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Assinale a alternativa CORRETA que cita algumas categorias de análise da Geografia
Paisagem, Território e Lugar.
Espacialidade, Totalidade e Região.
Paisagem, Causalidade e Conexão.
Região, Causalidade e Totalidade.
Para Vidal De La Blache, a Geografia Humana abarca os aspectos físicos e humanos, mas que podem ser estudados de forma separada. O homem (fator geográfico de primeira ordem) domina a natureza e é dominado por ela. Existe uma luta entre o homem e a natureza, esta possuindo uma dinâmica própria que influencia aquele. A Terra seria palco da ação do homem, mas dotada de vida. A ação do homem seria contingente, ou seja, ele escolheria onde, quando e como agir e possuiria várias possibilidades. A Geografia compreende o conjunto da Terra (superfície terrestre). O meio é entendido como local onde coabita o diverso e seria sinônimo de adaptação (VIDAL DE LA BLACHE, 1982).
Tal linha de raciocínio influenciou toda uma gama de autores posteriores, com críticas ao pensamento de La Blache em relação ao objeto de estudo da Geografia, que seria identificado como a “ciência dos lugares”. Sobre estes autores e suas críticas ao pensamento de La Blache, coloque V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas abaixo, e a marque a alternativa correta:
( ) Deffontaines defende que a Geografia Humana estuda o homem como “fabricante de paisagens”, além do efetivo humano e seu acréscimo, o habitat (“a casa revela o homem”), as formas de povoamento, as regiões (entendidas como unidades de paisagens), o combate do homem com o meio físico, os gêneros de vida, os regimes de organização do trabalho, os regimes de alimentação, entre outros temas.
( ) Sorre entende a Geografia Humana como “descrição do ecúmeno” ou “descrição científica das paisagens humanas e sua distribuição pelo Globo”. É a disciplina dos “espaços terrestres”. Significa estudar os grupos humanos vivos, sua organização espacial, seu movimento, suas técnicas (técnica entendida como “alto grau de desenvolvimento mental”), a relação do homem com o meio (uma ecologia do homem com enfoque espacial) e a formação dos gêneros de vida.
( ) Demangeon afirma que a Geografia Humana estuda a “relação dos grupos humanos com o meio geográfico”, através dos modos de vida, sua evolução, sua distribuição e as instituições humanas.
( ) Hartshorne prega que a Geografia estuda “os fatos geográficos, sua localização e interação”, em outras palavras os “complexos geográficos” revelados pela paisagem. O estudo perpassa não só a descrição como também a explicação das paisagens e o ponto de partida da análise é o homem.
( ) Monbeig afirma que a Geografia estuda o caráter variável das áreas e todos os seus aspectos interrelacionados em conjunto. A integração entre os fenômenos é fornecida pela heterogeneidade das áreas e sua evolução. O autor não vê dicotomia entre os fatores humanos e os fatores naturais, mas a primazia deve ser dada ao homem.
A sequência correta é:
V,V,F,V,V.
F,V,F,V,F.
V,V,F,F,F.
V,V,V,F,F.
F,V,V,F,F.
Em uma frase curta – e resumida – podemos afirmar que Geografia é o estudo do espaço geográfico. E este espaço é o local onde vivem os seres humanos. E a base geográfica é formada por alguns conceitos que criam toda uma possibilidade de análise deste “espaço geográfico”. Sobre estes conceitos específicos da Geografia, analise as assertivas abaixo:
I. As paisagens naturais derivam de uma composição particular de elementos, como o clima, o relevo, os tipos de solo e a vegetação. Essas características naturais mudam conforme o tempo passa e, em consequência, as paisagens naturais estão sempre se modificando, mesmo que geralmente tais transformações ocorram de modo lento e pouco perceptível.
II. As paisagens humanizadas ou antrópicas exibem o resultado de diversas intervenções das sociedades sobre a superfície terrestre ao longo do tempo. Elas são resultado do trabalho social, assim como da organização da produção da vida coletiva realizada por gerações que, por meio das técnicas disponíveis em cada época, constroem objetos úteis de acordo com seus objetivos.
