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O desvio de ar pela cânula de traqueostomia leva à diminuição da sensibilidade da laringe e das pregas vocais, levando o paciente à aspiração.
A cânula plástica é a única que tem incorporado o balão inflável, que impede totalmente a passagem de ar da via aérea inferior para a superior, permitindo melhor ventilação pulmonar nos dependentes de respiração artificial.
As cirurgias em cabeça e pescoço que podem apresentar alterações fonoaudiológicas são divididas, didaticamente, em
laringectomias horizontais supraglóticas, laringectomias parciais verticais, cordectomia e laringectomia frontal anterior.
laringectomia frontal anterior, laringectomia frontolateral, hemilaringectomia e laringectomias subtotais.
laringectomias parciais e subtotais, laringectomias totais e faringolaringectomias, ressecções em cavidade oral e orofaringe e outras cirurgias.
laringectomia parciais, laringectomias subtotais, laringectomias totais e ressecções em cavidade oral e orofaringe.
laringectomias parciais, laringectomias subtotais, laringectomias totais e faringolaringectomias.
A aspiração está associada à presença da traqueostomia, logo todos os doentes que a utilizam apresentam dificuldade de deglutição.
A troca diária da cânula é recomendada e deve ser realizada como medida preventiva contra infecção local.
Os gorros são indicados na prática da fonoaudiologia hospitalar para os procedimentos em que há respingos, ou nos quais se produzem aerossóis, e para os procedimentos de natureza invasiva.
Aos recém-nascidos e lactentes com neuropatias e alterações de tônus muscular não é indicada a estimulação tátil e gustativa nem a estimulação da sucção não nutritiva.
A videofluoroscopia é um exame que avalia a deglutição tanto em adultos como em crianças com disfagia, não apresentando nenhuma contraindicação em sua utilização.
A deglutição é constituída por quatro fases distintas: a preparatória, a oral, a faríngea e a esofágica. Nos bebês, todas as fases da deglutição são reflexas, sendo que as fases preparatória e oral se tornam voluntárias assim que eles adquirem controle maior da sucção e da região anterior da boca.
Paralisia de prega vocal é a segunda anomalia congênita de laringe mais comum em crianças e pode ser uni ou bilateral. O choro rouco e fraco e ocasionalmente a presença de estridor após agitação são os sintomas mais freqüentes, podendo ser observados desde o nascimento.
Em maternidades, é fundamental, nos contatos com as mães, abordar questões e influências dos hábitos orais, principalmente a utilização de chupeta e mamadeira, e os cuidados com a dentição.
A atresia laríngea caracteriza-se por um espessamento anormal dos tecidos moles da região subglótica e algumas vezes também das pregas vocais, levando à obstrução aérea em recém-nascidos.
O fonoaudiólogo pode dividir seu trabalho na maternidade em três partes: participação nos cursos profiláticos para gestantes, observação e triagem dos bebês de risco e suporte para amamentação natural.
Na laringocele congênita ocorre oclusão completa da glote por meio de uma membrana espessa. O diagnóstico é feito imediatamente após o nascimento: o recém-nascido apresenta uma tentativa vigorosa e malsucedida de respirar, com dispnéia intensa, obstrução respiratória e cianose crescente.
O fonoaudiólogo deverá observar a coordenação entre respiração, sucção e deglutição, se o bebê consegue sugar o seio ou se este se encontra muito inchado, dificultando o movimento de sucção e respiração.
O fonoaudiólogo acompanha as primeiras mamadas do bebê auxiliando a mãe no preparo do seio e na postura para amamentação que deverá ser a mais confortável e horizontalizada possível para favorecer a retirada do leite pelo bebê.
O cisto laríngeo congênito é uma dilatação sacular do ventrículo laríngeo, que pode envolver, além do ventrículo, outras estruturas supraglóticas. Essa dilatação é preenchida por ar; assim, quando a pressão aérea intralaríngea aumenta, também se expande, causando obstrução respiratória, dispnéia, disfagia e alteração do choro.
Nas fraturas mandibulares, caso o paciente permaneça alimentando-se por via oral no pós-operatório, são importantes o incentivo da ingestão oral e o reforço das orientações realizadas no pré-operatório
A intervenção em ambiente hospitalar e domiciliar contribui para o diagnóstico e a reabilitação precoces dos distúrbios da deglutição e comunicação, bem como para o restabelecimento da integridade funcional da face.