Questões de Concurso sobre Fonética Clínica

 
 
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Durante a avaliação do paciente afásico, podem-se observar manifestações na emissão da palavra oral, como o paciente substituir ''andando'' por "andar'', de acordo com o contexto. Assinale a opção que apresenta o tipo de parafasia exemplificado nesse caso.


A

Morfêmica


B

Semântica


C

Formal


D

Verbal


E

Fonêmica

Assinale a opção que apresenta a propriedade articulatória secundária resultante da junção de um seguimento consonantal e de urna vogal arredondada (oral ou nasal) corno ocorre na pronúncia das palavras tutu, só, bolo, rum e som.


A

Palatização.


B

Labialização.


C

Velarização.


D

Dentalização.


E

Fricação.

“O _________________ fonológico afeta 10% da população e é caracterizado por alteração do sistema fonológico de causa desconhecida, no qual o indivíduo não usa os sons da fala esperado para idade ou dialeto. O _____________ é a simplificação de uma regra fonológica feita pela criança e refere‐se a uma classe de sons e não ao som isolado. As alterações __________________ manifestam‐se, principalmente, por meio das distorções, dificuldades na produção do som. As alterações ________________ manifestam‐se, principalmente, por meio das omissões e substituições em que o paciente omite ou substitui o som‐alvo por outro presente em seu inventário.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores.


A

transtorno / processo fonológico / fonéticas / fonológicas


B

transtorno / processo fonológico / fonológicas / fonéticas


C

processo / transtorno fonológico / fonéticas / fonológicas


D

transtorno / distúrbio específico de linguagem / fonéticas / fonológicas

Os fonemas /d/, /ç/ e /K/ classificam-se, respectivamente, como

A

Ponto de articulação: bilabial / linguopalatal / linguoalveolar

Modo de articulação: oclusiva / líquida / fricativa

Saída de ar: oral / oral / oral

Traço de sonoridade: surdo / surdo / sonoro


B

Ponto de articulação: linguodental / velar / linguopalatal

Modo de articulação: fricativa / oclusiva / oclusiva

Saída de ar: oral / nasal / oral

Traço de sonoridade: surdo / sonoro / sonoro


C

Ponto de articulação: linguoalveolar / linguopalatal / velar

Modo de articulação: líquida / fricativa / fricativa

Saída de ar: oral / nasal / oral

Traço de sonoridade: sonoro / surdo / sonoro


D

Ponto de articulação: labiodental / linguodental / velar

Modo de articulação: oclusiva / líquida / fricativa

Saída de ar: oral / oral / nasal

Traço de sonoridade: surdo / sonoro / surdo


E

Ponto de articulação: linguodental / linguopalatal / velar

Modo de articulação: oclusiva / fricativa / oclusiva

Saída de ar: oral / oral / oral

Traço de sonoridade: sonoro, surdo, surdo

Uma criança com desvio fonológico apresenta substituições de fricativas por plosivas, em posição inicial, caracterizando um processo de plosivização. O fonoaudiólogo teve como alvo terapêutico, durante seis sessões, a palavra "chuta", considerando a posição inicial e o contexto fonológico seguinte. A criança conseguiu adquirir o fonema nessa palavra. Resta saber se houve estabilização do novo segmento no sistema fonológico e se a criança é capaz de generalizar esse novo padrão em palavras ainda não usadas em terapia. Considerando os possíveis próximos passos nessa intervenção, qual alternativa está INCORRETA?


A

Uma das formas de promover a generalização é utilizar palavras com características fonéticas semelhantes, de modo que a criança possa usar em diferentes contextos lexicais e fonológicos, então poderiam ser elencadas palavras com a mesma sílaba, na mesma posição, com tonicidade diferente e distintos graus de familiaridade, como "chupeta", "chuteira" e "chuveiro".


B

Como a escolha do alvo proporcionou uma resposta positiva da criança, poderiam ser escolhidas novas palavras, mantendo o contexto fonológico seguinte semelhante, como a vogal labial /u/, que comunga traços com a consoante em questão.


C

O próximo passo poderia ser o de usar contextos fonológicos seguintes bem distantes do até então usado como alvo, adotando a vogal anterior /i/ e a vogal /a/ como contexto fonológico seguinte, para observar como a criança lidaria com essa nova informação e, ainda, se seria capaz de generalizar.


