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No Brasil, os números relativos à Deficiência, de forma geral, são bastante expressivos; conforme dados do IBGE (Censo 2010), 45 milhões de pessoas declararam ter algum tipo de deficiência. Essa condição implica na importância da atuação de uma equipe multidisciplinar, considerando-se as especificidades de cada área profissional.
Acerca desse assunto, analise as questões e marque a única alternativa cujas informações estão INCORRETAS.
Dentre as várias causas das Deficiências, podem ser consideradas as doenças infecciosas, inadequada nutrição da gestante e/ou da criança, além de ocorrências nos períodos pré e pós-natal.
A Deficiência Auditiva é uma condição que acomete aproximadamente 5% da população,segundo dados do IBGE (2010). Além de todos os procedimentos médicos e fonoaudiológicos, é importante que, na escola, o professor esteja atento a alguns comportamentos que podem indicar a necessidade de uma avaliação, por exemplo: aluno desatento e/ou agitado; aluno que precisa do apoio dos gestos para compreender as ordens verbais e aluno que tem histórico de atraso significativo de fala.
As condições clínicas de paraplegia, tetraplegia, amputação ou ausência de membro são classificadas como Deficiência Física.
Pessoas com Deficiência Intelectual (DI) apresentam grande variabilidade de manifestações, porém, de forma geral, entende-se que algumas crianças com DI leve podem não ter uma diferença cognitiva significativa em relação às demais com desenvolvimento típico, mas podem apresentar alguma limitação em motricidade fina.
O Autismo pertence à classificação dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e é um tipo de deficiência cuja causa, conforme consenso na literatura, está relacionada a anomalias neurológicas.
A síndrome parkinsoniana apresenta seu quadro clínico constituído, basicamente, por certos sinais cardinais como acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural. Entende-se por acinesia:
o distúrbio caracterizado por pobreza de movimentos e lentidão da iniciação e execução de atos motores voluntários e automáticos
a forma de hipertonia denominada plástica
a situação clinicamente descrita como sendo de repouso, exacerbando-se durante a marcha, no esforço mental e em situações de tensão emocional
perda de reflexos de readaptação postural
Identifique a patologia caracterizada por inchaço crônico, localizada imediatamente abaixo do epitélio da prega vocal, num espaço constituído por tecido conectivo frouxo, que é mais frequente no sexo feminino e em tabagista, que tem sido associada também ao hipotireoidismo e ao abuso vocal e que é indicativa de cirurgia.
Cistos.
Ponte mucosa.
Edema de Reinke.
Sulco Vocal.
Papiloma de Laringe.
A distrofia muscular oculofaríngea (DMOF) foi descrita pela primeira vez por Taylor, em 1915, sendo caracterizada como uma miopatia hereditária de transmissão autossômica dominante, de início tardio (entre a 5ª e 6ª década de vida), com sinais clínicos de ptose palpebral e de disfagia orofaríngea, esta última possivelmente associada à fraqueza muscular proximal. Há sintomas precoces, e os problemas de deglutição, muitas vezes, evoluem gradualmente, impedindo a ingestão de alimentos na consistência líquida. Os sintomas precoces dessa doença são:
Aumento do tempo de refeição, recusa para alimentos secos e a evolução gradual dos problemas de deglutição pode gerar: episódios de broncoaspiração, regurgitação oral e refluxo nasal, crises de asfixia, pneumonia e desnutrição.
Aumento do tempo de refeição, recusa para alimentos secos e a evolução gradual dos problemas de deglutição pode gerar: episódios de bronquiolite, regurgitação oral e refluxo nasal, crises de asfixia, pneumonia e desnutrição.
Aumento do tempo de refeição para alimentos pastosos e a evolução gradual dos problemas de deglutição pode gerar: episódios de broncoaspiração, regurgitação oral e refluxo nasal, crises de asfixia, pneumonia e desnutrição.
Diminuição do tempo de refeição, recusa para alimentos secos e a evolução gradual dos problemas de deglutição pode gerar: episódios de bronquite, regurgitação oral e refluxo nasal, crises de asfixia, pneumonia e desnutrição.
Aumento do tempo de refeição, recusa para alimentos secos e a evolução gradual dos problemas de deglutição pode gerar: episódios de broncoaspiração, regurgitação oral e refluxo nasal, crises alérgicas, pneumonia e desnutrição.
As patologias benignas da laringe podem ser de origem epitelial, conjuntiva ou cartilagínea. Entre os vários sintomas os principais ou mais comumente referidos são rouquidão e/ou sensação de corpo estranho na garganta. De forma geral, o tratamento consiste na ressecção das lesões e fonoterapia. Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Nódulos.
2. Cistos.
3. Úlcera de contato.
( ) Estão em bandas ventriculares, raramente são muito grandes ou obstrutivos, sendo o principal sintoma a disfonia.
( ) Disfonia, sensação de pigarro na garganta, sensação de corpo estranho e dor de garganta.
