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Assinale a opção correta acerca de condutas e métodos de avaliação aplicáveis ao paciente disfágico.
Na reabilitação do paciente disfágico com rebaixamento cognitivo ou não colaborativo, é recomendado o uso de técnicas de reabilitação ativa direta.
A videofluoroscopia ou videodeglutograma, apesar de ser um método invasivo, permite avaliar os estágios oral e faríngeo da deglutição.
A ausculta cervical costuma ser realizada no leito ou durante as sessões de terapia, permitindo detectar a presença de deglutição e possível aspiração.
Na avaliação da deglutição, deve-se buscar alimentos com consistência sólida utilizando o videodeglutograma para assegurar possíveis aspirações e penetrações.
Dependendo do grau da disfagia do paciente, deve-se utilizar técnicas passivas, como, por exemplo, o treino da deglutição apenas com saliva.
Na fase esofágica da deglutição, a transferência do bolo é resultado da ação coordenada entre o esfíncter esofágico superior e o esfíncter esofágico inferior, de forma inconsciente e involuntária.
Certo
Errado
No nível V, disfagia orofaríngea moderada, a orientação é alimentação por via oral suplementada por via alternativa.
Certo
Errado
Considere as seguintes afirmativas sobre a avaliação fonoaudiológica do paciente com disfagia:
I. Na fase preparatória-oral, pode-se esperar que o paciente aspire antes da deglutição, devido à alteração dos movimentos anteroposteriores e verticais da língua, causando estase em cavidade oral.
II. Na fase oral, pode ocorrer aspiração após a deglutição devido ao aumento da tensão bucal que acarreta alteração na formação do bolo e estase em cavidade oral.
III. Na fase faríngea, pode ocorrer aspiração antes e durante a deglutição, devido a, respectivamente, atraso ou ausência do início da deglutição e redução do fechamento laríngeo.
IV. Na fase faríngea, pode ocorrer aspiração após a deglutição, devido à alteração do peristaltismo faríngeo.
Assinale a alternativa CORRETA.
Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
O termo disfagia identifica um quadro patológico consistente em
um distúrbio da expressão verbal causado por alterações no controle muscular dos músculos da fala.
uma dificuldade de produção oral ocasionada por alterações anatômicas e(ou) fisiológicas dos órgãos articulatórios e cuja causa é de origem periférica.
uma dilatação sacular do ventrículo laríngeo, semelhante a um cisto, que pode envolver, além do ventrículo, outras estruturas supraglóticas.
um distúrbio da fluência da fala que se caracteriza pela interrupção de ritmo, mais ou menos brusca, da expressão verbal.
um distúrbio neurológico ou mecânico que acomete a laringe, causando falta de eficiência na sua função de proteger as vias aéreas contra o acesso de material carreado na deglutição.
Considere o trecho a seguir sobre a conduta em disfagia infantil.
Os terapeutas que trabalham com pacientes que apresentam inabilidades orais, principalmente decorrente de sequelas neurológicas, devem buscar e orientar em seus pacientes _______________ que favoreçam o alinhamento biomecânico, para que as __________ mais elaboradas possam ser estimuladas. Dessa forma, o ____________ toma particular significado e é usado com, praticamente, todos os pacientes.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
consistências – estruturas – controle oral
posturas – musculaturas – alimento
consistências – funções – controle oral
posturas – funções – controle oral
volumes – estruturas – alimento
A reabilitação fonoaudiológica em disfagia, muitas vezes acontece em diferentes momentos do tratamento clínico do paciente. Nos casos em que a dinâmica da deglutição não fica bem estabelecida a partir da avaliação clínica da deglutição, ou mesmo após sua realização, há suspeitas de aspiração silente, o exame objetivo da deglutição deve ser prontamente solicitado, sendo a videoendoscopia da deglutição e a videofluoroscopia da deglutição os mais frequentemente utilizados em nossa clínica. Sobre esses exames, assinale a alternativa correta.
Os dois exames são capazes de avaliar a eficácia de manobras posturais compensatórias.
Os dois exames são capazes de realizar avaliação anatômica das fossas nasais, rinofaringe, esfíncter velofaríngico, orofaringe, hipofaringe e laringe.
