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Dentre as causas de alterações vocais e da deglutição, encontramos os tumores de cabeça e pescoço. As cirurgias de cabeça e pescoço sempre são indicadas para esses casos, cabendo ao fonoaudiólogo conhecer o impacto que cada cirurgia poderá trazer na reabilitação dos sujeitos. Diante disso, associe as colunas abaixo, relacionando a cirurgia ao impacto nas funções relacionadas à fonoaudiologia.

Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA.
Pacientes com queimaduras nas regiões de face, pescoço, tronco e membros superiores podem apresentar dificuldades em realizar as funções estomatognáticas. A respeito da intervenção fonoaudiológica no paciente vítima de queimadura, assinale a alternativa correta.
Os procedimentos de massagens e exercícios são realizados independentemente de serem cicatrizes hipertróficas ou queloides.
O deslizamento profundo tem como objetivo liberar as aderências teciduais.
A fricção é realizada com as pontas dos dedos indicadores em movimentos localizados e breves. Tem por objetivo aumentar a elasticidade tecidual.
A proximidade do fonoaudiólogo com o paciente, via relação e escuta, não é importante na fase aguda da doença.
Na fase aguda da doença, é importante orientar o paciente a não abrir a boca para inserir os alimentos, pois os tecidos estão fragilizados.
A Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) foi idealizada em 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo UNICEF para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O aleitamento materno é a estratégia isolada de maior impacto na mortalidade infantil e, segundo evidências científicas, atribui-se a ela a capacidade de reduzir em 13% as mortes de crianças menores de cinco anos de idade por causas preveníveis em todo o mundo. Considerando essas informações, é correto afirmar que
a IHAC tenha sido criada como resposta ao chamado para a ação da Declaração de Innocenti, conjunto de metas criadas com o objetivo de resgatar o direito da mulher de praticar a amamentação com sucesso.
a IHAC busque apoio renovado à amamentação exclusiva do nascimento até os dois anos de idade, com introdução de alimentação complementar após esse período.
todos os hospitais brasileiros, incluindo os hospitais da rede privada, sejam obrigados por lei a se credenciarem à IHAC.
os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno sejam recomendações que favoreçam a amamentação a partir de práticas e orientações no período pós-natal.
os Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno sejam uma estratégia exclusiva para educação e capacitação da equipe hospitalar assistente.
Fonoaudiologia Hospitalar é a área que atua com o paciente ainda no leito de forma precoce, preventiva, intensiva, pré e pós-cirúrgica com o objetivo de impedir ou diminuir as sequelas nas formas de comunicação, que a patologia-base possa deixar. São campos da Fonoaudiologia Hospitalar:
Atendimento a queimados, programa de triagem auditiva neonatal, pacientes disfágicos pós acidente vascular cerebral.
Atendimento a pacientes com distúrbio de processamento auditivo central.
Atendimento de Screening Auditivo em ambiente empresarial.
Atendimento a funcionários incluídos no Programa de Controle de Saúde Médico-Ocupacional.
Em pediatria, podem ser considerados mecanismos do choque hipovolêmico
aumento de água e de sangue.
aumento da demanda e de sangue.
perda de água e de sangue.
alteração da bomba e perda de sangue.
perda de água e aumento de sangue.
Considerando o mecanismo de intubação orotraqueal, seus riscos e benefícios, assinale a opção CORRETA.
É contraindicado em casos de obstrução de via aérea alta, secreção pulmonar em excesso, perda de reflexos de proteção e sangramento ativo.
É utilizada com o intuito de estabilizar, manter ou proteger as vias aéreas comprometidas, permitindo oferta de oxigenação e ventilação.
Dentre as complicações que podem ocorrer após a intubação estão os traumatismos de lábios e língua, luxações e avulsão dentária, além de aspiração do conteúdo gástrico.
Alguns dos fatores de risco que predispõem a deficts morfofuncionais devido ao procedimento estão: variações anatômicas, hiperinsuflação do balonete e extubações acidentais. Já as reintubações são desconsideradas em caso de habilidade técnica da equipe médica.
Os impactos na deglutição surgem somente a partir das 48 h de extubação, e incluem incoordenação entre deglutição e respiração, prejuízos nas fases oral e faríngea e aumento do risco de broncoaspiração.
O fonoaudiólogo está cada vez mais presente nas maternidades, atuando tanto nas UTIs neonatais (1a etapa) e nas unidades de cuidados intermediários Canguru (2a etapa), como nos ambulatórios de acompanhamento (3a etapa).