( ) Disfonia persistente, lesões brancas e brilhantes, com base larga, situadas na junção dos terços anterior e médio das cordas vocais e simétricas.
2 – 3 – 1.
3 – 2 – 1.
1 – 3 – 2.
2 – 1 – 3.
1 – 2 – 3.
Analise as assertivas e assinale a alternativa correta sobre a patologia descrita.
I. Para a maioria dos pacientes, a conduta expectante é tudo o que é necessário. Antibióticos e descongestionantes não são úteis.
II. Diagnostico é clínico; adultos e adolescentes devem fazer exame de nasofaringe e, às vezes, exames de imagem para excluir tumores malignos e benignos.
III. Se não houver melhora em 1 a 3 meses, a miringotomia pode ser realizada, promovendo a aspiração da secreção e inserção de um tubo de ventilação.
IV. Se recorrentes na infância, considerar adenoidectomia.
Otite serosa.
Otite media crônica.
Otite media secretora.
Anomalia da orelha media.
Diante de uma situação de produção aumentada de muco e secreções, edema e alterações ressonantais, recomenda-se
treinamento com exercícios de longa duração.
potencialização dos parâmetros vocais.
ingestão de maior quantidade de água.
uso de sons hiperagudos.
ataque vocal brusco.
O nistagmo induzido pelo movimento ocular ao acompanhamento visual de pontos luminosos móveis ou pelo movimento de um tambor raiado envolvente com faixas brancas e pretas alternadas, com direção fixa para direita e depois para a esquerda, denomina-se nistagmo
espontâneo.
semiespontâneo ou direcional.
optocinético.
per-rotatório.
pós-calórico.
Uma criança de 4 anos de idade, com diagnóstico precoce de transtorno do espectro autista (TEA), apresentando atraso de fala, comportamento repetitivo, flapping, ausência de contato ocular, hipersensibilidade a sons e ao toque e seletividade alimentar. Quando a criança deseja algo ela consegue se comunicar apontando o dedo e nem sempre ela responde com gestos a comandos que solicitem algo. A esse respeito, a intervenção fonoaudiológica inicial deve ter como objetivo
estabelecer um setting por meio de brinquedos interativos e da exploração do ambiente.
estimular a aquisição dos fonemas.
aumentar a consciência sintática da criança.
intervenções na diminuição do flapping para evitar a agitação da criança ao longo do processo de intervenção.
intervenção da linguagem receptiva para aumentar a compreensão, seguida da intervenção de instalação de fonemas.
Um paciente de 7 anos de idade iniciou a procura pelo atendimento fonoaudiológico no Sistema Único de Saúde (SUS) por causa de atraso de fala aos 3 anos de idade. A evolução no decorrer do atendimento fonoaudiológico foi extremamente lenta, apresentando atualmente redução do ritmo de fala, prosódia lentificada e silabada, dificuldades na emissão de fonemas surdo/sonoro, dificuldade na emissão dos fonemas /
apraxia de fala infantil.
disartria.
transtorno de fala grave.
taquilalia.
taquifemia.
Paciente, 57 anos, com histórico de lesão hipodensa corticossubcortical com comprometimento significativo dos lobos temporal, frontal, parietal e núcleos da base à esquerda, devido a rompimento de aneurisma em artéria cerebral média, ocorrido em 14 de maio de 2000. Qual tipo de lesão esse paciente apresenta?
Global.
Transcortical motora.
Transcortical sensorial.
Condução.
Anômica.
Um paciente de 12 anos de idade está cursando o 5º ano do ensino fundamental II, após ter sido retido no 3º ano por dificuldades no processo de alfabetização. A avaliação fonoaudiológica detectou limiares auditivos normais, uma alteração na habilidade de decodificação e integração auditiva no exame de processamento auditivo central, P300 alterado, avaliação de linguagem escrita, apresentando desempenho médio na tarefa de leitura, desempenho inferior na tarefa de escrita e de matemática e deficit de compreensão leitora. A avaliação neuropsicológica identificou funcionamento intelectual e comportamento adaptativo com desempenho médio, deficit em memória de trabalho, função executiva e desempenho inferior no SNAP IV. Os exames solicitados pelo neurologista indicaram tomografia cerebral, ressonância magnética funcional e eletroencefalograma sem alterações. Considerando esse quadro clínico, o diagnóstico do paciente é denominado
transtorno do deficit de atenção e hiperatividade.
transtorno específico de aprendizagem com prejuízo na matemática.
transtorno específico de aprendizagem com prejuízo na leitura.
deficiência intelectual.
transtorno específico de linguagem.
Entre os fatores de risco, para alterações estruturais da laringe, como o surgimento de tumor maligno, estão:
refluxo gastroesofágico e irritação da mucosa retal.
tabagismo, etilismo e consumo de alimentos ultraprocessados, salgados e gordurosos.
rinite, sinusite, bronquite e alergias respiratórias.
exposição a cancerígenos ocupacionais e uso de drogas ilícitas injetáveis.
antecedente familiar associado à má hidratação da laringe.