III. Quando estudamos conceitos básicos de Geografia podemos afirmar que “região” e “território” apresentam o mesmo significado – a representação de uma unidade territorial com características próprias, capazes de diferenciá-las de um todo.
IV. A distinção entre paisagens humanas e as paisagens naturais torna-se cada vez mais difícil em virtude da ampla atuação humana sobre a superfície da Terra. Muitos estudiosos, inclusive, afirmam que já não existem mais paisagens naturais no planeta, pois toda a superfície terrestre possui, de alguma maneira, a interferência da ação humana e sofre, em diferentes intensidades, impactos dessa ação.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas II, III e IV.
Na história do pensamento geográfico há uma corrente que elaborou um rico acervo empírico, fruto de um trabalho exaustivo de levantamento de realidades locais. Mesmo que por vias metodológicas também criticáveis, o valor das informações acumuladas não pode ser minimizado. Constituem um substantivo material para pesquisas posteriores, pois apresentam dados minuciosos sobre situações regulares. Nesse sentido, a tônica descritiva foi benéfica, pois forneceu informações fidedignas.
(MORAES, A. C. R. Geografia – pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1981. Adaptado)
A corrente do pensamento geográfico que o texto se refere está presente na alternativa:
Geografia Sistêmica.
Geografia Crítica.
Geografia Teorética.
Geografia Tradicional.
Geografia Pragmática.
Em relação à Geografia Humanista, assinale a alternativa correta.
É um segmento da Geografia que desmascara a geografia crítica ao apontar o papel da geografia na luta de classes.
A linha da Geografia Humanista considera a descrição e a comparação das regiões do planeta.
É uma linha do pensamento geográfico que se limita a estudar os aspectos físicos que compõem os dos territórios.
A corrente do pensamento da Geografia Humanista considera a dimensão subjetiva e a experiência pessoal.
É uma corrente que visa à teorização crítica sobre a produção social do espaço na perspectiva capitalista.
No decorrer da história, a humanidade têm se apoiado em paradigmas na tentativa de compreender a existência, o ser humano e sua frágil condição no mundo. Pode-se dizer que paradigmas são uma construção histórica, resultado da teorização humana na busca da verdade. Neste sentido, entender o seu lugar no mundo, sua identidade, seus valores, suas potencialidades e dar significado a estas e outras variáveis se constitui em um desafio permanente para a humanidade. A geografia enquanto campo do conhecimento origina-se na antiguidade clássica, mais precisamente com os gregos. Sobre ao evolução do pensamento geográfica é INCORRETO afirmar:
Durante o período Medieval o pensamento geográfico continua tal qual ocorria na antiguidade: difuso e fragmentado, o que não indica a ausência de avanços.
Estabelecendo relações entre o paradigma neomoderno e as correntes do pensamento geográfico, podemos inferir que a geografia crítica, tendência classificada mais recentemente, é a que mais se aproxima dos parâmetros neomodernos. Esta aproximação é justificada em função de características como a própria criticidade e o desenvolvimento cognitivo amplo e diversificado que leve a reflexão e busca da cidadania através do engajamento social.
A Geografia, como ciência, avançou em seus vários ramos. Houve extraordinário acúmulo de conhecimento geográfico, de origem empírica ou científica, que se desenvolveram desde as primeiras cartas e descrições produzidas na China.
Dentro da Geografia Tradicional, a Geografia Racionalista, procurou dar conta do saber geográfico com uma ênfase maior para o raciocínio dedutivo. Hettner propõe a Geografia como ciência que estuda “a diferenciação das áreas” dando explicações sobre a diversidade da paisagem, a partir do entendimento das interpelações entre os diferentes fenômenos de uma (lugar), sem isolar os elementos do meio.
A partir dos anos setenta a visão sistêmica, a utilização de modelos e a lógica matemática denotam a passagem de uma Geografia Clássica (Tradicional) para uma Geografia Moderna, a necessidade de se fazer Geografia uma ciência, um conhecimento moderno do mundo. Segundo vários autores, o objetivo da pesquisa geográfica é a integração entre o conhecimento geográfico e a metodologia científica.