Na 1a etapa, é muito comum o recém-nascido apresentar algumas dificuldades, como problema na dinâmica da ordenha, decorrentes de:
boca pequena; retração mandibular exacerbada; micrognatia; pré-maxila projetada; frêmulo da língua curto
reflexos orais incoordenados, exacerbados ou incompletos; padrão mordedor; língua posteriorizada e/ou com ausência e diminuição do canolamento no movimento de sucção
boca com pouca abertura durante o reflexo de procura; retração labial; ausência ou dificuldade de sustentação da pega correta
mamas gigantes; mamilos pouco protrusos; mamas com cirurgias plásticas redutoras e próteses de silicone
bebês muito sonolentos, com tempo de atenção diminuída; bebês excessivamente excitados (estressados), com dificuldades para se acalmarem sozinhos na mamada
A fonoaudiologia colabora, de forma reconhecida, promovendo o equilíbrio miofuncional e estomatognático na reabilitação dos pacientes queimados.
A contribuição da fonoaudiologia para esses casos tem como característica a abordagem na fase
aguda, antes do término do processo de formação do tecido de granulação.
ambulatorial, aplicada ao tecido tegumentar resultante da queimadura, reduzindo retração cicatricial
crítica, objetivando manipulação firme, aplicada de modo a atingir os músculos mais profundos
de internação, direcionada para técnicas de massoterapia que objetivam alívio da dor
pós-cirúrgica, com mobilização do tecido superficial, utilizando lubrificantes nas fricções.
Na assistência perioperatória de enfermagem, deve-se manter uma avaliação periódica da dor do paciente, principalmente no pós-operatório imediato. São sinais objetivos da dor:
agitação e hipotermia.
relato de dor pelo paciente e hipotensão.
sudorese e frequência cardíaca aumentada.
queda da saturação de O2 e hipertensão.
taquicardia e hipertermia.
Aproximadamente 1% das crianças, que nascem anualmente, apresentam alguma forma de cardiopatia e 50% destas serão submetidas à correção cirúrgica de suas cardiopatias ainda no primeiro ano de vida. O cuidado de fisioterapia no pós-operatório de cardiopatias é cada vez mais frequente. Desta forma, assinale a alternativa que inclui, basicamente, os três (03) defeitos cardiocirculatórios possíveis na faixa etária pediátrica.
Sobrecarga sistólica / sobrecarga diastólica / hipoxemia arterial.
Obstrução do fluxo sanguíneo / comunicações sistêmico-pulmonares / incompetência valvular.
Obstrução do fluxo sanguíneo / hipoxemia arterial / manobras vagais.
Sobrecarga sistólica / obstrução do fluxo sanguíneo / incompetência valvular.
Manobras vagais / comunicações sistêmico-pulmonares / hipoxemia arterial.
Assinale a opção correta com relação à atuação fonoaudiológica em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal.
A anquiloglossia é um dos fatores de risco mais frequentes nas unidades de terapia intensiva (UTI) neonatais.
A coordenação da sucção-deglutição com o líquido amniótico inicia-se entre a 22ª e 30ª semana de desenvolvimento intrauterino. Essa fase deve ser considerada para o início da alimentação por via oral.
Para uma manipulação segura, é recomendável que a saturação do oxigênio mantenha-se a partir de 78% e a frequência cardíaca, entre 90 e 130 bpm.
Dentre os critérios de avaliação fonoaudiológica para início da alimentação por via oral estão a ausência de suporte de ventilação com pressão positiva e a idade corrigida ≥ 32 semanas.
Na presença de uma imaturidade dos reflexos de sucção-deglutição-respiração, de caráter transitório, é atribuído o diagnóstico de disfagia orofaríngea neurogênica.
Nos pacientes submetidos à cirurgia de cabeça e pescoço encontramos sequelas do tratamento cirúrgico que podem comprometer a voz, a fala, a deglutição e a respiração, em diferentes graus, dependendo dos procedimentos específicos. Sobre isso, relacione as colunas a seguir.
1 – Remoção de parte da língua
2 – Remoção de parte da mandíbula
3 – Remoção do palato duro
4 – Esvaziamento cervical
( ) Alterações da deglutição e mastigação, às vezes impedindo a ingestão de alimentos muito duros, que precisam ser muito mastigados.
( ) Necessária reconstrução com prótese, caso contrário, haverá alterações na fala, voz fanhosa, anasalada, e a deglutição com saída de alimentos pela cavidade nasal.
( ) Alteração de sensibilidade da pele do pescoço, dor e dificuldade à elevação do ombro.
