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Com referência a câncer de laringe, fatores de risco, laringectomia e afonia alaríngea, julgue os itens que se seguem.
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I Nas laringectomias parciais verticais, as queixas fonoaudiológicas estão mais relacionadas à disfonia, ao passo que as horizontais promovem disfagia e disfonia.
II Nas cirurgias com remoção total da laringe, ou laringectomia total, há possibilidade de se comunicar pela laringe ou por outra forma de comunicação.
III O fumo, o álcool e o uso de solventes orgânicos e de agrotóxicos são fatores de risco associados às causas do câncer de laringe.
IV O câncer de laringe acarreta mitos e preconceitos relacionados à presença do traqueostoma, da sonda ou da gastrostomia para alimentação, decorrentes de dificuldades respiratórias, disfagia e disfonia, que não resultam em sequelas definitivas para o paciente.
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Estão certos apenas os itens
I e II.
I e III.
I, II e III.
I, II e IV.
II, III e IV.
Dados epidemiológicos têm demonstrado aumento do número de casos de câncer de laringe ou das vias aerodigestórias superiores. A esse respeito, assinale a opção correta.
A voz esofágica pode ser conseguida com adaptação de uma prótese no traqueostoma sem que haja a necessidade de aprendizado.
A maioria dos tumores de cabeça e pescoço é precedida por uma lesão precursora.
O câncer de cabeça e pescoço acomete, em geral, indivíduos jovens fumantes ou alcoólicos.
Disfluências e alterações de mordida, de deglutição e de comunicação sem diagnósticos e tratamentos adequados são exemplos de distúrbios a serem analisados como indícios do câncer de laringe.
A continuidade da fonoterapia é recomendada nos casos de recidiva do câncer de laringe.
Os osteomas das cavidades paranasais são considerados de natureza benigna sob o ponto de vista histopatológico, mas clinicamente julgamos serem de natureza "maligna", principalmente quando a sua localização prejudica o tratamento. Felizmente são tumores raros e por esse motivo justifica-se a publicação do presente trabalho.
Eles são mais comuns no seio:
Esfenoidal.
Etmoidal posterior.
Etmoidal anterior.
Frontal.
Maxilar.
Analise o seguinte caso clínico para marcar a alternativa cujo provável diagnóstico e explicações estão coerentes.
“Menino de 14 anos, estudante do 5º ano do Ensino Fundamental I, com pouca interação social com os colegas, mas adequado relacionamento com a professora. Tem dificuldade para acompanhar a correção de atividades junto com a turma; realiza cópia do quadro, porém, a escrita não apresenta coerência: faz uso de símbolos aleatórios junto com as letras e, segundo a professora, ‘o aluno não aprende’. Na área motora, apresenta dificuldades na motricidade fina, mais especificamente na escrita, e, no aspecto das funções executivas, tem dificuldades em concentração, memorização e solução de problemas. Na área da comunicação oral, apresenta dificuldades para falar e ser compreendido: fala ‘muito baixo’. Durante a aula, o aluno mantém-se distraído e, quando copia algo do quadro, apenas faz ‘rabiscos’ sem sentido. Segundo a mãe, o filho ficou assim depois de uma febre alta: ‘foi um problema que deu’”.
Desvio Fonológico, já que apresenta dificuldades para falar e ser compreendido.
Dislexia, já que realiza cópia do quadro, mas com escrita sem coerência, fazendo uso de símbolos aleatórios junto com letras.
Transtorno do Espectro do Autismo, já que apresenta pouca interação social com os colegas e apresenta dificuldades na motricidade fina.
Deficiência Intelectual, já que fica evidente a dificuldade no aprendizado que envolve as funções executivas, como: concentração, memorização e solução de problemas.
Deficiência Auditiva, já que apresenta os seguintes relatos: “fala muito baixo” e “durante a aula, o aluno mantém-se distraído”.
Doença crônica não progressiva causada por uma lesão no sistema nervoso central (SNC), que pode ocorrer no período pré, peri e pós-natal, e causa alterações do tônusmuscular, postura e movimento. Podem impactar negativamente no desempenho das atividades funcionais e no desenvolvimento global das crianças. Este quadro denomina-se:
Transtorno do Espectro do Autismo.