Tomando como referência as contribuições da obra Decifrando a Terra (2006), analise as frases a seguir sobre os modelos de evolução da paisagem.
A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, relacionando os propositores das teorias de evolução das paisagens, com as respectivas descrições, conforme descrito na obra citada acima:
COLUNA I
1. Davis
2. Penck
3. Hack
COLUNA II
( ) Esse pesquisador acreditava que o ciclo de evolução das paisagens começaria por um pulso de soerguimento forte e rápido, para depois ocorrer um processo de erosão até uma superfície plana ser atingida.
( ) Esse estudioso defendeu que as taxas de erosão competem com as taxas de soerguimento e, quando essas taxas permanecem por um período muito grande, ocorre um balanço dinâmico na evolução da paisagem.
( ) Conforme esse pesquisador, a deformação tectônica e o soerguimento tendem a aumentar até um clímax para, posteriormente, ocorrer uma diminuição lenta. Ele defendia, ainda, que a partir de um determinado momento geológico, as taxas de erosão passam a predominar sobre as taxas de soerguimento.
Assinale a sequência correta.
1 3 2
3 2 1
2 3 1
2 1 3
“Teoria formulada no século XIX pelo geógrafo alemão Friedrich Ratzel que fala das influências que as condições naturais exerceriam sobre o ser humano. (...) Os discípulos dessa teoria foram além das proposições ratzelianas, chegando a afirmar que o homem seria um produto do meio.” |
(https://blog.portaleducacao.com.br/as-correntes-do-pensamento-geografico/)
O fragmento acima se refere ao
determinismo ambiental.
possibilismo geográfico.
regionalismo.
marxismo.
A sistematização da Geografia teve início em meados do século XIX, com Humboldt e Ritter. Derivando destes dois autores surgem as correntes de pensamento geográfico. Destacam-se como correntes de pensamento geográfico: o Determinismo Ambiental, o Possibilismo, o Método Regional, a Nova Geografia e a Geografia Crítica. Segundo CORREA (2000) cada uma delas com suas práticas teóricas, empíricas e políticas, seguindo uma sequência histórica predomina e, ou coexiste com outra corrente. Em relação ao Possibilismo, afirma-se que:
Esse paradigma repensa a questão da organização espacial. Trata-se, no caso, de ir além da descrição de padrões espaciais, procurando-se ver as relações dialéticas entre formas espaciais e os processos históricos que modelam os grupos sociais.
As condições naturais validam o comportamento do homem, interferindo na sua capacidade de progredir. Teve como principal personagem o alemão Ratzel.
A diferenciação de áreas é vista através da integração de fenômenos heterogêneos em uma dada porção da superfície da Terra. A partir dos anos 40 essa corrente ganha importância com raízes em Alfred Hettner e Hartshorne.
Adota a ideia de que a ação humana é marcada pela contingência, sendo a natureza considerada como fornecedora de oportunidades para que o homem a modificasse. Teve como precursor Paul Vidal de La Blache.
O componente Geografia da BNCC foi dividido em cinco unidades temáticas comuns ao longo do Ensino Fundamental, em uma progressão das habilidades, sendo estas:
Marque a alternativa CORRETA:
A construção do espaço: os territórios e os lugares; A Geografia como uma possibilidade de leitura e compreensão do mundo; O estudo da natureza e sua importância para o homem; O campo e a cidade; A cartografia como instrumento na aproximação dos lugares e do mundo.
O sujeito e seu lugar no mundo; Conexões e escalas; Mundo do trabalho; Formas de representação e pensamento espacial; Natureza, ambientes e qualidade de vida.
A evolução das tecnologias e as novas territorialidades; Um só mundo e muitos cenários geográficos; Modernização, problemática ambiental; A cartografia como instrumento; O sujeito e seu lugar no mundo.
