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O primeiro pressuposto para a sistematização do conhecimento geográfico dizia respeito ao conhecimento efetivo da extensão real do planeta. Isto é, era necessário que:
A Terra toda fosse conhecida para que fosse pensado de forma unitária o seu estudo.
A Terra toda fosse conhecida para que se tivesse um conhecimento mais abrangente sobre o mundo.
A Terra toda fosse conhecida, e por meio dela todos obteriam um conhecimento geográfico mais específico.
A Terra toda fosse conhecida, e por meio dela todos obteriam um conhecimento geográfico mais direcionado.
“As reformulações da ciência geográfica levaram a alterações significativas no campo do ensino da Geografia, mesmo porque alguns dos pesquisadores mais expressivos circularam nas duas áreas de investigação. Atestam isso os inúmeros trabalhos produzidos, nas últimas décadas, que denunciaram as fragilidades de um ensino com base na Geografia Tradicional e que propuseram o ensino de uma Geografia Nova.”(CAVALCANTI, L.Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1996. p. 18. adaptado.
A proposta de ensino com base numa Geografia Nova implica a implantação na escola de uma geografia:
analítica.
teorética.
positivista.
lablacheana.
a implementação do neopositivismo lógico.
o método de contemplação das paisagens.
a perspectiva de transformação da realidade.
o inventário descritivo de lugares geográficos.
o emprego de teorias econômicas neoclássicas.
O tema das migrações é clássico na reflexão geográfica, conhecendo uma avaliação de síntese nesse campo disciplinar na obra de
David Harvey.
Carl Ritter.
Carl Sauer.
Alexandre Von Humboldt.
Max Sorre.
A perspectiva denominada “neo-malthusiana” orienta a argumentação contida em qual dos seguintes documentos?
Relatório Brudtland ou “Nosso Futuro Comum”, da Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Plano Marshall do governo dos EUA para a reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial.
Declaração de Estocolmo, da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente.
Relatório Meaddows ou “Os Limites do Crescimento”, do Clube de Roma.
Carta de Atenas, da Associação Internacional de Arquitetura

A máxima citada é
espaço é poder.
o espaço geográfico é construído pela sociedade.
o espaço é imutável.
conhecer o espaço para nele atuar.
espaço central é espaço hegemônico.
O conceito de território conhece uma ampla utilização nas investigações geográficas contemporâneas. Em termos clássicos, seu uso está diretamente associado às teorizações de
Alexandre Von Humboldt.
Friedrich Ratzel.
Carl Sauer.
Paul Vidal de LaBlache.
Max Sorre.
A escola possibilista na geografia teve por orientação básica as teorias desenvolvidas por Paul Vidal de La Blache e constituiu a espinha dorsal da geografia regional na primeira metade do século XX. Preconiza esta escola
o condicionamento dos assentamentos humanos às bases naturais dos lugares, notadamente à configuração do relevo e do clima.
a primazia da estrutura política na organização do espaço.
o estudo da formação dos territórios estatais e do domínio do espaço como os temas básicos de pesquisa desse campo disciplinar.
um caminho teórico e dedutivo para a compreensão da distribuição das populações humanas na superfície terrestre.
que a relação homem-natureza é mediada pela cultura e pelas técnicas.
Leia o texto abaixo. “Sua obra é explicitamente metodológica. Seu principal trabalho, Geografia Comparada, é um livro normativo e percebe- se o intuito deliberado de propor uma Geografia”. Para ele, a Geografia deveria estudar os arranjos individuais, e compará-los. Sua proposta é antropocêntrica e regional, valorizando a relação homem-natureza”. O texto se refere a um grande personagem na Geografia moderna, que é:
Alexandre von Humboldt
Vidal de la Blache
Karl Ritter
Friedrich Ratzel
Carl Sauer.
