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No tratamento das disfagias, as manobras posturais têm o objetivo de facilitar a eficiência e segurança da passagem do bolo da cavidade oral para a faringe e o esôfago. A manobra que facilita o trânsito oral pela ação da gravidade é a
cabeça inclinada para trás.
queixo inclinado para baixo.
corpo em posição lateral.
rotação de cabeça girada para o lado pior.
Qual é o músculo responsável por aduzir, abaixar, encurtar e espessar as pregas vocais?
Músculo digástrico.
Músculo tireoaritenoideo.
Músculo ariepiglótico.
Músculo tireoepiglótico.
Segundo a Escala de Penetração e Aspiração de Rosenbek é considerado aspiração quando o contraste
entra até acima das pregas vocais sem resíduos.
não entra em via aérea.
permanece acima das pregas vocais sem resíduo visível.
passa o nível glótico.
Segundo a fisiologia da deglutição, na fase esofágica, o que ocorre logo após a passagem do bolo pelo esfíncter esofágico superior (EES)?
A laringe permanece abaixada para empurrar o bolo.
O tônus muscular do EES aumenta para evitar regurgitação.
O tônus do esfíncter esofágico inferior aumenta para evitar o refluxo.
O movimento peristáltico voluntário conduz o bolo ao estômago.
Acerca da disfagia orofaríngea, analise as assertivas abaixo.
I. A prevalência é maior em crianças prematuras, com anormalidades do trato aerodigestivo inferior.
II. A aspiração é uma consequência importante, podendo levar a problemas respiratórios como sibilância recorrente, pneumonias de repetição, alterações graves da função pulmonar, fibrose pulmonar e morte.
III. Destacam-se como achados sugestivos de DOF: tempo prolongado para se alimentar, episódios de cianose, engasgos, pausas respiratórias frequentes, sibilância e/ou tosse durante a alimentação.
É correto o contido em
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
De acordo com a classificação dos achados da VED, o laudo de presença de estase salivar moderado está relacionado à piora após a ingestão de alimentos, à regurgitação nasal e à presença de resíduos mesmo após três tentativas de propulsão do bolo alimentar. Além disso, há penetração laríngea, mas não há aspiração. Sendo assim, que classificação da disfagia pode-se apontar?
Disfagia moderada.
Deglutição normal
Disfagia leve.
Disfagia grave.
Marque a alternativa que NÃO faz parte das razões que explicam a presença de disfagia orofaríngea durante o uso de ventilação mecânica.
Dificuldade da coordenação entre respiração e deglutição.
Pressão aérea subglótica e fluxo aéreo preservado.
Diminuição da elevação, da anteriorização e da estabilização laríngea.
Redução da sensibilidade traqueal.
Na disfagia orofaríngea, diversas manobras e exercícios são utilizadas como recurso terapêutico. Assinale a alternativa INCORRETA:
Exercícios para resistência muscular são indicados na ocorrência de: vedamento labial incompleto, sialorréia, assimetria facial, dificuldades na mastigação; resíduo alimentar; alteração de sensibilidade intraoral e/ ou achados radiológicos.
Exercícios de controle do bolo alimentar são indicados quando os achados clínicos apresentarem: imprecisão articulatória; demora no transporte do bolo; restrição na elevação, na lateralização e na coordenação dos movimentos da língua.
Manobras facilitadoras são utilizadas quando os exercícios para resistência muscular e de controle do bolo alimentar não forem eficazes.
Manobras Posturais, Manobras Compensatórias de via aérea, “Lip Pursing”, “Double swallow” e Manobra de Masako são exemplos de manobras facilitadoras.
Sobre a classificação da deglutição segundo o PARD, analise a descrição abaixo:
“Existência de risco significativo de aspiração. Alimentação oral suplementada por via alternativa, sinais de aspiração para duas consistências. O paciente pode se alimentar de algumas consistências, utilizando técnicas específicas para minimizar o potencial de aspiração e/ou facilitar a deglutição, com necessidade de supervisão. Tosse reflexa fraca ou ausente.”
A descrição da classificação da deglutição acima descrita corresponde ao
Nível II: Deglutição funcional.
Nível V: Disfagia orofaríngea moderada.
Nível VI: Disfagia orofaríngea moderada a grave.
Nível I: Deglutição normal.
Nível VII: Disfagia orofaríngea grave.
Quanto à avaliação fonoaudiológica em casos de idosos com suspeita de disfagia, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A avaliação clínica estrutural consiste no exame físico da cavidade oral, da faringe e da laringe e na verificação da mobilidade e da tonicidade das estruturas envolvidas na deglutição.
( ) Na avaliação funcional, observa-se a ingestão de diferentes consistências alimentares, em pequenas quantidades, como líquidos finos, líquidos espessados, pastosos/purês, pastosos/pedaços moles, sólidos macios e secos.
( ) Outros métodos que podem fazer estimativas ou mesmo determinar essas alterações são: peso, estatura, dobras cutâneas, circunferências corpóreas, densitometria de corpo total e bioimpedância elétrica.
( ) Recursos instrumentais podem ser utilizados durante a abordagem clínica, como ausculta cervical e oximetria de pulso.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V – V.
F – F – F – V.
V – V – F – F.
V – V – F – V.
F – F – V – F.
Os recém-nascidos pré-termo formam a população de maior demanda para avaliação e intervenção nas dificuldades alimentares no período neonatal. Sobre os principais sinais e sintomas que necessitam de avaliação clínica para a disfagia, analise as alternativas e assinale a INCORRETA.