A cartografia como instrumento; O sujeito e seu lugar no mundo; O campo e a cidade; Mundo do trabalho; Conexões e escalas.
O campo e a cidade; Mundo do trabalho; Conexões e escalas; A construção do espaço; A Geografia como uma possibilidade de leitura e compreensão do mundo.
O professor Milton Santos (Milton de Almeida Santos) nasceu em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, no dia 03 de maio de 1926. Em entrevista ao Prof. Dr. Délio Mendesiii (1998), é descrito como geógrafo e livre pensador brasileiro; homem amoroso, afável, discreto e combativo. Em uma de suas obras, Por uma geografia nova (1978) , o conceito de espaço é central e compreendido como:
Um conjunto de instituições públicas que são responsáveis pela administração de um território, que procura atender e resolver os interesses e desejos de sua população.
Um conjunto de formas representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura representada por relações que estão acontecendo e manifestam-se através de processos e funções.
Um conjunto de ideias em comum, que podem ser culturais, religiosas ou até mesmo econômicas transcendendo as fronteiras territoriais de determinada área.
Um conjunto de características que se encontram num território delimitado por fronteiras, dominado por um Estado e com características físicas, naturais, econômicas, sociais e culturais.
Considerando os princípios do raciocínio geográfico, bem como seus respectivos significados, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Localização.
2. Distribuição.
3. Diferenciação.
4. Extensão.
5. Analogia.
( ) Busca compreender o modo como objetos, processos e fenômenos naturais e sociais se difundem pelo espaço.
( ) Indica a delimitação da área de ocorrência de determinado fenômeno ou processo.
( ) Indica a comparação entre diferentes áreas, processos e fenômenos.
( ) Corresponde à posição geográfica de todo e qualquer fenômeno na superfície terrestre, indicada por um conjunto de sistemas de referências.
( ) Refere-se às particularidades de cada área, que se articulam às variações do processo de ocupação e produção do espaço e da ocorrência de fenômenos naturais.
A sequência está correta em
3, 4, 1, 2, 5.
2, 4, 5, 1, 3.
5, 3, 4, 1, 2.
1, 4, 2, 3, 5.
Vê-se que os desdobramentos da proposta vidalina (Vidal de La Blache) foram múltiplos. Porém, ao nível da Geografia Francesa, teve um autor que manteve os fundamentos da proposta vidalina, porém a desenvolveu bastante. Esse autor apresentou a ideia de que a Geografia deve estudar as formas pelas quais os homens organizam seu meio, entendendo o espaço como “a morada do homem”. O conceito central desenvolvido por esse autor foi o de habitat, uma porção do planeta vivenciada por uma comunidade que a organiza.
(MORAES, A. C. R. Geografia – pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1981. Adaptado)
O autor que propôs esse conceito foi
Karl Ritter.
Max Sorre.
Friedrich Ratzel.
Yves Lacoste.
Alexander von Humboldt.
O desenvolvimento da Geografia Neopositivista no Brasil e a divulgação de seus métodos e técnicas de análise (a partir da década de setenta) estiveram, em um primeiro momento, diretamente ligados ao Departamento de Geografia do IBGE. A preocupação dos geógrafos e dos técnicos dessa instituição foi voltada para os problemas da regionalização. A razão dessa preocupação decorreu
do desenvolvimento urbano-industrial e do êxodo rural em nosso país, resultando em graves desequilíbrios regionais, o que demandou a ação planificada do Governo Federal.
do projeto desenvolvimentista governamental das áreas rurais que incluía a implementação dos meios técnicos da Revolução Verde, apenas nas regiões tidas como de alta capacidade produtiva.
do pós-guerra que acenou para o desenvolvimento econômico igualitário em todo o país em detrimento ao desenvolvimento social.
da Terceira Revolução Industrial que estimulou a concentração de polos tecnológicos apenas nas regiões Sul e Sudeste do país.
das grandes desigualdades regionais quanto à alfabetização de jovens e adultos que, na época, dificultava o desenvolvimento do país.