A videoendoscopia da deglutição oferece condições de análise dinâmica, precisa e imediata sem interrupções desde a fase oral até a fase esofágica da deglutição.
A videofluoroscopia da deglutição é um exame mais adequado para avaliar anormalidades estruturais.
A videofluoroscopia expõe o paciente à radiação e uso de contraste, por outro lado, pode ser realizado à beira do leito, em ambulatório ou no domicílio do paciente.
Considere as seguintes alterações na fisiopatologia da deglutição que indicam disfagia orofaríngea: início tardio da deglutição faríngea; elevação tardia e prolongada da laringe e dismotilidade constritiva da faringe, com menor risco de aspiração. Essas alterações podem ocorrer em estados moderados a graves da seguinte doença neuromuscular:
distrofia muscular oculofaríngea.
esclerose lateral amiotrófica.
miastenia grave.
miopatia inflamatória.
esclerose múltipla.
A disfagia orofaríngea iatrogênica é causada por intervenções medicamentosas ou cirúrgicas que podem afetar as fases oral e faríngea da deglutição de diversas formas. Segundo Furkim, quando se utiliza anestesia de mucosa, indicado como anestésico tópico para aliviar passagem de fibra endoscópica ou para o controle da dor dentária, essa medicação terá como possível efeito:
boca seca e diminuição de apetite.
diminuição de reflexo de tosse e vômito.
sinais de desidratação crônica.
mucosa seca e espessamento de secreções bronqueais.
estado mental alterado e rigidez muscular.
A avaliação clínica fonoaudiológica da deglutição é o primeiro passo para o diagnóstico e intervenção junto ao paciente pediátrico com suspeita de disfagia. O estabelecimento de dados fidedignos de avaliação leva à tomada de condutas mais acertadas e à proposição de estratégias terapêuticas mais efetivas e eficazes para cada caso. De acordo com essa afirmativa, quais os sinais clínicos sugestivos de penetração/aspiração na população pediátrica, observados na avaliação fonoaudiológica?
Tosse, engasgo, diminuição do esforço respiratório.
Palidez, alteração dos sinais vitais, voz sem alterações.
Ausência de sinais de desconforto respiratório, estridor, cianose.
Aumento da congestão e sibilo durante ou diretamente após a alimentação.
A avaliação das estruturas e funções orofaciais da criança com sinais de disfagia compreende a observação de postura, tônus, mobilidade, sensibilidade, simetria, integridade e conformação de lábios, língua, bochechas, mandíbula, dentes, palato duro e palato mole. Sobre o processo de avaliação, quais fatores importantes podemos encontrar sobre a disfagia?
Na avaliação da deglutição também deve ser observada a reação imediata e espontânea da criança em relação ao clareamento da laringe por meio de tosse ou pigarro, dado que sugere sensibilidade laríngea prejudicada.
Recomenda-se que os reflexos protetivos de tosse e nauseoso sejam avaliados (presença ou ausência) durante a avaliação da deglutição e também de forma isolada. Esses reflexos geralmente causam grande desconforto, podendo interferir no desempenho da dinâmica da deglutição de alimentos.
A qualidade vocal deve ser observada somente após a oferta, pois sua alteração pode sugerir comprometimento do mecanismo de proteção das vias aéreas. A presença de voz molhada após a deglutição, por exemplo, sugere a presença de alimento ou de secreções permeando as pregas vocais.
Durante o exame da cavidade oral, é importante observar a presença de mal oclusões, se há ausência de dentes e, principalmente, o estado de conservação dentária, podendo levar a prejuízos na mastigação e a presença de cáries pode ainda levar à aspiração de saliva contaminada em pacientes com disfagia.
Paciente disfágico, restrito ao leito por sequelas de acidente vascular encefálico, que apresenta como principal sintoma da disfagia, a diminuição da força de deglutição e dificuldade de elevação laríngea. A atuação fonoaudiológica ao disfágico, utiliza, além de outros recursos e exercícios preparatórios para a deglutição, as manobras de deglutição. Com o objetivo principal de melhorar a força e a eficiência da musculatura extrínseca da laringe, a qual é responsável por sua elevação, qual a melhor manobra a ser utilizada?