Sistematizada e oficializada pelo sistema de ensino a partir da segunda metade do século XIX, a Geografia de Ratzel e La Blache era a ciência
concebida para discutir e analisar o processo ininterrupto de construção e reconstrução do espaço.
que articulava discursos utilizados para legitimar posses e organizações territoriais dos estados nacionais imperialistas.
cujo propósito era o de ensinar a ler o mundo, buscando a essência das paisagens e processos.
responsável pela explicação da lei das vantagens comparativas, base de sustentação do desenvolvimento econômico.
que por ser singular reduziu a possibilidade de estudos interdisciplinares da natureza e da sociedade.
A questão de ensino da disciplina em alguns países.
O uso, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, de um plano nos bombardeios do Vietnã.
A guerra da Indochina e sua influência no meio geográfico.
A questão da geografia na Alemanha e na França.
Em meados do século XX, geógrafos franceses, como Pierre George, põem em questão a noção de modo de vida desenvolvida por Vidal de La Blache. Em contraposição a este conceito, argumentava-se que
em economias industriais, com estrutura social diferenciada e processos técnicos e econômicos complexos, deve-se dar ênfase à análise dos sistemas econômico-sociais.
a relação do homem com o meio é cada vez mais, uma relação mediada pela tecnologia, portanto, a análise geográfica deve se preocupar mais com as novas tecnologias.
com a exacerbação da Guerra Fria, no pós-Segunda Guerra Mundial, só existia espaço para dois modos de vida no Globo: capitalista e socialista, objetos de estudo da Geopolítica.
o homem deve ser visto como parte do meio ambiente e não um modificador deste, incorporando os conceitos de ecossistema e desenvolvimento sustentável.
o advento da moda, como fenômeno social generalizado, produz transformações constantes no modo de vida, tornando-o um conceito de pouca aplicabilidade na análise geográfica.
Para Reichwald Jr. (2000), o exercício de análise geográfica deve
buscar um único ponto de vista para que a leitura não provoque polêmicas.
sobrepor as características histórico-econômicas aos aspectos naturais, em geral determinantes.
reconhecer que as rugosidades encontradas no espaço são fenômenos étnico-culturais.
incluir eixos explicativos de organização social, dentre eles o político, o cultural e o econômico.
valorizar fontes empíricas em detrimento da cartografia, pois fenômenos sociais não são cartografáveis.
Analisando o texto, assinale a alternativa que vem ao encontro das idéias de Ratzel:
Dirigia seus estudos para problemas sociais.
A geografia defendeu idéias ligadas ao estabelecimento de um espaço vital e analisou problemas ligados à instabilidade de fronteiras políticas e acesso aos oceanos.
Consolidava seu império colonial, preocupava-se com os problemas regionais.
Dirigia seus estudos aos problemas sociais, como o da colonização e das migrações rural/urbana.
Uma das maiores críticas dirigidas à Geografia tradicional baseia-se no fato de que ela concebe a realidade de maneira razoavelmente estática, não captando seu intrínseco dinamismo e sem conseguir penetrar em seus problemas fundamentais.
A denominada Geografia crítica distingue-se essencialmente da que a precede por entender o espaço geográfico como resultado das atividades humanas, ou seja, a natureza original é reelaborada ao sofrer a ação da sociedade.
Abrindo vasos comunicantes com as demais ciências, a Geografia crítica busca estudar a sociedade contemporânea — nascida da Revolução Industrial — a partir de sua configuração econômica e política, vista como determinante para a compreensão do modo pelo qual a natureza é transformada.
A Geografia que se consolidou ainda no século XIX como ramo do conhecimento científico tinha como foco inicial de seu trabalho a terra ou, mais precisamente, a natureza, daí decorrendo seu esforço de explicar o homem em seu quadro natural.
No esquema tradicional dos estudos geográficos, o comum é a abordagem centrada em três grandes blocos, normalmente apresentados seqüencialmente: dos aspectos físicos ou naturais, chega-se aos humanos para, então, atingir os econômicos.