Distrofia Muscular de Duchenne.
Esclerose Lateral Amiotrófica.
Paralisia Cerebral.
Esclerose Múltipla.
Uma criança de 3 anos de idade apresenta atraso no desenvolvimento de linguagem, reatividade auditiva, enfileiramento de objetos, falhas na atenção compartilhada e sinais de meltdown e shutdown. As características do quadro clínico são compatíveis com o diagnóstico de
transtorno do desenvolvimento de linguagem.
transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.
transtorno motor da fala.
apraxia de fala da infância.
transtorno do espectro autista.
Ao receber um paciente acometido por um tumor localizado na base posterior do crânio, o fonoaudiólogo precisa estar atento a sinais clínicos de disfagia em virtude da possibilidade de paralisia da musculatura faríngea, uma vez que esse tipo de tumor guarda relação anatômica com nervos bulbares. Além da disfagia, o paciente pode apresentar sintomas como paralisia facial periférica e perda auditiva.
Certo
Errado
No pós-operatório cirúrgico de laringectomia parcial vertical, a atuação fonoaudiológica deve ser voltada aos cuidados relativos à disfagia, que constitui a principal consequência desse tipo de abordagem cirúrgica.
Certo
Errado
O Transtorno Fonético (TF) é uma alteração da fala que pode se manifestar em diferentes idades do desenvolvimento; entretanto, na prática fonoaudiológica, costuma ser mais frequente na faixa etária infantil. Acerca desse transtorno, é INCORRETO o que se afirma em:
As alterações no Transtorno Fonético são classificadas como distorções e um dos exemplos é o ceceio dental anterior.
A atuação nos casos de TF é multidisciplinar, já que a causa dos TF está relacionada a alterações nas estruturas anatômicas dos órgãos fonoarticulatórios orais, cuja funcionalidade está comprometida por causas variadas, dentre elas, a anquiloglossia.
A abordagem terapêutica miofuncional deve fazer parte do planejamento terapêutico fonoaudiológico nos casos de TF, já que maximiza o adequado funcionamento dos órgãos fonoarticulatórios e, consequentemente, o estabelecimento da adequada pronúncia fonética.
São exemplos de exercícios utilizados nos casos de TF: “varrer” o céu da boca; inflar as bochechas uni e bilateralmente; assoprar vela e/ou “língua-de-sogra”; fazer “boca-de-peixe”.
De todas as alterações de linguagem, o TF é o que mais representa a impossibilidade de uma comunicação efetiva em decorrência das várias distorções observadas na fala.
Mulher de 29 anos, com miastenia grave autoimune adquirida, é acompanhada no serviço de neurologia. Devido a queixas referentes a ingesta de alimentos, foi avaliada pela fonoaudióloga do serviço. Na avaliação clínica da deglutição, foi utilizada como recurso a ausculta cervical. Referente a esse recurso, é correto afirmar que o(a):
confiabilidade do procedimento não depende de treinamento e experiência do profissional
procedimento não permite conclusões absolutas sobre a segurança da deglutição
precisão das informações captadas é independente do instrumento utilizado
instrumento de amplificação auxilia na avaliação da fase orofaríngea
As neoplasias de cabeça e pescoço representam um problema de saúde pública, devido à alta incidência, prevalência e mortalidade. Os tumores de boca e orofaringe estão entre os mais frequentes, sendo o tabagismo e o etilismo importantes fatores etiológicos. A atuação fonoaudiológica inclui a anamnese detalhada, assim como o exame físico, que deve fornecer informações sobre a consistência dos tecidos, mudança de textura, características físicas da massa, seus limites e sua relação com outras estruturas anatômicas. Sobre tal temática, assinale a afirmativa correta.
O tratamento do câncer de boca e orofaringe sempre inclui cirurgia e radioterapia combinadas nos tumores iniciais e avançados (estágios I, II, III e IV). A essas modalidades terapêuticas, em casos selecionados, associa-se à quimioterapia.
A primeira manifestação clínica mais frequente pode ser o aparecimento de metástase cervical contralateral ao tumor primário. As metástases a distância são frequentes em casos iniciais e os sítios habitualmente acometidos são pulmões, fígado e ossos.