O nível do cotidiano, das experiências e das situações vividas, remete à Geografia humanística, ainda que não se detenha nela para explicar o lugar. Inspiradas pela fenomenologia, as abordagens da Geografia humanística, cultural e comportamental, buscam uma análise dos fenômenos do conhecimento com base nas experiências concretas de maneira holística. Essa perspectiva geográfica vê no lugar, o espaço que é familiar, vivido, experienciado.
(AZEVEDO; OLANDA, 2018, p. 144).
Assinale a alternativa que identifica o geógrafo representativo dessa abordagem teórica.
Milton Santos.
Yi-Fu Tuan.
La Bache.
David Harvey.
Ruy Moreira.
A obra Antropogeografia afirma que as leis regedoras da história humana são as mesmas que regem as espécies vegetais e animais. Desse modo, o homem é produto do meio geográfico em que vive e o meio natural exerce uma ação dominadora sobre o homem, o qual deve se submeter àquele meio.
A alternativa que identifica o geógrafo que desenvolveu o conceito de determinismo geográfico é:
Friedrich Ratzel.
Ruy Moreira.
Ives Lacoste.
Manuel Castells.
Richard Hartshorne.
No final do século XIX, o positivismo evolucionista geomorfológico passa a ser abordado de forma pioneira pelo norte-americano William Moris Davis, sendo este conhecido como o pai da Geomorfologia. No referido período, duas escolas de pensamento geomorfológico se evidenciaram: uma anglo-americana, fortemente influenciada pelo "Ciclo Geográfico" de Davis, e outra germânica, que teve como fundamentação teórica inicial os trabalhos de Ferdinand von Richthofen, o qual tinha como inspiração o:
Determinismo geográfico de Friedrich Ratzel
Determinismo geográfico de Paul Claval.
Naturalismo de Alexander von Humboldt.
Naturalismo de Manuel Castells.
Possibilismo de Vidal de la Blache.
Para Cavalcanti (2012), a escola se constitui num lugar de encontro de culturas, de saberes – científicos e cotidianos –, ainda que seu trabalho tenha como referência básica os saberes científicos.
(Cavalcanti, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola / Lana de Souza Cavalcanti. – Campinas, SP: papiros, 2012. (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
Nesse sentido, ensinar geografia constitui
construir um ambiente de sala de aula propício ao trabalho com diferentes saberes, mas com a sobreposição do saber cotidiano dos alunos.
organizar o espaço da sala de aula buscando o diálogo entre diferentes saberes, mas com o absoluto predomínio dos saberes científico e acadêmico dos professores.
abrir espaço na sala de aula para o trabalho com diferentes saberes dos agentes do processo de ensino – alunos e professores.
reconstruir o espaço da sala de aula para o trabalho com diferentes saberes, entendendo, porém, que, em suas atividades diárias, apenas os professores são capazes de construir geografia.
“Ao atuar sobre a natureza, o trabalho produz não apenas uma simples mudança na forma da matéria, mas, também, um efeito simultâneo sobre o trabalhador.”
(Bernardes, Júlia Adão; Ferreira, Francisco Pontes de Miranda. Sociedade e Natureza. In: A questão ambiental: diferentes abordagens / Sandra Baptista da Cunha, Antônio José Teixeira Guerra (organizadores). 3ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.)
Levando-se em conta as relações sociedade/natureza baseadas em abordagens marxistas, a citação acima sinaliza que
Marx introduz uma concepção nova da relação do homem com a natureza – o homem biologicamente passivo.
no processo de metabolismo, a natureza se naturaliza e o homem se humaniza, uma vez que o homem vive na natureza num sentido unicamente biológico.
na concepção marxista, a relação do homem com a natureza é sempre dialética, pois o homem enforma a natureza ao mesmo tempo em que esta o enforma.
a apropriação da natureza pelo indivíduo está sempre inserida numa forma natural, biológica.
A construção do raciocínio geográfico se fundamenta na aplicação de princípios como localização, analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão e:
ordem
heteronomia
simultaneidade
instantaneidade