vias aéreas superiores.


B

os fatores que interferem na biomecânica da deglutição são: presença ou uso prolongado de traqueostomia; cuff insuflado; período prolongado de intubação; e, presença de sonda de alimentação


C

a presença prolongada do tubo endotraqueal pode resultar em: atrofia da musculatura esquelética da região faringolaríngea; prejuízo no fechamento glótico decorrente da presença do tubo; e, sequela laríngea que inclui trauma, ulceração da mucosa e estenose


D

o ideal é que o fonoaudiólogo realize a primeira intervenção logo após a extubação, nas primeiras 12 horas, visto que com a intubação prolongada pode haver diminuição da sensibilidade e presença de edema na região orofaríngea, aumentando o risco de aspiração.


E

os recursos utilizados como auxiliares da avaliação fonoaudiológica são vários, tais como: ausculta cervical; teste do Blue Dye em pacientes traqueostomizados; oximetria, proporcionando o monitoramento dos níveis de oxigenação sanguínea; e, monitoramento da frequência cardíaca.

 
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