D

Continuar estimulando a partir do mesmo alvo, até o final da terapia, de modo que a criança consolide esse novo segmento na aquisição.


E

Usar o mesmo padrão (Calvo+V/u/+ CV) em não-palavras para minimizar o efeito lexical e verificar se, de fato, a criança generalizou a aquisição do novo segmento, independente do apoio semântico

São instrumentos utilizados pelo fonoaudiólogo para avaliar o desempenho em leitura e escrita e os transtornos fonológicos, EXCETO:


A

Avaliação fonológica da criança.


B

Prova de leitura oral e escrita através de ditado.


C

Prova de consciência fonológica.


D

Capacidade respiratória.

O inventário fonético da criança pode ser determinado de acordo com as categorias de descrição fonética: de modo de articulação; de ponto de articulação e de sonoridade. Essas categorias são respectivamente deinidas quanto:

A
à região do trato vocal em que o som é produzido e aos órgãos que se articulam para essa produção; quanto ao tipo de obstrução que ocorre no trato vocal; quanto à ausência ou presença de vibração das cordas vocais.

B
ao tipo de obstrução que ocorre no trato vocal; quanto à região do trato vocal em que o som é produzido e aos órgãos que se articulam para essa produção; quanto à ausência ou presença de vibração das cordas vocais.

C
ao tipo de obstrução que ocorre no trato vocal; quanto à ausência ou presença de vibração das cordas vocais; quanto à região do trato vocal em que o som é produzido e aos órgãos que se articulam para essa produção.

D
à ausência ou presença de vibração das cordas vocais; quanto ao tipo de obstrução que ocorre no trato vocal; quanto à região do trato vocal em que o som é produzido e aos órgãos que se articulam para essa produção.

E
à região do trato vocal em que o som é produzido e aos órgãos que se articulam para essa produção; quanto à ausência ou presença de vibração das cordas vocais; quanto ao tipo de obstrução que ocorre no trato vocal.

“Crianças com idade igual ou superior a 4 anos apresentam alteração no desenvolvimento da fala em diferentes graus, sendo que os desvios não se limitam às alterações de força dos órgãos responsáveis pela fala, mas são decorrentes de dificuldades na aquisição das consoantes de sua língua materna.” Trata-se de


A

disfemia.


B

taquilalia.


C

desvio fonológico.


D

distúrbio oromiofuncional.


E

distúrbio semântico-pragmático.

A fala é influenciada pela oclusão e mordida apresentadas pelo indivíduo e nos casos de alteração na oclusão do tipo Classe III de Angle, os fonemas mais prejudicados são:


A

/t/, /k/ e /p/.


B

/f/ e /v/.


C

/g/, /r/ e /m/.


D
/ λ / e / δ /.
Os distúrbios fonológicos podem apresentar dois componentes, a saber: um fonético e outro fonêmico. O componente fonêmico é identiicado:

A
no modo pelo qual a informação sonora é armazenada, representada e ou acessada no léxico mental.

B
na inabilidade para articular os sons da fala, envolvendo o componente motor da fala.

C
no modo pelo qual os articuladores da fala armazenam a informação proprioceptiva no léxico mental.

D
na inabilidade de representação dos fonemas fricativos e em palavras extensas e de baixa frequência.

E
no modo pelo qual os processos fonológicos da fala são armazenados na memória de trabalho.

Com relação à consciência fonológica, leia as afirmações abaixo e assinale a alternativa incorreta.


A

A consciência fonológica é uma habilidade cognitiva que permite a reflexão sobre os sons da fala.


B

A consciência fonológica permite à criança reconhecer que as palavras rimam, terminam ou começam com o mesmo som e são compostas por sons individuais que podem ser manipuladas para a formação de novas palavras.


C

As crianças com desvio fonológico têm, de forma geral, um nível de consciência fonológica inferior quando comparadas a crianças com desenvolvimento fonológico normal.


D

A consciência fonológica faz parte apenas da aquisição de habilidades para o desenvolvimento normal do processamento auditivo.

A interposição lingual nos fonemas /s/ e /z/ é característica comum da(s)


A

classe III.


B

mordida cruzada.


C

mordida profunda.


D

mordida aberta anterior.