O carcinoma espinocelular ou carcinoma de células escamosas corresponde a, aproximadamente, 90% dos casos de câncer de boca e orofaringe. Os demais casos correspondem aos sarcomas e tumores das glândulas salivares menores e nas amígdalas, onde ainda podem se desenvolver os linfomas.
As reconstruções dos tumores de boca e orofaringe dependerão da extensão da ressecção, estado geral do paciente e potencial de reabilitação. Pequenas ressecções, principalmente na língua, podem requerer reconstruções, com utilização de retalhos locais ou a distância e, raramente, são fechadas primariamente com a própria estrutura remanescente.
Qual é o termo correto para designar a perda de olfato comum na Covid-19?
Afagia.
Agnosia.
Ageusia.
Anosmia.
Responsável por 65% dos casos de demência em idosos, a doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do sistema nervoso, e sua característica mais comum é a deterioração progressiva e constante da função intelectual. Com base nessas informações, associe as colunas seguintes.
(1) Estágio inicial (demência leve)
(2) Estágio médio (demência moderada)
(3) Estágio tardio (demência severa)
( ) Dificuldade de orientação no espaço e no tempo e no estabelecimento de sequências.
( ) A comunicação vai gradualmente se reduzindo a respostas “sim” e “não”; a expressão de necessidades básicas torna-se inconsistente.
( ) Dificuldade com as estruturas linguísticas complexas e diminuição da compreensão do material lido.
A sequência correta é
1, 2, 3
3, 2, 1
3, 1, 2
2, 3, 1
2, 1, 3
No Transtorno do Espectro Autista (TEA), os indivíduos possuem dificuldades na realização de interações sociais, uma vez que apresentam modificações na comunicação e padronizações limitadas ou estereotipadas de interesses e comportamentos. No que se referem às características de crianças com TEA, analise as proposições abaixo.
1) Geralmente apresentam extrema sensibilidade a fatores externos, tais como: barulhos desconhecidos, sons fortes e comportamentos imprevisíveis para eles.
2) Os erros de fala em crianças com TEA se distinguem dos encontrados em crianças com atraso no desenvolvimento da fala e são semelhantes aos erros de adultos que adquiriram a apraxia de fala secundária a acidente vascular encefálico.
3) A precisão e consistência dos movimentos que constituem a fala são prejudicadas em razão de déficits neuromusculares. Tais prejuízos se manifestam no planejamento e na programação de parâmetros espaçotemporais das sequências dos movimentos da fala, resultando em erros ou dificuldades na produção dos sons.
4) Podem apresentar dificuldades de comunicação verbal e não verbal e prejuízos na compreensão de gestos, além de dificuldade ou incapacidade de desenvolver, compreender e manter relações interpessoais.
5) É frequente a presença de fala esterotipada ou repetitiva; rotina e padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal; presença de déficits na comunicação e interação social; falta de habilidade nas relações sociais; e dificuldade para compartilhar afeto, emoções e interesses.
Estão corretas, apenas:
1, 2 e 5.
2, 3 e 4.
1, 4 e 5.
1, 2, 3 e 4.
2, 3, 4 e 5.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por prejuízos na interação e comunicação social e pela presença de interesses e atividades restritos e estereotipados. Sobre os sinais de alerta para TEA, assinale a alternativa correta.
De 0 a 6 meses, a criança não apresenta ou apresenta raramente comportamento exploratório de objetos.
Entre 6 a 12 meses, a criança passa a procurar contato visual para manutenção da interação.
Dos 15 aos 18 meses, a criança aponta para mostrar coisas que despertam atenção ou então levam o interlocutor até o local para demonstrar o que desejam.
Dos 12 aos 18 meses, a criança gosta de brincar com alimentos, porém tem resistência a provar no início.
Por volta dos 12 meses, a criança gosta de descobrir texturas, cheiros, sons, luzes e movimentos de objetos.
A deficiência intelectual (DI) caracteriza-se por ser uma alteração do desenvolvimento com limitações no funcionamento intelectual. De forma destacada, o fonoaudiólogo, em seu trabalho com o indivíduo com DI, aborda, na avaliação e na intervenção, a linguagem oral, a linguagem escrita e a motricidade orofacial.