Incoordenação sucção/deglutição.
Obstrução nasal.
Sucção fraca.
Pausas respiratórias ou apneias durante a alimentação.
Engasgo ou tosse durante a alimentação.
Com relação a avaliação fonoaudiológica em pacientes adultos e idosos com disfagia orofaríngea, analise as afirmativas a seguir.
I. Muitas vezes, os sintomas clínicos observáveis não se correlacionam com a fisiopatologia, mas possibilitam classificar a disfunção em uma das fases da deglutição.
II. Os protocolos de rastreio ou triagem são propostos para avaliar idosos institucionalizados e/ou hospitalizados, utilizando, por exemplo, critérios maiores e menores.
III. A avaliação da deglutição no leito, já proposta por alguns autores, inclui uma anamnese detalhada, abordando a história médica e a história do problema e da dinâmica da deglutição.
Está correto o que se afirma em
I, somente.
II, somente.
III, somente.
I e II, somente.
I, II e III.
A videofluoroscopia da deglutição possibilita visualizar as estruturas envolvidas no processo de deglutição. A interpretação dos achados será classificada em alterações da fase preparatória oral, da fase oral e da fase faríngea. Uma alteração na fase oral pode ser
o escape do material contrastado para a orofaringe, ainda no preparo e formação do bolo.
a presença de material contrastado na região da valécula e nos seios piriformes.
a entrada do material contrastado abaixo da epiglote e acima do nível das pregas vocais.
a redução da área de contato entre a base da língua e a parede posterior da faringe.
O sinal radiográfico de fechamento laríngeo mais facilmente identificado em exame objetivo da deglutição é o movimento de
elevação do palato mole.
vedamento labial.
descida da epiglote.
constrição faríngea.
Nem todas as intervenções de reabilitação almejam alcançar o padrão de normalidade de uma determinada função. Desse modo, os principais objetivos da reabilitação do quadro de disfagia orofaríngea são:
Reabilitar a função de deglutição por sucção para fortalecer a muscular orofacial.
Estabelecer a mastigação bilateral para a deglutição de alimentos sólidos em vista de melhora nutricional.
Restabelecer as funções do sistema estomatognático de deglutição, mastigação e respiração.
Estabilizar o aspecto nutricional e eliminar os riscos de aspiração laringotraqueal e as consequentes complicações associadas.
Minimizar os riscos de aspiração de sólidos durante o período de internação hospitalar.
Assinale a alternativa correta a respeito das disfagias.
Nas disfagias, há descrição penetração laríngea demostra onde o alimento
está presente nos pulmões.
está presente no vestíbulo labial.
está presente no vestíbulo laríngeo.
está presente nas bochechas.
Paciente, sexo masculino, 24 anos, internado na UTI em um pós-operatório de retirada de tumor de mediastino, com história de pneumonia aspirativa e período de intubação maior que 72 horas. Segundo Albuquerque (2014), a classificação do risco da disfagia e a conduta sugerida são, respectivamente,
ausência de risco de disfagia e ausência de necessidade de avaliação fonoaudiológica.
risco mínimo e necessidade de avaliação fonoaudiológica.
risco mínimo e realimentação pela equipe, conforme protocolo da UTI.
risco moderado e necessidade de avaliação fonoaudiológica.
risco elevado e necessidade de avaliação fonoaudiológica.
Quando um paciente relata, dor ou incapacidade de engolir, tosse, regurgitação de líquidos pelo nariz,desconforto na região da garganta, no campo fonoaudiológico é possível concluir que este paciente está acometido de:
Obstrução da faringe
CA de garganta
Disfagia
todas as respostas estão incorretas
Na avaliação de disfagia em recém-nascidos prematuros, merece atenção alguns sinais e sintomas de disfagia que podem estar presentes tanto na fase oral quanto na fase faríngea da deglutição. Assinale a alternativa que contém sinais e sintomas que ocorrem na fase oral e na fase faríngea.
Déficit do movimento peristáltico; aversão oral; incoordenação de língua; falta de ritmo de sucção.
Engasgo; tosse; irritabilidade e arqueamento; incoordenação do esfíncter esofágico superior.
Sucção fraca; atraso para iniciar a resposta de sucção; déficit do movimento peristáltico; incoordenação de língua.
Bradicardia; alteração no ritmo respiratório; vocalização e choro molhados; regurgitação nasofaríngea.
Atraso para iniciar a fase faríngea da deglutição; regurgitação nasofaríngea; irritabilidade e arqueamento; alteração no ritmo respiratório.
No trabalho de reabilitação gerontológica do idoso disfágico, o fonoaudiólogo vem buscando recursos que favoreçam o estabelecimento da deglutição. Marque a alternativa VERDADEIRA.
A bandagem elástica como recurso terapêutico promove o favorecimento do tratamento de músculos hipofuncionantes, hipotônicos, hipertônicos e/ou espástico dentre outras.
A eletroestimulação é usada com a finalidade de promover a movimentação supra-hióidea, laríngea e para o favorecimento da contração dos grupos musculares envolvidos na deglutição, porém não pode ser indicada para idosos acima de 70 anos.
Independente do cognitivo do idoso é indicada a aplicação das estratégias de intervenção ativa. As estratégias compensatórias, a princípio, temporárias, que alteram as dimensões faríngeas têm como objetivo facilitar a eficiência e a segurança da deglutição.
As manobras de ajuste voluntário da biomecânica da deglutição podem ser realizadas em pacientes com deficits cognitivos importantes, só é necessário estar em alerta.