E

mordidas profunda e cruzada.

O desenvolvimento da escrita na criança segue etapas e quando a escrita representa uma relação de correspondência termo a termo entre a grafia e as partes do falado, ou seja, usa uma letra para cada som, a criança se encontra na fase:


A

Silábica.


B

Silábico-alfabética.


C

Alfabética.


D

Pré-Silábica.

A técnica de variação da altura com as vogais é realizada para maximizar a elevação laríngea com o objetivo de favorecer a:

A
fase esofágica da deglutição

B
deglutição supraglótica

C
movimentação da base da língua durante a deglutição

D
fase faríngea da deglutição

E
manobra de deglutição supersupraglótica

De acordo com o quadro de aquisição de fonemas, espera-se que a criança adquira os


A

velares após as líquidas sonoras.


B

arquifonemas antes dos plosivos.


C

fricativos sonoros antes dos plosivos.


D

bilabiais antes dos grupos consonantais.


E

grupos consonantais antes dos linguodentais.

Criança de quatro anos portadora de ceceio anterior durante a articulação dos sons [s] e [z]. Durante a avaliação, foi verificada normalidade dos aspectos ósseo, oclusal e muscular. As demais funções de respiração, sucção, mastigação e deglutição estão normais. A conduta mais apropriada a ser adotada nesse momento é


A

sugerir aos pais avaliação psicológica.


B

reavaliar a criança a cada seis meses até o nascimento dos quatro primeiros molares definitivos para melhor acomodação da língua na cavidade oral.


C

começar a fonoterapia imediatamente.


D

encaminhar para avaliação otorrinolaringológica e neurológica.


E

solicitar aos pais que digam constantemente para a criança falar com a língua mais para trás, evitando que o hábito inadequado permaneça para sempre.

A Tabela abaixo se refere ao domínio fonético de três crianças, Maria, José e Lucas.


Fonemas Maria José Lucas
[b] [d] 1 ano e 6 meses 1 ano e 7 meses 1 ano e 9 meses
[k] 1 ano e 7 meses 1 ano e 6 meses 1 ano e 10 meses
[g] 1 ano e 7 meses 2 anos e 6 meses 2 anos e 6 meses
[f] [v] [s] [z] 1 ano e 7 meses 2 anos e 6 meses 2 anos e 1 mês
[r] 1 ano e 10 meses 2 anos e 7 meses 2 anos e 6 meses


Observe os dados da tabela e analise as afirmativas abaixo:

I. Aos 2 anos e 1 mês, Lucas já produzia todos os fonemas fricativos.

II. Os fonemas velares foram os primeiros a serem dominados por José.

III. Maria foi a primeira a dominar os fonemas plosivos bilabial e dental vozeados.

IV. José e Lucas dominaram o fonema velar vozeado com a mesma idade.

V. No domínio do tepe alveolar, houve diferença de mais de 10 meses entre as crianças.

VI. Maria apresentou domínio fonético antes de José e Lucas em grande parte dos fonemas.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:

A

I, II e III.


B

II, III e IV.


C

III, IV e V.


D

III, IV e VI.

Em uma avaliação fonológica, a criança apresentou as seguintes trocas: bolsa -(bowta) e chapéu -(sapεw). Considerando que ela teve dificuldade para usar /s/ em bolsa, podemos concluir que a criança:


A

apresenta dificuldade em organizar seu sistema de sons.


B

apresenta atraso na desenvolvimento da linguagem oral.


C

apresenta dificuldade na articulação do fonema /s/.


D

apresenta desvio fonético e fonológico.


E

apresenta um quadro fonético incompleto.

Um paciente que pronuncia “palede”, está tendo que tipo de alteração?


A

Substituição.


B

Adição.


C

Acréscimo.


D

Transposição.


E

Distorção

Uma criança de cinco anos foi avaliada por um fonoaudiólogo que diagnosticou Desvio Fonológico. Assinale abaixo qual das palavras corresponde ao processo fonológico CORRETO.


A

Cavalo /kabalu/: posteriorização.


B

Plano /panu/: redução de encontro vocálico.


C

Esmalte /imalti/: plosivização.


D

Sapato /çapatu/: apagamento de fricativa inicial.


E

Carinho /karinu/: anteriorização.

 
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