Sobre o estudante com DI e a ação fonoaudiológica na escola, é INCORRETO afirmar que
a ação fonoaudiológica, no âmbito escolar, com estudante com DI, deve ser direcionada ao favorecimento do processo de aprendizagem e desenvolvimento das habilidades cognitivolinguísticas, de comunicação e acadêmicas, para o estudante alcançar alto grau de funcionalidade e de qualidade de vida.
o fonoaudiólogo educacional deverá considerar que, em razão das especificidades do quadro de DI, as dificuldades em linguagem tendem a ser duráveis e não transitórias, mas podem melhorar com as intervenções.
o fonoaudiólogo educacional deverá considerar, no estudante com DI, que a linguagem, oral e escrita, tanto a compreensão quanto a expressão, estará menos comprometida quanto maior for a sua defasagem intelectual.
o fonoaudiólogo educacional deverá considerar, no estudante com DI, que a estruturação de frases tende a ser mais elementar, e o vocabulário, mais restrito; podem ocorrer disfluências; geralmente está presente o interesse pela comunicação.
O diagnóstico fonoaudiológico para as alterações miofuncionais é definido como qualquer alteração que envolva a musculatura oral, facial e/ou cervical que interfira no crescimento, desenvolvimento, ou funcionamento das estruturas e funções orofaciais. O processo diagnóstico, assim como a intervenção, através de orientações ou de tratamento miofuncional, propriamente dito, deve iniciar o mais precoce possível, com o intuito de minimizar/sanar as consequências na região orofacial. Quais ações de prevenção o fonoaudiólogo pode realizar?
Atividades que promovam o crescimento maxilar, e estimular o crescimento e o desenvolvimento das estruturas orofaciais.
Orientações como introdução tardia do copo e eliminação de hábitos orais (chupeta, mamadeira, sucção de polegar, entre outros).
Orientações precoces que devem objetivar o desenvolvimento da musculatura compensatória, principalmente de perioral e mentual.
Estimulação à alimentação, considerando a consistência alimentar, o incentivo à incisão central e à mastigação bilateral, alternada e sem atipias.
No que se refere às crianças com deficiência, cabe ao fonoaudiólogo, EXCETO:
Conhecer os objetivos gerais da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, instituída pela Portaria 793/2012 no âmbito do SUS.
Encaminhar para assistente social da Unidade Básica de Saúde sempre que a criança com deficiência estiver em situação de vulnerabilidade social.
Capacitar profissionais das redes de saúde e educação quanto ao processo de inclusão e apoio terapêutico para crianças e adolescentes com deficiência.
Construir protocolos de atendimento e balizadores terapêuticos da intervenção fonoaudiológica da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.
Analise as assertivas abaixo sobre Doença de Parkinson (DP) e disfagia:
I. A base fisiopatológica da DP decorre da depleção de dopamina produzida pela parte compacta da substância negra.
II. Clinicamente, a DP surge de forma lenta e branda, com tremor labial durante a atividade muscular ou no tronco.
III. A disfagia é um sintoma frequente na DP e costuma ocorrer em algum momento da evolução da doença, com o aumento da frequência de acordo com a progressão e, sobretudo, com o surgimento da demência.
IV. A xerostomia é uma queixa frequente associada à evolução da doença, sendo frequente mesmo nos casos em que não se identifica alteração no desempenho da deglutição.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
I, II, III e IV.
Analise as afirmativa abaixo sobre a intervenção de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
1. Nas sessões de entrevista inicial é fundamental obter informações não apenas a respeito dos níveis de habilidade e inabilidade da criança, mas também sobre o ambiente em que a criança está se desenvolvendo.
2. As situações de comunicação e os interlocutores que participam da avaliação de linguagem devem ser adequados aos objetivos da avaliação. O uso de mais de uma situação de avaliação não produz resultados mais significativos.
3. O delineamento de um perfil de habilidades e inabilidades é uma das melhores alternativas para compreensão diagnóstica de crianças com TEA.
4. A avaliação de comunicação de crianças não verbais envolve a determinação de funções comunicativas utilizadas pela criança, o uso de gestos, expressões vocais, contato corporal.
5. Há relatos de grandes variações individuais, mas frequentemente os aspectos suprassegmentais são descritos como alterados desde o início da fala até a idade adulta.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3, 4 e 5.