( ) Alterações na fala e na deglutição.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
2, 3, 4, 1
4, 2, 3, 1
2, 4, 3, 1
4, 3, 2, 1
Uma das mais sérias complicações pósoperatórias é o choque hipovolêmico, o qual ocorre devido à redução do volume sanguíneo circulante. O fluxo sanguíneo inadequado para os órgãos vitais ou a incapacidade do sistema circulatório de nutrir os tecidos pode resultar em oxigenação celular inadequada e no acúmulo de resíduos metabólicos. Dentre os seguintes sinais e sintomas, NÃO indica que o paciente se acha em algum grau de choque o que está citado em:
pulso acelerado, frio, pele úmida.
palidez, lábios descorados, sede.
respiração lenta, edema de glote.
supressão da função renal.
alteração do estado mental.
A videofluoroscopia da deglutição é considerada o método “Gold Standard” em avaliação instrumental para essa finalidade, podendo ser um recurso de diagnóstico complementar no ambiente hospitalar, porém possui algumas desvantagens, EXCETO:
Administração de sedação é imprenscindível para redução da ansiedade e do desconforto gerado durante o exame.
Utilização de raio X e contraste.
O paciente necessita estar consciente para sua execução.
Alto custo e indisponibilidade em muitos hospitais, principalmente, públicos.
Necessidade de transportar o paciente do leito até o local em que será submetido ao exame.
Em relação à assistência fonoaudiológica hospitalar, respeitando-se os direitos e deveres formalizados em nossa legislação e código de ética, julgue em VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) as assertivas abaixo:
( ) Cabe ao fonoaudiólogo “Orientar a equipe de saúde para a identificação de indivíduos com risco de Disfagia. ”
( ) Cabe ao fonoaudiólogo “Prescrever a consistência alimentar, o volume, o ritmo, os utensílios, as manobras e posturas necessárias à administração da dieta via oral de forma segura. ”
( ) Não é da competência do fonoaudiólogo “realizar quando necessário, procedimentos de limpeza de vias aéreas superiores antes, durante e após a execução de procedimentos fonoaudiológicos. ”
Marque a sequência CORRETA:
V, F, F.
V, V, V.
V, V, F.
V, F, V.
F, V, V.
Pacientes acometidos por câncer de cabeça e pescoço são, muitas vezes, submetidos a tratamentos e procedimentos cirúrgicos que podem, de forma transitória ou permanente, trazer comprometimentos para as funções da motricidade orofacial. Esses casos requerem não só uma atuação multidisciplinar, mas também o envolvimento da família que, via de regra, contribui para a reabilitação do sujeito diante das dificuldades funcionais por ele vividas.
A atuação fonoaudiológica, nesses casos, é a de:
Antes mesmo do tratamento oncológico, iniciar o atendimento fonoaudiológico para estabelecer vínculo terapêutico. Essa conduta também permite abordar e orientar paciente e família sobre as sequelas que poderão estar presentes após a intervenção cirúrgica, assim como as possibilidades do tratamento.
Iniciar a reabilitação 30 dias após a intervenção cirúrgica para respeitar o período de cicatrização. O planejamento terapêutico deve ser estabelecido assim que for realizada uma minuciosa avaliação das estruturas e funções de fala, mastigação e deglutição. É neste momento que será possível abordar com a família as possibilidades do tratamento.
Após alta hospitalar, o fonoaudiólogo deve informar ao paciente e à família sobre as sequelas típicas da intervenção realizada e iniciar a reabilitação de acordo com as possibilidades do quadro, respeitando o período de cicatrização.
Somente após o tratamento cirúrgico, o fonoaudiólogo deve informar ao paciente e à família sobre as sequelas típicas da intervenção realizada e discutir com eles as possibilidades de intervenção a serem realizadas no quadro, respeitando a liberação médica para iniciar a reabilitação, bem como o período de cicatrização.
A atuação fonoaudiológica somente deve ser iniciada, depois da liberação médica, entre o 5o e o 10o dia após a intervenção cirúrgica quando será possível realizar uma minuciosa avaliação das estruturas do sistema estomatognático.
Um fisioterapeuta é chamado para avaliar um recém-nascido (RN) na UTI Neonatal, cujo diagnóstico médico é Síndrome do Desconforto Respiratório. O que é esperado, respectivamente, quanto à complacência pulmonar, capacidade residual funcional e trabalho respiratório do RN?
Aumentada / inalterada / diminuído.
Diminuída / inalterada / aumentado.
Diminuída / diminuída / aumentado.
Diminuída / aumentada / aumentado
Aumentada / diminuída / diminuído.