Quanto à avaliação da extensão e do estadiamento do câncer de laringe, assinale a alternativa correta.
O exame clínico e a laringoscopia são exames superiores para a localização do tumor na laringe.
A avaliação de extensão e estadiamento do câncer depende do tempo dos sintomas.
A avaliação da extensão da lesão define os exercícios vocais utilizados no tratamento do tumor.
É importante definir a localização da lesão que pode ser supraglótica, glótica ou esofágica.
A invasão do tumor, nos músculos tireoaritenóideos e cricoaritenóideos, indicam maior extensão.
A eficácia da terapia fonoaudiológica em crianças com Transtorno do Espectro Autista dependem de fatores como o perfil individual, as características familiares e as alternativas educacionais e terapêuticas disponíveis. Neste contexto, como o fonoaudiólogo deve conduzir a terapia fonoaudiológica para uma criança que manifesta tal transtorno?
Reduzir o contato interpessoal para que o foco da terapia esteja centrada na produção da linguagem oral e escrita.
Estimular o uso de dois meios de expressão ao mesmo tempo para adequar as funções comunicativas.
Evitar situações-problemas, pois não colaboram com a ampliação das iniciativas de comunicação.
Para crianças que verbalizam, deve-se limitar o uso de atividades simbólicas, pois inibem as possibilidades de comunicação.
Jogos cooperativos e atividades em grupo prejudicam o desenvolvimento da atenção e concentração.
Os familiares de pacientes com Doença de Alzheimer (DA) devem ser orientados a respeito de estratégias que favoreçam a comunicação. Assinale a alternativa que contém uma ou mais orientações que não devem ser recomendadas para pacientes com DA em estágio avançado ou grave.
Correlacionar o nome com o objeto, utilizar perguntas simples e fechadas e incentivar a leitura e a escrita
Usar frases simples, dar uma informação de cada vez e enfatizar expressões faciais
Utilizar toques para manter a atenção, utilizar contato visual e enfatizar expressões faciais
Dar uma informação de cada vez, correlacionar o nome com o alimento oferecido e utilizar perguntas simples e fechadas
A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é uma das principais doenças labirínticas. O tratamento pode ser medicamentoso e ou com a realização de manobras, esta última pode ser um campo de atuação fonoaudiológica. Sobre a VPPB, assinale a alternativa incorreta.
O diagnóstico se dá através da história clínica e na pesquisa do nistagmo através da técnica de Hallpike
É uma das afecções labirínticas de origem periférica mais comuns
Pode estar relacionada com TCEs, processos crônicos supurativos da orelha média ou cirurgias otológicas
Nas crises os sintomas mais comuns são vertigens rotatórias, zumbido e hipoacusia
No que se refere aos processos de simplificação fonológica como a metástase, a plosivização, a assimilação, a epêntese e a desnasalização, julgue as assertivas a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – A plosivização ocorre quando sons oclusivos, fricativos ou africados sonoros são produzidos como surdos.
II – A epêntese ocorre quando há inserção de som vocálico entre duas consoantes de encontro consonantal.
III – A metástase ocorre quando um som é total ou parcialmente adequado a um som vizinho (que esteja na mesma palavra).
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens I e III são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
A avaliação do transtorno fonológico deve ser feita de maneira precisa e direcionada, É imprescindível que se obtenha uma descrição do sistema fonológico da criança. Dessa forma, é necessário que se realize a avaliação de nomeação de figuras ou objetos, imitação de alvos e fala espontânea. Acerca do assunto analise as assertivas abaixo.
I. Através da obtenção de uma amostra da fala espontânea é possível analisar outras questões além da fonologia.
II. A prova de nomeação pode ser realizada através de figuras ou objetos, é um formato que facilita ao profissional, pois é possível saber qual o alvo a que a criança está se dirigindo.
III. A prova de imitação é fundamental na avaliação do transtorno fonológico, pois através dela podemos verificar se a criança se apoia ou não no modelo do terapeuta para produzir o som desejado.
É correto o contido em
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
O câncer, no Brasil, ganha relevância pelo seu perfil epidemiológico, por seu impacto social e peso global decorrentes dos custos econômicos e sociais envolvidos na sua prevenção, tratamento e reabilitação. O conhecimento sobre essa doença possibilita estabelecer prioridades e alocar recursos de forma direcionada para a modificação positiva do cenário da população acometida e suscetível a essa etiologia. Dentre os fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço, podemos afirmar que:
O tabagismo é o principal fator de risco para o adenocarcinoma e é correlacionado com a intensidade e a duração do hábito de fumar.
A infecção por Papilomavírus humano (HPV) é de alto risco e representa fator influente em 25% dos casos, principalmente para adenocarcinoma da orofaringe.
A má higiene oral e consequente formação de placas dentárias e irritação crônica do revestimento da boca são consideradas fatores de risco para o câncer no esôfago.
O consumo de álcool também é um fator de risco preponderante. Ele age como solvente, aumentando a exposição da mucosa do trato digestivo a agentes carcinogênicos.