Manobra de Shaker.
Manobra de esforço.
Manobra supraglótica.
Manobra supersupraglótica.
Sobre a avaliação clínica fonoaudiológica da disfagia infantil, analise as assertivas abaixo:
I. Exame físico das estruturas e funções orofaciais.
II. Avaliação clínica da dinâmica da deglutição.
III. Observação das condições motoras e cognitivas globais.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
Sobre disfagia após Intubação Orotraqueal (IOT) ou Endotraqueal (IET), assinale a alternativa INCORRETA, segundo Dedivitis (2017).
As causas mecânicas estão relacionadas com o tubo endotraqueal, por alterações estruturais da anatomia da glote e/ou pela interrupção do reflexo da deglutição.
As causas cognitivas incluem lesão cerebral traumática ou secundária ao estado de doente crítico que pode levar à incoordenação no mecanismo reflexo da deglutição.
Entre os fatores agravantes, estão o tempo de intubação (risco inicia após 1 semana de IOT) e a idade superior a 70 anos.
A cura da maioria das lesões da mucosa causadas por tubo orotraqueal ocorre rapidamente seguindo a extubação, e a aspiração costuma ser transitória.
A disfagia pode resultar de vários fatores que alteram o mecanismo da deglutição ou dificultam o trânsito do bolo deglutido entre a boca e o estômago. Pode ser desencadeado ou agravada pelo efeito colateral de alguns medicamentos que atuam tanto no sistema nervoso central (SNC) como no sistema nervoso periférico (SNP). Qual das opções abaixo NÃO está relacionada com o uso de medicação.
Diminuição do estado de alerta.
Xerostomia pós radioterapia.
Sialorreia.
Diminuição na transmissão neuromuscular.
No que concerne à incidência de disfagia em paciente com Acidente Vascular Cerebral, é correto afirmar que
raramente apresenta alteração da direção do bolo alimentar.
apresenta hiper-reflexia e espasticidade da musculatura orofaringea em todos os casos.
a disfagia é observada somente na fase oral da deglutição.
disfagia transitória ou permanente é uma frequente sequela.
A mastigação é uma das funções mais importantes para o desenvolvimento harmônico do sistema estomatognático. Assinale a alternativa que NÃO se refere a um objetivo da mastigação:
Fragmentar os alimentos e prepará-los para a deglutição e digestão.
Promover ação bacteriana sobre os alimentos para formar o bolo alimentar.
Posicionar o bolo alimentar sobre a língua e ejetá-lo para a faringe.
Proporcionar o desenvolvimento dos ossos maxilares.
Manter os arcos dentários com o estímulo funcional.
Na intervenção fonoaudiológica nas disfagias orofaríngeas neurogênicas em adultos, em casos de paresia ou paralisia unilateral de faringe ou prega vocal, pode ser indicado que o paciente disfágico faça uma manobra postural de cabeça para promover a aproximação da prega vocal móvel até a prega paralisada ou parética para um melhor fechamento glótico. Essa manobra postural de cabeça é
inclinada para o lado bom.
com o queixo para baixo.
inclinada para trás.
rotação para o lado comprometido.
rotação para o lado bom.
Segundo Cesar (2021), são mecanismos potenciais para o desenvolvimento da disfagia em pacientes com COVID-19 em cuidados intensivos e que passaram por IOT os citados abaixo, EXCETO:
Respiração longa intercalada com tosse.
Trauma orofaríngeo e laríngeo.
Alteração do sensório (delirium).
Refluxo gastroesofágico.
Sobre a ausculta cervical, de acordo com o PARD, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas:
( ) A ausculta cervical deve ser realizada apenas após a deglutição, pois, em alguns casos, poderá trazer um resultado falso-positivo. ( ) O estetoscópio deve ser posicionado na parte lateral da junção da laringe, e a traqueia, anterior à carótida. ( ) Caracteriza-se ausculta cervical adequada, quando há ausência de ruídos na sequência de expiração ou inspiração, apneia, clunck de deglutição e expiração ou inspiração. |
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
F-V-F
V-V-F
V-F-V
F-V-V
V-V-V